Obssesion Me
15 Capitulo 15
Notas iniciais
Tomás encontrava-se bebendo o pouco de uísque que ainda restava em seu copo. Após sentir o liquido descer garganta abaixo, passou a língua sobre os lábios sentindo o resto do gosto da bebida, pousou o copo sobre a mesa e logo um sorriso tomou conta do seu rosto.
Ele estava sentindo uma ansiedade que não sabia explicar, esse ato o deixou nervoso, balançou a cabeça e foi até a sala de estar, olhou por todos os lados a procura da suas chaves, quando encontrou pegou as mesmas descendo pelo elevador de seu apartamento, com o mesmo sorriso involuntário nos lábios.
Assim que o elevador se abriu sentiu a brisa fria tocar em seu corpo o fazendo arrepiar. Levou seu olhar para o chão outro sorriso desenhou-se em seus lábios. Pôs ambas as mãos nos bolsos da calça jeans e foi em direção ao seu conversível com as chaves do mesmo em mãos.
As mãos dele apertavam o volante com certa força, já seu pé ia mais fundo no acelerador, quanto mais rápido andasse mais rápido chegava ao local que queria.
Todo o planejamento dele saiu como esperado. Cada detalhe, movimento e cada ato. Como em um jogo de damas no qual certamente havia comido todas as peças. Ele venceria aquilo, afinal, Tomás estava habituado a ganhar todas as lutas, até que pareciam mais impossíveis de se vencer.
O plano que ele criou com certeza era um dos melhores, perfeito, infalível sem nenhum erro. Ou sorriso tomou conta de seu rosto ao se recordar do grande sucesso que teve na primeira parte do plano, saiu tudo perfeito. Sequestrar o namoradinho de Violetta fora bem mais fácil e rápido do que de espera, agora só faltava dar um jeito de se livrar de vez dele.
Ao chegar ao local desejado, Tomás estacionou seu carro na frente de um galpão escuro e abandonado em passos rápidos foi até o local. Havia um grande portão fechado com grossas correntes seguida de um cadiado, isso impedia o acesso de pessoas que fossem curiosas.
Levou as mãos até o bolso da calça jeans e pegou a chave prateada que destrancaria o cadeado, logo se livrou das correntes e cadeado entrando em seguida no galpão.
Léon se encontrava dentro dele, sentado em uma cadeira de madeira, as mãos estavam amarradas atrás de si, já as pernas estavam justos as pernas da cadeira, com uma corda grossa o prendendo ali. Tomás foi até a parede e acendeu o receptor das luzes, ligando varias luzes uma por uma, Léon apertou os olhos, ao sentir as luzes acenderem logo semicerrou os olhos, tentando adaptar-se a luz.
Tomás ergueu as mangas da camisa vermelha sangue que se encontrava em seu corpo e em passos lentos aproximou-se de Léon, levando com ele um sorriso sádico. Mostrando que quase estava gostando daquilo, e na verdade, ele estava.
— Então, você é Léon Vargas o namoradinho novo da Violetta certo? — Perguntou olhando-o com o olhar de dar medo. