Odeio Amar Você.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Olhei pro tela e marcava 'Pai chamando' eu não ia atender, meu pai quase nunca ligava mesmo, nunca se importava. Coloquei o celular no vibra e coloquei em cima da cama, se tocasse eu nem perceberia. Meu pai ia chegar amanhã de viagem nada que não pudesse esperar.
Tomamos banho, nos arrumamos e as nove em ponto os meninos na porta do quarto. Nath pra variar tinha falado pra Ryan qual era o número do meu quarto, o que não era legal já que o Justin era um pervertido.Peguei meu minha bolsa e coloquei meu celular dentro indo em direção a porta.
–Você está maravilhosa -Justin sussurrou pra mim depois que saímos do quarto e Nath já estava nos braços de Ryan.
–Obrigada — Respondi sem graça. O que está acontecendo comigo? Eu nunca me sinto assim perto dos meninos.
Fomos até o carro, e Justin ia dirigir.
–Vamos todos morrer! -Falei rindo assim que ele ligou o carro.
–Não seja boba, eu jamais deixaria você morrer -Justin disse rindo junto.
Eu estava começando a me acostumar com a presença dele, ele parecia ser mesmo uma boa pessoa, embora fosse pervertido. Ri com esses pensamentos.
–Tá rindo de que? -Ele perguntou.
–De você, parece tão concentrado dirigindo!
–É que estou tentando não pensar em você -Ele disse serio.
Eu apenas ri. Olhei pra trás e Nath e Ryan pareciam não se importar com nossa presença e se beijavam como se o mundo fosse acabar. Em pouco tempo chegamos na tal boate. Estava lotada e tinha muitos garotos bonitos, a noite vai ser ótima! Nath e Ryan logo sumiram na multidão e sobramos eu e Justin.
Um garçom passou com uma bandeja cheia de bebidas e eu não resisti e peguei uma.
–Você deveria ir devagar -Justin disse me olhando beber.
–Verdade, não vou beber, da ultima vez que bebi acordei com você não é? -Falei rindo.
–Não foi tão mal assim vai!
–Vou dançar Bieber, até mais tarde! -Gritei ouvindo a música DJ got us fallin in love do usher tocar. Me enfiei na pista de dançar e comecei a dançar, a música era como um remédio pra mim.
Depois de algum tempo dançando olhei pra um lado e vi que Nath, Ryan e Justin estavam sentados em uma mesinha. E Justin me observava, eu o ignorei e voltei a dançar. Um garoto moreno, alto e forte começou a me acompanhar. Ótimo, me certifiquei de que o Justin ainda nos olhava e dancei ainda mais perto do garoto. Justin começou a olhar com raiva, era tão legal ve-lo com ciúmes. Minha brincadeira foi interrompida quando senti meu celular vibrando nos meus peitos. Sim eu tinha os colocado lá como de costume. Parei de dançar olhei pro garoto.
–Você poderia pegar alguma coisa pra mim beber? Estou com sede -Menti pra que ele me deixasse em paz um minuto.
–Claro! -Ele respondeu saindo.
Peguei o celular e vi mais de vinte ligações perdidas, todas eram do meu pai. Mas havia também uma mensagem, que também era dele. Muito estranho, meu pai nunca manda mensagem. O que ele teria de tão importante pra dizer que não poderia esperar até amanhã? Abri a mensagem e comecei a ler :
"Filha porque não atendeu minhas ligações? Estou muito desapontado. Bom infelizmente tenho que te dar a noticia por mensagem. Eu não vou voltar pra NY nesse domingo, porque sua avó Mariane morreu está tarde. Todos estamos muito magoados, eu queria poder levar você junto comigo ao Brasil para o enterro mas não vai ser possível. Eu queria avisar você. Te amo, papai."
Lágrimas saiam dos meus olhos involuntariamente. Mariane, minha avó, era mãe de minha mãe, e ela era a ligação mais próxima que eu tinha de mamãe. Já era tão ruim não ter minha mãe comigo, agora não ter minha avó também? Poxa Deus porque eu mereço passar por isso? Sai correndo daquele lugar e procurei a saida, não consegui pensar em nada, só queria ficar longe daquele lugar. Assim que sai procurei um taxi, o que não seria muito dificil de achar em NY.
–Taxi -Gritei em meio as lágrimas, mas o carro não parou. Me sentei na calçada, nada mais importava, a dor de perder alguém que se ama é inexplicável.
POV's Justin
Fiquei olhando Isabella dançar com outro cara, e minha vontade era de levantar dali e ir até lá e dizer que ela era minha. Mas isso não era nada mais do que um simples desejo meu. Depois de um tempo o cara a deixou sozinha e ela abriu o celular começou a chorar, logo depois saiu correndo. O que será que aconteceu? Não pensei duas vezes e me levantei correndo pra ir atrás dela. Sai da boate e vi ela sentada na calçada do local.
–Isa o que aconteceu? -Falei me sentando ao lado dela a abraçando, e vi que ela continuava chorando -Foi alguma coisa que aquele cara com quem você estava dançando fez? Porque se foi eu mato ele -Senti uma raiva tão grande em pensar no que poderia ter magoado ela.
–Não Justin, a minha avó morreu, meu pai acabou de me avisar -Ela falou chorando desesperadamente. Me doia tanto ve-la daquela forma.
–Calma, vai ficar tudo bem, eu estou aqui, por favor não chore -Falei a abraçando mais forte. Eu não sabia o que dizer, desse ser a pior coisa do mundo perder alguem que agente ama, e isso nunca aconteceu comigo, então eu apenas fiquei ao lado dela sem dizer qualquer palavra. Quando percebi que ela estava mais calma a ajudei a levantar e enxuguei algumas lágrimas que ainda estavam em seu rosto.
–Obrigada por estar aqui. Você não deveria se importar, agora pode voltar pra festa, eu pego um táxi -Ela disse saindo dos meus braços.
–Ficou louca? Eu não vou te deixar sozinha de jeito nenhum! Eu vou voltar com você pro hotel, vem agente vai no meu carro. Depois dou um jeito de avisar o Ryan e eles voltam de táxi — Respondi a abraçando novamente. Eu jamais iria deixar ela sozinha em uma hora dessas. Eu mal conheço essa garota mas eu sinto como se fosse minha obrigação cuidar dela. Caminhamos até o carro. Ela não disse uma palavra o caminho todo, ela olhava pela janela pensativa, e eu só a observava. Tentei dirigir o mais rápido que pude pra chegar no hotel. Assim que chegamos eu abri a porta do carro pra ela e a ajudei a descer, ela parecia tão frágil, tão diferente da garota durona e teimosa que ela parecia ser.
Pegamos o elevador e apertei o número do andar dela. A levei até a porta do quarto dela pra garantir que ela fosse ficar bem.
–Obrigada Justin, você está sendo um ótimo amigo -Ela disse me abraçando na frente da porta do quarto. 'Amigo' eu não sei por qual motivo mais eu me sentia mal em ouvir aquilo.
–Não precisa agradecer, eu faria qualquer coisa pra te ver bem -Falei retribuindo o abraço.
–É... Eu sei que pode parecer estranho mas, será que você não pode ficar aqui comigo? Pelo menos até a Nath chegar, é que eu não quero ficar sozinha -Ela disse pra minha surpresa.
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