Odisséia Grega
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Os dias que se seguiram passaram muito rápido. Rosalie e eu quando tínhamos tempo, saímos em compras para o Natal. Precisávamos de roupas para as festas de final de ano e também dos presentes, que esse ano não seriam poucos por causa dos nossos convidados de Forks. Ela voltou as boas com os pais e ia presenteá-los com um cruzeiro de 9 dias para algum lugar no norte da Europa. Meus presentes já estavam todos comprados e embrulhados, inclusive os de Edward que me deu uma tremenda dor de cabeça para decidir.
Também comecei a trabalhar na North OKeefe Events, então estava tudo uma loucura. Levei alguns dias pra conseguir me adaptar, a Irina ainda me tratava com aquele desdém de sempre e isso não passou despercebido pelos meus colegas, mas decidi ignorar porque estava realmente gostando do lugar.
Nós agora estávamos há 6 dias da véspera de Natal e Edward estava ocupado, viajando de um lugar para outro e depois voltando pra cá e enfiando a cara no trabalho para agilizar a inauguração da sede de Atlanta, nós nos vimos em pouquíssimas ocasiões e não tivemos tempo pra muita coisa, então o que nos mantinha juntos atualmente era o bendito celular.
Eu e meus pais ainda almoçávamos no domingo e em um desses eu posso ter roubado o caderno de receitas da vovó pra pôr em pratica algumas das suas que fizeram a Rose comer como uma maldita caminhoneira e me pedir em casamento depois, diga-se de passagem. Foi pensando nesses elogios que numa sexta-feira à noite eu tomei uma decisão que tinha tudo pra dar certo.
Ou errado, depende de como se via.
— Sim? — Uma voz grossa e rouca atendeu a chamada.
— Emmett? Sou eu, Isabella. Não sei se você lembra de mim, mas nos conhecemos no... —
— Isabella! Claro que lembro de você, mulher. Em que posso ajudar? — Ele me interrompeu provavelmente com aquele sorriso de covinha na voz que me fez rir na hora.
— Eu sei que vai soar estranho e eu não vou ficar brava caso diga não, mas você é o único que pode me ajudar nisso — Meio temerosa respirei fundo e despejei de uma vez — Preciso que me ajude a entrar no apartamento do Edward sem que ele saiba.
E foi isso. Eu realmente achei que Emmett me chamaria de louca, desligaria o telefone na minha cara, chamaria a polícia me acusando de perseguição ou coisa do tipo, mas ao contrário do que eu pensava, ele soltou uma sonora gargalhada e perguntou qual era o plano. Simples assim. Algo me dizia que esse cara confiava muito em mim ou então ele vivia na espreita de ver o amigo se ferrando bonito.
Ele me passou todas as informações necessárias, como o endereço do condomínio de luxo em que o Edward vivia e que o apartamento era alugado, pois ele não pretendia ficar muito tempo na cidade – o que me causou um estranho aperto no peito – e me disse para fingir ser Alice, sua irmã, quando chegasse lá, pois eles com certeza entrariam em contato com o Edward se eu me passasse por alguma namorada dele. Acredito que o Cullen era mais assediado do que eu pensava. Mais tarde naquela noite, eu arrumei tudo que precisaria para levar em uma bolsa esportiva grande e de propósito não respondi nenhuma das sms que ele tinha mandado.
Na manhã seguinte, tive um pouco de trabalho na maquiagem, queria usar pouca coisa, algo bem leve já que fazia um dia bonito lá fora, mas eu estava com olheiras da noite mal dormida. Nunca pensei que fosse ficar tão ansiosa pra algo tão bobo. Na fundo eu sabia que eu estava morrendo de medo da reação dele, Edward podia me chutar pra fora da vida dele em segundos se achasse que eu tinha passado dos limites, mas eu iria arriscar assim mesmo.
Rose já sabia do que eu ia fazer naquele dia e apesar de ser grande fã de loucuras, ela não estava muito empolgada porque achava que ele e eu não tínhamos intimidade o suficiente pra esse tipo de coisa, mas bem, foda-se, agora é tarde pra voltar atrás. Desejou-me sorte e disse que faria seus próprios planos para hoje, mas se eu precisasse, era só ligar.
Quando cheguei ao prédio de Edward, um porteiro aproximou-se perguntando meu nome e quem eu procurava. Segui as instruções de Emmett e o cara caiu direitinho, dizendo que o sr. McCarty havia avisado sobre a surpresa que eu faria ao meu irmão. Sim, claro. Uma vez com as chaves em mãos, fui quase saltitando para o elevador. Eram 9 da manhã e eu tinha exatamente 4 horas até o Cullen voltar para casa, por isso eu tinha que agilizar.
O apartamento era basicamente como eu esperava, muito luxuoso, decoração impessoal, bastante masculina e impecavelmente limpo. Sem procurar por mais detalhes, fui correndo para o quarto dele que estava tão arrumado quanto o resto do lugar e joguei sobre a cama alguns produtos de higiene pessoal, sais de banhos, hidratantes, sabote líquido e óleos para massagem.
