Odeio Amar Você.
28 Capítulo 28
Notas iniciais
boa leitura galerinha.
não desistam de mim.
Acordei abrindo os olhos com calma. Quando finalmente os abri, vi Justin sorrindo pra mim. Por um segundo pensei que pudesse ser um sonho. Eu sentia uma paz tão grande, um conforto, segurança, acima de tudo uma felicidade que jamais achei que pudesse sentir. E tudo isso estava no sorriso dele.
-Bom dia shawty — Falou sem deixar de sorrir.
-Bom dia — Sorri de volta me expreguiçando.
- Você fica tão linda quando acaba de acordar — Disse passando sua mão no meu rosto.
-Ah, claro, devo estar realmente linda, toda descabelada e babada.
-To falando serio, eu adoro ficar aqui, te olhando.
-Garoto você tem que parar de me fazer ficar envergonhada — Falei me sentando na cama e ele fez o mesmo.
-Vem aqui — Abriu seus braços me arrastei e fui até ele, que tentou me beijar mas desviei caindo nele o abrando. Pude ouvir ele resmungar algo, mas senti o cheiro de seu corpo junto ao meu e esqueci de tudo. Por um instante me perdi em seus braços, mas logo acordei.
-J que horas são? — Falei me afastando dele.
-Hm espera — Ele se levantou pegando o celular na comoda, olhou e continuou — São onze e meia.
-Que merda, J eu to super atrassada — Falei pulando da cama — Tenho que ir encontrar meu pai no aeroporto.
-E isso é que horas mesmo?
-É meio dia que o voo dele chega — Falei desesperada.
-Então vai tomar um banho e se trocar logo — Riu nervoso.
-Só se for de um minuto né? To muito atrassada — Falei procurando minhas roupas.
-Calma gordinha — Ele se aproximou de mim colocando uma de suas mãos em meu rosto -Vai dar tempo.
-É que não posso desapontar meu pai sabe, preciso ir rapido, desculpa J — Peguei as roupas e tirei a camiseta dele que vestia. Olhei pro lado e vi Justin me olhando sentado na cama com aquela carinha pervertida — Não, não, não, para, não me olha desse jeito — Ele apenas riu e olhou pra outro lado enquanto acabei de me vestir.
-Então, como agente faz pra se ver depois? Eu te ligo ou..
-Pode deixar que eu ligo bebe, agora deixa eu ir porque to muito atrassada.
-Ei, ei, ei — Ele me parou enquanto eu já ia em direção da porta.
-Que foi?
-Meu beijo! -Ele sorriu vindo em minha direção.
-Ah não J, eu nem escovei meus dentes ainda — Gesticulei.
-Até parece que eu to ligando pra isso — Reveirou os olhos me abraçando. Fitou minha boca com os olhos e juntou mais nossos corpos, assim que ele selou nossos labios meu coração disparou. Eu já estava ficando com medo disso, toda vez que ele me beijava era assim. Um beijo calmo mas de tirar o folego, como de costume. Me separei dele rapido, mesmo sem ter a menor vontade de fazer isso.
-Tchau nenem — mandei um beijo no ar pra ele.
-Me liga ein gordinha — Falou pegando o beijo no ar e colocando na cueca. Garoto pervertido. Eu só pude rir pois já estava dentro do elevador.
Ai que chato ter que deixar ele ali sozinho naquele quarto. Engraçado como quando agente se apaixona esquece de todo mundo, ninguém mais importa só aquela pessoa. Coitado do meu pai ia ter que ficar esperando, e eu já começei a pensar na desculpa que ia dar.
Subi pro meu quarto, tomei banho de dois minutos, é eu não consegui ficar sem. Me arrumei em um segundo e fui até o aeroporto com o Jose, o motorista.
Cheguei lá e pela graça de Deus o voo do papai tinha atrassado. Agora era só esperar. Fiquei ali andando de um lado pro outro, e nada.
Esperei uns vinte minutos até que o vi de longe e fui correndo em sua direção. Fazia um bom tempo que eu não o via, e não dava pra negar que estava sentindo uma saudade imensa. Quando cheguei o abracei tão forte que quase cai em cima dele.
-Paai, que saudade — Finalmenete falei.
