Odisséia Grega
6 Capítulo 6
Notas iniciais
— Edward?! — Minha voz saiu meio esganiçada, tenho certeza, mas isso foi uma surpresa.
— Quem mais seria, Isabella? Não me diga que é comum te ligarem a essa hora para saber o que você está vestindo? Eu posso ser ciumento. — Seu tom era brincalhão, mas eu quase podia visualizar a carranca no seu rosto, isso me fez soltar uma risadinha.
— Não, claro que não, estou apenas surpresa por ter ligado. Como conseguiu o número?
— Você deveria saber que não seria um problema pra mim. Mas isso é um detalhe, como você tem estado? — Pensei um pouco na resposta. O que eu diria? Com saudade, ansiosa pra ouvir você de novo, louca pra colocar as minhas mãos em você e sentir as suas de novo dentro da minha roupa e te beijar até que nossos pulmões falharem?
— Bem. E você?
— Estou cansado. Mas precisava falar com você essa noite, esses dias tem sido terríveis... mas precisava te dizer que você não sai da minha cabeça. Que espécie de feiticeira é você, baby?
Eu gargalhei enquanto corava. Meu rosto estava quente e outras partes do meu corpo também. Isso queria dizer que ele também tinha sentido minha falta? Pensando em mim?
— Eu quero te ver. — Respondi mordendo o lábio. Não sabia de onde tinha tirado tanto atrevimento, mas eu não era estúpida. O homem acabou de dizer que estou na cabeça dele há dias, eu não posso estar nessa sozinha.
— Eu também, mais do que você imagina — Suspirou — Depois de tê-la provado daquela maneira na sexta, eu não sei como tenho conseguido me manter longe, se tudo em que eu penso é em sentir o seu gosto de novo, ver o seu bonito rosto corado, sentir você esquentando e ficando molhada só pra mim.— Seu sussurro era baixo, rouco, enlouquecedor e eu já estava ofegando.
— Jesus, Edward... você não pode sair falando essas coisas pra mim — Reclamei encostando-me aos travesseiros, sentindo os meus mamilos entumecidos e um incomodo bom entre as pernas — Estou ansiosa pra repetir o que fizemos no carro. Realmente ansiosa.
Pensei ter ouvido ele gemer do outro lado, sua respiração mais pesada estava fazendo um ruído desagradável na linha, mas logo o que ouvi foram barulhos que lembravam-me ao cinto do meu pai sendo aberto sempre que ele chegava do trabalho.
Será... será que... Edward estava tirando a roupa enquanto falava comigo?
— Baby, eu estou rezando pra que você esteja em seu quarto, no conforto da sua cama, vestindo apenas uma blusinha colada no seu corpo delicioso e um minúsculo short. — Ele parecia mais relaxado, mas a voz ganhou um tom mais grave.
— Na verdade, eu estou de camisola branca e uma calcinha de renda amarela, um pouco transparente. Confesso que agora estou um pouco arrependida de tê-la vestido, eu sempre acabo toda suja quando você me deixa molhada dessa forma. — Respondi tentando provoca-lo e mordi meu lábio com força quando ouvi-o praguejando e gemendo em seguida.
— Você não está jogando limpo comigo, Isabella. Então agora seja uma boa garota e me obedeça, huh? Quero que você flexione os joelhos e abra bem as pernas pra mim. Quero que esfregue os dedos em sua calcinha até tê-los encharcados. — Mandou com uma voz autoritária, seu sotaque ganhando destaque dessa vez. Tão sexy que nem sonhei desobedece-lo.
Edward murmurou uma aprovação quando comecei a gemer ao tocar a minha intimidade tão necessitada. O tecido da calcinha criava um atrito gostoso no meu clitóris me fazendo fechar os olhos e puxar o ar cada vez mais rápido. Ele parecia estar se divertindo também do outro lado, seus gemidos roucos e seus estímulos cada vez mais safados me provocavam um calor absurdo, estava quase tão gostoso quando eram suas mãos me tocando ali.
— Coloca a calcinha para o lado e enfia dois dedos dentro dela, Isabella. Imagina o meu pau deslizando para dentro e para fora de você bem devagar, bem gostoso, batendo-o bem no fundo. Quero que você sinta, Isabella, ele todo abrigado dentro de você. — Pediu e eu gemi alto me rendendo.
