Of Everyone Here Has To Be You?
6 The encounter
Notas iniciais

James Draccon Potter
Estava decidido. Eu e a Katrina nos encontraríamos com um amigo dela na Casa dos Gritos para descobrirmos mais sobre esse tal deus Set. E seria às onze horas da noite.
Mais ou menos às 10h40min, me levantei de minha cama e me troquei. Peguei o Mapa do Maroto e a capa da invisibilidade e desci as escadas para o salão comunal da Grifinória. Coloquei a capa e sai pela porta. A mulher do retrato ficou um tanto surpresa, mas logo percebeu de quem se tratava. Eu já fizera aquilo milhares de vezes. Ás vezes, eu saio para pensar. Perambulo um pouco pelo castelo ou vou até a Casa dos Gritos, sento-me e fico pensando ou estudando. Adoro fazer isso, ficar sozinho. Por que muitas vezes sinto que a única pessoa com quem posso compartilhar o que sinto sou eu mesmo.
– Olá, James. Indo dar outra de suas voltinhas? – ela perguntou, com um tom de ironia.
– Mas é claro, esperava que eu fosse fazer o que? – a mulher se calou e eu continuei andando.
Enquanto andava, comecei a pensar sobre uma coisa que está me incomodando há algum tempinho: garotas. Ando pensando muito nisso ultimamente. Quero escolher alguém com quem possa me abrir e ser eu mesmo. Primeiro, tem a Lanna. Meu Deus, aquela menina está se apegando muito a mim ultimamente. Não me deixa falar nem olhar para nenhuma outra menina quando está por perto, mas pelo menos é uma grande amiga e muito atenciosa. Depois, tem a Jane. Cara, não sei por que estou pensando nessa possibilidade, pois é impossível. Ela até que é bonita, mas não rola. A gente se odeia. Ou pelo menos só ela. E, por último, tem essa Julie. Não a vi direito, mas meus amigos dizem que é bonita pra caramba. Talvez eu tente... Mas ainda estou pensando no caso.
Quando estou me aproximando das portas do Salão Principal, escuto um barulho. Alguém falando.
– Esperando alguém, queridinha? – uma voz feminina perguntou.
– Por que você não vai pro inferno, filha da puta? Ah é, nem Lúcifer te quer por perto – era a voz da Jane.
A outra voz começou a rir e escutei passos. Ela tinha ido embora.
– Quem era? – perguntei, e a garota parecia surpresa.
– A Julie, acho que você já ouviu falar. Afinal, é o maior “garanhão” da escola – ficamos quietos por alguns segundos e começamos a andar, devagar.
Não trocamos nenhuma palavra no caminho até as portas de entrada, e então percebemos o erro que havíamos cometido. Elas estavam trancadas.
– Droga, droga, droga – a garota começou a reclamar.
– Não se preocupa, eu sei uma passagem para fora do castelo – ela ficou surpresa. Eu já havia feito aquilo tantas vezes que sabia o caminho de cor. Fomos correndo até lá e saímos.
Paramos em uma casa, mas eu já havia ido ali tantas vezes que nem prestei atenção. Já ela, ficou olhando para lá e para cá, tanto que tive de puxá-la até sairmos de lá. As ruas da cidade estavam desertas. Ótimo, assim ninguém poderia nos dedar. Fomos seguindo até chegarmos à cerca que nos separava da Casa dos Gritos. Ficamos parados ali, observando a silhueta da casa contra a lua. Era uma noite silenciosa, só dava para escutar nossa respiração.
– Vamos – finalmente falei. Ela ficou meio hesitante, mas logo cedeu. Passamos por baixo da cerca e saímos correndo pelo campo, só parando quando entramos na casa.
Parecia mais escuro do que lá fora. A casa estava toda empoeirada, móveis e pedaços de madeira para lá e para cá. Era impossível andar sem fazer o chão ranger. De repente, escutei um barulho no andar de cima e já saquei a varinha, mas conclui que não era nada. Começamos a subir as escadas, que eram iluminadas pela luz do luar que entrava por uma janela e por alguns buracos na parede.
– Lumos – murmurei, e uma luz emanou da minha varinha. Subimos as escadas e chegamos a um corredor. Entramos na primeira porta que vimos. Dava em um quarto que estava praticamente igual ao andar de baixo, exceto pelo quadro na parede. Era bonito, com uma cadeira verde e prata pintada.
– É aqui – a garota murmurou – mas ele ainda não chegou.
– Afinal, quem é ele?
– Fineus Nigellus, já foi diretor de Hogwarts. Tem um retrato dele no salão comunal da Sonserina. Sempre conversamos – ela revelou – ele me falou que sabia algumas coisas sobre esse tal Set. Bem, por mais que eu não queira ficar aqui com vocês, acho que vou ter que fazer isso.
– Ótimo – falo, dando um sorriso e me sentando. Ela também se senta e esperamos. Até que...
– Ei, como sabia sobre aquela passagem? Pelo que percebi não olhou nenhuma vez para o mapa.
