Odisséia Grega

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Oi, gente! Vamos iniciar o mês de março bem bonitinho com capitulo novo.

Edward pegou o telefone da minha mão engolindo seco, pressionou um botão e colocou de volta na base, dizendo que atenderia no escritório. Ok. Mas que merda foi essa? Olhei para Alice em busca de respostas, mas a mesma estava olhando fixamente para algum ponto no apartamento com uma expressão nada satisfeita. Jasper acariciava suas costas, quase alheio a tudo, sempre muito calmo e Emmett coçava a cabeça meio nervoso e meio divertido. Que gente estranha.

Sentei no sofá e ele me serviu uma bebida, tomei-a bem devagar, já havia curtido um pouco na casa dos meus pais, não queria exagerar aqui e acordar de ressaca. Outra vez.

— O que vocês fizeram? Saíram ou ficaram aqui? — Resolvi puxar assunto já que estava todo mundo tenso. Aparentemente aquela ligação não trouxe boas energias para o resto da noite. Ouvir minha voz tirou Alice do transe, ela voltou-se pra mim com um sorriso e começou a falar.

— Oh, eu preparei alguma comida para nós jantarmos. Nós vimos um filme, conversamos e ligamos para o papai e a mamãe. Conseguimos vê-los, bendito seja o Skype, Bella. Eu me sinto horrível e até meio culpada por estar longe da mamãe em um momento como esse, mas ela me tranquilizou e vendo o quão sua aparência estava boa, me senti bem melhor. E falando nisso, temos que adicionar uma a outra para quando eu voltar, poder falar com você! — Disse pegando minha mão na sua e apertando, eu sorri e balancei a cabeça afirmativamente. De repente eu lembrei dos presentes que comprei pra eles e avisei que ia pegar. Alice ficou histérica dizendo que não tinha me comprado nada, mas eu deixei claro que estava tudo bem, apenas sabia que em pouco tempo ela não estaria mais aqui e quis que tivessem uma lembrancinha minha. Fui para o quarto de Edward pegar os presentes e na volta quando passei em frente ao seu escritório, notei que a porta estava entreaberta, dando pra ouvir sua voz alterada do lado de fora mesmo.

Porque não! E quantas vezes eu preciso dizer que deve ligar para o meu celular? ... Eu não dou a mínima, se não atendo é porque sei que não é importante... Eu preciso ir, tenho visitas, Tanya... Sim, depois, talvez... Não precisa ficar dessa forma, olhe, por favor, isso não é novidade pra ninguém... Inferno, Tanya!... Você que sabe, eu não ligo mais pra nada dessa merda.

O silencio que se fez em seguida foi tão grande que eu ouvia a minha própria respiração, um pouco acelerada pelo nervosismo. Confesso que estava morrendo de medo dele abrir a porta de repente e me ver ali com a cara mais cínica ouvindo a ligação que claramente ele queria atender com privacidade. Estava prestes a sair quando ouvi sua voz outra vez.

Você tem certeza disso?... Eu... e-eu não sei o que dizer... E se, quero dizer, já faz tanto tempo, eu lembro perfeitamente que... Tudo bem... Claro ou você acha que eu vou simplesmente aceitar o que está dizendo?... Olhe, não me aborreça!... Eu não quero discutir isso agora. Você acha pouco tudo que está acontecendo?... É... Lidaremos de alguma forma... Não, as coisas mudaram... Independentemente disso, eu não lhe devo satisfação... Deus, Tanya! ... Sim, até.

Edward parecia chateado. Era óbvio que ele tinha intimidade com essa mulher, quem quer que ela fosse, mas não parecia nada feliz em ter notícias dela. Seria uma ex namorada? A curiosidade estava me matando, por isso na sala, depois de entregar as coisas aos seus devidos donos e receber seus abraços de agradecimento, precisei perguntar antes que ele chegasse ali.

— Huh... desculpem se eu estiver me metendo no que não é da minha conta, mas algum de vocês sabe quem é essa moça que ligou agorinha para o Edward?

Alice e Emmett se entreolharam, ele coçou a garganta como se fosse dizer algo e Alice agiu como se fosse impedi-lo, mas Jasper tomou a frente pela primeira vez.

— Você poderia dizer que ela é algo como família, Bella.