-Filha, achei que nunca fosse chegar, esse voo demorou tanto — Disse se separando de mim — Deixa eu te olhar meu amor — Segurou o meu rosto com as mãos e deu um sorriso, em seguida ele me abraçou novamente — Não mudou nadinha, continua linda.
-E você continua mentiroso, como sempre — Brinquei.
-Claro que não, papai nunca mente — Riu.
-Sei, agora vamos embora comer alguma coisa, to morrendo de fome.
-Vamos sim filha.
Fomos até um restaurante mexicano e almoçamos. Tinhamos tanta coisa pra conversar depois de tanto tempo. Ele me contou várias coisassobre os lugares por onde foi, inclusive situações engraçadas. Era bom te-lo de volta, mesmo que por pouco tempo.
-Filha não dá mais pra viver assim, eu não posso te deixar vivendo sozinha desse jeito — Começou o assunto quando já estavamos na sobremesa.
-Como assim pai? — Questionei levando uma colherada de musse a boca.
-Eu conversei com sua tia Catarin, e ela concordou em você morar com ela por alguns tempos.
-O que? Sair de NY? Mas aqui eu tenho amigos pai, não quero sair daqui.
-Eu sei filha, mas não quero mais te deixar sozinha, você está crescendo precisa de mais atenção, e olha pra mim, não posso te dar atenção alguma — Disse preocupado.
-Mas você ta aqui agora pai e...
-Filha eu vou precisar ir embora hoje mesmo — Me interrompeu — Eu passei aqui porque tenho uma reunião.
-Ta brincando né pai? Você veio aqui e não vai passar nem um dia?
-Pois é filha, mas não é culpa minha, é o trabalho. Me prometa que vai pelo menos pensar em morar com sua tia.
-Não é sua culpa? Pai você fica sem me ver a meses — Falei horrorizada.
-Faço o que posso pra te dar uma vida confortavel filha, você tem que entender — Ele parecia se sentir culpado, mas a vida dele era só trabalho, nunca tinha tempo pra mim.
-Ah é? Pois fique sabendo que eu odeio isso tudo — me levantei da mesa — Se não se importa vou sair com quem liga pra mim, e você pode ir pra sua reunião.
-Filha não faz isso — Ele se levantou mas não deu um só passo — Filha volta aqui.
Eu fui embora dali caminhando mesmo, afinal se eu pegasse o motorista meu pai ia se atrassar pra tal reunião. Que raiva, como ele podia ser tão frio? Tudo que eu queria era um pouco de atenção. Ah como eu sentia falta da minha mãe. Não há um dia em que eu não sinta falta dela. Se ela estivesse aqui melhoraria tudo, meu pai só ficou obcecado por trabalho depois da morte dela. Acho que foi um modo de estancar a dor dele. Mas e a minha dor?
Meu celular começou a tocar e a resposta veio. Justin me ligando. Finalmente alguém que se importa comigo.
-Oi J — Atendi mais felizinha.
-Oi, eu queria falar com a menina mais sexy de NY, ela está? — Falou fazendo uma voz estranha.
-Acho que você ligou errado senhor, me desculpe — Disse tentando não rir.
-Ah eu tenho certeza que é o número certo.
-Para J, me fala logo aonde você ta, preciso ver você — Olha só como estou desesperada.
-Não Jazzy espera, eu estou no telefone — Ele falou com alguém que estava ao seu lado.
-Quem é Jazzy Justin? — Me irritei com essa. Ele pareceu não ligar e riu do outro lado da linha.
-Queria estar ai pra ver sua carinha de ciumes — Continuou rindo.
-Justin quem é Jazzy? -Insisti.
-Vem me encontrar que você descobre, estou no central park — Falou rapido.
-Justin não vou em lugar nenhum...
-Vem logo gordinha to esperando, tenho uma supresa, beijo — Me interrompeu e desligou.
Não acredito que ele fez isso comigo. Ele desligou na minha cara mesmo? Eu ri pensando nisso. Bom de qualquer forma eu ia descobrir que Jazzy era essa, e ia ser agora mesmo.
-Taaaaaaaáxi!
Notas finais
saudades?
desistiram de mim?
eu mudei o user como deu pra notar...
eu não desisti da fic
queria agradecer a primeira indicação da fic feita pela
MahNovaes dedico o cap a você!
É ISSO... vou voltar a postar sempre.
quem ainda botar fé manda reviews
beeeeijos gente linda.
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