Notas iniciais
Primeiramente eu quero agradecer a Effie Winchester, a única que me mandou um review. Sinceramente, bjs amiga. Magnus narrando é tudo de bom, e que tal voltar ao CHB?

Dois anos se passaram desde que fui morar com meu tio Thor, e sinceramente, é bem legal. Minha prima Fabrícia nasceu, e ela tem alguns poderes bem estranhos. Espero que quando ela estiver maior possamos nos divertir um pouco. A casa em que moro é grande, e minha tia Jane é um doce.

Vocês devem estar se perguntando porquê preferi morar numa casa normal com meu tio que eu mal conhecia, a viver em um palácio com meu pai que eu conhecia a pouquíssimo tempo. Eu não sou um príncipe. Fui criado como um cachorro por meu falso tio, e a melhor coisa que me aconteceu foi encontrar aquele monstro... mas morar num palácio com um mágico, um velhote e uma tia meio doida não é do meu tipo. Eu preferi voltar para a terra, estudar numa escola qualquer e voltar a ser o excluído de sempre.

Quinze anos. Minha festa foi em Asgard – u.u sou divo mesmo – e eu ganhei uma armadura, uma bicicleta, um pouco de ouro, e o melhor: um livro.

Eu não sou viciado em leitura, e na verdade eu nem gosto muito de ler... mais isso aqui é um tesouro. É um guia de sobrevivência para pessoas meio deus, meio humano. Tem tantas informações que eu chego a ficar vesgo. Acho que nunca vou para de agradecer a Odin.

Falando no tal, ele me explicou que além dos deuses nórdicos, existem outros deuses que dominam o mundo: gregos, egípcios, romanos, indianos, tupis... a lista é grande, e praticamente cada continente é regido por uns três grupos de deuses.

No momento isso não me interessou, mas quando ele disse, que alguns dos semideuses – como eu – vivem em Long Island e Bervely Hills, eu quase morri. Minha prima vive em Long Island, e eu ando sonhando com ela lutando, com espadas e coisas desse tipo. Foi aí que eu pirei, eu tinha que ir atrás dela, eu tinha que encontrar essa parte “menos divina” da minha família.

Eu pedi a Thor que me desse uma carona a Long Island, e ele concordou. No momento eu estou no carro, escrevendo nas páginas que eu adicionei ao meu guia de sobrevivência.

– Como você acha que vai encontra-la? – ele perguntou

Apontei para minha cabeça e disse:

– Telepatia. Só não tentei antes, pois preciso estar próximo da pessoa que tenho que encontrar.

– Então ligue o GPS, garoto. Um quilômetro para chegarmos a Long Island.

E foi isso que eu fiz, fechei os olhos e comecei a pensar na garota dos meus sonhos. Ela é loira, tem olhos cinzas profundos, e quando não está lutando com uma garoto moreno está estudando. Ela usa uma camisa laranja, com um... pégaso talvez, e uma sigla estranha. A cada movimento do carro, sinto que estou mais próximo da garota dos cabelos loiros, e digo:

– Pare!

Thor freia rapidamente quase nos fazendo bater no vidro. Entreolhamo-nos e rimos. Isso já aconteceu várias vezes.

Nos dois descemos do carro. O lugar é bonito, uma estrada de terra cercada dos dois lados por uma cerquinha, e grandes árvores verdejantes, grama alta, e florezinhas coloridas.

– É aqui não é? – pergunta Thor, enquanto eu tiro minha mochila e meu lagarto do carro – Ela deve estar em algum lugar por aqui.

Eu o abraço inesperadamente, e ele se surpreende, mas retribui. Coloco minha mochila nas costas, e o lagarto no ombro.

– Se eu não a encontrar te ligo. Apesar de eu amar o Loki, como meu pai, você é um verdadeiro pai para mim Thor. Você sempre será minha família.

– Vá, e que seja o que Odin quiser. Até mais Magnus.

Eu caminhei até a cerquinha, a pulei, e continuei caminhando. Eu tenho tudo que preciso. Estou de calça jeans, e tênis de corrida. Minha camisa de manga é fina, porém fresca, e minha armadura de couro é leve e segura. Descobri que meu colar não é só um portal para Asgard, mas que posso transforma-la em espada mesmo sem ir para outro mundo – é só apertar atrás do pingente. Na minha mochila tem mais roupas, frutas e pães. Água suficiente para cerca de 3 dias. Consegui treinar o meu lagarto para morder qualquer um que seja ameaçador., e aperfeiçoei meus poderes para conseguir encontrar minha prima.

Andei uns 3 quilômetros em direção ao norte até ouvir som de pessoas. Passos apressados, espadas, flechas zunindo. Com certeza um daqueles acampamentos que Odin citou.

Me escondi atrás de uma árvore, até que vi um sátiro – descrito no meu guia como ajudante de semideuses – e o chamei

– Ei – ele olhou para mim e fez uma cara de espanto – eu sou um semideus, preciso de ajuda, e estou procurando alguém.

