Odisséia Grega

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Não demorei tanto assim, certo? Queria agradecer a Kathe, leitora nova que já chegou recomendando a fic. Muito obrigada, flor! Adorei. Agora vamos, vamos ler.

Olhei-me no espelho uma última vez.

Eu estava bem assim, certo? Com certeza bem para um jantar de aniversário. Com certeza bem para apresentar meu filho à sua família paterna. Com certeza bem para reencontrar o ex amor da minha vida? Aí que a dúvida apertava. Não que eu estivesse me vestindo exclusivamente para ser aprovada por Edward. Eu só não queria parecer aquela menina que ele conheceu há alguns anos. Tirei o colar do pescoço, decidindo que já estava exagerando e joguei em cima das outras joias espalhadas em uma caixinha.

Argh, por que mulher tinha que fazer essas coisas?

Não interessava o que ele ia pensar sobre mim. Eu não estava indo para um encontro. Hoje seria tudo sobre o meu pequeno e inocente Heitor. Ele tinha estado agitado e impaciente de ontem para cá, como se percebesse a tensão em volta que eu não conseguia fazer dissipar-se. Quanto mais os dias passavam, mais dúvidas eram implantadas na minha cabeça e de repente eu me vi tentada a fugir, mas a ideia escapou tão rápido quanto veio.

Edward me encontraria. Se não o fez antes foi porque não quis, mas agora eu tinha algo que lhe pertencia – de certa forma. Isso era o suficiente para que ele não me deixasse em paz a partir do momento em que Emmett despejasse tudo que sabia.

O meu reflexo me pedia para parar com a insegurança boba. O meu cabelo estava ótimo caindo em ondas brilhosas sobre os meus ombros e costas. A pele também não estava ruim. Não exagerei na maquiagem, mas dei o meu melhor para cobrir as olheiras que as noites mal dormidas me deixaram. A calça jeans deixava as minhas pernas bonitas e a blusa era nua nas costas, mas não reveladora ao ponto de me constranger.

O que ela estaria vestindo hoje?

Deveria estar magnifica para comemorar a data especial ao lado de Carlisle.

Pensar em ver o casal de gregos arrebatadores fazia o meu estômago se contorcer da pior forma possível, mas eu estava me preparando há algum tempo. Não entendi, porém, de onde tirei todo aquele sangue frio para lidar com a Esme durante a semana.

Ela foi doce, sensata e muito engraçada todas as vezes em que nos encontramos. Queria ter dado a sorte de tê-la mesmo como sogra, mas isso é privilégio de outra. Outra tão sortuda que até a amizade da cascavel que era Elizabeth, também tinha.

Desviei o assunto várias vezes sempre que ela colocava seus filhos na conversa, eu não queria de jeito nenhum dar a entender que os conhecia, mesmo que devesse ter a decência de informa-la disso. E de qualquer forma era bonito ver seus olhos brilharem ao contar que Alice já era mãe.

Quem diria? Fui incapaz de conter um sorriso ao imaginar aquela coisa minúscula que pulava para cima e para baixo pelo menor motivo, barriguda e inchada. Jasper deve ter passado por poucas e boas durante a gravidez. Notei que ao falar sobre Edward, ela tinha uma certa preocupação no olhar, como se não estivesse satisfeita ou feliz com alguma coisa. Era... estranho.

A reforma, como eu imaginei, seria iniciada em exatos dois dias após o aniversário do seu marido e agora eu me perguntava se ela ainda estaria disposta a me querer naquela equipe depois que eu acabasse de arruinar o clima no aniversário do marido.

Maldito seja, Emmett.

— Você pode, por favor, me passar essa bolsa com estampa de onça? — Ela perguntou apontando para onde a sua bolsa estava aberta sobre o balcão da pia do banheiro. Havia várias coisas deslizando para fora, mas de longe eu podia notar uma bem menor de estampada amarelada com preto e marrom, como se fosse para maquiagem — Presente de Alice. Ela sempre verifica se eu uso o que ela me dá.

— Aqui.

Entreguei sorrindo das bochechas coradas de vergonha de Esme. Ainda faltava 10 minutos para o horário de almoço acabar, então tirei minha escova de dentes e apliquei um pouco de pasta para tirar o gosto e cheiro de peixe na boca. Não seria nada agradável entrar na sala de reuniões com esse tipo de hálito.

Olhei para o lado e quase enfiei a escova no lugar errado ao me deparar com a quantidade de remédios que haviam naquela bolsinha. Meu coração apertou ao imaginar que ela pudesse estar doente de alguma coisa, o problema é que isso não fazia muito sentido...

Esme sempre pareceu saudável como um cavalo. Mordi o lábio e tentei não ficar encarando enquanto a via engolir duas pílulas azuis e usar um minúsculo copo de plástico para tomar um gole de água.

— Como vai o seu garoto, Bella? Vejo você trocando mensagens quando estamos sem muita coisa para fazer. É com o pai dele que fica falando?

