Odiar E Amar... Até A Morte!

1 Odiar e Amar... Até a morte!


O último e desejado sinal finalmente tocou no colégio Nanimori... A maioria dos alunos saiam alegremente para suas casas, alguns para seus trabalhos, lazeres, cursos de idiomas, e coisas do gênero. Hibari suspirou depois que trancou a porta do comitê disciplinar, e como de hábito subiu até o terraço com as tonfas em seu antebraço. Hibird veio ao encontro de seu ombro direito, eles faziam isso todos os dias depois do horário escolar.

Abriu à porta da frente e uma brisa forte veio ao encontro de sua pele, seu cabelo preto e liso corria no caminhar do vento, ele fechou os olhos e inalou cada calor e aroma que poderia encontrar lá em cima.. Estendeu o seu paletó preto no chão e deitou com a cabeça apoiada nas duas palmas da mão, fechou os olhos, e esqueceu de tudo que conseguia... Esqueceu dos grupos arruaceiros do colégio, esqueceu da tal família Vongola, e tentou esquecer de Dino...

Pra variar um pouco, o senhor Cavallone estava atrasado para o último dia do treinamento de Hibari, este, impaciente às vezes apertava os olhos quando as cenas do que passaram juntos vinham à tona em sua cabeça. Via Dino como um fiel escudeiro e amigo, que suava e apanhava para fazer de Hibari alguém mais forte, e alguém capaz de lutar por pessoas que ele mal conhecia. Hibari tinha total consciência isso, mesmo que negasse até a morte. Sabia como Dino era útil, amigavél, e embora, passassem a maior parte do tempo juntos, Hibari não fazia questão de retribuir.

Dino finalmente chegou ao colégio, o carro que o esperava há exatamente uma hora na porta da sua casa, chegou rápido ao seu destino. O loiro sabia o caminho até o terraço de cór, não é pra menos, dias, semanas, meses, treinando aquele egocêntrico, serviu pra conhecer o colégio de olhos fechados.

Quando finalmente chegou ao terraço, mal se aproximou de Hibari pra cumprimentá-lo e começou à falar desesperadamente:

– Hibari, por favor, me desculpe. Não foi a intenção te deixar esperando. – Ele falava sem respirar, enquanto o próprio continuava deitado de olhos fechados, sem lhe dar atenção – ... Eu... tive um pequeno problema com o Enzo... – ele decidiu parar, e suspirou como um ponto final.

Hibari levantou e esfregou os olhos acinzentados, Dino era louco por aqueles olhos, e sempre se distraía com eles.

E disse sem expressão:

– Será que podemos finalizar com isso de uma vez? – ele dobrou os braços à altura do peito.

Dino sentiu um arrepio percorrer sua espinha e soltou um sorriso malicioso antes de começarem.

Desvios e acertos doloridos cortavam o sussurro do vento em seus ouvidos, eles corriam, avançavam, defendiam-se, e às vezes trocavam olhares. Até que em um descuido de Hibari, Dino acertou seu ombro com o chicote, rasgando seu uniforme e fazendo jorrar um pouco de sangue, manchando toda sua camisa. Dino sentiu-se um pouco tonto

– Vamos Hibari, é melhor pararmos... Está sangrando... – Ele enrolava o chicote

– É só um arranhão! Vamos! Lute! – Tinha um pouco de rouquidão em sua voz

Mas Dino ignorou , assim como Hibari tinha feito com ele várias vezes. Jogou o chicote no chão e se aproximou de Hibari, ambos se encarando, ambos estáticos. Dino estendeu a mão até o ombro delicadamente: — Deixe-me ver... – Hibari abaixou as tonfas e observava cada movimento pelo canto dos olhos.

Dino rasgou uma parte da blusa, realmente o corte não era tão sério como ele imaginara, mas tinha muito sangue. Ele piscou algumas vezes enquanto Hibari suspirava.

