Odisséia Grega

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Mais um capitulo pra contribuir com o final de semana de vocês. Boa leitura!

— Sim, Edward, por favor. — Pedi. Nossa intenção ao chegar no quarto poderia ser de explorarmos o corpo, as fantasias e limites um do outro, mas era difícil demais controlar quando começávamos a nos provar. Levantei as pernas em um convite e ele puxou a calcinha pra fora do meu corpo, jogando o tecido molhado em alguma parte do chão.

— Enrole as pernas na minha cintura, Bella — Ele pediu quando ficou entre as minhas coxas. Obedeci prontamente e tentei fechar os tornozelos um pouco abaixo das suas costas. Edward estava alinhado bem na altura do meu sexo e eu já sentia seu membro roçar os grandes lábios pra cima e pra baixo, encontrando às vezes com o meu clitóris, me fazendo gemer — Olhe pra mim, por favor. — Abri meu olhos e o fitei, mas em seguida joguei a cabeça para trás, gritando quando seu pau alojou-se dentro de mim em um golpe só. Edward gemeu e resmungou “tão macia e quente” com a sensação do meu calor cobrindo sua carne rígida.

Os movimentos de vai e vem começaram devagar e aumentaram com o passar dos minutos. Parecia que as minhas veias continham larva pura. Estava tão melhor do que ontem. Nos olhos um do outro compartilhávamos das mesmas sensações, luxuria, tesão, prazer. Era possível alguém morrer de prazer?

Edward trincou os dentes e meteu mais fundo. Nossos corpos estava nivelados, empurrando e recebendo. Suando e tremendo juntos. Eu gemia alucinada com o som das nossas peles chocando-se uma com a outra e seus grunhidos no fundo.

— Edward... por... por favor, eu quero. Eu preciso... — Eu soluçava em desespero, me sentia cada vez mais perto da borda, meu corpo tencionava e relaxava, inconscientemente apertando seu pau dentro de mim várias vezes.

— Eu não quero ficar sem você — Ele soltou de repente e eu abri os olhos surpresa sem entender aquilo. Edward me olhava com uma expressão diferente, quase torturada e pra tentar livra-lo daquilo, acariciei seu rosto com a minha mão e levantei o quadril do colchão, indo de encontro a uma estocada funda. Nós dois gritamos e ele veio pra cima de mim chupando os meus peitos, mordiscando e lambendo os biquinhos duros, deixando-os cobertos de saliva para se arrepiarem com o seu hálito gostoso. Edward ajoelhou-se na cama e me puxou pelas coxas, nos encaixando melhor — Eu quero ficar pra sempre aqui. Entre suas pernas. Dentro de você. Ah, pelo amor de Deus, Bella! — Exclamou gemendo quando me sustentou e investiu com força para dentro de mim. Meu sexo esticou-se para abrigar seu pau duro e grosso que forçava caminho cada vez mais fundo.

Cravei minhas unhas em seus braços, minhas costas arqueavam-se a cada nova onda de prazer e a minha buceta vibrava ao redor do seu pau, contraindo e chupando-o mais. Eu senti que ia explodir a qualquer momento quando ele colocou a mão onde nos encaixávamos e começou a massagear aquele pequeno nervo pulsante que me levava ao paraíso. Isso, porra, isso! Os empurrões e as investidas ficaram fora de controle, estávamos suados, cansados, mas não saciados. Ele trabalhava com agilidade no meu clitóris e eu me contorcia embaixo dele, apertando seus ombros, seu pescoço, puxando-o pra mim até poder atacar seus lábios em um beijo desesperado.

Nossas línguas massagearam-se juntas, eu chupei a dele quando suas estocadas ficaram fortes, curtas e rápidas, me empurrando cada vez mais contra o colchão. Ele veio pra cima de mim de novo e desviou os beijos para o meu pescoço.

