Odeio te amar
3 Odeio esse cara
Acordei com uma dor aguda na cabeça.
— Aonde eu estou? — Me levantei com dificuldade e olhei ao redor e eu estava em um quarto bem escuro , andei pelo quarto passando as mãos nas paredes tentando achar um interruptor. — Oh vida cruel — Me lamentei quando encostei em uma tomada e levei um choque. Quando encostei no maldito interruptor liguei a luz e virei para trás e levei um susto. Aquele homem estava sentado em uma poltrona em uma posição sensual, suas pernas estavam cruzadas e sua postura ereta. — Eu quero ir embora — Ele deu um sorriso diabólico ( Ele sim sabia dar um sorriso diabólico ). — Você não vai embora — Me olhou sério e eu tentei abrir uma porta que estava ao meu lado e estava aberta quando sair minha cara devia estar impagável, era o banheiro e não a saída.— INFERNOOOOOOO — Dei um grito e tranquei a porta ficando dentro do banheiro e ouvir ele se levantando e caminhando dentro do quarto. Comecei a suar frio e me afastei chegando perto de uma janelinha que tinha quase chegando no teto mas se eu me esforçasse conseguiria subir nela e finalmente minha liberdade.— Vamos Isabella abra a porta — Sua voz rouca veio como um cobertor quentinho em um dia de inverno. O que eu estava pensando ? Esse ele me matasse? Perguntas impertinentes vieram em minha mente fértil. Pulei uma vez e não deu certo, pulei pela segunda vez e eu quase torcia o meu tornozelo , na terceira e última tentativa dei um impulso a mais e agarrei a janela como minha última salvação e conseguir porém eu me desequilibrei e cair de uma altura de mais ou menos 4 metros e me espatifei no chão.— Aí minha bunda — Soltei um gemido de dor enquanto me levantava e fui massageando meus glúteos. Escutei algo sendo arrombado e corri pelo gramado bem cuidado pensando que era a porta do banheiro aonde eu estive. Ao longe havia um muro alto mas não o suficiente para eu não conseguir pular.— Meu deus eu sei que não fui uma boa garota esses últimos anos mas eu prometo ir à igreja aos domingos e roubar só as sextas feiras se eu sobreviver dessa morte — fiz uma pequena oração e corri com toda minha velocidade e saltei no muro dessa vez eu não me arrebentei toda. Olhei para o outro lado e cair em cima de uma moita.— Viva a minha liberdade — Dei um grito de vitória. No portão da frente tinha uns caras armados e eles falavam freneticamente entre si. " Nós temos que achar essa tal garota o Cullen vai comer nossos fígados se não a encontramos " Um dos guardas falou e meus lábios secaram e eu sentir uma vertigem me atingir. Eu não queria ser encontrada e voltar a encarar aquele homem. Corri em direção a floresta querendo fugir e ao mesmo tempo com medo , sim eu era uma medrosa. Depois de um tempo comecei a andar de cansaço e tropecei em uma raiz de árvore e fiquei deitada no chão em posição fetal.— Mamãe — Lágrimas vieram ao meus olhos e minha respiração começou a falhar -Mamãe eu te amo muito — Logo comecei a soluçar lembrando como minha mãe era , ela tinha uma alegria vibrante e contagiosa. — Por que fugiu? Uma voz bem perto do meu ouvido perguntou entretanto eu estava tão absorta em pensamentos que não respondi.— Mamãe — Chamei inutilmente por minha mãe na esperança dela vir me salvar desse pesadelo.— Renner era uma boa pessoa pena que o marido drogado a matou — Minha mente deu um estalo com a declaração do homem que me carregava no colo — Não me decepcione Isabella — A voz se cessou e eu cair no sono.Acordei me sentindo melhor, só estava com fome.—Bom dia — Uma garota baixinha de cabelos pretos espetados para todos os lados e com cara de fada entrou no quarto saltitante — Me chamo Alice e qual é o seu nome? Perguntou me olhando curiosa.—Duvido que não o saiba — Tentei ser rude com a garota mas ela apenas deu um sorriso simpático e pegou umas sacolas que estavam no corredor e as jogou em cima da cama me assustando.