October
4 Following Craig Jones
Notas iniciais
- Galere do Joey, seguinte.
O tempo da OCTOBER não vai ser exatamente cronometrado.
Posso pular algumas partes da vidinha de bebesinho dela, ok?
Soltando um spoiler basico..
O que importa mesmo ainda está por vir.. A Adolescencia de October Gray ;D
enfim,suaê.
Boa leitura minhas gathenhas :*
#4
October engatinhava por toda a sala de sua casa. Era domingo e tinha perdido um pouco a atenção dos pais para os amigos que haviam se instalado logo ao quintal, com os montáreis de cerveja gelada. Encarava seu dinossauro de borracha com uma careta — se perguntando por que ele tinha aquela expressão malvada o tempo inteiro, talvez. O som a agitava, mas a única coisa que conseguia fazer para manifestar sua empolgação era remexer os pequenos quadris, enquanto estava sentada no tapete da sala.
Mas aquilo não era o suficiente e ela era impaciente quando queria.
– Craig, traz o resto das cervejas que está na geladeira quando voltar! –Brenna gritou para o rapaz que entrou correndo em direção ao banheiro.
October achando aquilo engraçado tentou se levantar para acompanhá-lo. Queria fazer a mesma coisa que ele, se locomover para onde quisesse e na velocidade que bem entendesse. Então, se aproximando do sofá se apoiou ali criando forças para se levantar, então.
Firmando suas perninhas pequenas conseguiu achar o equilíbrio que precisava, por mais que este ainda fosse frágil demais para que saísse correndo como queria tanto. Vendo o mesmo ser que a inspirara tomar iniciativa sair do banheiro, sorriu abertamente. Ela queria ir até ele.
Craig distraído em relação ao cômodo ao seu redor passou pela sala sem prestar atenção na pequena que estava prestes a dar seus primeiros passos sozinha.
October tentara dar os passos, estes que foram pequenos e desastrosos, mas enfim conseguiu ir andando em frente, se apoiando nos móveis que a cercava.
– Anda logo, Craig! Acabou a cerveja aqui! – desta vez fora Paul que gritara.
– Já estou indo! – avisou, abrindo a geladeira para pegar os fardos tão desejados. – Brenna será que posso roubar um pedaço desse bolo da October?! – pediu ao deparar com o pequeno bolinho ali dentro.
– Não! – gritou de volta, indiferente.
Apesar de a vontade comichar seu interior, ele decidiu manter o bolo da pequena intacto ali dentro, por mais que seu estômago o chamasse através de flautas angelicais.
Rindo dos seus próprios pensamentos infantis, saiu pela porta da cozinha mesmo, carregando um fardo de cada lado dos seus braços.
Colocando-os na mesa, se assustou ao ver todos com os olhos estalados sobre si.
– O que foi gente? Eu não comi o bolo da pequena não! – defendeu se assustando com a intensidade dos olhares aumentarem cada vez mais. Ansiosos por alguma coisa, ou surpresos. Uma mistura dos dois.
– Não se mova. – Corey pediu.
Craig estalou os olhos, se petrificando de imediato. De relance pensou que teria uma cobra perto dos seus pés, mas não sentiu nada; Depois imaginou que teria uma espécie de tarantula sobre seus ombros, mas também não viu nada. Porém levou um susto ao sentir nada mais nada menos do que as pequenas mãozinhas de October agarrarem suas pernas.
– Ela estava andando? – ele perguntou arqueando as sobrancelhas.
– Não idiota, estava flutuando! – Chris respondeu debochado, fazendo cara de entediado.
Colocando as mãos na boca, Brenna deixou escapar um “ai meu deus!”, já Paul não conseguira conter sua animação e correu até sua filha, apanhando-a em seu colo.
– Você estava seguindo o titio Craig, é? – perguntou doce, vendo-a sorrir. – Nunca mais faça isso, ok? Ele é um nerd e te transformará numa hacker criminosa. – falou para sua filha, fazendo-a soltar uma gargalhada sonora.
– Hey, nem escuta seu pai, Tober, ele não dá descarga. – revidou sussurrando no ouvido da criança que parecia se divertir com tudo aquilo, como se realmente entendesse cada palavra/insulto.
Depois de conseguirem se dispersar um pouco daquela emoção toda de ver October andando pela primeira vez em seu primeiro ano de vida, Shawn apanhara sua tão queria máquina fotográfica e começara tirar fotos incríveis da pequena Gray – essa que já demonstrara sinais de ser fotogenia.
Depois de algum tempo se acostumaram a ver October andar de um lado pro outro, às vezes ainda desajeitada, cambaleando e caindo sentada. Mas ela não chorava e nem fazia algo do tipo; Sua risada sonora era contagiante, e ninguém por mais que quisesse, conseguia tirar os olhos da criança. Talvez fosse inexplicável o brilho do seu olhar, o jeito tão meigo e cativante.
Ninguém tinha nem sombra de dúvidas que aquela garota tinha a outra metade da alma de Paul... E aqueles pequenos olhos negros, porém cintilantes, eram capazes de dar a certeza pra quem quisesse o tempo inteiro.
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