— Edward! Oh, Edward... eu estou vindo... Ahh, porra, eu — Meu orgasmo veio com força total, como uma fodida avalanche levando tudo pela frente. Minha mente apagou-se por longos segundos, eu não consiga pensar, só sentir. Os dedos dos meus pés curvaram-se e minhas costas saíram da cama outra vez enquanto eu me agarrava a Edward como se minha vida dependesse disso. Soluçava durante o orgasmo e ele rosnava no meu pescoço enquanto metia com força dentro de mim, lutando por espaço no meu sexo contraído e com uma última estocada, gozou jatos fortes e quentes dentro de mim pra depois morder o meu ombro me causando uma dor estranha que me levou a outra onda de prazer.

Nós respirávamos como se tivéssemos corrido uma maratona. Eu era tão nova nisso tudo que a cada comparação estúpida, eu sentia vontade de rir, mas aí seria estranho. Edward ainda estava dentro de mim e eu agora acariciava seus cabelos suados e vez ou outra ele beijava a pele meu pescoço contribuindo com minha vontade de gargalhar. Mas era só isso, vontade, porque eu não tinha forças pra nada nesse exato momento.

Minutos após nos acalmarmos, ele me propôs um banho. Eu fiz manha, procurei um lençol pra me cobrir, mas ele me deu um tapa fraco na bunda e disse que se não fosse por bem, iria por mal. Bufei fingindo estar irritada, mas bastou ele cutucar a lateral da minha barriga uma vez para eu me desmanchar em risos. Fomos para o banheiro nus como se fosse a coisa mais natural e durante o banho, cuidamos um do outro, passando sabonete líquido, brincando com a espuma da esponja, até fazer um penteado punk ridículo com shampoo em seu cabelo, ele deixou. Sexo deixava o cara de muito bom humor, quem diria, hein? Depois de 25 minutos de banho, nos enxugamos quando chegamos ao quarto e voltamos a ficar nus.

Ele arrumou a cama, retirando o edredom para que pudéssemos deitar. E como uma criança manhosa que era, pulei na cama e fui engatinhando até um amontoado de travesseiros, deitando de bruços. Senti o tecido fofinho encostando nas minhas costas até me cobrir. Edward apagou as luzes e veio deitar-se ao meu lado. Nós não resistimos ficar longe e nos aconchegamos um no outro ao mesmo tempo. Eu deitei a cabeça em seu peito, sentindo cheiro do sabonete nele, sua respiração calma e fechei os olhos.

— Boa noite, Edward. Tenha bons sonhos.

— Boa noite, ágape mou.

Ele beijou minha testa demoradamente e puxou minha perna para que ela ficasse entre as dele, presa. Acabei dando um risinho sonolento e então a inconsciência me tomou.

A manhã na North OKeefe Events foi bem agitada. Cheguei 15 minutos atrasada por me dar ao trabalho de preparar o café da manhã de certo grego abusado e claro, a nossa rapidinha – não tão rápida – no banheiro também contribuiu para isso. Irina estava a todo vapor ditando ordens quando cheguei, impecável no seu terninho negro, ela me olhou feio quando entrei na sala de reuniões, mas decididas a ignorarmos uma a outra o máximo possível, fomos trabalhar.

Almoçar com Rachel, Lisa e Ben aliviou toda a tensão do meu corpo. Estávamos assinando contrato com uma empresa importante e cuidar da imagem daqueles lá não seria muito fácil, mas eu estava muito confiante porque a minha equipe era excelente em suas funções e todos trabalhávamos bem em conjunto. Durante a refeição, notei os olhares cobiçosos de outro funcionário, Ethan para cima da Rachel, o que foi engraçado porque sempre que ela percebia, estremecia inteira... de nojo.

Talvez não fosse óbvio pra todos eles, mas digamos que Rachel tinha outras preferências, como por mulheres. E loiras, se possível. Ela não misturava prazer e trabalho, mas não era cega e eu já a peguei secando uma mensageira e até dando uma segunda olhada pra bunda da Irina.

Na volta quando entramos na sala onde fazíamos o planejamento, algumas moças olhavam embasbacadas pra uma matéria feita em um tapete vermelho de algum evento ontem e na imagem da TV estava Edward Cullen e seu assessor, um careca que eu já tive chance de ver algumas vezes. De onde eu estava, não dava pra ouvir o que ele respondia ao repórter, mas porra, eu não conseguia nem piscar com a beleza desse homem e por um momento eu quis agir como uma adolescente e espalhar pra todos naquela sala que passamos a noite juntos.

