Odisséia Grega
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Meus olhos estava arregalados com a cena na minha frente. O quarto estava iluminado apenas por um dos abajures do criado mudo esquerdo, o corpo de Rosalie estava deitado de qualquer forma em cima da cama, com a cabeça bem na beirada, seus cabelos loiros caindo numa cascada, quase atingindo o chão, seus braços estavam abertos e ela nem parecia respirar.
Não consigo nem explicar o que fiz com exatidão. Eu gritei, comecei a chorar e acendi a luz, tudo de uma vez e de repente o corpo sobre a cama sentou-se repentinamente e olhou-me com os olhos tão esbugalhados quanto os meus estavam naquele momento.
— Rose, que diabos?! Sua filha da puta. Você tá tentando me matar? — Xinguei-a enquanto chorava e espumava de raiva ao mesmo tempo.
— Calma, Bella. Está tudo bem. O que você pensou que... oh! — Ela sorriu envergonhada quando se deu conta e retirou os fones do ouvido, jogando o celular pra longe — Eu só precisava de um momento. O dia hoje foi nada do que eu esperava. — Comentou cabisbaixa. Limpei meu rosto e apressei meus passos até a cama, sentando ao seu lado e abraçando seu corpo. Ela encostou a cabeça no meu ombro e ficamos alguns minutos assim, até que ela me contou a história com riqueza de detalhes e eu fiz questão de assegurar que ela estaria segura.
— Ele não vai chegar perto de você, eu garanto. Nem se tivermos que ir ao trabalho juntinhas com fazíamos na faculdade, lembra? — Empurrei seu ombro com o meu, arrancando um sorriso entristecido dela — Fica calminha. Só mais uma ligação desse babaca e eu peço pro Emmett encher ele de porrada.
— Quem é Emmett? — Questionou baixinho deitando a cabeça no meu colo e eu vi pela primeira vez os hematomas no braço esquerdo da minha amiga. Aquele desgraçado...
— Um amigo do Edward. O cara deve ter quase dois metros e é capaz de fazer o imbecil do seu ex virar poeira em dois tempos — Ela riu e fungou — Vem, vamos tomar um banho bem gostoso, que eu te preparo algo pra comer... só não fica mal acostumada.
— Desculpa por ter atrapalhado os seus planos com o Edward — Disse quando chegamos ao banheiro. Apenas revirei os olhos e abri as torneiras para encher a banheira — É sério!
— Rosalie, cala a boca? É claro que eu adoro cada segundo que eu passo com o Cullen, mas você é minha melhor amiga há anos e homem nenhum passará por cima disso. Ele mesmo fez questão que eu viesse, então... — Dei de ombros e beijei sua bochecha molhada.
No resto da noite, ficamos conversando bobagens e claro que ela me fez contar como foi passar o dia no apartamento do meu – temporariamente — grego. Falei sobre o lugar onde ele morava, sobre a vista maravilhosa que ele tinha e como estava saborosa a comida que eu preparei de primeira, me gabando dos elogios de Edward que me disse que sentiu-se em casa quando provou.
Obviamente não era aquilo que ela queria saber e eu ri, fiquei vermelha, azul e roxa de vergonha enquanto detalhava a nossa tarde maravilhosa de sexo. Rose fez um muxoxo desejando que a primeira vez dela tivesse sido com um cara tão atencioso e preocupado como o Edward e disse também que estava cansada de ficar ouvindo sobre o cara, por isso convidou-se para o almoço dos meus pais amanhã e correu para ligar e deixá-los sobre aviso que além da loira, eu ia levar um ruivo a tira colo. Charlie exigiu falar comigo e nós duas passamos uns bons 15 minutos tentando convencê-lo que era só um almoço, ele não precisava fazer um banquete pra receber o Edward. Seria na sua casa e ele não tinha obrigação de bajular ninguém.