— Edward pediu para eu fazer umas compras para você já que não tinha muitas roupas — Eu rir já que a única roupa que eu tinha estava no meu corpo. — Também comprei uns produtos de beleza e aliás você é muito linda apesar de parecer uma mendiga — Eu quase rir com a sua sinceridade entretanto eu queria me fazer de difícil.— Eu não quero nada — Seu sorriso aumentou e eu bufei de raiva — Me deixem ir embora — Pedir com o meu olhar de cachorro abandonado. — Não é a mim que deve pedir e sim a Edward — E não adianta fazer essa cara de cachorro abandonado. Terminou de falar e eu bufei mais ainda . Ela me obrigou a tomar um banho e a trocar de roupa. Enquanto eu tomava o banho vir que a janelinha aonde eu fugir estava trancada.— Que merda de vida — Reclamei enquanto passava o xampu nos cabelos e a água levava toda a imundície do meu corpo. Quando terminei fiquei me encarando no espelho e sorrir com minha atual aparência. Meus cabelos não estavam mais sem vida e emaranhados ao contrário estavam sedosos e a cor castanha se sobressaía na pele pálida e dava para ver meu rosto perfeitamente, principalmente meus olhos eu tenho heterocromia um olho é castanho chocolate e o outro é cinza , nunca gostei dos meus olhos. Meu corpo parecia que não havia mudado muito des dos meus quatorze anos, umas coisas haviam mudado como meus quadris estavam mais largos e coxas mais grossas e a cintura que parecia mais fina , apenas meus seios que pareciam que nunca vão crescer e cabiam perfeitamente em minhas mãos. suspirei , eu não era muito de ficar me encarando e me admirando em frente a um espelho porque eu não tinha tempo nem privacidade para fazer tal ato. Quando sair do banheiro o quarto se encontrava vazio e com uma muda de roupa em cima da cama de solteiro , um vestido azul escuro rendado tomara que caia e com a saia rodada e uma sapatilha da cor nude , coloquei uma calcinha e o vestido e calcei as sapatilhas. Escovei meus cabelos e fiz um coque frouxo.
— Você está ótima — Meu corpo foi tomado por um calafrio e me virei bruscamente em direção a porta de onde a voz veio.— Eu quero ir embora — Pedir com uma voz calma.— Você quer ir embora e voltar para debaixo de uma ponte e continuar com sua vida de ladra — Ele me pegou desprevenida e eu não conseguia responder.— Eu prefiro ir morar no inferno do que morar com um ser asqueroso como você — Cuspir as palavras e ele veio na minha direção como um touro bravo e me pegou pelo pescoço.— Te apresento o inferno — Olhou em volta como se estivesse apresentando sua casa e me soltou. — O QUE VOCÊ QUER DE MIM ? Gritei desesperada.— Eu? Nada — Deu um sorriso cínico e minha raiva só aumentou.— O que eu lhe fiz ? Certo que eu lhe furtei mas eu vou lhe devolver o dinheiro — Comecei a chorar e a tremer.— Eu não quero dinheiro nenhum e não estou lhe castigando ao contrário disso só me pediram para eu cuidar de você — Fiquei boquiaberta e ele me olhou me analisando.— Quem lhe pediu ? Perguntei angustiada.— Sua mãe — Fiquei chocada e meus olhos começaram a lacrimejar.— Como isso pode ser possível? Perguntei com algumas lágrimas caindo.— Seu padrasto me devia muito dinheiro e sua mãe estava desesperada e me ligou me pedindo um tempo a mais para ela pedir um empréstimo no banco mas a dívida era muito alta e ela falou que se não conseguisse me pagar eu podia matar ela e o marido entretanto eu teria que cuidar de sua filha e bem eu aceitei de bom grado — Suas palavras me causaram uma dor alucinante no coração.—POR SUA CULPA, POR SUA CULPA MINHA MÃE MORREU, POR SUA CULPA EU PASSO FOME E MORO NA RUA — Meu corpo todo tremia de ódio — EU TE ODEIO, ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS.Meus gritos foram de puro ódio, ódio que aquele homem despertou em mim.— Eu não tenho nada a ver com a morte de sua mãe, foi seu padrasto que a matou. Falou secamente.— Você não tem coração ! Gritei revoltada.— Coração eu tenho mas só serve para bombear sangue — Deu um sorriso maldoso. Uma coisa eu tinha certeza eu odiava esse homem.
Notas finais
Comentem para eu saber se posso continuar !!!!
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