Notas iniciais
Okay, desculpem de verdade a demora, mas eu voltei às aulas e estava tendo quatro provas por dia, passei a semana estudando feito uma louca. Me perdoam? PS: Obrigada, Meyrisse. Você diva, sua diva.

Gente, eles iam prender a Rach e eu em uma droga de cela escura e sem nada pra fazer. Que pessoas legais.

[n/Aut: Eu nem falo nada.]
[n/Octavin: O que está sugerindo?]
[n/Aut: Isso é elementar, meu caro Watson.]

— E agora? — Rachel disse, quando nos jogaram lá dentro e trancaram a porta.

— Agora... — Sentei num banco de madeira que havia ali e bati a mão do meu lado, esperando ela sentar também e colocando um braço ao redor de seu ombro. — A gente fica aqui até resolverem nos matar ou termos alguma ideia.

— Mais alguma genialidade Octavian? — Ela suspirou.

— Ei, minhas ideias são ótimas! — Protestei, rindo. — Talvez seja até bom ficar aqui com você. Nós dois... Sozinhos... No escuro...

Ela me deu uma cotovelada no estômago, depois jogou a cabeça pra trás e deu uma gargalhada. Alguns segundos de risada psicótica mais tarde, ela voltou ao normal e murmurou, falando mais com o chão do que comigo:

— E se... Será que daria certo? É arriscado... Estaríamos fazendo os romanos de bobos... — Ela estava tão pensativa que eu não tive coragem de interrompê-la, até que se virou para mim. — Topa fazer uma pegadinha com o Frank e a Reyna?

— Você sabe que sim. — Sorri, esperando que ela ditasse as regras de seu plano.

*****

— Octavian, ex-áugure cujo sobrenome nunca foi citado aqui nesse acampamento, você é acusado de.... — Enquanto Frank lia o mandato de enforcamento, Rachel e eu estávamos nos contorcendo para não rir. Depois de vários minutos assim, ele finalmente terminou o discurso: — Por isso eu, Frank Zhang, e a outra pretora Reyna Avilla Ramirez Arellano sentenciamos você à pena de morte por enforcamento.

— Espera. — Sussurrou Rachel. — Quer dizer que as iniciais dela são RÁRÁ?

[n/Aut: Rá rá ah ah ah, roma roma maah, gaga ooh lá lá, I want your bad romance!]
[n/Reyna: Achei ofensivo, apaga.]
[n/Octavian: Se me derem licença...]
[n/Aut: Claro, Oc.]
[n/Octavian: Não me chame de Oc.]

— Pare de kibar o Grover. — Eu sussurrei de volta. — Agora?

Ela assentiu e fingiu que desmaiava em cima de mim. Eu a segurei, conforme o combinado, e Frank nos olhou preocupado.

— O que há com ela? — Perguntou.

— Parece que vai dar uma profecia! — Respondi, sentando-a no banco de madeira.

— Pensei que ela não fosse mais Oráculo. — Ele disse, confuso.

— Ora, não me diga que você e a Rachel caíram na brincadeira dela! Por que diabos Rachel largaria o posto?

Vi o resquício de um sorriso no canto dos lábios dela, e entendi. "Por mim". Quase sorri e coloquei tudo a perder. Quase.

— Alerta! — Rachel disse, imitando com sucesso a voz rouca do Oráculo e se lembrando de manter os olhos fechados. Como Frank nunca a tinha visto dar uma profecia, estava acreditando em cada palavra. — Se o áugure matarem, invocarão a ira do deus-sol. Catástrofes cairão sobre vocês e seus descendentes. É da vontade do Olimpo que ele viva, pois ainda tem muitos negócios pendentes.

Frank parecer apavorado, quando Rachel abriu os olhos depois de alguns minutos. Esperou, empalideceu mais ainda e por fim suspirou e disse:

— Sumam daqui, agora. Não quero Febo no meu pé. Mas, se um dos dois aparecer aqui de novo, vai ter o pescoço cortado.

Rachel e eu estávamos morrendo de rir por dentro, mas não dava pra deixar transparecer. Fomos andando calmamente até a saída.

— E agora? — Ela disse, explodindo em risadas.

— Agora corremos antes que eles se dêem conta do quanto são idiotas! — Respondi, rindo igualmente. Começamos a correr em direção ao meu apartamento.

Notas finais
Gostaram? Comentem! Beijos :* -Lari-