Notas iniciais
W.S. Um capítulo um pouco mais caprichado... Espero que gostem...

Jane Katrina Rosier

Depois de ter que aguentar o insuportável do Draccon pelo caminho todo até Hogwarts, dar um tapa bem dado na cara dele e ouvir o Draco me incomodando, finalmente chegamos ao castelo. Saí com a dignidade de uma Rosier sangue-puro e encaminhei-me para o Salão Principal. Sentei-me exatamente no meio da mesa, lugar que eu fuço desde o segundo ano. Draco senta-se ao meu lado. Do outro lado do salão, posso ver Lanna se esfregando no James. E ele tentando se afastar.

Não sei se é só ele ou se todos os meninos são tapados desse jeito, mais já está mais que na cara que a Lanna está de quatro por ele e a criatura não faz nada. Tudo bem que o Draco também não percebe, mais a Lanna vive grudada no James. Eu, que passo um tempo mínimo com eles percebo a quantidade de indiretas que ela joga. Só um tapado não perceberia que a melhor amiga está apaixonada por ele. Isso vale pra qualquer um.

Terminei minha refeição e saí andando até as masmorras.

– Sangue-Puro. – falo para o quadro de Fineus Nigellus. Ele acorda de seu sono e olha para mim.

– Rosier, como vai? – ele pergunta. Ele gosta de mim, afinal, ele é um Sonserino que preza o sangue-puro tanto quando eu. Sei um sorrisinho.

– Perfeitamente bem. Um pouco cansada, mais algumas horas de sono resolvem isso. – falo e ele abre a passagem. Entro no salão comunal. As paredes são de pedras negras. Há poltronas verde-escuras com detalhes em prata, no chão há um mosaico em forma de cobra verde e fundo prateado. Há também várias tapeçarias com o símbolo de nossa Casa. Em um canto, uma enorme lareira queima com fogo que esquenta o local. Das janelas, podemos ver o fundo do Lago Negro e as criaturas que lá vivem. No meio co cômodo há uma grande estátua do honrado Salazar Slytherin com uma cobra nas mãos. Passo direto por tudo isso, entro no corredor que leva aos dormitórios femininos e entro em meu quarto. Eu divido-o com algumas meninas de menor importância. Coloco minha camisola de seda francesa negra e deito-me. Durmo rapidamente.

***

Acordo às seis da manhã, como de costume. Coloco meu uniforme, arrumo meus cabelos, passo uma maquiagem leve, pego meu material e vou para o Salão Comunal. Pego um cachecol mais grosso, pois o dia está frio. Não havia ninguém lá. Como eu tinha chegado ontem, não tive tempo de pegar livros na biblioteca e não tinha nada para fazer. Fui andando calmamente até o Salão Principal. Quando chego, percebo que não há ninguém no salão... Só o Draccon, mais esse aí não conta. Empino o nariz e ando ereta até a mesa da Sonserina. Sento-me em meu ligar costumeiro. A comida não tarda a chegar. Ovos com bacon, meu café da manhã predileto. Aprecio o gosto da comida, aproveitando cada garfada. Quando termino, olho para a frente e percebo que o Potter está me encarando. Sou um sorrisinho irônico e faço o mesmo. Depois de uns cinco minutos dessa brincadeira estranha, Lanna entra no salão. O Draccon não parece notar isso, apenas continua me encarando com olhar distante. Só pra irritar a Malfoy mais nova, mudei minha expressão irônica para um olhar significativo, como se estivéssemos nos comunicando pelo olhar.

Quando a menina percebe isso, fuzila-me com o olhar e vai para perto do Potter. Ela abraça-o por trás e ele desperta do transe com um pulo de susto. Rio internamente. Ele desvencilha-se dos braços de Lanna e afasta-se um pouco. Tenho que me segurar pra não gargalhar com a expressão no rosto de ambos. A Malfoy está meio ofendida e meio magoada, com a boca aberta e um pouco torta. Já o moreno tem um olhar de censura e um pouco de raiva. Isso é cômico. Sinto mãos em meus ombros e me assusto. Não preciso olhar para trás para saber que é Draco. O cheiro de menta o entrega. Tirando o fato de que ele é o único que faz isso.

– Porque você está encarando o Draccon e a minha irmã? – ele pergunta, sentando-se ao meu lado e começando a comer.