Ele fazia meu cérebro virar mingau. Eu faria qualquer coisa que esse homem pedisse.
Coloquei o celular no viva-voz bem ao meu lado no travesseiro, abri um pouco mais as pernas e puxei o tecido da calcinha para o lado, me expondo totalmente. Só de imaginar ele ali na minha frente me vendo daquela forma fez meu rosto esquentar. Fechei os olhos e joguei a cabeça para trás, voltando ao foco, lubrifiquei meus dedos com a umidade excessiva de lá e comecei a enfia-los como ele pediu, fazendo movimentos de vai e vem enquanto com a outra mão eu esfregava meu clitóris dolorido.
— Deus, Edward. Tão bom! Eu acho... eu... vindo — Murmurei alucinada com os arrepios, as vibrações que o meu corpo emitia. Aquela queimação de dentro pra fora me dando uma vontade louca de gritar e me contorcer inteira.
— Ah, Isabella, o meu pau está pulsando na minha mão, louco de vontade de sentir sua carne molhada ao seu redor, me apertando com o seu orgasmo. Então me dê, baby, deixe-me ouvi-la gozar — Pediu arfando várias vezes. Ele estava em um estado quase pior que o meu naquele momento e isso me deixou em êxtase. Aquele homem poderia estar com qualquer mulher que quisesse nesse estado, mas estava comigo. Fazendo sexo no telefone comigo — Agora, porra. Goze agora. — Edward rosnou e como se o meu corpo obedecesse ao seu comando, um orgasmo poderoso me rasgou em pedaços. Um grito de prazer escapou de mim sem que eu pudesse evitar, minhas costas arquearam-se e ouvi-lo gozar comigo do outro lado só prolongou o meu prazer.
Passamos algum tempo quietos enquanto recuperávamos o fôlego, mas quando o silencio foi demais, começamos a rir simultaneamente até que estávamos gargalhando feito dois bobos adolescentes e ouvir a risada gostosa dele daquela forma, depois do que fizemos, fez meu peito apertar e eu senti vontade de dizer o quanto eu gostava dele. Mas isso seria assustador demais. Pra nós dois.
Ficamos mais vinte minutos na ligação, eu perguntei como tem sido seus dias em Atlanta e ele disse que tudo resumia-se em trabalho e que não fosse Emmett e seu cunhado Jasper, morreria de tédio. Entre reuniões, contratos e pesquisas, ele tentava manter o máximo de contato com os pais e a irmã em Atenas. Eu dei uma de namorada enxerida e perguntei sobre mulheres, ele apenas riu pra mim e disse que eu não precisava me preocupar, eu era a única que tinha sua atenção no momento. A resposta não era bem o que eu esperava ouvir, mas já me tirou um peso dos ombros. Eu não queria dividi-lo enquanto estivéssemos nisso. Seja lá o que isso fosse.
Acordei pela manhã me sentindo pra lá de disposta. Levantei cedo e fiz o café da manhã. Acho que acabei me empolgando, porque Rosalie engasgou quando chegou na cozinha com seu lindo cabelo loiro parecendo um ninho de passarinho e o rosto amassado. Ela ficou me observando o resto da manhã toda, perguntando-me se eu tinha visto passarinho verde ou algo do tipo e eu apenas sorria e piscava para ela, deixando-a mais curiosa ainda.
Perto do horário do almoço eu recebi uma ligação de uma empresa onde havia deixado o meu curriculum há 3 semanas e eles disseram que queriam que eu fosse até lá essa tarde. Concordei na hora, não me deixei ficar muito animada, porque o rumo que as coisas estavam tomando era preocupante, mas a empolgação estava ali e eu me sentia louca pra voltar a fazer alguma coisa.
Admito que corei feito uma mocinha quando guardei meu celular na bolsa lembrando das atividades da noite passada. Era ridículo pensar no quanto eu já sentia falta dele. Rose estava lá sala berrando que eu estava atrasando-a para o trabalho, então eu ajeitei o meu vestido na frente do espelho uma última vez e pus os óculos escuros. Os saltos faziam um barulho irritante enquanto eu praticamente corria para fora do quarto antes que ela viesse me buscar pelos cabelos e tranquei a porta do apartamento enquanto ela mantinha a do elevador aberta para mim.