# # #

O sátiro, chamado Grover, me levou até a casa grande, para falar com o dono do tal Acampamento Meio-Sangue, um centauro chamado Quíron.

O Acampamento é enorme, tem muitos “chalés” para os filhos de Deuses gregos, que vivem aqui. Tem também vários setores de treinamento, e muitas coisas desse tipo, além de um lago, e uma casa que mais uma mansão. Dentro o lugar é surpreendente, mas eu só cheguei até a varanda, onde encontramos o tal Quíron.

Ele conversou alguns instantes com o sátiro, e me pediu para sentar na cadeira a frente dele.

– Olá garoto. Pode me explicar como encontrou o acampamento?

– Sim senhor – comecei – o meu nome é Magnus Chase – ele se surpreendeu um pouco com o sobrenome – e eu acho que mesmo devido as circunstâncias, o senhor vai achar estranho. Eu sou filho de Loki o deus nórdico, estou a procura da minha prima, e fui trazido aqui por ninguém menos que Thor. Preciso encontrar a única parenta viva da minha mãe.

– Meus Deuses – ele exclamou – Eu sabia que a existência de outros deuses poderia ser possível, mas nunca pensei em encontrar um semideus nórdico. Tenho sérias dúvidas de quem seja sua prima.

– Se ela for loira, tiver olhos castanhos e gostar de lutar com um garoto moreno, pode ter certeza que é ela. Eu ando sonhando com a garota a dias, e resolvi procura-la.

– Vou leva-lo até ela imediatamente. Ela saberá o que fazer com o próprio primo. Seu lagarto é adorável, senhor Magnus. – Jazz tentou morde-lo quando Quíron se aproximou.

Atravessamos boa parte do lugar, e eu fui atraindo cada vez mais olhares, de garotos e garotas curiosas para saber quem é o novo componente do acampamento. Subimos uma colina e eu a avistei. A minha prima, com os cabelos loiros presos, lutando com o mesmo garoto. Marfim contra prata, homem contra mulher. Mas no fundo daquilo, paixão, amizade, diversão.

Assim que ela me viu, parou, e o garoto também direcionou seu olhar para mim.

– Annabeth, esse garoto diz ser seu primo. Magnus Chase.

Eu esperava tudo naquele momento: surpresa, descrença, até guerra, mas não um abraço. Ela correu até mim, e me abraçou como se nos conhecêssemos a anos, depois se separou um pouco, segurou meu rosto em suas mãos delicadas, e olhou nos meus olhos com seus de profundo cinza.

– Eu tenho sonhado com você, da última e única vez que o vi, você tinha cerca de um ano, e eu tinha uns 3. Não imaginava assim, ainda mais que você fosse um semideus.

– Eu não sou comum Annabeth. Eu sou filho de Loki, um deus nórdico.

Um lampejo de surpresa passou pelos olhos dela, mais isso se foi quando ela me abraçou e eu retribuí, sentindo o conforto de estar perto de sangue do meu sangue.

– Vamos esquecer isso por um dia, venha, deixe-me apresentar meu namorado.

# # #

O namorado da Annabeth é maneiro, virei um grande amigo do Percy, no instante que ele me ofereceu milk-shake de blueberry.

Ela me contou que eles passaram por uma guerra faz um mês, onde a titã gaia tentou acordar, mas um dos amigos deles se sacrificou pra salvar todo o mundo, se não o universo. Quíron me deixou ficar no chalé de Atena, a mãe de Annabeth, e nós praticamente não dormimos, conversamos sobre nossas aventuras. Contei sobre meus mais recentes 3 anos de loucura em menos de uma hora, em quanto ela demorou quase umas 3 horas pra me contar suas aventuras de 11 anos. Ela me contou sobre Luke, que morreu na guerra dos titãs, me contou de Zoe, Leo e Bianca. Falou sobre os casais: ela e Percy, Jason e Piper, Nico e Will – sim, eles são gays, nada contra – e Frank e Hazel, os romanos que estão no próprio acampamento. Me contou de sua corajosa amiga Reyna. De sua estada nas profundezas do tártaro, de lutar contra Aracne, e de como os sete – que seriam oito, se Leo não tivesse morrido – semideuses que salvaram o mundo, alguns deles duas vezes, foram promovidos a conselheiros do Olimpo, podendo mandar sugestões para os deuses gregos.

Tive uma noite sem sonhos, e pude descansar o máximo possível – umas 3 horas – antes de o sol nascer.

Assim que acordei, vasculhei minha mochila – que estava no pé do beliche, onde eu e Annabeth dormimos – e peguei o guia. Um livro velho, de páginas grossas, capa de peles, e escrito a mão, mas em uma letra legível. Como já tinha lido ele todo, e só faltava um capítulo, fui logo ao final, e abrindo na página errada, encontrei uma profecia:

A inteligente corajosa

E o forte mago

Unirão os deuses

Para que possa ser salvo

O mundo em que habitam

Todos os fortes e fracos

Notas finais
Mandem mais reviews. Se eu tiver 8 (olha o nível ¬¬) reviews eu continuo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.