Notas iniciais
Eeei galerinha, último capítulo. Espero q tenham gostado, e quem quiser pode ver A Segunda Short. Historinha "nova" hehe. Aproveitem. Tá curtinho apenas pra explicar mesmo.

Alguns irmãos tiveram bons finais. Wunjo e Sigel voltaram a ser mais unidas que nunca, e ambas arrumaram parceiros dispostos a protegê-las. Hagall por dias ficou incapacitado até de virar a cabeça, e então não resistiu e faleceu numa madrugada. Amigos e parentes enterraram seu corpo em Grand Hill, uma pequena montanha onde apenas os heróis eram velados. Raidho virou líder do grupo A de caça. Sua pata dianteira esquerda as vezes falhava, mas nada que impedia ele de assumir seu cargo. Uruz permaneceu com Ariana e ganharam 3 filhotes: Lyra, Fire e Hagall, que era idêntico ao original. Akemi decidiu ficar e foi aceita na alcatéia de Iki. Este colocou-a no grupo C de caça, um grupo onde os lobos iam caçar alimento numa área maior e distante, caso a caça local acabasse. Michio, irmão de Ariana se entendeu com Uruz, mas não ficou com a irmã e o parceiro, mas sempre aparece pra visitá-los. Os irmãos Imako e Imaki decidiram terminar a vida como começaram: Sem rumo pelas florestas sobrevivendo do que acham.Sirius nunca foi encontrado e seu irmão foi encontrado morto no mesmo lugar e do mesmo jeito onde havia o Puma auto-mutilado.

Quilac decidiu ficar ao lado de Wunjo. Mas graças as duas frágeis e rápidas lobinhas dela, o pássaro quase não sai da caverna, apenas para divertir e cuidar das pequenas.

O vírus foi erradicado e seus criadores e seguidores foram presos. Seven e Alfred não ganharam a pelagem do Espírito Azul, mas ganharam dinheiro suficiente para viajar pela Europa inteira por ajudarem os lobos e denunciar os criadores.

Ambientalistas, para proteger a área dos lobos, colocaram avisos e algumas cercas para manter Extincionistas e caçadores longes, além de reparar a Grande Pedra Branca, uma grande pedra que garante segurança de toda a alcatéia, graças a uma forte energia vinda dela.

A partir daí, a vida dos aventureiros passou a ser relaxada e calma.

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Era de madrugada. O sol nem dava indícios de que queria aparecer. Toda a alcatéia, com exceção dos guardas, estava dormindo. Todos menos Wunjo. Levantou-se com todo o cuidado possível para não acordar o parceiro e os filhotes Malla e Tammy. Ela não teve que andar muito, mas chegou a uma caverna longe o suficiente da alcatéia. Em sua boca, uma cesta feita por humanos que havia achado com coelhos, esquilos e peixes.

O interior da caverna era claro e brilhante por conta das safiras. Ao fundo dela podia-se ver um lobo negro, solitário, cansado e com poucas feridas. Era Sirius.

Wunjo chegou a passos leves e colocou a cesta no chão. Sirius mal desviou o olhar

– Você poderia voltar. Contar o que aconteceu para todos e retomar a vida – Disse Wunjo.

– O melhor a fazer é ficar aqui. E você deve voltar.

Sirius foi mancando de cabeça baixa até a entrada da caverna, onde sentou e passou a olhar para o horizonte, como se estivesse esperando alguma coisa. Sentida, Wunjo sentou-se ao seu lado, olhou para onde Sirius olhava e passou a perguntar:

–Ele não era imune ao vírus não é? Seu irmão?

Sirius apenas afirmou com a cabeça.

–Acha que o vírus foi realmente erradicado? É possível isso?

–Eu tenho minhas dúvidas... Mas está tudo bem...

Wunjo olhou pra ele abismada. Era a primeira vez que via um lobo como Sirius sorrir. Com isso, o lobo negro olhou pra pequena loba. De trás de uma roxa tirou um pequeno cordão, com uma safira como pingente no formato de um rosto de um lobo. Errado. Era a loba Yenan. A criadora de todo o campo onde moravam.

–Quero que fique com isto. Se algo acontecer, eu vou estar lá. Tal como Yenan.

Wunjo voltou a olhar para onde Sirius olhava. Uma grande e viva esfera amarela passou a aparecer com energia. A manhã finalmente viera, e Wunjo ficou ao lado de Sirius, ambos sentados. Ambos com esperança. Ambos unidos. Ambos com a mesma pelagem cinza e única no lombo. Uma marca só deles.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!