Ode à morte

Oh, doce e saudosa morte.

Porque não me alivias com a tua sombra?

Aqueça-me com sua solidão

Faça-me sentir o formigamento

E os vermes que decompõe meus pensamentos

Destrinchando meus sentimentos e intenções

Esmigalhando os meus ossos

Serrando o grito que ecoa em minhas artérias

Dando-me o tão almejado sossego

Parando meus dedos que hoje pesam, tocam, batem

Vem conhecer o meu mais oculto segredo

Eu vou te contar todos os detalhes

Não lhe esconderei nada, nem que eu quisesse.

Pois tu não te sacias, não se contenta.

São tuas todas as verdades

Passa e me leva, por que tudo o que existe é seu

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