— O pessoal está marcando um happy hour pra semana que vem, tá interessada? — Me perguntou já no carro. Alguns dos colegas de trabalho da Rose marcavam uma saidinha duas vezes por mês quando as folgas coincidiam, geralmente iam pra algum bar, bebiam até não se aguentarem em pé e voltavam para suas casas. A loira dizia que era muito mais que isso, eu sempre recusava porque achava seus colegas doutores um pouco chatinhos demais, alguns se achavam superiores a mim e quando estavam “alegres” começavam a implicar e fazer piadas de mal gosto sobre o que eu fazia da vida, por isso eu parei de ir. E continuaria assim.
— Huh... onde vocês vão dessa vez? — Perguntei desinteressada. Ela revirou os olhos e buzinou para algum babaca em uma motocicleta que passou na nossa frente quando o sinal abriu.
— Midtown, como sempre. Nós somos clientes de longa data, já conseguimos diversas cortesias e lá sempre tem gente bonita. Preciso ver caras novas, sabe. Me distanciar um pouco do Royce sem ser estúpida com ele. Quero que ele perceba que eu já estou em outra. — Apenas assenti calada e não respondi se ia ou não. Nós já estávamos entrando na rua da empresa e ela desejou-me a melhor sorte dessa vez. Dei-lhe um beijo na bochecha e pulei pra fora do carro. Vamos lá.
Estava realmente excitada quando entrei no lugar. Havia gente por todo lado, ninguém parecia ter um minuto de sossego, estavam sempre em seus celulares, tablets, em ligações, nos computadores, todo mundo tinha algo – aparentemente importante – pra fazer.
Não demorei a localizar a moça que havia me ligado, Rachel, ela parecia aliviada por eu ter ido mesmo e me tratou com muita gentileza. Antes mesmo da entrevista, me apresentou a diversos “futuros colegas”, muita gente jovem, alguns até mais que eu, mas todos pareciam muito responsáveis e bons no que faziam. Foram tão simpáticos quanto ela e eu realmente me senti em casa. Ficaria bem decepcionada se não conseguisse a vaga.
A mulher que me entrevistou, Irina, era elegante, uma loira muito bonita e séria. Um pouco sarcástica, eu diria, mas nada que eu não pudesse aguentar quando convivo com Rosalie há tanto tempo. Ela pareceu satisfeita com o meu curriculum, mas não comigo, por alguma razão, mas por fim disse que me daria essa chance e eu quase quiquei na cadeira de felicidade. Nós acertamos os detalhes quanto a carga horária, salário e benefícios, também quanto as minhas responsabilidades para com a empresa e dessa vez eu não ficaria presa a uma só função, por isso o dinheiro que estavam me pagando era tão melhor. Não me intimidei, tinha flexibilidade o suficiente pra me dar bem em mais de uma área e no minuto seguinte o meu contrato estava sendo redigido.
A maioria dos que eu conheci ali me parabenizaram e desejaram boas vindas, dizendo-me coisas como “qualquer dúvida ou dificuldade, pode me procurar”, principalmente a Rachel. Acho que seriamos boas amigas enquanto eu estivesse ali. Enquanto esperava um táxi, pensei em ligar pra Rose e dizer que queria jantar fora para comemorar, mas olhando para o aparelho, não foi ela que me veio na cabeça e sim um certo ruivo de cabelos desengrenhados.
Com um sorriso malicioso, eu usei os dedos para assoviar e chamar um táxi como faziam um NY. Me senti um fodido homem, mas o que importa é que deu resultado. Entrei no carro e notei que o homem que dirigia parecia ter origem indiana, mexicana, com direito a bigodão e tudo.
— Cullen Enterprises, por favor. — Anunciei e lhe passei o endereço. Ele apenas me olhou pelo retrovisor e voltou a dirigir. Fiquei meio confusa e olhei as ruas pelas quais passávamos, sabia que estávamos indo para o centro, mas não sabia se ele tinha entendido alguma coisa que eu havia dito. Será que ele ao menos falava o meu idioma? Tinha que falar, né...
