Odiado Diário.
5 Beber demais dá nisso...
Notas iniciais
Pov. Bella.
A campainha tocou.
–-quem é?—gritei do sofá. A campainha tocou de novo. Eu bufei, fiquei de pé e fui abrir a porta. Quem é o desgraçado que interrompeu meu sono das 17:00? Abri a porta e arregalei os olhos.—como foi solto?
– seu pai e minha mãe, junto com o diretor foram la explicar que você tem problemas mentais.
– achei que você ficaria preso por mais tempo.—reclamei e me encostei na porta.
– seu pai pagou para não virem atrás de você.
– como sempre, livrando minha cara com dinheiro.—revirei os olhos.
– bom, só tenho que te dizer pra tomar cuidado Isabella.—falou, se aproximando de mim. Endireitei-me. Tive que erguer o rosto pra poder vê-lo bem.—vai ter troco.
– toda vez que você diz isso, você se vinga com coisas bobas, sempre sou pior.
– você que pensa. – Disse e foi embora.
Dei de ombros e entrei. Não tinha medo de Damon, se ele fizesse algo eu fazia pior. Simples. Me deitei no sofá e fiquei vendo TV, estava de ponta cabeça quando meu pai entrou em casa. Ele olhou pra mim e suspirou.
– porque denunciou o Damon por algo que ele não fez?—perguntou.
–-porque eu estava com vontade. – Dei de ombros. Ele apenas suspirou.
–-amanhã de manhã você vai ao psicólogo de novo.
–-porque?
–-você está com problemas demais.— Disse e subiu as escadas.
Claro, estou com problemas demais. Então vou beber pra esquecer meus problemas.
Fui pro meu quarto, pisando duro. Coloquei uma calça jeans e uma bota preta. A camiseta eu demorei pra achar, eu tinha duas opções. Ou eu colocava a camiseta preta, que tinha muito decote. Ou o vestido preto, que era curto.
Fiquei parada, pensando o que fazer. Decidi colocar um vestido vermelho, que marcava meu corpo. E era curto, tomara que caia. Coloquei um salto preto e uma jaqueta de couro. Passei uma maquiagem básica e arrumei os cabelos. Perfeita.
Peguei dinheiro e minha identidade, colocando no bolso na jaqueta. Não queria levar celular. Ninguém me ligaria mesmo. Sai do meu quarto, esbarrando com Emmett no corredor.
–-onde vai?—perguntou.
– Não Importa.
–-esse vestido está chamativo demais.
–-foda-se.—falei passando por ele e saindo de casa.
Peguei um táxi pra uma boate aqui perto. Não me importava qual e onde. Só que tivesse musica e bebida. Achei a boate perfeita. Não tocava musica pop. Essas musiquinhas chatas, mas sim rock. Assim que entrei estava tocando 555 to 666 do Slipknot.
Sorri e fui pro bar, atraindo atenção. Pedi uma vodka, e fiquei sentada em um sofazinho que tinha ali.
O lugar era moderno. Tinha uma pista de dança, e de frente pra pista tinha um palco, que não era usado no momento. Um pouco depois da pista tinha umas mesas, e em alguns lugares uns sofás, com mesinha pequena na frente. A decoração era escura. Preta vermelha e poucos detalhes brancos. Tinha uma escada velha nos fundos, tinha pessoas ali. Suponho que era quartos la em cima. Como uma boate normal.
Fiquei olhando pro nada, tomando mais bebidas e pensando na vida. Fui bebendo mais e mais, conheci uns carinhas que me pagaram mais bebidas.
Eu bebi, não ate cair. Pois eu cai demais várias vezes. Mas bebi a ponto de esquecer o próprio nome.
(...)
Acordei com uma dor de cabeça infernal. Remexi-me desconfortável na cama. Que cama? Essa cama não é minha, e quem é essa pessoa na cama?
Abri os olhos, o quarto estava escuro, a luz do sol era impedida de entrar pela janela escura. Mas entrava por pequenos buracos, me deixando ver tudo no quarto. Bom, quase tudo.
Me sentei na cama de casal velha, e vi que tinha uma ruiva deitada do meu lado, e do outro lado tinha um garoto de cabelos castanhos bonito também. No pé da cama tinha um garoto de cabelos loiros escuros. Arregalei os olhos ao perceber que todos estavam nu.