— Huh... não. É com a babá. Bree, garota excelente — Soltei pigarreando logo em seguida — Ele está bem, obrigado. Apenas impaciente com o nascimento dos últimos dentes de leite. Desde os seis meses estamos assim, mas ele não acostuma com o processo. É um mal-humoradozinho.

Ela deu risada e demonstrou estar muito curiosa sobre o meu filho. Fez algumas perguntas, que muito tensa, é claro, respondi sem entrar em detalhes. No final de cada dia, ela sempre me pedia para dar um beijo no garoto por ela.

Imaginei que ela sentisse falta de estar perto da criança de Alice e da própria filha, se eles permaneciam na Grécia assim como Emmett me disse.

Ele voltou a me visitar durante esses dias. Queria me passar o endereço – porque não fazia ideia que eu já tinha ido na propriedade antes – e com certeza ver se eu não havia desistido, empacotado as minhas coisas e fugido do estado. Como Rosalie não estava em casa, ele ficou aqui mesmo e nós tivemos uma conversa bem descontraída, com direito a brincadeiras e piadinhas, mas não falávamos sobre o passado ou qualquer coisa que tenha acontecido nesse meio tempo em que não nos vimos.

— Eu ainda acho que seja muita loucura — Comecei andando de um lado para o outro — Essa foi uma péssima ideia, Emm. Eu não posso, eu não estou pronta. Isso não vai acontecer.

— De fazer loucura, você entende, Bella — Emmett brincou e agitou a mão sobre o meu cabelo, bagunçando os fios. Porra — E não é como se eu fosse deixar você dar para trás agora.

Heitor adorou vê-lo revê-lo outra vez. Seus olhinhos arregalaram-se para figura imensa de Emmett ao meu lado, ele deu um grito animado e riu jogando alguns brinquedos, acertando nossos pés. Emmett riu junto e conversou com ele por um tempo, disse que não o pegaria no colo, porque o pai merecia ter essa honra primeiro e eu apenas revirei os olhos com a besteira.

Esses dois eram tão “carne e unha” que chegava a dar impaciência. Imagino que ele estivesse prestes a pôr um ovo de nervosismo por manter esse segredo de Edward e esperava sinceramente que dar-me esses poucos dias de preparo, não o prejudicasse muito com o Cullen.

— E aí, pessoal? Prontos para colocar esse show na estrada? — Eric gritou quando me viu aparecer na sala com o afilhado nos braços. Eu ri e ele veio até mim pegar a minha bolsa e a outra menor, com as coisas que Heitor pudesse precisar pelas próximas horas.

Eric está definitivamente entre as melhores coisas que já me aconteceram na vida. Ele é o tipo de cara que você tem que ser uma filha da puta de sorte para conhecer e tê-lo gostando de você. Era realmente bom ter alguém para cuidar de mim e do Heitor quando os meus pais estavam longe. Obviamente, ele também estava, mas sempre tinha disponibilidade para estar aqui por mim quando eu precisava. A prova disso é que ele não fez a menor questão de aterrissar na Cidade dos Ventos ainda na sexta-feira e acompanhar-me hoje à tarde.

Além de querer estar lá para nos proteger de qualquer eventual contratempo, ele admitiu estar ansioso para ver cara a cara o sujeito que virou o meu mundo de cabeça para baixo e alterou a minha vida de tantas maneiras diferentes. Eu pedi muito para que ele não bancasse o macho alpha ao chegar lá, dando a entender que era o meu namorado ou algo do tipo. Seria constrangedor.

Eric adorava esses teatrinhos.

Foi usando Rosalie para causar ciúmes na Maggie, que ele a conquistou.

— Bella, tem certeza que é por aqui? — Ele questionou verificando o GPS.

— Sim, eu já estive aqui antes. É exatamente por onde você está indo. Huh... agora vire à esquerda. Isso mesmo. — Guiei a coisa loira ao meu lado, já que ele não confiava no aparelho.

Não demoramos a avistar o terreno enorme onde a casa belíssima estava centralizada. Percebemos que alguns carros vinham da direção oposta da nossa, mas todos paravam em frente aos Cullen. Reunião de família, é? Sei. Freamos em frente ao portão negro imenso. Eric tocou o interfone e rapidamente a voz de um rapaz perguntou nossos nomes.

— Eric e Isabella Northman. — Ele respondeu com tranquilidade e a minha cabeça girou tão rápido que o meu pescoço estalou. Que negócio era aquele? Eric olhou para mim e piscou o olho visivelmente divertido com o que fazia e tendo a minha reação de brinde.

Teatrinhos. Viu? Eu disse.

Fomos guiados para onde estavam estacionando e lá havia mais 6 carros. Nenhum daqueles era o que Esme dirigia, então deduzi que apenas os dos convidados estavam ali. Mesmo longe podíamos visualizar muito bem o jardim bem decorado dos Cullens e muita gente circulava por lá, mas até o momento, ninguém era conhecido.

— Certo, agora desembuche — Mandei assim que ele desligou o veículo e o infeliz apenas riu, ajustou o retrovisor e checou se o cabelo estava no lugar como quando saiu de casa — Eric, porra!