— Senhor? Não já deveríamos ter chegado? — Perguntei me aproximando do banco do motorista. Ele voltou a me olhar pelo retrovisor e depois para frente sem me responder — Digo, não estávamos tão longe do centro... — E se ele fosse um estuprador? Um terrorista? Ou um ator de algum daqueles programas estúpidos de pegadinhas no táxi? Inferno, se alguém aparecesse com uma câmera e um microfone, eu o enfiaria onde o sol não bate.
— $21.50, senhorita. — A voz de sotaque estranho falou de repente me dando um baita susto. Notei enquanto que havíamos parado e ele me olhava como se prendesse o riso.
— Pra falar de dinheiro você sabe inglês, não é? — Perguntei estreitando os olhos pra ele que apenas tossiu encobrindo a risada. Tirei algumas notas da bolsa e deixei que ele ficasse com o troco. Saí do carro e bati a porta com força — Indiano safado! — Bufei. Enquanto arrumava o meu vestido avaliei as pessoas na calçada, passando apressadas em seus ternos caros e saltos da Chanel. Olhei para o prédio imperioso na minha frente e estiquei o pescoço para poder ver sua altura. Wow. Edward não fazia mesmo nada pela metade.
O letreiro da Cullen Enterprises Holding, Inc. era tão lindo quando a fachada do prédio. Fiz um lembrete mental de parabenizar o Jasper por aquilo quando o visse de novo. Me senti quase mal vestida quando vi a classe de pessoas que frequentavam a empresa dele, principalmente quando uma loira antipática me olhou torto e quase riu da minha cara quando eu disse que queria falar com o Cullen. Eu senti uma raiva subindo e tive que me controlar ao máximo pra não dar um ataque de infantilidade e esfregar na cara dela o que seu chefinho estava fazendo ontem à noite e com quem. Ela continuou com um papinho de que o Sr. Cullen era ocupado demais pra atender alguém sem hora marcada, mas nisso um anjo chamado Angela me abordou e eu expliquei a situação pra ela. A morena de óculos me olhou por longos minutos como se me avaliasse e depois sorriu, pedindo para que eu a seguisse.
Parada em frente a porta dupla da sala do Edward eu senti como se borboletas – por mais tosco que pareça, porque eu sei que é – estivessem dançando em minha barriga. Respirei fundo três vezes e entrei sem bater. Meu sorriso desmoronou ao ver a sala enorme, mas vazia. Angela disse que ele havia saído de uma reunião há 10 minutos e não tinha ido almoçar. Ouvi uns barulhos vindo de outra porta na mesma sala e voltei a sorrir entendendo que ele estava no banheiro. Pus meus pés em movimento e fui em direção a sua mesa impecavelmente decorada e limpa, apenas com alguns documentos espalhados.
Havia também dois porta-retratos ali, provavelmente com fotos da sua família, mas não quis bisbilhotar, então sentei na borda da mesa e fiquei encarando aquela bendita porta esperando meu Adônis sair dali. Será que ele ia gostar de me ter ali? Eu sabia que devia ter ligado antes...
— Isabella? O que está fazendo aqui? — Aquela voz que me causava arrepios me tirou dos meus devaneios e eu quase me desequilibrei na mesa. Nos encaramos e eu notei que ele estava apenas surpreso, não parecia chateado. Ainda.
— Senti sua falta, baby. — Falei mordendo o lábio. Ele piscou os olhos algumas vezes e depois um irresistível e lento sorriso foi se abrindo em seu rosto. Edward veio caminhando até mim como um leão seduzindo sua presa, me fazendo engolir seco. Eu nunca, nunca me acostumaria com a beleza desse homem. Ele parecia cansado e havia umas leves olheiras embaixo dos seus olhos verdes vibrantes, mas nem isso o deixava menos bonito.