Arrumei as coisas na bancada do banheiro dele e deixei tudo no ponto para quando fosse preparar o nosso banho. Chequei as horas no celular e porra, corri pra fora do banheiro direito para a cozinha dele que era... wow, o sonho de qualquer dona de casa! Simplesmente tinha tudo que eu precisava e só deixava a desejar nos mantimentos, porque eu tinha certeza que Edward sempre comia fora ou pedia nos restaurantes. Ainda bem que fui esperta o suficiente pra comprar as coisas que precisaria antes de vir. Suspirei alcançando um avental e botei a mão na massa.
O cheiro da comida estava impregnando no apartamento enquanto eu cuidava da sobremesa. Tinha cerca de meia hora até ele chegar e nesse meio tempo Emmett e eu estávamos trocando mensagens de textos, eu checando se daria tempo de estar com tudo pronto e Emm insistindo pra que eu fizesse algo ruim e divertido com o Edward. Revirei os olhos e fui me refrescar no banheiro. Ouvi meu celular vibrar enquanto retocava a sutil maquiagem, coloquei um pouco de perfume também e baguncei o meu cabelo só pra dar um certo volume.
De: Emmett McCarty +(636-950-3601)
Hora: 13:04 p.m.
“Seu homem está sendo entregue são e salvo, minha jovem. Bom final de semana para o casal.”
Cacete. Já?
Oh, porra!
Corri pra fora do banheiro outra vez e fui pegar a louça que havia separado para pôr na mesa em no mínimo 5 minutos. E foi quando o travessa de salada estava sendo posta que eu ouvi as chaves... a fechadura... a porta batendo... os passos e o meu estômago de repente parecia querer devolver o meu café da manhã. Não fique puto. Não fique puto. Eu repetia o meu mantra.
Quando ele entrou no meu campo de visão, eu ofeguei. Era covardia ser tão bonito! Ele vinha de cabeça baixa com o paletó pendurado no braço enquanto desfazia o nó da gravata. Algo tão simples e ele fazia parecer tão sexy. Oh, meu Adônis... o que você faz comigo.
Edward parou de repente ainda fitando o chão e franziu o cenho, bem lentamente ele foi levantando o olhar até encontrar-se com o meu. Edward arregalou os olhos e piscou algumas vezes como se quisesse ter certeza que eu estava ali ou era miragem e depois deixou que um pequeno sorriso aparecesse nos seus lábios avermelhados quando começou a avaliar cada pedaço do meu corpo com aqueles olhos verdes brilhantes e astutos.
— Eu deveria ter imaginado algo quando Emmett veio o caminho inteiro soltando piadinhas sobre como eu ia ter um bom tempo chegando em casa e como o meu final de semana prometia.
A voz dele era divertida, mas seu rosto era sério. Edward passou pelo sofá, jogando o paletó e a gravata agora desfeita e começou a caminhar até mim abrindo os primeiros botões da camisa cinza clara deixando um pouco do seu peito branco exposto pra mim. Engoli seco.
— Você está bravo? — Perguntei mordendo o lábio. Eu podia ver que ele não estava chateado em me ter ali e isso foi um alivio, mas gostava de fazer um charme quando estávamos a sós.
— Como posso ficar bravo quando chego em casa e encontro uma mulher deliciosa com você, vestida desse jeito e ainda me preparando um bom almoço? O que mais um homem pode querer, Isabella? — Retrucou dramaticamente e quase me fez rir. Nós estávamos frente a frente agora. Por causa da sua altura, eu tinha que levantar o rosto um pouco e olhar pra cima. Levantei meus braços e os coloquei ao redor do seu pescoço, assim trazendo-o um pouco mais pra perto.
— Eu sei de mais uma ou duas coisas que um homem pode querer... — Mordi seu lábio inferior e passei a língua por ele. Os olhos de Edward escureceram com o ato e um certo rosnado vibrava sob o seu peito me fazendo arfar de desejo. Ele não esperou mais e desceu sua boca na minha, envolvendo minha cintura, abraçando-me apertando e invadindo meus lábios com sua língua quente. Sua mão queimava a minha pele em qualquer lugar que tocava e eu o apertava ao máximo, arranhava sua nuca, explorava a sua boca e gemia pra ele.
Já havia esquecido do almoço enquanto ele me empurrava em direção ao sofá mais próximo, se algo ainda estivesse no forno, bom... íamos ter torradas no cardápio de hoje. Edward me deitou no sofá e não demorou a deitar-se por cima de mim. Eu nunca tinha experimentado o peso de um homem sobre o meu corpo, mas era uma sensação deliciosa e lógico que ele tinha cuidado para não me machucar. Seus lábios libertaram os meus para que eu pudesse respirar e foram até o meu pescoço, roçando ali os dentes, mordiscando e depois beijando. Sua boca depositou um beijo demorado em uma parte atrás da minha orelha que me fez tremer dos pés à cabeça, arrancando uma risadinha rouca dele.