— Olha a língua, o Heitor pode estar fingindo assistir — Me repreendeu e senti vergonha. Dei uma olhadinha para trás e o meu ruivinho estava com os olhos vidrados na tela atrás do meu banco, assistindo alguma coisa colorida e barulhenta — Foi ideia do Emmett. Quando nos falamos no telefone, ele me contou que Alice organizou a lista dos convidados. Você acha que ela não ia estranhar ter uma Swan entre eles? Imagine então uma Isabella Swan.

Certo. Por que eu não pensei nisso antes? Eles mandaram bem, eu precisava admitir.

— Agora vamos sair, porque além de estar esquentando aqui dentro, eu estou morrendo de fome.

Eu senti vontade de rir, porque sabia que além de ele estar louco por comida, também estava para ver a situação se desenrolar de uma vez por todas, mas o gelo em meu estômago não me permitiu expressar o meu bom humor. Saí do carro lentamente, parecia que eu abrigava o próprio Alasca dentro de mim de tanto nervoso, já Heitor aparentava estar alheio a tudo, apenas mordia seu boneco, babando-o todo e conversava com o desenho que assistia.

Peguei-o no colo e Eric pendurou a bolsa no ombro esquerdo. Nos olhamos uma última vez, ele me deu um sorriso encorajador e eu assenti soltando a respiração que prendia há tanto tempo. Agora não teria mais volta.

O jardim estava mesmo muito lindo. Parecia mais um casamento do que um aniversário de alguém da idade do Carlisle. Não que que ele fosse velho, mas estava tudo tão delicado.

Todas as pessoas estavam muito bem vestidas para um dia morno, mesmo que estivéssemos encerrando o inverno. A maioria estava em suas mesas e os demais conversando em pequenos grupos aqui e ali. O cheiro de comida veio até mim me fazendo salivar no mesmo instante. Nossa. O que quer que fosse aquilo, deveria estar uma delícia. Uma música ambiente muito boa podia ser ouvida em volta de nós, algo como Folk, mas não tinha certeza.

— Ahhh! Mamãe... huumm, ali! — Heitor se mexia no colo animado com tudo que via à sua frente. Há tempos não saiamos para um passeio, por isso sua empolgação. Eu o prendi com mais força nos braços, porque não poderia deixa-lo descer ainda, não sem antes encontrar Emmett.

Eric e eu demos algumas voltas ao redor, ele estava sempre com a mão em minha cintura me guiando para os lugares. Um trio de senhoras nos olhou sorrindo de orelha a orelha e eu quase gemi ao imaginar que elas estavam vendo o retrato perfeito de uma família apaixonada.

— Se divertindo, Sra. Northman? — Ele perguntou fazendo charme quando inclinou um copo de chá gelado em minha direção. Capturei o canudo com os meus lábios e chupei a bebida. Hum, que gostoso — As imagens que a minha mente cria... — Eu lhe acertei uma cotovelada na barriga antes de começar a rir. Olhei em volta torcendo para encontrar o rosto de Emm por ali, mas então ouvi aquela voz conhecida que fez minhas pernas travarem.

— Isabella? É você? — Virei tão lentamente quanto pude e fitei o rosto bonito de Esme que hoje parecia ainda mais jovem. Usava um bonito vestido salmão que marcava bem a sua cintura fina e então soltava pelo resto do corpo, deixando-a delicada como uma boneca. Uau, Alice tinha mesmo a quem puxar. Ela me fitava com bastante curiosidade e um sorriso pequeno, mas então seu olhar caiu para o pequeno ruivo em meus braços e seu arfar pôde ser ouvido por todos nós. Ela arregalou os olhos e sua boca foi abrindo lentamente, formando um “o”.

Ah, merda.

— Esme, eu... — Comecei a falar, assustada, mas então um sorriso maravilhado foi formando-se em seus lábios, ela me olhou com os olhos brilhando em lágrimas e quando parecia que ia dizer algo, Eric falou primeiro.

— Olá! Você deve ser a Esme, a Isabella trabalha para você, certo? Sua casa é magnifica — Elogiou atraindo a atenção da senhora à nossa frente — Aqui fora é realmente belo.

— Isso mesmo, querido. Isabella e eu trabalhamos juntas. É muita gentileza, senhor...? — Perguntou com educação, mas mal conseguia concentrar-se em outra coisa que não fosse Heitor. Ele apresentou-se fazendo questão de ser chamado apenas de Eric e beijou delicadamente as costas da mão dela, a presenteando com aquele sorriso charmoso, aproveitando também para pedir desculpas por chegarmos sem avisar.

Certo... cínico.

Esme sequer questionou o fato de que precisaríamos estar na lista para entrarmos em sua propriedade e fez um gesto com as mãos como quem diz “bobagem!”, ela estava fascinada com o meu anjo e ele agora parecia retribuir o olhar com uma inocente curiosidade. Desde a visita dos meus pais, que ele não tinha estado na presença de tanta gente junta e isso o deixava avido por informação.