E foi essa brilhante resposta que me deram. Como se fosse família? Então não era uma das suas ex amantes? Senti que podia respirar livremente outra vez, não precisava ter ciúmes da família dele, mas mesmo assim esperei que ele continuasse a falar sobre ela, mas logo em seguida Edward chegou me abraçando por trás e enfiando seu nariz no meu pescoço, cheirando a pele, me arrepiando na hora. Emmett não perdeu a oportunidade e soltou uma piadinha, dessa vez nos fazendo rir e o clima bom retornou para o ambiente. Ficamos jogando conversa fora até quase duas da manhã, quando eles resolveram ir pra casa, não antes de nos desejar feliz natal.

Edward ficou organizando a sala e eu pedi licença para ir tomar um banho, a noite estava fria, mas ainda me senti meio suada, não conseguiria dormir daquele jeito. Deixei a água mais quente do que fria e foi um banho muito gostoso, refrescante, mas que durou pouco. No quarto, eu optei por usar apenas uma lingerie rosa com transparência e coloquei por cima um robe de seda preta, amarrei o laço em volta da cintura e procurei na bolsa os presentes de Edward.

Ele estava no escritório, meio debruçado na mesa, usando óculos de grau, tremendamente sexy com uma calça de moletom que ficava pendurada no seu quadril, naquela maldita bunda gostosa e firme. Santa merda, mas o que é que eu vim fazer aqui mesmo? Empurrei devagar a porta e ela, infelizmente, fez um barulho alto, atraindo sua atenção. Ele esteve meio estranho durante o resto da noite, parecendo preocupado, mas agora sorriu pra mim me chamando com o dedo indicador e continuou digitando alguma coisa no computador.

— Eu sei que vocês gregos não costumam trocar presentes nessa data e que esperam para o mês que vem, mas como estamos no meu país, eu peço que não se importe por quebrar a tradição e receber o seu ainda hoje — Falei quando ele terminou, veio em minha direção, mas sentou-se na beirada da mesa, olhando pra mim — Foi meio complicado achar algo. O que eu poderia te dar que você já não tivesse ou não pudesse comprar você mesmo? Então eu pensei nos gostos perecidos que temos e decidi comprar algo que eu gostaria de ganhar, espero que você goste — Puxei o que estava em minhas mãos de trás do meu corpo, revelando a ele uma caixa e um envelope. Edward pegou a caixa primeiro e retirou a tampa, arqueou uma sobrancelha e começou a mexer nos discos que haviam dentro, tirando um por um — São os meus discos favoritos de música clássica e erudita. — Edward sorriu pra mim como um adorável garotinho, colocou a caixa sobre a cadeira com muito cuidado e pediu o envelope.

— Ingressos para um concerto da Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim? — Perguntou visivelmente surpreso e eu quase pulei de alegria por saber que tinha conseguido surpreende-lo, mas continuei com cara de paisagem.

— Exatamente. Eles estarão no The Fox Theatre no dia 30 de dezembro, então não pude perder essa oportunidade.

Eu tinha uma noção do quanto ele trabalhava pra manter erguido aquele império e não se dava o luxo de apreciar a maioria das coisas boas e simples que estavam disponíveis para ele, por isso o presente por mais simplório que fosse, poderia proporciona-lhe um momento inesquecível.

— Você é incrível, eu já te disse isso? Vem cá — Edward colocou o envelope com os ingressos em cima da mesa e abriu os braços em um convite, corri para os seus braços e apertei ele em mim, esfregando meu rosto no peitoral cheiroso dele — Obrigada, ágape mou. Eu adorei. Então agora é sua vez de receber seu presente — Acho que meus olhos brilharam que contentamento porque ele riu muito me fazendo um carinho na bochecha — Mas temos que ir lá fora.

Huh... oi?

O que diabos o meu presente ia estar fazendo ali fora? Foi exatamente o que eu perguntei e ele apenas riu, me arrastando pela mão para fora do apartamento. Nós pegamos o elevador e eu ajeitei o meu robe, olhando em volta, procurando câmeras de segurança. Não tinha.

— Se alguém deveria estar nervoso, esse alguém seu eu, Bella. Eu sei como é difícil com presentes e por mais que eu possa e queira te dar milhões de outras coisas, você não aceitaria tão facilmente... então eu optei por te presentear com algo que eu sei que você precisa.