Também não fiquei parada e comecei a passar as mãos pelas costas do Adônis por baixo da camisa, sua pele era tão macia, tão gostosa embaixo dos meus dedos que era impossível tentar me afastar. Gemi quando a boca dele desceu pelo meu colo indo em direção ao meus seios. Eu não usava sutiã naquele dia e os meus mamilos já túrgidos destacavam-se na blusa. Edward me provocava mordendo-os por cima do tecido e molhando-os com sua saliva, me deixando quente e contorcendo-me em baixo dele, querendo mais. Ele adorava me ver pedindo e quando o fazia, me beijava sofregamente, gemendo e me apertando mais contra si.
Sua mão direita estava espalmada na minha coxa, puxando a minha perna para que eu enlaçasse o seu quadril e quando nos encaixamos daquela forma, eu senti um volume gostoso em sua calça social que esbarrava uma vez ou outra na minha intimidade e decidi erguer meus quadris de propósito pra que ele roçasse em mim outra vez, arrancando um gemido longo de nós dois.
— Que cheiro gostoso esse seu, Isabella — Ele falava ao pé do meu ouvido e eu mal tinha forças de abrir os olhos naquele momento, por isso mal senti que ele se desfazia das próprias roupas até que ele alcançou a minha saia e puxou-a para baixo. Estava tão distraída que quase gritei de susto, mas depois paralisei com a imagem do seu corpo perfeitamente esculpido como um estátua de mármore da Grécia antiga bem na minha frente, nem semi nu o homem parecia... normal. Sua pele era de um branco lindo e não tinha defeitos aos meus olhos, havia pouco pelos acobreados em no centro do seu peitoral e o abdômen, Deus, eu tentava até não encarar. Edward não era do tipo de homem com músculos exagerados, mas era forte e definido nos lugares certos. Usava uma boxer azul marinho que me fez salivar com o modo como abraçava a sua bunda redondinha e destacava bem o seu tamanho. Ele riu quando percebeu que eu o estudava descaradamente e meu rosto esquentou na hora, é claro.
Não tive muito tempo de me envergonhar por estar só de calcinha e uma blusa minúscula, porque seu corpo voltou a cobrir o meu no minuto seguinte. Edward beijou minha boca com fúria, sem delicadeza alguma e agora que eu podia sentir sua pele na minha, seu pau roçando em mim tão duro como se pudesse atravessar aquela cueca, me fazia corresponder com mais vontade ainda.
Nossas respirações aceleradas e gemidos eram os únicos barulhos em todo o apartamento, pareciam até ecoar, como se estivéssemos gritando pra todos ouvirem o quanto estava bom. Gritar descreve bem o que eu fiz quando os dedos de Edward entraram na minha calcinha sem o menor pudor, me pegando desprevenida e encharcada. Ele mordeu meu ombro quando sentiu o quão pronta eu estava para recebe-lo e por torturantes minutos ficou esfregando a minha entrada e o meu clitóris, me deixando sedenta, louca, prestes a ataca-lo se ele não fizesse algo.
Quando a situação tornou-se critica até para ele, Edward saiu parcialmente de cima de mim para descer o pequeno tecido rosa pelas minhas pernas, corei todos os tons de vermelho por ele estar observando meu sexo e como uma criança ao ganhar um brinquedo novo, ele esqueceu-se do resto ficando apenas olhando como seus dedos molhavam-se com meus fluidos e em como eles deslizavam pra dentro de mim com facilidade. Ia protestar quando senti os movimentos pararem, mas resolvi ficar quietinha e apreciar o show quando Edward ficou de joelhos no sofá espaçoso para livrar-se da sua boxer e apesar da pressa, ele fez aquilo bem devagar pra me torturar.
Puta que pariu! É lógico que ele tinha que ser bonito até lá também, pensei com ironia. Edward era bem dotado, tinha o pau maior do que a maioria dos caras que eu vi – que não foram muitos e a maioria foi na internet – tinha basicamente a mesma cor do seu corpo. Era parcialmente depilado, deixando apenas alguns cabelinhos aparados na base do seu membro e a cabeça rosada brilhava com o seu pré-gozo, para a minha surpresa, me dando vontade de provar.
— Edward, por favor... — Pedi chutando a vergonha pra longe e abrindo as pernas para chamar sua atenção. Ele engoliu seco e sua mão fechou-se ao redor do membro rígido, começando um lento movimento de vai e vem enquanto encarava o meu sexo brilhante e molhado. Passei vagarosamente a minha mão direita pela minha barriga até alcançar o meu clitóris e também devagar, fiquei esfregando ali, me controlando ao máximo para não fechar os olhos e perder o erotismo daquele nosso momento.
— Chega! — Rugiu e empurrou minha mão para longe — Você não tem permissão de tocar seu corpo dessa maneira na minha presença até que eu mande. Isso aqui é meu. — Disse esfregando o nervo dolorido com o polegar arrancando outro gemido meu.
Sem mais delongas, ele veio pra cima de mim, testando um jeito agradável para ambos de fazer aquilo e apesar da nossa diferença de altura, nos encaixamos perfeitamente. Minha respiração acelerou quando senti o pau de Edward roçar na minha entrada, a cabecinha dele fazendo menção de entrar e depois saindo.
Eu realmente ia fazer isso.
Finalmente ia. E com Edward.
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