— Oh! Desculpe ficar encarando o seu bebê dessa forma, Isabella... é que ele me lembra tanto a alguém. Poderiam ser gêmeos se o meu rapaz ainda tivesse essa idade — Esme justificou constrangida por ter ficado minutos em silencio, apenas o olhando. Eu ri e concordei internamente — Alias, como esse pequeno se chama? Mas que beleza de menino!

— Aí estão vocês! Estava procurando por toda parte. Achei que tivessem desistido de vir — Emmett surgiu do nada interrompendo a conversa e sorrindo todo tenso. Deu um abraço de lado em Esme que riu volta e questionou se nos conhecíamos — Ah, sim! Nos conhecemos há alguns anos e nos reencontramos agora, por isso os convidei. Está tudo bem?

— Claro, querido! Não seja bobo. Agora ofereça alguma coisa para comer ao casal, eu preciso procurar o Carlisle. Alice quer mostrar algumas fotos do batizado. Com licença, queridos.

Os três respiramos aliviados quando ela saiu. Porra, eu passei dias ensaiando, imaginando, tentando me acostumar a essa situação, mas nada me prepararia para isso. Era tão difícil manter a compostura. Esme era tão boa comigo que me matava saber que iria magoa-la em instantes por ter mentindo e omitido tantas coisas sobre mim.

— Quem se batizou? — Eric perguntou tomando o resto do meu chá. É verdade. Não tinha prestado atenção daquele detalhe. Os gregos também faziam isso? Eu não entendia nada de sua religião.

— A bebê de Alice, ela quis aproveitar a oportunidade de estar no país por alguns dias. Os pais de Jasper são bem católicos, então para não ter confusão... — Deu de ombros mexendo no pequeno brilhante em sua orelha direita — Eles vivem em Evanston, aqui pertinho. Estão por aí em algum lugar.

Nós sentamos em um daqueles bancos de praça onde estava na sombra. O sol se poria em cerca de uma ou duas horas e a sensação de calor havia diminuído consideravelmente. Coloquei Heitor sentado em minhas pernas e fiquei dando impulsos para cima com os joelhos, fazendo-o pular e gargalhar. Adorava vê-lo rir, principalmente por coisas tão bobas desse tipo. Emm e Eric foram até a mesa fazer alguns pratos para que pudéssemos comer como Esme havia dito.

Eu salivei diversas vezes com o cheiro agradável que vinha de tempos em tempos, mas não tinha certeza se o meu estômago embrulhado e a garganta constantemente seca me permitiriam ingerir algo. Olhava para os lados o tempo todo achando que a qualquer momento fosse ver algum deles e então sabe-se Deus o que aconteceria.

— Você está precisando usar óculos? — Perguntei ao Eric quando começamos a remexer os vários tipos de coisas que Emm trouxe em uma bandeja pequena e ele me olhou com a sobrancelha arqueada, como se não entendesse — Olha o tamanho desse camarão aí! Você não pode comer isso. Sua barriga não se dá bem com frutos do mar.

Eric bufou divertido e afastou o bicho para o cantinho do prato, focando agora no frango coberto por molho. Olhei para o lado e vi que Emmett tinha parado de brincar com o meu filho e agora me olhava meio carrancudo com um vinco na testa. Mas que foi que eu fiz dessa vez?

— O Edward já está aqui há muito tempo. Ele está ocupado, então tem sido fácil mantê-lo na maior parte do tempo dentro da casa, eu acho melhor você ir até lá antes que ele apareça aqui fora e veja vocês juntos.

Ocupado com o que? Com Tanya?

Mordi o interior da boca tentando controlar a raiva súbita ao imagina-lo analisando papeis no escritório, enquanto ela massageia os seus ombros. Argh, nojentos.

Concordei de toda forma. Não sabia as proporções que aquela conversa tomaria, então seria menos humilhante pra mim que ele soltasse os cachorros em um lugar mais privado. Pedi para que Eric cuidasse e distraísse o Heitor, ele concordou dizendo que era sua vez de alimenta-lo e que depois passeariam pela propriedade, para ficarem longe dos olhos curiosos por enquanto. Concordei com a ideia e segundos após me despedir deles, Emmett me guiou para dentro.

A casa era espaçosa, clara e bem arejada, com enormes janelas que traziam a luz solar para dentro. Notei que a decoração era algo bem família, havia coisas que lembravam à Grécia o tempo todo. Desde a arquitetura do lugar, até os moveis e quadros de extremo bom gosto. Até faziam com que me sentisse em um pedacinho do belo país.

Ele me guiou até um corredor amplo e então estávamos de frente a porta dupla branquíssima daquelas que ao abrir, as partes deslizavam para lados opostos. Estava quase fechada, mas dava para ouvir que um homem estava falando ali dentro parecendo meio irritado. Sem avisar, Emmett abriu-a um pouco mais e entrou me puxando pela mão, me fazendo tropeçar no tapete como uma maldita criança.

Uma vez que me endireitei e olhei para frente, senti o ar esvair-se dos meus pulmões com tanta força que chegou a ser dolorido. Edward Cullen estava bem ali, há três ou talvez quatro metros de distância de mim, ao telefone e com os dedos ágeis movendo uma caneta ao anotar alguma coisa em uma agenda.