Certo, como se alguém fosse acreditar.

Revirei os olhos e me sentei ligando o notebook.

Meus pés estavam doloridos quando cheguei em casa. Eu esperava que aquela fase de “pega isso, compra aquilo pra mim, faça copias disso e leve pra fulano” passasse e rápido, o metrô lotado também não ajudou nenhum um pouco, além de ter que vir em pé durante todo o percurso, não estava preparada para a noite esfriar daquela maneira.

Rosalie estava no quarto e havia comida dentro de algumas sacolas em cima da mesa, ignorei-as e fui direito para o banheiro tomar um banho quente. Meus músculos estavam todos doloridos, principalmente pelas atividades dos últimos dias. Me sentia tão exausta.

Peguei uma calça de moletom e uma regata no guarda-roupa e vestia tudo com pressa pra me proteger do ar frio daquela noite. Meu celular vibrou em cima do chão quando eu estava prestes a me sentar e senti um sorriso nascer nos meus lábios quando vi quem era.

De: Edward Cullen +(630-842-3200)

Hora: 20:48 p.m.

“Indo jantar com a Alice e seu marido. Não quer vir com a gente?”

Para: Edward Cullen +(630-842-3200)

Hora: 20:48 p.m.

“Obrigada, baby, mas não. Estou cansada. Mande um abraço para os dois por mim.”

De: Edward Cullen +(630-842-3200)

Hora: 20:50 p.m.

“Está bem, querida, não quero atrapalha-la. Bom descanso. Beijo na boca.”

Hum. Agora tudo que eu queria era me deitar na cama, ficar bem quentinha e sonhar com ele, mas ouvi Rose me chamando no corredor, então rapidamente digitei e mandei uma mensagem de volta e desliguei o celular. Ela estava me chamando para jantar de pijamas e com alguma gosma verde bem nojenta no rosto quando abri a porta do quarto, meu pobre apetite morreu na hora... fiz questão de dizer isso e ela revirou os olhos me arrastando pelo braço com seu discurso de “beleza requer sacrifícios”.

Comida tailandesa era muito saborosa, mas sempre mexia com o meu estômago, causando dores, então comi apenas um pouco e depois fiz uma vitamina de mamão e cenoura bem forte pra compensar. Depois de lavar a louça, Rose foi para o seu quarto tirar aquele troço e tomar banho, já eu migrei para sala com o notebook, alguns arquivos e meu óculos de grau que ajudava quando meus olhos estavam ardendo e cansados. Abri o meu e-mail, enviei o que já tinha pronto pra alguns colegas irem atualizando tudo quando chegassem amanhã e comecei tudo do zero outra vez.

Na terça-feira, acordei cedo com uma tremenda dor no pescoço. Acontece que depois da segunda xícara, a cafeína parou de fazer efeito, em algum momento eu caí no sono e passei a noite toda torta naquele sofá minúsculo abarrotando de coisas. Rosalie se compadeceu com a minha situação e ficou de fazer o café da manhã enquanto eu tomava banho pra me preparar para o trabalho.

O dia seguiu da mesma maneira que o anterior e foi também a primeira vez que eu vi o nosso chefe. Era um homem muito elegante, alto e loiro. Eu não normalmente não era fã de loiros, mas o homem era muito bonito. Um tal de Eric, disseram. Nossos olhares se cruzaram apenas uma vez antes dele entrar no elevador e algo nele me atraiu muito.

Que loucura.

Todo mundo com a vida sexual ativa ficava assim?

Troquei diversas mensagens de texto com Edward durante a noite pra matar a saudade. Ele tinha viajado de volta para Chicago, mas disse que voltaria antes do Natal. Nós não tínhamos feito planos nem nada, mas eu tinha consciência de que dada as circunstâncias ele não poderia passar a data com a família em Atenas, provavelmente ficaria com a irmã e os amigos, mas de uma forma ou outra, eu estava ansiosa pra lhe entregar o seu presente.