Eu tentei me lembrar do que aconteceu. Pouca coisa vinha na mente. Mas me lembrava de ir pra cama com o loiro e o moreno, eles estavam juntos comigo, e logo a ruiva apareceu participando da “festa”
Me levantei, tomando cuidado pra não acordar nenhum. Mas a ruiva acordou também. Ela olhou pra mim e balançou a cabeça. Ficou de pé e procurou sua roupa. Ela saiu rapidamente, pois só colocou o vestido e se foi. Eu não achava um salto meu. Bufei e decidi ir descalça. Estava saindo daquele quarto quando vi meu salto no corredor. Peguei-o e coloquei.
Sai da boate, que estava vazia, apenas com um homem limpando. Não falei nada, minha garganta implorava por água também.
Fui andando pra casa, estava sem dinheiro e minha casa não era tao longe. Parecia cedo ainda, o sol tinha nascido a pouco tempo. Eu tinha que chegar em casa sem fazer barulho.
Tirei o salto na porta de casa, me apoiando na parede pra tirar. Depois entrei, fazendo silencio, o máximo que podia. Fui nas pontas do pé pro quarto. Procurei o remédio pra tomar. Tomei o anticoncepcional e fui tomar um banho.
Tentei me lembrar de algo a mais. Mas me lembrava de pouca coisa. Só posso dizer que a noite foi boa isso sim.
Me sentei na cama e fiquei olhando pro diário em cima da mesinha. Escrevia, ou não? Acho melhor escrever.
Peguei-o e a caneta, me deitei na cama e comecei a escrever.
Odiado diário.
Eu acho que passei demais na bebida. Mas tenho meus motivos. Damon foi solto, nem deu pra mim me divertir com ele preso. ¬¬’
Ele foi solto e meu pai disse que hoje tenho psicólogo. Ele nem sequer se importa comigo. Disse que tenho problemas demais.
Eu sai pra beber, em uma boate mais de rock. Era tão legal la, so musica boa. Mas... bom, eu “conheci” dois caras, e fui pra cama com os dois, e logo veio uma ruiva também. Não me lembro de muito, mas a noite foi boa.
Eu estou morrendo de dor de cabeça, e acho que vou dormir de novo.
Boa noite, bom dia. Ah tanto faz.
Deixei o diário na cama e fui dormir. Eu estava quase dormindo, quando alguém entrou em meu quarto. E esse alguém foi tocar no meu diário. Arregalei os olhos, assustando Damon. O que diabos ele fazia aqui? Eu praticamente rosnei pra ele,.
–-o que você pensa que está fazendo?
–-merda.—Resmungou. Fiquei de pé e não pensei duas vezes antes de socar sua cara. Fazendo minha mão doer e minha cabeça doer mais ainda.
–-sai daqui, ou eu chamo a polícia.
–-não iam acreditar em você.—disse, passando a mão no rosto. Eu bufei.
–-o que você quer? Hein?
–-é um diário?—disse olhando pro caderno idiota na minha cama.
– Fora daqui, Damon!
–-eu sei o que você fez ontem. E bom, acho que a escola toda vai gostar de saber.—ele disse rindo, e saindo do meu quarto. Suspirei. Será que isso chamaria atenção do meu pai pra mim? Sobre ir pra cama com dois garotos e uma garota? Ele teria uma conversa descente?
Eu não podia ter um diário. Damon entrou... ahhh como ele entrou na minha casa? Sai correndo a procura dele, e o vi na porta.
–-hey. Como entrou aqui?—perguntei.
– Você deixou a porta aberta. – deu de ombros, como se fosse a coisa mais simples do mundo entrar na casa de alguém porque tinha uma porta aberta. Normal.
– Nunca mais entre sem autorização. Posso te denunciar com provas disso.
–-já falei, não vão acreditar.
–-vai mesmo contar pra todos sobre o que viu? Alias, o que viu?
–-bom, vi você entrando no quarto com dois homens, e ouvi seus gemidos. Tenho certeza do que aconteceu.
–-e você vai contar?—perguntei fingindo parecer preocupada. Eu realmente não me importava se ele contaria ou não.
–-vai perguntar se quero algo em troca?—perguntou irônico. Respirei fundo.
–-não. Pode contar.
–- o que está planejando?—pergunto confuso.
– Nada, sinta-se á vontade.
– ok...—saiu da minha casa confuso. Fui trancar a porta. Depois voltei pro quarto, olhei pro diário na minha mão e suspirei. Escondi-o atrás das roupas na gaveta. Voltei a me deitar e tentei dormir.
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