Minha santa mãe... como é possível que eu tenha esquecido o quanto ele era lindo? Observei-o conversar em outro idioma com alguém, bufar e então sorrir e aquilo me desarmou totalmente. Talvez eu precisasse de mais dois anos para superar aquele homem. Eu sentia como se uma criação de borboletas tivesse sido solta na minha barriga e isso só por vê-lo realizar aquela simples tarefa. Minhas pernas aguentariam firme quando ele olhasse para mim?

Ficamos os dois em silencio enquanto ele fazia caretas estranhas sem deixar de anotar, até que o pigarro alto e impaciente de Emmett soou atrás de mim e atraiu sua atenção para esse lado da sala.

Quando sua cabeça levantou e o seu olhar focalizou em mim, ele paralisou de tal maneira que soltou o telefone, deixando que a coisa batesse no chão e ficasse pendurada por um fio. Edward tinha os olhos arregalados quase comicamente, mas então ele os estreitava e inclinava a cabeça para frente como se eu fosse um fantasma ou alguma visão que não deveria estar ali. Aquilo me fez querer dar risada, mas eu não podia, porque estava nervosa e quase tão petrificada quanto ele.

Eu definitivamente podia tirar da cabeça a ideia tola de que eu deixei de ama-lo.

Merda, era o Edward ali!

Em uma versão fodidamente melhorada.

— I... Isa... Isabella? — Ele perguntou endireitando a coluna, parecia tão descrente e eu idiota como era, não consegui responde-lo, apenas lhe admirar. Aqueles poucos anos que ficamos separados não lhe causaram muitas mudanças drásticas, mas ele parecia mais homem. Uma leve barba por fazer escurecia seu maxilar, deixando-o sexy demais para o seu próprio bem, a calça jeans estava deixando as suas pernas mais grossas e torneadas. Ou elas estavam mesmo assim? Mirei na camisa clara de botões e arfei com os músculos sutis fazendo marcas enquanto ele se aproximava.

Espere! Se aproximava?

Dei um passo para trás quando o notei perto demais, sorrindo ligeiramente enquanto me olhava como quem estava tendo uma alucinação. Quando é que ele ia parar com isso? Eu podia sentir o meu rosto esquentando cada vez mais. Talvez até o meu pescoço estivesse vermelho, porém eu sabia que a minha expressão também não poderia ser muito diferente. Cacete, ele estava mais bonito do que quando estávamos juntos, exceto por umas marcas de expressão que o deixava com o semblante cansado e tenso, mas seus olhos seguiam radiantes.

— Olá, Edward — Respondi em um fio de voz — Eu sei que isso é totalmente inesperado, mas podemos conversar? — Ele piscou algumas vezes, contraindo os lábios como se quisesse sorrir ou rir. Eu não sabia. Olhou curioso para Emmett e então para mim outra vez. Certo, estávamos começando a parecer dois idiotas. O que há com essa falta de palavras?

— Bom, eu... vou deixá-los à sós. Estarei com o Northman, Bella. — Emm avisou e logo me vi sozinha com ele naquela biblioteca. Com o homem que fazia moradia em meus sonhos e no coração há anos.

Engraçado como as coisas funcionavam. Pensei por tanto tempo que me sentiria desfeita em milhares de pedaços se o reencontrasse, achei que as lembranças do mal que ele me causou, que causamos um ao outro viria com força total e então eu voltaria à estaca zero, mas não... eu não sentia nada de ruim. Apenas uma vontade quase incontrolável de abraça-lo e ouvi-lo me dizer tudo que ele fez enquanto estava longe. Como se houvesse uma lacuna que eu precisava desesperadamente preencher. Não fazia sentido.

Eu precisava manter a calma e não meter os pés pelas mãos dessa vez. Tinha que ter o controle da situação se esperava que tudo acabasse bem.

— Deus... você está mesmo aqui. O que... Bella, o que você... uau! — Gaguejou sorrindo bonito para mim e eu precisei corresponder — Quando Emmett disse que eu teria um assunto para resolver, eu imaginei tudo, tudo mesmo, menos isso — Continuou divertido — Você quis me ver?

Merda. Por que ele tinha que me olhar desse jeito? Como um garotinho em manhã de natal? Isso desarmava qualquer pessoa com um coração batendo no peito. Edward parecia feliz em me ver.

— Desculpe invadir a festa do seu pai dessa forma. É realmente um absurdo, mas eu precisava falar com você e não podia esperar mais. — Expliquei esfregando as mãos uma na outra, nervosa com o olhar astuto que me checava inteira. Ei, era falta de educação medir alguém assim!

E daí? Você fez o mesmo com ele, minha consciência lembrou-me e eu corei.