O dia seguinte chegou rápido. Eu acordei cedo, preparei o café da manhã, procurei uma roupa bonita e me vesti com duas horas de antecedência. Estava tão animada para apresentar o Edward oficialmente para Rosalie e meus pais! Eu não podia deixar de me questionar o tipo de relacionamento que estávamos levando. Lógico que eu o apresentaria como um amigo, mas essa coisa de conhecer os amigos e pais era meio que sério, certo?
Acontece que se eu achava que estava nervosa antes, quando Edward tocou a campainha, eu pensei que fosse ter um ataque de pânico. Rose me ajudou a tomar respirações profundas até que meu corpo se acalmou e com ele, os meus nervos também. Edward estava impecável como sempre, apesar de mais casual. Tenho certeza que eu fiquei um longo tempo só admirando-o, porque não havia outro motivo para Rose pigarrear tantas vezes como se tivesse algum problema na garganta. Eu ri sem graça e o convidei para entrar, mas antes que eu lhe desse espaço, ele puxou-me para um abraço gostoso me presenteando com toda sua fragrância e beijou o meu pescoço, deixando meu corpo em alerta.
— Bom dia, ágape mou. Você está linda. — Edward falou sorriu divertido pra mim enquanto beijava a minha bochecha demoradamente e eu fechei os olhos matando a saudade daqueles lábios na minha pele.
— Bom dia, Edward. Obrigada! — Sorri envergonhada pra ele — Eu sei que vocês já se viram antes, mas eu queria te apresentar oficialmente a minha irmãzinha, Rosalie. E este é Edward Cullen, meu... amigo que você já ouviu falar. — Apresentei-os e vi quando ela sorriu largamente para o meu grego que estendeu a mão para ela, mas ela ignorou totalmente o gesto e puxou-o para um abraço, deixando Edward surpreso e constrangido.
— Finalmente! Será bom passar algumas horas com você, Cullen. A Bella não cala a boca sobre você há semanas!
Edward soltou uma risada descontraída e passou a mão pelos cabelos cobre, deixando-os mais bagunçados e bonitos, afirmou que era um prazer conhece-la e que também ouvia muitas coisas boas ao seu respeito. Rose agarrou no braço do Edward e saiu levando-o para fora do apartamento tagarelando sobre mim enquanto eu fiquei fechando a porta e carregando tanto sua bolsa como a minha.
Durante o caminho, eu achei que ficaria vesga de tantas as vezes que revirei os olhos. Edward estava totalmente dando corda para Rose contar os meus segredos e deslizes de propósito só para me envergonhar e ela, claro, não ia deixar passar a oportunidade. O fato é que Rose nunca havia conhecido alguém que eu realmente levava a sério e talvez ela esteja extravasando sua frustração de irmã postiça no pobre coitado.
Edward ofereceu-me seu braço enquanto andávamos em direção a porta da residência dos meus pais, Rosalie estava bem ao meu lado e foi a primeira a abrir a porta como se estivesse em seu próprio lar. Mais uma revirada de olhos e ouvi diversos gritinhos animados dela e de Renée.
Através do vidro da janela, visualizei papai na churrasqueira de frente para piscina enquanto balançava a cabeça ao som de alguma coisa dos anos 60. Mamãe pareceu petrificar quando Edward entrou em seu campo de visão e ao longe eu vi Rosalie rir e colocar seus polegares para cima em sinal de “legal” enquanto ia pra cozinha beliscar a comida do almoço.
— Ei, querida! Você está ótima. Quem é o seu amigo? — Renée aproximou-se como quem não quer nada, fazendo-se de desentendida e admirava descaradamente meu... amigo.
— Oi, mamãe. A senhora também. Ah, este é Edward Cullen, um amigo meu e cliente do papai. Ele vai almoçar com a gente hoje, se estiver tudo bem. — Falei acariciando o braço de Edward, subindo e descendo a minha mão pela manga comprida da camisa.
— Sra. Swan, é um prazer finalmente conhece-la. Espero que não esteja incomodando. — Edward abriu aquele sorriso torto maravilhoso que deslumbrou a minha mãe na hora e dali em diante foram só sorrisos, piadas e claro, mais historias constrangedoras sobre a Bella.
