Notas iniciais
Eu sempre tive uma panca pela personagem Juvia, adoro-a muito, acho-a muito sensual e misteriosa, e tenho uma pena desgraçada como ela por vezes é esquecida no manga/anime. Então eu as vezes vejo me a procura de fanfic´s aqui no nyah sobre ela, mas são poucas as que aprecio então alguns dias atrás decidi escrever no bloco de notas alguns apontamentos sobre uma historia que já tenho algum tempo na cabeça. Saiu tudo super fluido mas estava me a divertir muito enquanto escrevia. esforcei me para que o carácter das personagens não saíssem muito fora do contexto, mas como é universo alternativo fica difícil ehehe. então hoje decidi partilhar convosco esta minha pequena loucura. espero que se divirtam tanto como eu me diverti. O prólogo vai servir mais como uma apresentação da personagem principal, a doce Juvia e depois é que vai começar a acção. Vamos lá!!

Sou uma rapariga muito bizarra. Demasiado estranha para este mundo onde nasci. Nada em mim se adequa aos padrões da sociedade. Podemos começar só pelo facto de ser uma mulher, com pele clara, uns olhos azuis acinzentados e uns cabelos ondulados azuis, que relembram o mar. Pareço uma boneca de porcelana, cuidadosamente moldada, com coxas rechonchudas e um peito grande com um formato de uma gota. Quando me olho ao espelho pareço aquelas modelos dos quadros barrocos acompanhadas com anjinhos. Até tenho aqueles peneu´zinhos sexy´s. Pareço ser inofensiva pois tenho um ar de criança, e até aí tudo bem. Contudo tenho uma mente muito instável e perturbadora, que se contrasta drasticamente com o meu corpo. Sou bastante tímida e consequentemente acabei por viver estes 20 anos muito solitária. Não me enquadro de todo com os padrões machistas da sociedade. Tenho uma forte opinião e isso é fatal num mundo em que a mulher não pode possuir pensamentos. Por isso é que todos os encontros amorosos que já tive até ao dia de hoje acabam sempre mal. Não por minha causa, mas porque os homens geralmente procuram uma gostosana que saiba fazer tarefa domestica e não reclame muito. E eu de todo não sou assim. Não vim a este mundo para servir ninguém. Claro, que a culpa não é 100% deles, mas aposto que 50% me pertence. Como já referi sou muito esquisitona, pois tive uma infância dura e conturbada, por isso tenho por vezes problemas na fala, principalmente quando estou nervosa ou sobre muito stress. Uma das minhas manias adotadas é falar em terceira pessoa. Não entendo porque o faço, sai me naturalmente, não consigo controlar e se tento começo logo, logo a gaguejar. É uma vergonha! Imaginem quando tinha 12 anos e mudei de escola tive que me apresentar perante a turma. "Olá, a Juvia chama-se Juvia Lockser". Que vergonha!! Foi de imediato que os meninos descobriram esta minha deficiência e começaram a fazer bullying a mim.

