Odisseia do Zodíaco
4 Treinados
— Eu não sei decidir – falava Dandhara, estando em dúvida entre o cavalo e a torre.
— Até eu tô em dúvida por você – responde Ricardo, seu adversário.
— Dois librianos jogando xadrez não é algo bom de se ver, podem ter certeza que essa partida aí vai demorar – Bruna fala para Ana, Netto e Samira. – Venham pra cá... Esse daqui é o Paulo, ele é veterano e pode ensinar vocês a jogar. Se não souberem, é claro.
— Bom, eu sei – diz Ana, sentando-se à frente de Paulo.
— Você é libriana? – pergunta ele.
— Sou.
— Vish.
— O que foi? – ela pergunta.
— Nada – ele a responde rindo.
Os dois começam uma partida e Ana começa a se incomodar com o jeito que Paulo comia as peças e as guardava consigo.
— Com licença – ela diz, arrumando as peças por classes e tamanhos.
Enquanto uma partida de Xadrez ocorria no dormitório do Ar, o restante das pessoas se reunia na Copa.
— Algumas pessoas podem demonstrar comportamentos que não são tão iguais a o que o seu signo diz, mas isso não quer dizer que ela não pertence ao mesmo – Amara falava com alguns que estavam no enorme refeitório. – É comum da natureza do ser humano... Ah, vejamos! O almoço está sendo posto... Vou tocar o sino.
Uma música diferente soou por todo o Pico e todos pararam o que estavam fazendo e seguiram para o refeitório. O banquete hoje era lasanha, todos os tipos possíveis, desde frango, carne, presunto e queijo, até espinafre, brócolis e tomate.
Todos estavam se deliciando com aquilo, quando Roberto começa a ouvir uma voz um tanto chata perto dele. Ele procura ao redor a origem da voz, mas vê que todos na mesa estavam ocupados demais comendo para poderem falar.
— Eles não estão nem elogiando, porcos imundos – uma voz fina falava um pouco à sua direita, mas ele não via ninguém.
— Se não estão falando é porque está bom demais para eles opinarem – outra voz, um pouco mais aguda diz.
Roberto balança a cabeça diversas vezes e não entende como isso é possível.
— Vocês estão ouvindo essa voz? – questiona ele para os colegas ao lado.
— Voz? Não tô ouvindo nada, só o som dessa lasanha maravilhosa derretendo na minha boca — responde Clara.
— Verdade, isso está muito bom – diz Evelin. Vittoria concorda.
— Como é feita? — Clara pergunta, pois não havia visto ninguém na cozinha desde cedo.
— Não faço ideia – Evelin diz. – Só sei que tá muito bom.
— Gente, sério que vocês não ouviram? – insiste Roberto.
— Você deve estar ficando maluco, Beto – responde Vittoria.
— Falando em gente maluca, essa Amara não é muito boa das ideias, não – Tonioli começa a falar. – Ela ri pro vento e fala sozinha, como ela pode ser a líder sendo que nem bate mais bem da cabeça?
Enquanto ele falava, Evelin e Vittoria, disfarçadamente, tentavam alertá-lo de algo com olhares sérios.
— Ela está atrás de mim, não é? – Em resposta à pergunta de Tonioli, Clara, que estava ao seu lado, vira rapidamente e dá de cara com a barriga de Amara.
Levemente, a velha começa a rir da situação e senta-se ao lado de Tonioli.
— Meu jovem, eu te entendo... Se eu visse uma mulher de milhões de anos falando sozinha e rindo para o nada eu também acharia ela uma louca. Mas a verdade é que eu não estou falando sozinha. Vocês estão rodeados de criaturinhas coloridas que deixam esse lugar melhor para vocês, alguns fazem a comida, outros arrumam sua cama... Mas tem um ou outro que está aqui só para causar. São chamados de Globinos, cada um possui um cor, são pequenos, orelhas pontudas e seu pulo produz um zumbido que pode ser confundido com moscas. Gostam de estimular as características de cada signo – ela pausa e olha ao seu redor. – Eles incentivam os arianos a brigarem, os cancerianos chorarem, os aquarianos a questionarem... É uma confusão só.