— Claro, não tem problema nenhum! Eu apenas não sei por onde começar. Acredite... eu jamais imaginei vê-la novamente e principalmente nessas circunstâncias — Disse e eu abaixei o olhar, lembrando-me exatamente do porquê de ele achar isso — Mas não poderia estar mais satisfeito em tê-la aqui. Isso é... nossa, há tanto pra falar. E você está tão bonita — Pigarreei e desviei o olhar mais uma vez — Mas primeiro me diga, o que você faz em Chicago? Está a passeio? — Perguntou me indicando a cadeira em frente à mesa, para que eu sentasse, indo então para a cadeira ao lado. Quando passei por ele, minha perna roçou no seu joelho e só aquele breve contato fez meu coração dar uma pequena pausa.

Certo. Sem contato físico. Nenhum.

— Eu vivo aqui, Edward. Há algum tempo. Coisas aconteceram e bem, eu achei que seria uma boa ideia começar de novo em outro lugar. Para ser honesta, eu nunca pensei que o veria de novo também. Ao menos esperava que fosse assim — Vi quando sua expressão caiu e ele assentiu devagar, franzindo a testa. Agora ele entendia que eu não estava aqui por querer — Eu encontrei com Emmett no começo da semana, conversamos pouco, mas ele me convenceu a falar contigo, porque... porque há coisas que... coisas que eu não pude contar, coisas que você merece saber.

— Ele te convenceu a me ouvir? A me dar outra chance? — Ele perguntou estupefato e eu quase engasguei de surpresa. Ele não escutou uma palavra do que eu disse?

— Não! Claro que não — Neguei e seu semblante caiu outra vez, mas eu preferi ignorar dessa vez. Não podia haver segundas chances ali — Se alguém precisa ouvir aqui é você. Tenho algo para te dizer.

Edward voltou a exibir um sorriso – não alegre, mas paciente – no rosto. Enquanto eu falava, seu corpo se inclinava para frente o tempo todo, como se ele quisesse me tocar. O que deveria ser fruto da minha imaginação carente para sentir seus toques quentes outra vez. Nós dois sabíamos que aquilo estava além do limite.

— Tudo bem, eu acho. O que há de tão importante que te fez querer me ver de novo? — Ele piscou parecendo minimamente confuso, mas logo sua expressão tornou-se curiosa.

Bom, havia chegado a hora. Que os seus deuses me protejam, eu definitivamente iria precisar.

— Quando você foi embora... eu estava gravida.

Pronto, soltei! Estava feito.

Puxei o ar e parei observando sua reação que, bom, demorou um pouco demais a chegar. Edward ficou quieto demais por alguns instantes, ele mal parecia sequer respirar. Estava feito uma estátua grega perfeitamente imóvel. Quando pensei em chama-lo, o vi arfar e piscar várias vezes. Ele pareceu finalmente se dar conta da gravidade do que eu disse e então seus olhos arregalaram-se e o verde bonito destacou-se para mim.

— Mas eu não sabia! Eu juro que não, eu só descobri quase dois meses depois.

— Mas como foi isso? Isabella, você disse que se prevenia, por isso nós nunca... minha nossa. Isso... eu não esperava por isso — Disse atropelando as palavras, nervoso e confuso — Eu sou tão imbecil. Você? O que...?

— Edward, calma! Você tem razão, eu realmente me prevenia e quando eu questionei a médica sobre isso, ela não soube me dar certeza sobre nada, apenas levantou a hipótese de que algo possa ter cortado o efeito do anticoncepcional por um tempo — Respondi lembrando daquele medicamento que sua irmã me deu para gripe naquele dia em que acordei indisposta — E então aconteceu... o bebê estava lá.

Ele assentiu parecendo digerir a informação procurando sentido no que falei. Eu fiquei tão pasma quanto ele na época, porque não sabia que isso era possível e nem tinha mais a cartela comigo para mostrar, mas acabamos por achar que essa possibilidade era a que mais tinha lógica.

— Eu tive certas complicações e algo muito ruim aconteceu comigo, então...

Edward me interrompeu levantando-se bruscamente da cadeira de repente, fazendo-a ir para trás e arranhar o piso. Ele parecia nervoso demais e passava a mão pelo rosto e cabelo o tempo todo. Consegui ter um vislumbre rápido do seu rosto e ele parecia estar com os olhos cheios de lágrimas.

Minha nossa, o que estava passando por sua cabeça agora? Será que a ideia de ter um filho comigo era tão ruim assim?

— Eu sinto muito. Oh, Deus, eu sinto tanto, Bella, tanto... — Ele falava com a mãos cobrindo o rosto. Oh, puta merda, Edward estava chorando? Mas por que? — Isso só pode ser alguma maldição... não era justo com você, querida... — Merda, ele pensava que eu havia perdido o bebê? Levantei em um pulo e fui até ele. Minhas mãos seguraram os seus pulsos e – tive que ignorar o formigamento se espalhando só por toca-lo outra vez – e puxei seus braços para baixo, podendo finalmente vê-lo de pertinho.

Seu rosto estava contorcido de dor, mas antes que eu pudesse explicar que ele não precisava se culpar pelo bebê, ele desviou o olhar para minha boca e me senti parar de respirar no mesmo instante.

Oh, não. Não vá por aí, Cullen.