Aos 15 anos tive a minha primeira paixão e sequentemente o meu primeiro namoro. Foi um amor de verão que durou apenas durante essa estação quente. Ele chama-se Haru, tinha os cabelos negros e super despenteados e claro um olhar azul que me fazia derreter em paixão. Interessei me pelo carisma que emanava dele. Sorria me sempre quando pousava os olhos sobre mim. Levou me a sair da minha casca protetora que tinha construído a minha volta para me proteger do bullying que sofria durante anos. Com ele aprendi a sentir me mais confiante e a gostar mais de mim. Ele dizia me sempre "Juvia és linda demais para eu puder olhar para ti.". Ele falava isto ao meu ouvido e o meu coração disparava a cem. Mas como tudo tem um início acaba por ter um fim. Como a minha avó dizia, tudo o que é bom acaba rápido e o verão encerrou e levou com ele o nosso namorico. E como foi? Abri lhe as pernas, concebi que ele me tirasse a virgindade nos meus plenos quinze anos e assim que o fez desinteressou se pela minha pessoa. Deixou de tomar atenção e aos poucos foi deixando de falar comigo. E eu aceitei chorosa como sou. Passado um mês, completamente derrotada passei me dos carretes e confrontei-o. Mas ele já estava acompanhado por outra rapariga, mais magra que eu e com um peito muito mais avantajado. Ainda me recordo das primeiras semanas de aula ter que conviver com o facto de estar sempre a cruzar me com ele e aquela barbie plastificada que ele tinha arranjado. Descobri assim, de forma triste, que Haru era o playboy da zona. Um ser nojento que não merecia respeito, e que tinha ferido o meu pobre coração. Que gelou.
Nem compreendo como não percebi o escarnio de gente que ele era. Sempre tive uma grande intuição para estas coisas. Não sei a explicação mas possuiu um dom. Parece q consigo pressentir energias. Como exemplo, em Fevereiro deste ano estava a caminho de casa. Tinha apanhado o comboio para magnólia, pois tinha ido passear para junto do mar. A carruagem estava super lotada e eu encontrava me sufocada entre dois matulões que me apertavam contra o sovaco suado um do outro. Quando dei por mim, naquela angustia toda, comecei a chorar. As lagrimas encheram os meus olhos, mas porquê? Não entendia o motivo, não estava triste. Estava muito relaxada e feliz por ter ido sentir a brisa da maré do oceano azul. Contive me imenso, mas as lagrimas queriam a força toda transbordar. Limpei disfarçadamente os meus olhos e foi quando ouvi a velhinha atrás de mim falar, "está tudo bem minha senhora? Olhe aqui um lenço para limpar a sua cara." Nisto virei me para trás e vi uma mulher morena sentada, levemente bronzeada com a cara toda borrada pelo choro. Chorava compulsivamente. Tremia e soluçava enquanto efetuava uma chamada. Conseguia ouvir a pessoa do outro lado da linha a gritar e ela prontamente interrompeu, " por favor dá-me outra oportunidade, eu prometo que não falho." Ela retorquiu em meio de soluços que faziam a sua voz fraquejar. A voz do outro lado respondeu alguma coisa que a fez se contorcer, tapou os olhos com a mão que tinha livre e as lagrimas rolaram pelo seu rosto com mais agressividade. A velhinha que estava sentada ao seu lado chegou se mais para ela e abraçou-a. Era uma senhora muito simpática por abraçar uma estranha. E a estranha que eu era para aquela mulher destroçada, chorava a sua tristeza completamente paralisada. O meu rosto não mostrava emoção mas os meus olhos estavam completamente enxaguados. Virei me pois tive medo que a mulher olhasse para mim e se sentisse ofendida. Odiava estas situações estranhas onde acabava sempre por me meter. Parecia que havia um grande íman que me atraia para cenas embaraçosas e este meu sexto sentido, se é assim que o posso chamar, tinha grande queda para me levar para estas ocasiões. Assim que lhe dei as costas vi o rapaz que estava entalado pelas pessoas junto a porta. Ele fitava me confuso, com uma expressão julgadora. E o olhar dele era arrebatador. Lembrei me do Haru nesse momento pois ele era demasiado parecido com ele, exceto que tinha os olhos negros e levemente mais rasgados.
— Estas a olhar para onde, paneleiro? — Um rapaz de cabelo rosa deu lhe um pequeno estalo na bochecha que o fez parar de olhar para mim.

Por mais que ainda tivesse afastada conseguia ouvi-los pois conversavam bastante alto.
— Para onde eu quiser. — Ele empurrou o sujeito e consequentemente ele embateu numa ruiva.
— Estejam quietos! — Ela levantou a mão e eles dois encolheram se com medo.
— Desculpa Erza, foi o otario do Gray. — o rosa disse com as mãos em reza e um olhar suplicante.
— Não me interessa que foi! — Ela rebateu. — Já estamos atrasados para a reunião e culpa é disso é dos dois. A Lucy esta a nossa espera a 1 hora.
O suposto Gray, que seria o moreno colocou as mãos nos bolsos das calças de gangas e encolheu os ombros. Reparei que deveria estar extremamente aborrecido, pela feição da sua cara de tédio.
— Qual é? Ela já nos fez esperar mais. — O rosado bufou. — Desde que conseguiu este corpo.. — Ele foi imediatamente interrompido pela ruiva que começou a esbofetear o ombro e o moreno bateu lhe no peito, mando de lhe calar com o olhar. — sorry, sorry, esqueci! — Ele levou as duas mãos ar como se tivessem a apontar uma arma a ele. — Meu erro. Não estou nada habituada a estar aqui!
— Não digas mais nada. — A ruiva levou o dedo indicador aos lábios simbolizando que se silenciasse.
Eu ouvia tudo aquilo super atenta e super confusa. Corpo? Estar aqui?
Suspirei e virei me de costas para aquele grupo que conseguia ser mais esquistoide que eu. As vezes uma pessoa consegue se cruzar com cada personagem aqui em magnólia.

Notas finais
comente pela saúde do meu fraco coração.