— É uma surpresa e tanto vê-la aqui, Isabella. Está tão bonita — Sua mão acariciou o meu rosto e seu polegar esfregou a minha bochecha quente — Me excita que não tenha aguentado mais um dia sem me ver e tenha vindo até onde estou. — Sua voz era baixa, perto do meu ouvido e seu hálito quente no meu rosto quase me fez gemer. Senti seus lábios fechando-se no lóbulo da minha orelha e eu tremi, depois eles foram passeando pelo meu maxilar até chegar no meu queixo onde ele deu uma mordida como se chamasse minha atenção. Meus olhos se abriram e nós nos encaramos.
— Não se sinta tanto assim, Sr. Cullen. Eu estava resolvendo outras coisas. A decisão de vir vê-lo foi muito repentina, se quer saber. — Falei arqueando a sobrancelha pra ele que me deu um sorriso divertido em troca como se estivesse surpreso com a resposta.
— Em primeiro lugar, eu gostaria que soubesse o quão duro você me deixa ao me chamar de Sr. Cullen quando está debruçada na minha mesa desta maneira, baby — Edward me falou roubando alguns selinhos e eu fechei os olhos com força tentando bloquear as imagens dele me tomando de costas naquela mesa, duro e forte como ele parecia gostar — Em segundo, gostaria de saber qual o motivo da saída da senhorita, se não se importa em compartilhar.
— De maneira alguma! Na verdade, eu vim chama-lo para almoçar. Quero que comemore comigo — Falei afastando-o de mim e ficando de pé em frente à ele — Consegui um emprego! — Exclamei e bati palmas ganhando uma risadinha dele. Edward não parecia muito surpreso.
— Meus parabéns, Isabella. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você conseguiria. Espero que tenha sido em algo do seu gosto, não iria querê-la infeliz no seu local de trabalho.
— Não se preocupe, Edward. É numa promotora de eventos e são deles que cuidarei. Ah, também terei que lidar com alguns desenvolvimentos de estratégias criativas e coisas do tipo. — Expliquei enquanto tomava a liberdade de passar meus braços ao redor da sua cintura, aspirando seu cheiro gostoso com o rosto enterrado no seu peitoral. Ele pareceu gostar e acariciou o meu cabelo.
— Isso é ruim. Se eu soubesse com mais detalhes o que você fazia, teria te contratado eu mesmo. Já imaginou você aqui cinco dias por semana me chamando de Sr. Cullen e vindo ao me encontro sempre eu mandasse chamar? Usando aquelas saias longas e apertadas que me deixariam louco pra saber o que você estaria usando por baixo? — Ele deu um aperto no meu bumbum e depois segurou meu rosto, me obrigando a olha-lo. Edward sorriu quando me viu vermelha de vergonha e atacou meus lábios com vontade.
Gemi quando sua língua pediu passagem e prontamente eu cedi. Senti a minha bunda ser pressionada de novo na mesa e agora o quadril dele estava colado no meu, me mostrando o quanto estava feliz em me ter ali. Nós nos beijamos apaixonadamente, matando a saudade do calor e do gosto um do outro. Edward pressionava seu pau contra minha intimidade de propósito, pra me ter ofegando em sua boca e minhas unhas arranhando suas costas por cima daquela bela camisa social. Quando nossos pulmões reclamaram, ele me soltou. Nos olhamos enquanto recuperávamos o fôlego e toda vez que eu passava a língua pelos lábios para umedece-los, os olhos dele escureciam um pouco mais.
Fomos interrompidos por Angela, a secretaria do Edward, que pediu desculpas por atrapalhar, mas precisava da assinatura dele em alguns documentos que estavam para serem enviados a algum lugar. Aproveitei a distração para passear pela sala do Cullen, era muito bonita e tinha a cara dele. Muitas características do seu país e também aconchegante, apesar de ser um pouco grande demais pro meu gosto. Havia quadros em todas as paredes e pareciam estar sempre em harmonia com os moveis e as cores das paredes. Em uma estante haviam alguns itens de decoração e mais fotos, mas essas eu não resisti e fui vê-las de perto.
Era impressionante como Edward era uma combinação perfeita da mãe e do pai. Seu pai era loiro e ainda muito jovem, os olhos azuis e alto. Já a mãe era um pouco mais alta que eu, tinha a cor dos cabelos parecida com a de Edward, mas era de um cobre mais escuro, quase castanho, os olhos verdes claro, um rosto em formato de coração e tinha o sorriso mais meigo que eu já vi. Simplesmente adorável.