Ele é casado. Saia de perto. Saia de perto dele agora! Minha mente rosnava para mim, mas eu não conseguia obedecer. Sua boca avermelhada e entreaberta parecia implorar por um contato mais íntimo, uma caricia. Um beijo? Não. Talvez um roçar de lábios. Seu hálito gostoso atingiu o meu rosto, fazendo meus olhos se fecharem em deleite e por um momento eu fui levada de volta a dias preguiçosos passados em um sofá no alto de um edifício em Atlanta.

Isso era errado de tantas formas. Eu deveria estar lhe explicando o quanto ele estava equivocado e preparada para a sua revolta e não pensando em beija-lo, mas era simplesmente tão difícil ignorar aquela conexão que tínhamos. Naqueles eternos segundos eu me arrependi de não tê-lo ouvido no passado. De não ter tentando encontrar uma forma daquilo dar certo.

Hoje estava tudo perdido. Ele não me perdoaria. E inferno, ele escolheu ficar com ela, então foda-se isso.

A bolha de nostalgia foi estourada quando a porta foi aberta de repente fazendo barulho e nossos corpos se separaram rapidamente, deixando-nos cada um em um canto do cômodo, ofegando.

— Desculpa interromper, Bella, mas ele não parava de chorar por você.

— Eric, porra, volta aqui!

Ouvi as duas vozes ao mesmo tempo. Um Eric preocupado entrou com o meu Heitor todo irritado nos braços e Emmett esbaforido atrás, ambos olharam preocupados para Edward que não estava nem aí para eles. Igual a sua mãe antes, seus olhos ficaram grudados no meu filho assim que percebeu sua presença. Ficamos todos em silencio sem saber o que fazer, apenas Heitor se remexia e fazia alguns sons de impaciência.

— Isabella... eu n-não estou... entendendo. Essa criança — Ele começou. Seus olhos ainda estavam molhados e o rosto avermelhado. Eu nunca tinha o ouvido gaguejar tanto — Essa criança é sua? — Ele perguntou me olhando depois de algum tempo. Eric após dar uma boa e descarada olhada nele, se aproximou e trouxe o garoto para mim, que gritou um pouco mais animado e aninhou-se nos meus braços, passando os dele em volta do meu pescoço.

Respirei fundo e olhei para aquele rosto tão igual ao do homem apreensivo perto de nós.

— É nossa, Edward. Eu tive problemas durante a gravidez, mas nada de grave aconteceu. Em alguns meses eu ganhei de presente esse lindo menininho — Falei e beijei a testa do meu filho — Este é o Heitor.

Quando eu lhes apresentei, Edward franziu o cenho e encarou o Heitor que agora também tinha seus grandes olhos castanhos curiosos voltados para o pai. Ele apertou a ponta do nariz e depois enfiou o punho na boca, começando a babar e então dobrou a cabecinha para o lado como um filhote de cachorro confuso sobre algo.

Se não fosse os gemidos e resmungos do Heitor, o cômodo estaria no mais absoluto silencio. O que era ruim, pois eu tinha medo de escutarem o meu coração batendo feito um tambor fora de controle naquele momento. Segurei-o mais apertado em mim e torci para que que além de compreensível, a reação do Cullen sobre ele fosse boa.

Do contrário, teríamos grandes problemas.

Porém, a cena que se seguiu diante de mim foi a coisa mais linda que presenciei, além do nascimento do meu garoto. Edward de repente o olhava com uma profunda adoração totalmente desconhecida por mim e o Heitor esticava seus bracinhos pequenos e gordinhos tentando alcança-lo de qualquer maneira, como se já o conhecesse há muito tempo. Começou a balbuciar algumas coisas, jogando palavras ao vento, nada com muito sentido, apenas entendia-se alguns “vem, pegar, quero”, o seu próprio nome e então gritava. Era como se estivesse dando uma ordem ao pai e isso fez nós dois rirmos, ambos com lágrimas de emoção nos olhos, embaçando um pouco a visão. Edward alcançou a mãozinha do Heitor e este fechou-a com força ao redor do dedo indicador e o do meio dele, juntos, como se tentasse impedir que o pai saísse dali caso quisesse.

Eu sorri grande vendo aquilo, porque havia fantasiado um momento parecido desde que ele era um feijãozinho em minha barriga, o momento em que os dois homens que eu mais amava se conhecessem. Mas o sorriso morreu assim que Edward olhou para mim de novo, dessa vez sério e parecendo mais furioso a cada piscada que os meus olhos davam.

Tudo bem. Eu deveria saber que não seriam só flores.

Endireitei o bebê nos braços, olhei para Eric que estava quieto e ainda colado à porta e pedi que nos deixasse a sós outra vez. Ele perguntou se eu tinha certeza sobre isso e quando confirmei, saiu arrastando Emmett junto. Ambos estavam preocupados conosco e não pareciam querer ficar longe. Eu podia perceber porque me sentia ligeiramente acuada em ficar sozinha ali.