— E por que eles não são banidos daqui? – Clara pergunta.
— Porque não podemos – com um sorriso sincero, ela responde. – Essa é a casa deles. Os Globinos podem ser ruins, mas sabemos lidar com eles. Nada que uma boa bronca não resolva.
— Como fazemos para vê-los? – Evelin pergunta, curiosa.
— Vê-los é uma habilidade adquirida com dificuldade e tempo, poucos conseguem. Mas todo geminiano consegue ouvi-los.
Todos encaram Roberto, que compreende.
— Sim, você provavelmente os ouviu – informou Amara.
— Isso é muito legal – Tonioli se anima. – Eu já estou amando esse lugar.
***
— O povo da Água não é tão unido com Peixes, vocês vão notar isso – May, uma das veteranas, começa a falar para os novatos. – Eles fazem até piadinha que somos perdidos no nosso mundo, vendemos miçangas e somos de humanas.
Brenda estava apenas observando a euforia e a baderna que os membros dos signos de Câncer e Escorpião estavam fazendo, enquanto os de Peixes estavam reunidos juntos em uma roda conversando sobre coisas aleatórias.
Cada elemento possui um instrutor. Brenda instruía os que se encaixavam no elemento Água.
— Todos podem prestar atenção aqui? – A voz de Brenda soou repentinamente pelo salão, mas ninguém tinha voltado a olhar para ela. Concentrou-se e prosseguiu. – Se acalmem.
Todos que estavam conversando euforicamente sentiram-se relaxados e ao mesmo tempo espantados.
— O que você fez? – perguntou Jay com calma.
— Manipulei o sentimento de vocês, esse é o atributo dos membros do signo de Câncer. Agora, sem mais atrasos, me sigam para iniciarmos logo com o treinamento de vocês.
Todos concordaram com a cabeça, ansiosos, mas totalmente calmos. Alguns reparam que, enquanto andavam, Brenda segurava com força a mão na barriga e fazia cara de dor.
— Está tudo bem com ela? – Vanessa pergunta a May.
— Está sim. Na verdade, ela vai explicar para vocês o que acontece quando usufruímos demais dos nossos poderes.
Os novatos que estavam prestando atenção na conversa de May com Vanessa começaram a ficar novamente agitados. Depois de passar por alguns corredores eles finalmente chegaram a uma grande porta de bronze. Brenda abriu a porta e conduziu todos para dentro da grande sala, cuja beleza despertou burburinhos exaltados de animação. A sala era enorme. Rochas grandes e talhadas em um canto serviam de um ótimo esconderijo. Num outro canto, alguns bonecos de palha e um grande arsenal de espadas estavam dispostos, frente à frente. No centro da sala, algumas almofadas de cor azul estavam espalhadas pelo chão junto com cabines de raio-X.
— Bem, é aqui que faremos os nossos treinamentos, os que já estão acostumados podem começar a trabalhar – Brenda fala olhando seriamente para os veteranos. – Os novatos, no entanto vão passear comigo pela sala.
Alguns veteranos seguiram para o espaço com rochas, enquanto outros seguiram para o lado com espadas e alguns apenas se sentaram nas almofadas azuis. Brenda os seguiu com o olhar e depois de um longo suspiro, voltou a olhar para os novatos, mas agora com a expressão mais bondosa.
— Primeiro de tudo, nunca tentem usar o seu atributo demais, algumas dores desconfortáveis serão a consequência.
— Você estava sentindo dor naquela hora que mandou a gente ficar calmo? – André pergunta exasperado.
— Sim, para acalmar todos de uma vez, tive de fazer um esforço maior e isso causa alguns efeitos colaterais. Uns sentem apenas dor, outros chegam a desmaiar, com o tempo, vocês aprenderão a controlar e é pra isso que estamos aqui. Sei que estão ansiosos, então, vamos começar.