A quarta, na promotora foi mais leve, como eu já tinha adiantado e muito meu trabalho no começo da semana, estava mais folgada e ajudei uma equipe a escolher alguns modelos para um evento de porte do meio automobilístico.

— ...sempre me disserem a mesma coisa, caras como ele não ficam com uma mulher só.

A voz enjoativa da Kate chegou aos meus ouvidos antes mesmo de eu empurrar a porta do banheiro. Ela e mais duas moças se refrescavam e retocavam suas maquiagens em frente ao espelho, me deram um sorrisinho educado e eu retribui enquanto seguia para uma cabine.

Maldito seja o suco do almoço, só pode ter sido ele pra deixar a minha bexiga frouxa dessa maneira. Estava quase sentando no sanitário quando a voz de Kate me fez parar.

É sério, meninas. Estamos falando de Edward Cullen, não é? Por que ficar com uma se ele pode ter todas? — Mas que porra... cheguei mais perto da porta pra ouvir melhor.

Eu não gosto desse tipo de cara que sai com mais de uma ao mesmo tempo, é nojento, por mais lindo que ele seja, mas é verdade porque eu vi as fotos, acho que havia umas quatro ou cinco mulheres com ele e aquele cara grandão. — Outra menina falou e o meu sangue gelou na hora. Que mulheres? O que elas viram o Edward fazer? Aonde?

Antes que eu pudesse colher mais alguma informação, mudaram de assunto e depois de um tempo saíram rindo de alguma futilidade, mas o meu coração continuava apertado no meu peito. Uma sensação tão ruim que me causava enjoos.

Sai do banheiro sem nem ao menos começar o que ia fazer e corri para a sala. Algumas pessoas já retornavam do almoço e observavam curiosas a minha respiração de asmática com curiosidade.

No notebook, eu abri um aba nova e pesquisei o nome de Edward, sentindo meu coração afundar no peito com as notícias mais recentes. Havia várias fotos dele entrando em uma boate todo sorridente acompanhado com uns homens, lindas mulheres com porte de modelo e Emmett a tira colo. Havia uma oriental de longos cabelos pretos pendurada em seu ombro, falando algo em seu ouvido e uma ruiva que parecia lutar pra ter sua atenção. Nem consegui ler a notícia e fechei aquela porcaria com força atraindo a atenção das pessoas.

Levantei dali e percorri os corredores com os olhos ardendo de lágrimas não derramadas. Então era isso que ele tinha pra resolver em Chicago! Grandessíssimo filho da puta.

— Aqui, Bella. Beba isso — Rachel apareceu do nada e com a mão nas minhas costas fazendo um carinho, me ofereceu um copo de água gelado e só então eu percebi que estava tremendo. De nervoso. De raiva. Tristeza, talvez. Eu tentei lhe dar um sorriso e ela retribuiu — De nada. Quando estiver melhor, vamos estar lá dentro esperando. — Assenti com a cabeça e observei ela se distanciar. Tomei algumas respirações fundas e empurrei aquela agonia pro lugar mais fundo possível da minha mente. Precisava ir e não iria me prejudicar por causa daquele imbecil.

Quando entrei no apartamento, não consegui mais segurar as lágrimas e chorei. Chorei, chutei algumas coisas, gemi e fiz birra. Tudo que tinha direito até me acalmar. Depois que não havia mais lágrimas, senti uma raiva ressurgindo e da mesma maneira que eu queria pôr as mãos no pescoço de Edward e aperta-lo ao máximo, eu também queria que ele sentisse na pele.

— Rose, sou eu. Tudo bem se eu for no happy hour com vocês hoje? — Perguntei assim que atendeu a minha ligação. Ela estranhou, é claro, eu detestava aqueles metidos a besta, mas concordou prontamente.

Foda-se.

Depois de hoje, Cullen seria só uma lembrança de um final de semana inconsequente.

Notas finais
Vocês não sabem o quanto eu tenho que me controlar pra não ficar postando toda hora. Enfim, voltando aqui! Que vacilo foi esse, hein? Alguém está furiosa... e gente furiosa faz o que? Merda. Obrigada a todas as leitoras que são fieis às reviews. Adoro ler, adoro responder. Nos vemos no próximo!