E dito ele me levou até o imenso estacionamento onde dezenas de carros estavam em suas devidas vagas, mas um especial me chamou atenção porque uma grande fita vermelha enfeitava o mesmo, com um laço bonito sobre o capô. Era um Toyota Camry prateado muito lindo, eu só consegui desviar os olhos dele e cair na realidade quando Edward pôs as chaves nas minhas mãos e fechou-a. Pisquei algumas vezes e comecei a rir da sua carinha ansiosa.

— Edward! Mas isso é um carro....

— Minha nossa, você não deixa passar nada, hein? — Admirou-se debochando quando eu citei o óbvio. Edward tinha toda razão, eu ficaria puta se ele me desse algo muito caro, até porque os presentes que lhe dei não doeram nenhum pouco no bolso, mas o carro... era algo que eu vinha precisando há meses.

— Eu não sei o que dizer. Eu realmente tenho ficado cansada de pegar metrô e táxis, mas baby, um carro é demais. Eu não quero nem imaginar no quanto você gastou.

— Eu gastei menos do que eu ganho em uma hora, isso eu posso te dizer. — Ele sorriu e me puxou pra ver o “presente” mais de perto. Era um carro belíssimo e nem se comparava com a lata velha que eu dirigi nos últimos anos, parecia veloz e seguro. Todo perfeito.

Ele ficou feliz quando me dei por vencida e o beijei apaixonadamente como agradecimento. Eu estava meio encostada e meio sentada no capô do carro e Edward entre as minhas pernas, alisando a minha coxa por baixo do robe. Senti a excitação dele pressionar o meu sexo quando percebeu que usava apenas lingerie por baixo e se não tivéssemos ouvido um alarme sendo acionado há alguns metros de nós dois, era possível que tivéssemos matado a vontade ali mesmo.

Na volta, o elevador também foi palco dos nossos amassos. Edward espalmava a mão pelo meu peito e atacava o pescoço com a boca faminta, que beijava, mordia e chupava. Demoramos muito até chegar ao quarto, porque ele me jogava em cada parede que encontrava e devorava a minha boca, gemendo, esfregando-se em mim, me deixando louca. Foi tirando o que eu vestia no meio da sala, no corredor, assim como eu fazia com ele e quando chegamos na cama, já estávamos sem nada entre nós.

Edward nos virou no colchão, me trouxe para cima dele e usou a mão para encaixar o seu pau na minha entrada. Ambos suspiramos de contentamento quando centímetro por centímetro, ele abrigou-se dentro de mim. O meu peso parecia ser mínimo pra ele, porque Edward movia-se muito bem, empurrando seu quadril no meu, estocando em mim cada vez mais fundo e segurava a minha cintura para me ajudar a rebolar.

O quarto antes silencioso era preenchido pelos nossos gemidos de prazer. Senti sua mão segurar a minha nuca e puxar-me para baixo, meus seios roçavam no seu peitoral, causando um atrito gostoso em meus mamilos e sua língua fazia maravilhas dentro da minha boca, tudo de uma vez, me levando ao ápice três vezes mais rápido que o normal.

Arranhei seus braços com força quando gritei em meio ao orgasmo, meu sexo apertou tanto o de Edward que ele urrou e apertou as mãos no travesseiro enquanto estocava em mim mais uma vez e derramava seu gozo quente dentro do meu corpo. O cansaço e sonolência foram tomando conta de mim e a próxima coisa que eu soube é que estava caída de bruços na cama e ele me cobria com um lençol. Em poucos segundos ouvi o som suave da água do chuveiro provavelmente lavando o corpo de Edward e em seguida dei boas-vindas a inconsciência.

Passava das 13:30 p.m. quando acordei no dia seguinte. Minha cabeça estava estourando e o meu corpo muito dolorido, talvez pela embriagues mais o sexo em excesso da noite passada, porque sim, Edward me acordou lá pelas 5 da manhã querendo bis e não me deixou dormir até ficar plenamente satisfeito. Notei que ele mesmo já não estava na cama, então com muita dificuldade levantei e arrastei o lençol comigo para me proteger do frio.

No chuveiro, os jatos de água quente não fizeram milagre, mas melhoraram a sensação de mal-estar que se espalhava no meu corpo. Não tinha muita roupa na bolsa que eu trouxe, acabei vestindo uma camiseta que cobria só metade da barriga, um short jeans e dei graças a Deus ao encontrar um espécie de cardigan que ia até os meus joelhos.