***
Ingrid levou aos gritos e desordem o pessoal mais agitado para uma das salas preparatórias.
— Cambada, prestem atenção e me acompanhem! – Enquanto gritava e puxava alguns, outros a encaravam. – Meus amores, quem é a instrutora aqui sou eu. Se não quiserem aprimorar o que vocês chamam de superpoder, fora! – Todos se calaram, e ninguém ousou desafiá-la.
A trupe de recém-chegados se dirigiu a uma pequena escadaria, que levava a uma plataforma branca, com muitas tochas espalhadas. Armas como arcos e flecha, facas e lanças repousavam sobre mesas de madeiras, longes de alvos.
— Para que servem essas tochas se há luz suficiente aqui? – Evelin perguntou, tirando a tocha do apoio.
Ingrid, indo em direção a ela, pôs sua mão à frente do próprio corpo. As chamas da tocha criaram vida. Assustada, Evelin derrubou a tocha ao chão. As chamas subiram, se expandindo na forma de uma serpente de fogo, percorrendo as pessoas uma por uma.
— São para arianos — Ingrid disse, e alguns do signo gritaram "Maneiro!". – Mas vocês não são treinados, portanto não possuem tal... habilidade.
Leoninos e sagitarianos fizeram cara feia, como a capricorniana, esperando o que lhes beneficiassem.
— Sagitarianos possuem uma mira excepcional, quem for deste signo se dirija para aquele canto da sala – apontou ela para o canto esquerdo –, quero que vocês peguem os arcos, lanças, facas, o que for e se concentrem, de bem longe deles, para praticar. Quanto mais longe, mais rápido atingem seu máximo. Vão.
Um grupo, com Vittoria e Alexandre à frente, rumou para o local indicado. Americo passou por Ingrid, lançando-lhe um olhar interesseiro, e seguiu o grupo para ajudá-los a praticar. Giuliana, de longe, seguiu o grupo, esperando uma oportunidade de falar com a gêmea que não sabia que tinha.
Enquanto os arianos tentavam, com fracasso, manipular as chamas, os leoninos conversavam agitadamente.
— Se for treinamento de beleza, já ganhei – diz Jovana.
— Coitada, se acha a bucetuda – Toni responde. – Todos sabem quem é o dono da beleza desse lugar.
— Com certeza não é você. – Ingrid surge, com as mãos na cintura. – Preciso fazer um teste com vocês.
A veterana vai até a parede onde sacos pretos estão pendurados. Depois, distribui entre os leoninos, até que cada um fica com um.
— Quero que vocês caminhem pelo monte e encontrem a maior quantidade de diamantes que acharem.
— E o que isso tem a ver com nossas habilidades? – questiona Gabriel.
— Vocês possuem uma resistência anormal. Quero ver se são tudo isso.
Alguns Eremitas chegam a revirar os olhos. Não aceitariam receber ordens de uma pessoa, eram orgulhosos demais.
— BORA, FAZENDO! – Ingrid bate uma palma, cujo som ecoa. Alguns até juraram ver faíscas saindo, o que os fez correr para o externo na montanha. Por todo o local, via-se Ingrid aos berros com novatos e veteranos em treinamento.
— Você quer aumentar sua habilidade ou não? Vai pra lá e mira essa merda na mesma distância que todo mundo. Aqui não tem cota, não. Ei, você, não mexe nessa tocha, seu imbecil! Garota, vai caçar os diamantes, você quer o quê? Um mapa? Não me arrasa não.
Dia difícil na sala de treinamento do Fogo.
***
Enquanto alguns novatos eram apresentados ao centro de treinamento, os Eremitas mais antigos já avançavam os treinamentos com os outros. Aquarianos e capricornianos decidiram treinar juntos – de uma maneira bem divertida, por sinal.
— As brincadeiras acabaram – diz um sujeito vestido de roupa de guerra, com capacete, colete e tudo o que protegia. – Agora, é guerra!