– Uma cena cômica demais. – falo e ele me olha, sem entender. Aponto pra a mesa da Grifnória e ele olha para lá. Bem nessa hora, Lanna aponta para mim e o Potter se vira. Quando seus olhos passam por mim, vejo que o ódio antigo está de volta. Retribuo na mesma intensidade. A boca de Lanna não para de se mexer e sua expressão é de raiva. Ele vira-se para cá e eu aceno, dando um tchauzinho. Levanto-me e Draco me segue em um pulo. Pego minha bolsa e vamos para a aula de DCAT, que, por um péssimo golpe do destino (ou da McGonnagal) é com a Grifnória.

Sentei-me na última mesa da direita com Draco ao meu lado. Depois de uns dez minutos, os alunos começaram a entrar e o professor Zack Lovegood entrou logo em seguida. Ele se encaminhou para a frente da sala sem dizer nenhuma palavra, como de costume.

– Hoje praticaremos duelos com feitiços mudos. Por favor, senhor Potter venha para a frente. – o professor Lovegood era muito puxa-saco do Draccon só por causa do avô dele. Tudo bem, o cara tem um talento mínimo pra essa aula, mais não interessa.- Vamos ver... Com quem você duelará... – o professor passa os olhos pela sala e para em mim. – Senhorita Rosier! Por favor venha para a frente. – faço o que ele manda. – Posicionem-se no estrado.

Eu e o Draccon subimos no estrado da sala e ficamos frente a frente. Provavelmente meus olhos estão brilhando. Não é todo dia que eu tenho a chance de lançar feitiços no meu inimigo sem ter risco de pegar uma detenção.

– Muito bem. Cumprimentem-se. Isso. O resto vocês sabem. Só feitiços para desarmar e proteger. Comecem! – viro-me e dou três passos para trás. Viro-me exatamente na mesma hora que o Potter. Em um sincronia estranhamente perfeita, levantamos nossas varinhas e gritamos:

– EXPELIARMUS! – Nossos feitiços colidiram. Uma luz dourada começou a se formar. Ela tinha uma cor meio transparente, por isso eu conseguia ver o resto da sala pela visão periférica. Minha varinha começou a vibrar fortemente, e tive de segurá-la com mais força. Um tipo de campo de força dourado começou a se formar ao nosso redor, e os gritos dos outros alunos foi ficando abafado. Do nada, um tipo de fantasma vermelho saiu da minha varinha. Levei o maior susto da minha vida. Ele tinha o corpo de um homem (bem musculoso, por sinal), usava um Chanti egípcio e sandálias, porém o mais estranho é que sua cabeça não era humana, mais sim de uma anta (o animal mesmo, não o Potter). Se eu disse que a cabeça era a parte mais estranha, desculpe, pois ele também tinha um rabo. Aquilo tinha um tipo de cajado, porém a ponta, esculpida em forma de alguma coisa que eu não identifiquei, era bem afiada. Enfim, a criatura virou a cabeça para mim e eu pode ver seus olhos. Negros como ônix. Pela sua expressão (não sei como eu sabia, é maio difícil saber o que uma anta está sentindo) ele parecia ter acabado de acordar de um longo cochilo. Depois de alguns segundos me encarando, a besta virou-se para o Potter, que estava branco feito leite, e começou a andar calmamente até ele. Nessa hora, ouvi um grito desesperado, um pouco abafado pelo escudo.

–PAREM A CONEXÃO! – identifiquei essa como sendo a voz do professor. Levantei minha varinha, e o campo rapidamente se extinguiu. – Por favor, queiram me acompanhar até a sala da diretora. Agora. Classe dispensada. – a voz do professor, sempre tão aérea, agora estava séria. Me meti em encrenca. Puta merda. Eu e o Draccon seguimos lado a lado, atrás do professor, sem falar nenhuma palavra. Ambos ainda chocados pela cena que acabara de ocorrer.

Após alguns minutos de caminhada, eu saí do transe e falei, em voz baixa:

– O que foi isso?

– Silêncio! – o professor fala, ríspido. Calei-me.

Eu estava abismada com uma ciosa. Eu já tinha visto aquela criatura em algum ligar. Do nada, uma lâmpada se acende na minha cabeça.

– SET – falo, um pouco alto.

–Hã? – James me olha como se eu fosse de outro planeta.

– O deus egípsio Set! A mitologia antiga! – ele continua me olhando sem entender. Bufo.- E ainda dizem que você não é lerdo. – sussurro e calo-me. O Draccon fica me encarando pelo resto do caminho, mas não faz comentários.

Notas finais
COMENTEM! W.S.