Voltei a sentar na cadeira acalentando o garoto que parecia mais irritadinho agora que o pai tinha mudado de postura. Percebi que Edward dava voltas e mais voltas pela biblioteca, mas sem realmente ir a lugar algum. Ele encarava o chão, mas de vez em quando, os seus olhos iam e voltavam para Heitor, me ignorando por completo.

— Como você pode me esconder a existência dele por tanto tempo? — Esbravejou quebrando o silencio e me odiei pelo pulinho ridículo que dei — Quantos anos ele tem? Um ano e meio?

— Sim... Edward! — Respondi e exclamei seu nome quando ele empurrou todos os copos e garrafas que estavam em cima de pequeno balcão e tudo se espatifou no chão, fazendo um barulho alto assustar tanto a mim quanto ao Heitor — Você está maluco?! Acalme-se.

Edward grunhiu de raiva, então pareceu se dar conta que havia feito o filho choramingar e sua postura mudou drasticamente. Ele me olhou genuinamente arrependido e eu respirei fundo buscando algum controle.

A porta se abriu pela terceira vez. Emmett passou feito um furação, olhando para todos os lados até encontrar os estragos à sua esquerda. Bastante vidro, o chão molhado e uma parte do tapete ensopada.

— Cara, que merda foi essa? Carlisle vai arrancar o teu coro, olha só isso! Porra... — Emm falava fazendo cara de preocupação enquanto chutava os cacos para o lado, fora do nosso caminho. Edward ainda me olhava fixamente, sério e rígido como uma pedra, mas não parecia mais com ódio, apenas tão desapontado como nunca vi alguém antes. Era nítido que que ele não era mais o mesmo cara que mal conseguia parar de sorrir ao me ver há pouco tempo atrás.

E eu realmente não sabia o que esperar dele.

— Você não tinha esse direito, Isabella. Não podia fazer isso comigo! Será que me odeia tanto assim? — Questionou. De repente ele parecia tão torturado que o meu coração encolheu. Parecia tão triste de saber que seu filho havia ficado longe todo esse tempo que me infligia dor por saber que eu, que tanto o amava, havia feito isso com ele. Com os dois. Heitor chorou ao ouvir a voz dele e tentou sair dos meus braços, quase escapando, pois eu estava abalada demais para usar a força do meu corpo — Eu mal te reconheço agora! Como pode ser tão vingativa? Simplesmente não entendo por que tivemos que chegar a esse ponto. Eu te transformei nisso?

Era tão fodidamente injusto. Eu não conseguia ficar brava por sua atitude quando o via sofrendo diante de mim daquela forma, mas eu queria e muito.

— Eu sempre... imaginei — Continuou após pigarrear — Eu quis tanto isso. Por que tirou isso de mim, Isabella? — Edward piscou e duas lágrimas gordas em sincronia escaparam dos seus olhos. Era uma maldita luta interna. Nesse exato momento eu só queria até lá e consola-lo, pedir perdão... talvez. Porra, eu jamais imaginei que crianças fosse um assunto delicado para ele ou que tinha tanto desejo de ser pai assim — Era isso que queria, então. Achou que usar o nosso filho nos deixaria finalmente quites?

A voz era só um sussurro sofrido. Eu quis dizer que não era nada disso, mas não saia principalmente com a emoção de ouvi-lo falar de Heitor como nosso pela primeira vez e vendo o meu filho chorar para voltar a ter algum contato com Edward, me fez soluçar. Ele vendo que não teria respostas, tentou aproximar-se de mim – ou de nós, não sei – mas antes foi detido por Emmett, que o segurou pelo braço, abraçou e depois de lhe dizer algumas coisas baixinho só para os dois ouvirem, saíram em silencio dali sem olhar para trás, deixando-me sem saber o que fazer.

(Roupa da Isabella)

Notas finais
Bom, eu sei que a expectativa sobre esse reencontro era grande. A ideia dele era simples e me surgiu na cabeça há bastante tempo, por isso mesmo ouvindo certas opiniões, eu optei por não mexer nele e manter a forma original. De toda forma, espero que tenha agradado. Então eu anuncio que o Edward está oficialmente de volta à história e não sairá mais, em nome de Jesus! A reação dele foi um mix de emoções. Ele está abalado, confuso, irritado feito o cão e triste com essa situação. E francamente, não venham me dizer de novo que porque ele omitiu que tinha um relacionamento para a Bella, não tem direito de estar puto agora KKK Caramba, estamos falando sobre uma criança aqui, meu povo, qualquer homem decente no mundo ia querer criar o seu filho e estar presente na vida dele. O problema dele era com a Bella e só com ela! A mesma coisa de pais divorciados. O menino é totalmente inocente no meio desse dramalhão, vamos usar o bom senso – coisa que ela deveria ter feito – e não agir só com o coração magoado. No próximo teremos um pouco mais de brigas, lágrimas, desculpas, alguns esclarecimentos e uma linda bandeira branca da paz sendo oferecida. Esse foi o maior capitulo que eu já postei, então é bom vocês comentarem, do contrário eu sumo com o Heitor e o Edward ;) Brincadeira. Ou não. Nos vemos nas reviews. Boa semana pra vocês.