Todos nós veneremos a comida de Renée hoje, estava magnifica e o churrasco do Charlie também não ficou para trás. Foi bom vê-lo mais descontraído e conversando com Edward como se conhecessem há anos. Mamãe e Rose ficavam encantadas com as histórias que ele contava sobre seus antepassados, sua cultura e acontecimentos curiosos da sua própria cidade.
Charlie perguntou a Edward se era verdade o que diziam sobre os gregos gostarem de manter a linhagem, casar com familiares e não se misturar muito com outras nacionalidades. A pergunta me pegou totalmente desprevenida e notando o meu desconforto, ele segurou a minha mão e entrelaçou nossos dedos deixando claro para a minha família que estávamos no meio de algo e respondeu que sim, há anos a maioria deles agiam assim, mas não sua família em particular.
Acontece que o avô paterno do Edward quando ainda novo aventurou-se pelas terras norte americanas e conheceu uma jovem universitária em Boston quando passava uma temporada em Massachusetts. Disse que foi uma espécie de amor à primeira vista e daquele dia em diante, o seu avô usou cada dia para convencê-la disso, propôs casamento e tudo, mas apesar de estar muito envolvida com ele, a moça não aceitou pois estava muito comprometida com seus estudos. Eles passaram por momentos difíceis, passaram 8 meses separados, mas sempre pensando um no outro, até que ele soube que ela havia terminado a universidade. O avô de Edward saiu em disparada para o aeroporto indo contra boa parte de sua família e só voltou quando a convenceu a ir junto. Apesar do receio, em pouco tempo ela conquistou todos os parentes próximos e as pessoas começaram a entender o porquê do encantamento dele e por 43 anos foram casados.
— Quero que venha comigo — Edward me empurrou em uma parede do hall de entrada da casa dos meus pais e atacou os meu pescoço com beijos pecaminosos — Pra casa. Passe a noite comigo, por favor. — Pediu com jeitinho enquanto brincava com a minha orelha, sua respiração ouvida de tão pertinho me deixando completamente tonta.
— Você disse que ia sair... — Argumentei espalmando as mãos no seu peitoral firme, tomando cuidado para não apertar demais e amassar a camisa. Não podia. Ainda não.
— E vou, mas prometo que volto correndo pra você, desde que esteja na minha cama.
Jesus Cristo, homem. Como se eu pudesse dizer não a isso. Puxei-o pelas mangas da camisa até que seu corpo cobriu totalmente o meu e não havia mais um centímetro de espaço entre nossos corpos. Meus lábios tocaram os dele, que se abriram segundos depois para dar passagem a minha língua apressada pra sentir o gosto dele de novo.
Edward suspirou segurando minha cintura e roçou sua pélvis em mim, mostrando o quanto estava animado por eu ter aceito o convite, mas fomos interrompidos pelo barulho de saltos caminhando em nossa direção. Nos separamos ofegantes e demos o nosso melhor para disfarçarmos a situação da Rose que apenas sorriu maliciosamente pra mim.
A volta pra casa foi tranquila. O céu estava começando a nublar e o clima ficar um pouco abafado. Em casa, a loira me ajudou a separar algumas peças para levar pro apartamento do Edward e uma para o trabalho amanhã, não queria chegar atrasada e descabelada. Nos despedimos com um abraço e pedi pra que ela me ligasse caso qualquer coisa acontecesse.
O relógio marcava 16:52 p.m. quando saímos do meu prédio. Edward disse que antes das 18 precisava estar em casa e se aprontar para o tal evento, mas decidimos passar em alguma Starbucks para lancharmos antes de seguirmos para lá. No caminho, fomos conversando sobre o que Edward tinha achado dos mais pais depois de um contato mais íntimo com ambos, ele disse que Charlie era sujeito de coração enorme e um profissional excelente, mas ao que parece foi Renée que ganhou seu coração... ou seu estômago. Ele não parava de comentar a tragédia que seria coloca-la em uma cozinha com Esme, sua mãe, pois não sobreviveríamos até a sobremesa de tanta coisa boa que ambas seriam capazes de preparar.