Havia fotos de Edward e Emmett nos tempos de faculdade, eles não mudaram muito, mas estão muito mais maduros agora. Vi uma de Jasper com uma moça pequena, mas linda em seu colo. Ela tinha os cabelos castanhos curtos em um corte moderno, todo repicado, não dava pra ver seus olhos, pois ela estava encarando o rapaz toda abobalhada. Tinha que ser Alice.
Uma foto em especial me chamou atenção, era Edward, Alice e uma moça loira morango junto a eles. Ela parecia maravilhosa e estava agarrada ao braço do Cullen que não parecia muito à vontade, mas todos sorriam. Essa mesma moça aparecia em outras fotos com a família dele e em algumas mais caseiras com outros loiros tão bonitos quanto ela.
— Isabella, estou falando com você — Ouvi a voz de Edward bem atrás de mim e dei um pulo, pra depois soltar uma risada envergonhada — Estava tão distraída. O que foi?
— São seus familiares? — Perguntei apontando para a estante. Edward levou os olhos até lá e sorriu de um jeito diferente, mas muito lindo e assentiu.
— E ela, quem é? — Perguntei apontando pra loira morango. O sorriso dele desapareceu na hora e então ele pigarreou, tentando mudar sua expressão pra algo melhor do que a careta que estava antes — Edward?
— Ela é uma amiga da família. Vamos? Já reservei uma mesa pra nós em um restaurante aqui no centro mesmo. — Falou puxando-me pelo cotovelo sem me dar chances pra perguntar mais nada. Me despedi de Angela e agradeci por sua gentileza e Edward continuou estranho desde o elevador até a nossa chegada ao restaurante. Nós avaliamos os pratos e fizemos nossos pedidos sem falar um com o outro e eu me perguntei o que havia feito de errado.
Talvez eu tenha sido intrusa demais em perguntar sobre a família dele. Edward parecia ama-los muito, mas podia não gostar de entrar em detalhes sobre eles.
— Você vai ficar assim até quando?
— Assim como? — Levantou o rosto do cardápio de vinhos e me olhou.
— Não se faça de estúpido, Edward. Você mudou completamente. Te convidei pra almoçar porque queria ficar com você, conversar e de repente você está aí, todo distante.
— Eu sinto muito, Isabella. Você tem razão. Eu só... me distrai com alguns pensamentos, nada grave. Mas esqueça isso, querida, vamos aproveitar a companhia um do outro. — Ele disse e esticou o braço sobre a mesa para alcançar a minha mão. Entrelaçamos nossos dedos e eu lhe dei um sorriso dizendo que estava tudo bem. Ele sorriu com mais vontade pra mim e quando nos pratos chegaram, iniciamos uma conversa sobre o meu local de trabalho e sobre meus empregadores.
Me surpreendi por ele conhecer Irina e já ter feito negócios com ela antes em Chicago, disse que apesar do gênio difícil ela era boa no que fazia e valorizaria as minhas qualidades. Enquanto comíamos a sobremesa, trocamos caricias inocentes, arrisquei até dar um pouco da minha pra ele em uma colher e depois de passar uns 15 segundos encarando-a como se tivesse veneno, ele aceitou e gemeu de satisfação com o gosto do doce, eu apenas ri e roubei um selinho.
Depois fomos dar uma volta. Notei pela primeira vez que Edward andava com dois seguranças e que ambos nos seguiam pra onde fôssemos – me achei muito idiota por não perceber isso antes, era óbvio que um bilionário como ele não sairia por aí sozinho dando sopa – e inclusive nos mantiveram em uma distância segura de alguns paparazzi enxeridos que faziam acrobacias pra chegarem perto de nós para tirarem fotos. Edward ficara extremamente tenso com isso, tanto que mal chegou perto de mim enquanto conversávamos e eu me perguntei porque um homem como ele não era acostumado com esse assedio todo. Fingi não perceber e continuei a conversa que estava boa e nós sempre tínhamos pouco tempo pra tudo.
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