— Pegue leve, Fê. – Erica surge, vestida com suas roupas normais. – Também tem a parte divertida.
— Eu sei, estou zombando da cara deles.
O garoto pega uma sacola e joga um monte de armas sobre a mesa, deixando alguns excitados e outros assustados.
— Relaxem, vamos apenas jogar PaintBall – explica ele, pegando uma das armas. – Simples, as armas são carregadas com bolinhas de tinta, que quase não machucam. Os times serão separados por pessoas que nasceram em dias ímpares e pessoas que nasceram em pares. Capricornianos, o atributo de vocês é manipular objetos facilmente, ou seja, sejam espertos.
O veterano dá as costas aos Eremitas, que estavam se preparando.
— E quanto a nós, aquarianos? – questiona Eduardo, que não sabia nem como pegar em uma arma.
— Se virem, ninguém mandou nascer com o signo errado – responde Fê.
Alguns aquarianos arregalam os olhos, até que Elli surge.
— Pare de assustá-los, Felipe – diz a veterana, que se vira para os aquarianos. – Vocês têm como atributo a habilidade de levitar as coisas. Ainda não treinaram suas habilidades, eu imagino, então faremos esse jogo apenas para vê-los em ação.
Após alguns minutos, notaram que a quantidade de ímpares era maior. Tiveram que passar alguns para o outro time e, quando tudo estava equilibrado, Erica deu o sinal e bolas foram trocadas – de tinta, é claro. Capricornianos atiravam atrapalhadamente, mas acertavam. Aquarianos desviavam-se através das pilastras de uma maneira incrível, sentindo seus corpos mais leves – e uns até arriscaram levitar a mesa para usar como escudo.
No fim, Erica deu novamente o sinal e todos pararam. A grande maioria coberta de tinta, porém, ficou claro que o time ímpar venceu.
***
Após um dia cheio de atividades, guerras, partidas e muito trabalho duro, a noite chegou e todos puderam relaxar. Boa parte das pessoas estava espalhada entre os dormitórios, a copa e o centro.
Porém, ainda havia aqueles que se instalaram no cafofo, que estava extremamente confortável. As almofadas haviam sido consertadas – pelos Globinos, provavelmente. Até as velas tinham sido trocadas, dessa vez por aromatizadas, que deixam o ambiente com odor de hortelã.
— Hoje foi cansativo. – Augusto inicia o assunto, quando ele e mais alguns amigos se sentavam em almofadas. – O idiota do Fê teve a ideia de fazer guerra de PaintBall. Primeiro, ele disse que as bolinhas não machucavam, mas estou todo marcado e com tinta até no rabo.
— Daria de tudo pra ver você trocando tiro – diz Thiago, referindo-se a ele e Bruno que, por um milagre, haviam se entendido. – A gente teve que se virar com a Babi, que nos instruiu sobre espadas.
— Não vejo a hora das garras brotarem – completa Bruno.
— Garras? Que maneiro – disse Vittoria deitando-se no colo de Augusto. – Vocês não fazem ideia do que passei com aqueles arcos. E pra variar, só acertei aquele maldito alvo uma vez, mas parecia tudo igual.
— Falando em tudo igual... Qual é da sua irmã gêmea? – pergunta Thiago.
Todos na roda encaram Vittoria, fazendo-a desviar o olhar pra cima.
— Ela nem é tão parecida comigo, parem.
— Não são parecidas? Hoje chamei ela de BFF – Augusto exclama.
— Deve ser só uma coincidência.
— Você não quis falar com ela? Saber o que houve? – quis saber Bruno.
— Não sei o que esperar – respondeu Vittoria.
— Eu iria querer saber como, do nada, tenho um irmão gêmeo – disse Augusto.
— Deus me livre outro igual você – respondeu Vittoria.
— Faz parte.
— Vou falar com ela amanhã – Thiago anuncia, olhando para o chão, sorrindo.