Eu ainda estava cheia do almoço, então pedi apenas um Muffin de Baunilha com Chocolate Chips e um Frappuccino de Morango, já Edward ainda quis um Croissant com Fiambre e Queijo e um Cappuccino. Eu não tinha ideia de onde o homem enfiava aquela comida e ainda permanecia com o abdômen daquele jeito enquanto apesar da genética boa, eu tinha que passar fome de vez em quando, seguindo a “dieta do desmaio” como diz a Rosalie.
— Eu gostei muito da sua amiga. Bastante geniosa, mas ajuizada. Me agrada saber que terá alguém assim com você quando eu não estiver por perto. — Comentou dando uma generosa mordida no sanduíche e limpando os cantos da boca com o guardanapo.
— Você pretende se ausentar muito?
— Não exatamente, mas tenho consciência de que depois do ano novo tenho que acertar coisas que deixei pendentes por tempo demais e não posso fazer isso daqui — Edward falava olhando pela vidraça da fachada como se estivesse longe, mas logo voltou-se pra mim e sorriu — Mas não se preocupe, eu vou fazer dar certo. Vamos? — Perguntou quando me viu beber o restinho que ainda tinha no copo. Tão bom.
Assenti com a cabeça e ele segurou a minha mão, liderando o caminho, mas outra vez ao notar alguns fotógrafos do lado de fora, ele soltou-me e colocou a mão nas minhas costas me guiando até o carro e ignorando os flashes.
Eu realmente sentia vontade de perguntar se ele tinha vergonha de estar acompanhado de alguém mais simples como eu ou se escondia alguma coisa, porque aquele comportamento era muito suspeito. Seria mesmo que era apenas por causa dos pais?
Permaneci calada o resto do caminho, ele não era idiota, percebeu que havia algo errado e depois de perguntar algumas vezes e eu dizer que estava tudo ok, tentou de todas as formas descontrair, até que acabou se aborrecendo também e fomos em um silencio desconfortável ao apartamento dele.
Fiquei perambulando pela sala enquanto ele ia para o quarto com a minha bolsa. Sentei no sofá e liguei a TV em algum canal qualquer, pensando que a essa mesma hora no dia ontem estávamos comendo o meu almoço-quase-jantar, rindo, namorando e agora esse clima chato se instalou. Ao mesmo tempo que eu sabia que tinha motivos pra estar assim, eu me sentia culpada por não dividir isso com ele e mesmo assim... Edward não tinha obrigações comigo. Estávamos vivendo um dia de cada vez, talvez eu não tivesse tanto direito de estar aborrecida.
Os minutos passaram e ele não retornou. Decidi ir procura-lo, mas estanquei quando parei na porta. Edward estava belíssimo em um calça preta social, sapatos muito bonitos da mesma cor e lutava pra deixar a gravata do jeito certo de frente o espelho. Sorri e me aproximei, quando ele percebeu minha presença, sua carranca se dissipou e ele parecia até meio surpreso.
— Deixe-me me ajuda-lo. Renée também não é muito boa com isso, então sobrava pra mim arrumar o Charlie quando necessário — Explique enquanto refazia o nó, dessa vez bem direitinho. Estávamos tão perto um do outro quando eu acabei que engoli em seco notado a respiração grave de Edward e puta merda, ele estava tão sensual naquela roupa que ideia de tranca-lo naquele quarto comigo nunca pareceu tão atraente — Prontinho.
— Obrigado. Bella... se eu disse algo que a chateou, eu sinto muito, não foi minha intenção. Espero que não planeje ficar aborrecida por muito tempo, porque eu vou te beijar agora e eu espero que você não me bata. — Eu quis rir quando terminei de assimilar a frase e o teria feito se sua boca não tivesse coberto a minha no mesmo instante. Meus braços rodearam o seu pescoço e meus dedos infiltraram-se naquele cabelo sedoso, apertando-os e puxando ele pra mim.