Ouvi as vozes de Jasper, Alice e Edward quando cheguei na sala, os três estavam no sofá com a TV ligada, mas conversando entre si. Edward estava com seus óculos e falava sem tirar os olhos do notebook em seu colo, segurando um copo de café que parecia fumegante.

— Oi, Bella! Vim mais cedo pra tomarmos café da manhã juntas, mas o meu irmão disse que vocês tinham ido dormir muito tarde, então achei melhor não acorda-la — Alice disse com um sorriso malicioso nos lábios quando me viu, tentei sorrir de volta, mas apenas acenei e funguei, sentindo o nariz congestionado — Está tudo bem?

— Bella? O que você tem? Está tão pálida — Edward largou o notebook e veio até mim parecendo preocupado. Me puxou mais para perto e passou a mão pelo meu rosto e testa, com a caricia gostosa, acabei fechando os olhos e abraçando-o — Bella, você está com febre. Por que não me disse nada antes?

— Eu não percebi.

— Vem, querida, senta aqui. Acho que você pegou uma gripe. Talvez alguma virose.

— É possível. Uma das crianças com quem passei um tempo ontem à tarde, parecia bem doentinha, mas não achei que fosse pegar nada. — Edward me arrastou para o sofá maior, sentou-se e fez com que eu deitasse no mesmo, com a cabeça em seu colo. Ele me perguntou sobre essa criança e onde eu tinha encontrando-a. Contei toda a história da tradição do dia de natal enquanto ganhava caricias delicadas em meu cabelo e ele achou tudo muito lindo.

— Aqui, Bella. Eu comprei café pra todo mundo agora pouco, ainda deve estar quente. Edward disse que você costuma pedir esse, então toma pra não ficar com o estômago vazio, que eu vou lá no apartamento do Jazz pegar um remédio pra você.

Sentei sentindo a cabeça dolorida e sorri agradecendo pelo café. O liquido quente desceu rasgando a minha garganta, mas a sensação de estar aquecida foi muito boa. Edward parecia tão preocupado que era engraçado. Poxa, era só uma gripe. Alice voltou tão rápido quanto foi, trazia uma cartela de comprimidos que eu não identifiquei nem o idioma.

— Eu sempre fico meio doente quando viajo para países pela primeira vez, sabe, e quando estive na Alemanha há uns quatro meses não foi diferente. O médico me passou esses comprimidos e eles me deixaram novinha em folha em 24 horas, Bella, confie em mim.

Eu sabia que a irmã do Edward não me daria nada que pudesse me prejudicar, então tomei sem medo. Ela me disse que pelo o horário, eu teria que acordar de madrugada pra tomar de novo e provavelmente pela manhã já notasse uma melhora.

Passamos o resto do dia juntos, a gripe me deixou sonolenta, chata e espirrando o tempo todo. Dei a ideia de ir me cuidar em casa, com Rose, mas eles não permitiram. À noite, Emmett chegou carregando pizzas cheirosíssimas que abriram meu apetite. Jantamos assistindo Friends e depois os três se encarregaram de lavar a louça, enquanto Edward cuidava de mim no sofá. Ele fazia caricias no meu braço e beijava a minha cabeça meio quente que estava apoiada em seu ombro enquanto ele prestava atenção no que passava na TV e de repente, algo me veio em mente.

— Ei, Edward? — Ele resmungou algo como “hmmm” mostrando que estava me ouvindo e eu continuei — Quem diabos é Tanya?

Sabe quando você percebe que a tensão em alguém é tão forte que o corpo para de fazer até o menor movimento? Eu podia jurar que ele havia prendido a respiração e por um longo instante, permaneceu assim. Esperei pela minha resposta, começando a ficar irritada com a sua demora, mas não disse nada porque aquela gripe estava mesmo me deixando mais chata.

— Tanya é uma prima minha, Bella. Ninguém importante. — Respondeu depois de soltar o ar preso e voltar a acariciar o meu braço, agora com um pouco mais de força.

— E por que parece que você não gosta muito dela?

— Não é isso, eu gosto... apenas nos desentendemos várias vezes e quando eu acho que estou livre dos seus absurdos, ela me procura e tudo recomeça.