– Vamos pra enfermaria. O seu treino acabou! – Dino disse colocando uma ênfase de tristeza na parte do “acabou”. Ele pegou o seu chicote do chão, enrolou e ele sumiu no interior de seu casaco. Saiu do terraço sozinho, mas conseguia ouvir os passos do moreno atrás dele.

O colégio estava vazio, assim como a enfermaria. Hibari sentou-se numa maca enquanto Dino meio apressado tateava, abria portas, fuçava em gavetas, a fim de achar algo pra ajudar.

Hibari apenas observava, e tentava não sorrir.

Ao pensar nisso ele sentiu-se estranho, Dino o fazia sorrir? Acada gesto e a cada piadinha que ele soltava no meio da luta pra quebrar a tensão, ele sabia ser divertido, e sabia mais, o que dizer e o que não dizer para Hibari.

O silêncio da enfermaria foi quebrado por coisas jogadas em um pote grande por Dino, nele veio soro, faixas, gazes, e uma pomada que parecia inutilizada.

– Muito bem... — Ele disse tirando o pesado casaco beje — Vamos lá! Dino colocou um pouco de soro no algodão e passou delicadamente no ferimento, Hibari estava tenso, podia sentir suas juntas endurecer e a mão caleijada do loiro fazia um pouco de peso, mas o alívio da dor compensava.

- Desculpe... Exigi muito de você... — Ele estendeu a conversa com os olhos no machucado, a franja dourada cobrindo seu rosto — É... Que... Eu acho você tão capaz de tudo, Hibari-kun.

O moreno ia corando aos poucos, ao contrário da dor, que ia cessando até que rápido, deixou Dino continuar:

- Sei que brigamos demais nesses últimos meses... Mas, bom, eu só não quero voltar para Itália com isso, não quero que pense que sou alguém ruim. -Ele pegou a faixa enrolando delicadamente no braço do moreno, passou o esparadrapo para finalizar, fazendo um curativo perfeito.

- Não penso isso! — Hibari quase se arrependeu por ter pensado alto, mas não conseguiu, e falou mais do que queria. — Por favor... Não vá... Eu quer... preciso de você... — Ele virou a cabeça de lado encarando o chão no mesmo instante que Dino arregalou os olhos cor de mel. A felicidade era enorme em seu corpo. Hibari o estava pedindo para ficar, e não o achava alguém ruim e infantil, isso era muito bom, e ficou melhor com o que veio depois. Dino se recompos, e disse o mais sério que conseguia:

- Bom, está feito! Ele deu às costas para Hibari e guardou os medicamentos e curativos nos lugares exatos da prateleira na enfermaria, lavou as mãos na pequena pia branca e pegou seu casado longo e pesado, o dobrou em duas partes e jogou em seu ombro. Hibari ainda estava sentado, as tonfas jogadas, e seu olhar perdido, às vezes encarando o chão, às vezes encarando o curativo, que seria a única marca que levaria de Dino, não sabia no que pensar.

O senhor Cavallone se aproximou da maca, levantou seu braço livre e pousou suas mãos largas nos cabelos lisos, cor de ébano, fez um carinho leve e rápido, como se quissesse ter feito há muito tempo, e como se quissesse esconder sua atitude também, quando ia se dirigindo à porta sentiu seu braço sendo puxado para trás, viu a mão de Hibari alí.

- Dino, por favor... fique... fique um pouco mais. — Ele pressionou os dedos com mais força e ele foi obrigado a voltar um passo. Ficou frente à frente com seu adversário, colega, aluno, nem sabia mais, ele estava sentado com os ombros caídos para frente, Cavallone de pé, super ereto. Sempre os opostos, o contrário de tudo, até o que parecia ser feito pelo inconsciênte

Dino se inclinou um pouco mais, levantou a cabeça de Hibari e o beijou. Nenhum deles sabiam o que fazer, então, se deixaram levar, queriam aquilo há tantos meses. O loiro pousou seu corpo sobre o de Hibari fazendo-o deitar na maca, os dois tremiam, estavam quentes e ofegantes, o loiro tirou rapidamente sua blusa e a de Hibari com todo o cuidado devido ao machucado. Os beijos continuavam, as línguas começavam nos lábios, e iam ao encontro de orelhas e pescoços.