– Sabia que ia perguntar isso. Bem, é que já estou acostumado a fazer esse caminho. Sabe, às vezes é legal ficar sozinho...
– Cara, que nojeira. Eu sabia que você fazia isso, mas não precisava ter me informado onde... – ela se levanta e olha para o chão e para os lados, com cara de nojo.
– Cala a boca, não é isso. Eu gosto de ficar sozinho para pensar, sabe, refletir. Você devia fazer isso às vezes... É bom para a cabeça.
– Não.
– Jane, por que nós nos odiamos?
– Talvez seja porque alguém foi idiota comigo – ela faz ênfase no “alguém”.
– Mas isso aconteceu a um tempão... Não tem mais nada a ver.
– Por que esse interesse nesse assunto de repente, gostosão? – ela fala ironicamente e eu fico com um pouco de raiva. Mas, antes que possa falar qualquer coisa, Fineus aparece. Pelo seu estado, parecia que acabara de sair de uma festa. Estava cansado e muito assustado.
– Garotos, desculpem pela demora, mas eu estava muito ocupado. Não tenho muito tempo antes que eles venham atrás de mim...
– Quem são eles? – a garota pergunta.
–Eu não posso revelar nada relevante agora, mas eles virão atrás de vocês, isso podem ter certeza. Vocês são muito importantes pro plano deles...
– Quem são eles? – ela repete.
– Eles querem vocês, e vão fazer de tudo para conseguir... Vocês tem que ser fortes, tem que vencê-los. Isso vai decidir o destino do mundo bruxo e trouxa – ele continua, como se não a escutasse – Mas eles ainda não sabem qual de vocês é o certo... Pode ser qualquer um... Isso nos mantém um passo a frente deles... – ele para de falar abruptamente, com uma cara pensativa e assustada.
– Fineus, quem são eles? – Jane pergunta pela terceira vez.
– O professor! É isso! Ele é um traidor! Ele contou para eles! Tenho que avisar a diretora... – ele sai correndo, mas não consegue chegar ao seu destino.
De repente, parecia que a parede onde o quadro de Fineus estava explode junto com o próprio quadro. Um lobisomem estava ali, diante da gente. Alto, todo peludo, em pé sobre duas patas enquanto as outras duas ficavam em uma posição de ataque. As pupilas eram duas fendas negras dentro de olhos amarelo-vivo. Dentes gigantes e afiados dentro de uma boca estranhamente grande estavam preparados para rasgar carne. Ele estava com fome.
De onde surgiu? Isso não importava. O que importava era que tínhamos que sair dali o mais rápido possível. Olho para Jane, e ela parece mal. Segurava a perna com uma expressão de dor no rosto. Mas eu não podia deixar ela ali...
O lobisomem deu o bote. Saquei a varinha e...
– Estupefaça! – gritei. O monstro é jogando a alguns metros de distancia, e isso me dá o tempo necessário. Seguro Jane nos braços e a carrego escada abaixo. Se não estivesse quase chorando de dor, ela certamente me daria um belo de um soco, mas agora não é a hora. O lobo uiva e quebra o chão acima de nós, nos derrubando no chão.
A criatura não estava nos atacando. Estava destruindo os pilares da casa. Ia derrubá-la em cima de nós, matar dois coelhos em uma cajadada só. Então me lembrei do que Fineus disse... O lobisomem era um deles. E nós temos que vencê-los. Coloco a garota, que havia desmaiado em cima de mim, no chão ao meu lado. Miro no lobo. Lembro-me de um dos feitiços que o vovô Harry me ensinou, concentro-me e...
– SECTUMSEMPRA!
Cortes aparecem nas costas do lobo, e elas começam a jorrar sangue. A criatura cai imobilizada, e eu me levanto. Certifico-me de que está desfalecido e carrego Jane para fora o mais rápido possível. Ela ainda tinha uma expressão de dor, mas ao mesmo tempo de serenidade. Tão linda... “Cara, não é hora para isso”, pensei.
Chego ao castelo mais ou menos meia hora depois, por causa da dificuldade que tive para levar a garota comigo. Levo-a para a enfermaria, que estava fechada. Abro a porta devagar e coloco-a em uma cama. Depois, chamei Madame Ponfrey.
– Acho que ela caiu de alguma escada, porque a encontrei assim no chão – falo com todo o cuidado, para não dar sinais de que fosse mentira.
– Certo... Você fez um ótimo trabalho trazendo-a aqui, garoto. Mas, antes de voltar ao seu dormitório, posso saber por que estava andando pelo castelo à noite? – ela pergunta, desconfiada.
– Bem... Estava indo ao banheiro – invento.
– Você não sabe mentir muito bem, garotinho. Eu sei que vocês dois estavam de namorico por aí e ela acabou se machucando – ela dá um sorriso.
– Claro que não! A gente nem se gosta!
– Então como que você a ajudou?
Depois disso, sai dali um pouco irritado, mas pensativo. Será que eu gosto mesmo da Rosier? Eu praticamente a salvei e, por um momento, fiquei todo derretido por ela... Cara, isso não pode estar acontecendo.
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