Edward nos girou e me empurrou até que minhas costas encontraram o espelho. Ele segurou a minha perna e puxou-a para cima, me fazendo quase desequilibrar, mas logo eu a prendi na sua cintura e rocei nossos quadris, notando o início de uma ereção na calça ligeiramente apertada.
Abafei seu gemido enfiando a minha língua na sua boca e minha coxa foi apertada com tanta força que estremeci de dor. Edward parecia não estar no controle do próprio corpo enquanto me puxava, mordia, beijava e lambia.
— Estou louco pra me enterrar em você outra vez — Disse com a voz rouca na minha orelha e então mordeu o meu pescoço, me fazendo gritar de surpresa e excitação. O homem me levava ao céu e ao inferno em questão de segundos e eu já não fazia ideia do porque perdi meu tempo tentando ficar longe daqueles lábios — Mas eu preciso ir.
Nós nos arrumamos em meio a seus sorrisos maliciosos e minhas risadas envergonhadas. Quando ele estava devidamente pronto, me senti ficar úmida entre as pernas. Aquilo sim era uma visão. O smoking preto destacava seus olhos verdes e os cabelos cor de cobre, sua postura enquanto abotoava o último botão e arrumava o relógio do braço esquerdo. Simplesmente delicioso.
— Comporte-se, Bella. Eu prometo voltar o quanto antes. — Ele disse antes de sair e me deu um selinho demorado. Cai de costas na cama quando o vi sair pela porta e fechei os olhos. Já tinha anoitecido, eu estava sem fome alguma, mas imaginei que com o apetite que o cara tinha, chegaria faminto. Decidi ir pra cozinha e dar uma olhada no que tinha pra se fazer por lá.
Como suspeitava, não havia muito no que trabalhar, então tirei da geladeira um peito de frango, alguns temperos e o que mais poderia precisar. Pela primeira vez notei que a cozinha era equipada com um aparelho de som que se camuflava entre as demais coisas, procurei nas 3 playlists alguma coisa que me agradasse e sorri quando a voz do Elvis soou pelo ambiente.
Enquanto o arroz cozinhava, eu corri para o banheiro do Edward. Fui tirando a roupa durante o caminho e quando cheguei no box, ajustei a temperatura da água e fui para baixo me sentindo instantaneamente mais feliz e relaxada enquanto recebia os jatos mornos de água na pele.
Dali eu quase não ouvia mais a música, mas sabia de qual se tratava e não poupei a voz, começando a cantar e dançar a coreografia de Jailhouse Rock, espalhando água e espuma pra todo lado, usando a esponja espremida nas mãos como microfone.
Quando sai do banheiro, meus cabelos ainda pingavam nas minhas costas. Eu abri a toalha amarela que estava enrolada no meu corpo e comecei a secar os fios negros. Tirei da bolsa um short jeans pequeno e uma blusa que me lembrou a nossa discussão sobre filmes na noite passada. Talvez fosse um bom jeito de fazer as pazes, pensei enquanto vestia a camiseta com estampa de Star Wars, calcei um chinelo preto e penteei o cabelo, fazendo careta a cada nozinho que encontrava. Puta que pariu, o arroz! Sai correndo em disparada pra fora do quarto e quase pulei no fogão pra desligar a panela, já sentindo um cheirinho não muito agradável. Tirei a tampa e cutuquei um pouco o arroz pra ter certeza que tinha dado pra salvar e suspirei de alivio.
— So, if an old friend I know drops by to say hello, would I still see suspicion in your eyes (...)
Eu cantava a letra deitada no sofá e balançava os pés no ritmo da música, com os olhos em direção a grande janela que me permitia ver as bonitas luzes de Atlanta. Meu coração deu um pulo quando ouvi a campainha tocar. Mas que diabos... será que eu deveria atender? A campainha tocou novamente como se respondesse minha pergunta e eu imaginei que tudo bem, deveria ser importante. Não era suspeito que deixassem qualquer um subir.
Mas qual não foi o meu susto ao abrir a porta e me deparar com aquela moça linda de olhos cintilantes me olhando com um misto de curiosidade e surpresa.
— Quem é você?
Fale com o autor