Hibari relutanto contra si próprio não aguentou, passou a mão pelo peitoral definido de Cavallone e mordeu o lábio discretamente, Dino sorriu ao ver tal cena. Eles tiraram suas calças, calçados, tudo rapidamente, tudo em meio de beijos e gemidos discretos. O loiro sentia seu membro latejanto e Hibari tinha isto à amostra. Os dois se esfregaram lentamente, e suas cuecas estilo boxer, eram tiradas sem dificuldade, beijos, corações disparados, suor, aquilo era tudo muito bom, arriscado, um sonho para ambos.

Dino mordiscou o lábio de Hibari e foi virando-o de bruço lentamente, acariciou sua nunca e arranhou suas costas, depois puxou pelos cabelos negros e o beijou até cansar. O sentimento era a mistura de tontura, êxtase, e felicidade.

- Dino... de.. vagar... por favor — Ele quebrou o silêncio.

- Jamais irei machucá-lo, eu prometo... — Ele respondeu tremendo e tentando esquecer do motivo que haviam chegado até alí.

Hibari afastou um pouco as pernas e Dino foi preenchendo lentamente

- Ah! Ah! — Hibari gemia e aquilo só o excitava ainda mais.

O loiro apressou-se um pouco, seu membro parecia necessitar de muito mais, ele então se ajoelhou, e levantou Hibari pela barriga, o deixando de quatro

- Aaah! Ah! — Ambos gemiam de puro prazer.

- Mais... rá..pi — Hibari implorava.

- Tem certe... ?

- Sim!!

E Dino continuou. Os movimentos tomaram ritmos e força, a maca rangia embaixo deles e eles pouco ligavam.

- Hiba.. eu.. vo..

- Vamos juntos... então — Dino disse alto, e com uma das mãos segurou firmemente o membro de Hibari masturbando-o.

E então, o prazer, Hibari conseguiu sentir o líquido denso e quente escorrendo entre suas pernas, e o loiro por entre seus dedos.

Os dois ofegaram e suspiravam. Eles já haviam passado por bons momentos, mas esse, foi o ápice, literalmente o ápice de tudo.

Dino pulou da maca e vestiu suas calças, corado, e Hibari com dificuldade fez a mesma coisa. O moreno sentou-se e encarou o loiro se vestindo, assim que ele o encarou, Hibari abaixou a cabeça e sorriu.

- Eu... Eu queria que você ficasse, Dino-kun... Eu não sei que diabos você fez comigo, mas, eu preciso de você. O sorriso bobo de Dino voltava a aparecer em seus lábios, e antes que pudesse falar algo, ele continuou — Mas, mas eu preciso... Que você precise de mim também. — E mordeu o lábio por fim.

O loiro pegou sua camisa preta do chão e se aproximou de Hibari.

- Você sabe como eu preciso de você, sabe como invade meus pensamentos eu sonho... Só quero que me prometa que vai se cuidar... — Ele falava mansamente.

Hibari pensou um pouco, ergueu os olhos acinzentados:

- Então, prometa-me que não vai se esquecer de mim.

- Nunca... — Ele disse rindo

E por fim, se beijaram de novo, se tocaram, se morderam, e viram que a felicidade nunca pareceu tão bonita.

Notas finais
Desculpem, demorei por dois motivos:
O primeiro porque perdi o resto da história.
O segundo porque escrevi na raça, nem revisei, nem nada HAHAH :(
Espero que gostem, e assim que conseguir, edito algumas coisinhas
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!