Odeio Amar Você.
19 Capítulo 19
POVs Isabella
Senti o sol bater no meu rosto. Me espreguicei sem abrir os olhos. Por um instante pensei que morta, pode parecer ridículo, o fato é que eu não me lembrava de nada sobre a noite passada. Abri meus olhos com dificuldade e observei o quarto. Não, por favor, não me diz que...Olhei pro outro lado da cama, e Justin estava dormindo. Fechei meus olhos com força rezando para que eu estivesse apenas sonhando, mas não, eu realmente estava novamente numa cama, acordando ao lado de Justin Bieber. Fiz um esforço para me lembrar do que havia acontecido ontem a noite, e minha cabeça doeu. Não deveria ter bebido tanto. Consegui me lembrar sobre o idiota da boate que queria me estuprar, que horror. Mas espera? Ele não fez nada comigo, então como eu vim parar aqui? Vai isabella usa sua cabeça!
–Puta que paril -Falei comigo mesma sentando na cama, depois de me lembrar que Justin me ajudou ontem a noite. Minha mente estava bagunçada e confusa. Não consegui entender como Justin sabia onde eu estava, como ele foi atrás de mim, e me ajudou na hora certa. Ele virou algum tipo de super herói? E ontem a noite, o que será que fizemos pra eu acordar aqui? Eu tentei fujir do Justin e olha só onde vim parar. Levei minhas mãos a cabeça e respirei fundo.
–Isa? -Justin disse se levantando e abrindo os olhos. Ele fica tão lindo quando está com essa cara de sono.
–Justin, será que você pode me explicar como vim parar aqui -Falei irritada.
–Se você quer saber se fizemos sexo ontem a resposta é não -Ele disse rindo.
–Estou falando serio Bieber! -Disse me levantando da cama.
–Eu também -Falou fazendo o mesmo. Só ai percebi que eu estava usando uma camiseta dele, e pior, estava só de calcinha.
–Como é que...? -Perguntei olhando pra camisa dele.
–Ontem eu fui a festa porque Ryan me pediu, e te encontrei totalmente bebada, você me pediu pra te trazer de volta pra cá, só que acabou dormindo no caminho. Então eu dei um jeito de te trazer pra cá, já que a porta do seu quarto estava trancada e você não sabia da chave. Então viemos pro meu quarto e você me pediu essa blusa pra poder dormir -Ele disse tudo rapidamente, e ficou obvio que ele estava mentindo, eu me lembrava da parte em que ele me salvava do cara na boate. Porque ele não falou sobre isso?
–Você é um idiota-Falei. Tenho cara de tonta? Ele estava mentindo pra mim, e eu ia descobrir o porque.
–Como é? -Ele falou sem entender.
–Eu vou embora daqui — Disse pegando meu vestido que estava jogado no chão e indo pro banheiro me trocar. Tirei a blusa dele e senti que seu cheiro estava no meu corpo. Droga. Coloquei meu vestido o vesti o mais rápido que pude e sai do banheiro. Justin estava parado sentado na cama e se levantou de pressa ao me ver. Não falei nada, apenas peguei meu sapatos no chão e andei em direção da porta.
–Isabella espera -Justin disse me segurando pelo braço.
–Pra que Justin? Pra você me seduzir, me levar pra cama e depois voltar pra sua namorada? Não obrigada. Agora me solta — Tirei meu braço das mãos dele com força.
–Isabella por favor -Ele tinha um olhar triste — Não é nada disso.
–Não se meta mais na minha vida — Sai do quarto e fechei a porta com força. Ouvi ele me chamar novamente, mas ignorei. Entrei no elevador e pra minha sorte ele estava vazio. Apertei o meu andar e em poucos segundos eu havia chego. Mexi na maçaneta rezando pra que estivesse trancada e Anita não tivesse chego ainda. Se ela estivesse lá iria me fazer mil perguntas. Trancada! Pelo menos uma coisa boa. Me abaixei e peguei minha chave que ficava na própria maçaneta, só que do lado de dentro, era como se fosse uma caixinha e bem discreta, como ninguém sabia sobre ela meu quarto estava sempre seguro.
Entrei no quarto e olhei no relógio. Eram dez e meia da manhã. Logo Anita chegaria, sorte que eu estava de férias e pedi pra que ela chegasse mais tarde. Baguncei minha cama para que não ficasse claro que eu não tinha dormido no quarto, afinal era sempre Anita que arrumava. Peguei uma roupa leve no closet e guardei meus sapatos. Fui até o banheiro e liguei o chuveiro. Tirei meu vestido e entrei no banho. Deixei a água cair sobre o meu corpo, minha cabeça, e relaxar um pouco. Procurei me lembrar novamente da noite passada, e dessa vez os momentos se passaram com flashes em minha mente. Justin tinha batido no cara da boate, me levado pra casa, trocado minha roupa. Tinha cuidado de mim, sido fofo. Sorri involuntariamente pensando nessas coisas. Eu não deveria ter sido tão mal agradecida. Mas porque ele tinha mentido? Demorei mais um tempo no banho, alias um bom tempo, e depois sai. Me troquei, escovei meus dentes, passei meu hidratante, e enxuguei um pouco meu cabelo molhado na toalha, não estava com paciência pra seca-lo agora. Abri a porta do banheiro e vi Justin sentado na cama do meu quarto.
–O que você esta fazendo aqui? -Falei em um tom calmo.
–Desculpe Isa, mas ele me pediu pra entrar e foi tão gentil, eu achei que não tivesse problema -Anita disse aparecendo. Eu tinha demorando tanto assim no banho?
–Tudo bem Anita, eu preciso mesmo conversar com ele -Disse sorrindo pra ela.
–Eu vou deixar vocês sozinhos -Ela disse saindo do quarto.
–Então, o que quer? -Perguntei me sentando ao lado dele.
–Eu menti -Ele disse.
–Como assim? -Falei me fazendo de desentendida.
–Sobre ontem a noite, eu liguei pro Ryan e ele me disse que você estava na boate, então eu fui lá atrás de você. Fiquei te procurando por muito tempo, até que vi você com aquele cara, fui atrás de vocês e quando eu vi aquele filho da puta te agarrando eu não me controlei, bati nele. Depois disso eu te trouxe pra cá contra sua vontade, até tentei te deixar no seu quarto mas estava trancado, então te levei pro meu, troquei sua roupa, e dormi ao seu lado -Ele falou tudo sem olhar pra mim.
–Eu já sabia Justin -Falei.
–Sabia? — Ele perguntou finalmente me olhando confuso.
–É, eu me lembro, eu só fiquei brava com você, porque sabia que estava mentindo.
–Eu só menti porque tive medo, achei que quando você soubesse que fui atrás de você ficaria brava — Ele falou envergonhado.
–Justin você me salvou, como eu poderia ficar brava com isso? — Disse sorrindo — Obrigada — Falei baixinho, e o abracei. Era tão bom estar ao lado dele.
–Você não precisa agradecer -Ele sussurrou no meu ouvido.
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