— Alá, o oportunista – diz Augusto.
No momento, todos riem, até Thiago jogar uma almofada na cara de Augusto e a guerra começar. Aquele momento teria sido duradouro, pois Vittoria não errava uma almofadada. Porém, no outro canto do cafofo, algo chamou a atenção deles.
Em uma parede, via-se uma garota de costas, com longos cabelos, beijando outra garota de sua altura. As duas se esfregavam, sem ao menos ligar ou notar para o que acontecia ao redor.
— É quem estou pensando que é? – Augusto fica boquiaberto.
— Isso mesmo, Daniela e Yasmin – responde Vittoria. – Parem de ficar olhando, seus tarados.
— Desculpe, só queria estar ali no meio – admite Thiago.
Mais uma série de risadas é provocada, até que Augusto retorna a atacá-los com as almofadas.
Por quase toda a montanha, os momentos eram só flores. Porém, de imediato, Amara convocou outra reunião. Dessa vez, todos os veteranos foram convocados e não só os membros do Conselho. Ela e outros Eremitas já haviam conversado e chegaram a uma conclusão sobre um determinado assunto.
— Precisamos ver de perto para saber o que acontece e investigar as ocorrências – explica Amara, na sala de reunião, para os veteranos. – Não existem coincidências, os fatos estão ligados... São cinco lugares a serem visitados, precisamos de, pelo menos, dez pessoas. Não posso exigir que alguém se arrisque por mim, tem que partir de vocês.
— Já é! – diz Ingrid, levantando-se da cadeira. – Vou até Manaus sem problemas, até porque, é minha terra natal.
— Vou com você. – Natali se voluntaria para acompanhar a amiga.
Americo risca a cidade do quadro negro, que se localizava na frente da mesa. As cidades que precisavam visitar estavam listadas, junto com levantamentos importantes.
— Salvador, eu quero – diz Sté, erguendo a mão.
— Posso te acompanhar? – pergunta Dandhara, do outro lado da mesa.
— Claro – responde ela.
Pó branco cai sobre o chão quando outra cidade é riscada. Agora restavam mais três.
— Eu e a Erica podemos ir à Passa Quatro – diz Ricardo, batendo na mão de Erica.
— Muito bem, agora só falta... – começa Americo, ao riscar o quadro.
— Minha cidade, ninguém sai! – Tico levanta a mão.
Sarinha, que pouco falava, levanta a mão.
— Irei junto com você. – Ela se aproxima e coloca a mão no ombro do garoto. – Sempre quis conhecer sua mãe!
Americo risca Curitiba do quadro, sobrando apenas uma cidade.
— Ninguém mais qualificado pra ir do que eu – diz Mick. – Sinto falta de casa.
— Não se emociona que você não vai sozinho – diz Fê.
— Mas você ainda não terminou seus testes – Amara intervém. – Portanto, outro terá de acompanhá-lo.
Felipe olha pra Amara com raiva e afunda-se na cadeira. Pela primeira vez em minutos, fez-se silêncio na mesa. Ninguém dizia sequer uma palavra.
— Eu vou – Thomas se levanta. – Saudades de sentir os pés na areia.
— Então está feito — finaliza Amara. Americo risca Santos do quadro. – Vocês partem em dois dias.
Todos acenam com a cabeça, concordando. Depois, os Eremitas servem-se de chocolate quente e discutem sobre as atividades desenvolvidas com os recém-chegados e as habilidades que possuíam.
***
Ficaram impressionados, pois nunca antes tinham visto um virginiano novo ler uma estante inteira em menos de uma semana. Ou então os geminianos, que já conseguiam se comunicar por olhares.
Inúmeros assuntos iam se desenvolvendo na pequena sala de reuniões. No cafofo, mais pessoas se encontravam para conversar. Algumas até dormiam nos dormitórios. Porém, ninguém tinha olhos o suficiente – nem mesmo os sagitarianos – para enxergar o perigo que corriam.
Fale com o autor