— Por que não simplesmente ignora? — Olhei pra ele e Edward deu um sorriso pequeno quando agarrou a pontinha do meu nariz com os dedos e apertou — Tudo bem, esquece. Eu não sei do que estou falando. Você é grandinho o suficiente pra saber o que deve fazer...

Eu estava irritada. Por que aquela mulher que eu nem conhecia me deixava enciumada?

— Gostaria de poder, querida, mas nunca é tão simples quanto parece. Desde cedo colocaram muitas expectativas em cima de mim e como se não bastasse, já fiz muita besteira na vida... tanta coisa que se eu pudesse voltar atrás... — Gemeu fazendo uma careta e parecendo com raiva de si mesmo — Coisas que eu arco com as consequências até hoje.

— Por que eu tenho essa sensação de que há algo mais? — Perguntei e ele desviou os olhos dos meus. Edward estava desconfortável com o assunto e eu queria entender — Olha, não é como se você me devesse satisfação do que já fez antes de me conhecer, mas se algo está acontecendo agora, não acha que eu tenho o direito de saber? De tentar ajudar?

— Baby, por favor, não vamos entrar aí... eu não quero estragar as coisas.

— Não é estragar, é ser honesto! — Argumentei e ele assentiu depois de alguns segundos — Eu vou estar com você independe do que estiver errado, basta se abrir comigo.

— Você é incrível, honestamente — Ele me olhou admirado e acariciou o meu rosto demoradamente e eu me esfreguei na sua mão como um gatinho faria — Queria tê-la conhecido antes. Tudo estaria tão mais fácil pra mim hoje... Mas vai dar tudo certo... Eu vou resolver tudo...

— Ei, Bella, você quer ver os croquis do meu vestido de noiva? — Alice chegou no meio do que o irmão pretendia continuar a dizer e nós dois bufamos, ele por ser interrompido e eu porque já não aguentava as respostas evasivas dele que não me respondiam como eu queria — Ia adorar ter sua opinião.

— Claro, Alice. Eles estão aí? — Respondi de forma educada, mesmo não estando com a menor vontade daquilo no momento. Me sentia muito mal humorada e nada satisfeita, mas não queria descontar em ninguém que não merecesse, então sorri e opinei em tudo que ela me perguntou, acabando por imagina-la naquele lindo vestido tendo um Jasper impecável esperando-a no altar.

Tomei um outro banho gelado que me fez gemer o tempo inteiro, mas serviu pra amenizar a febre que já havia diminuído consideravelmente. Então depois de alimentada, eu cochilei diversas vezes nos braços de Edward – que havia desocupado há pouco tempo, uma vez que Jorge apareceu de surpresa com coisas para o patrão resolver – porque não aguentava mais meus olhos pesados.

Acordei desorientada no meio da noite. Um abajur do lado em que Edward dormia estava aceso, mas ele ressonava tranquilamente segurando um livro nas mãos e o óculos caído sobre a barriga. Olhei no relógio e já era madrugada. Lembrei-me do remédio e no criado mudo ao meu lado estava a cartela e um copo de água, provavelmente ele ficou esperando dar o horário de tomar o remédio pra me acordar, mas caiu no sono.

Depois de beber toda a água, guardei na gaveta o óculos, o livro e puxei Edward da melhor forma que pude para que ele deitasse normalmente sobre os travesseiros. Ele resmungou e aconchegou-se em mim, deitando o rosto nos meus peitos e fazendo um bico dengoso nos lábios. Tão malditamente fofo.

— Estou muito apaixonada por você, Edward. — Suspirei. Fechei meus olhos e acariciei seus cabelos enquanto sentia ele apertar a minha cintura e abraçar-me mais forte ainda. Merda. Será que ele tinha ouvido?

Fiquei rígida na hora, mas segundos depois ele já estava com a respiração lenta como antes. Estava dormindo. Excelente. Ele foi incrível cuidando de mim o dia inteiro, me fazendo lanches, preparando meu banho, me dando carinho e deixando trabalho pendente só pra que não me faltasse nada. Ele merecia todo o descanso.

Notas finais
Sim, eu sei que vocês esperavam choque de monstro e pancadaria, mas vamos ter calma. Bella fez suas perguntas e teve algumas respostas. É só isso? Não é, mas o importante vai cair por terra muito em breve. Garanto. Quando for hora de se prepararem para o adeus, eu aviso ;) No próximo tem gente "nova" e estaremos todos na festa de inauguração da empresa do grego. Até logo!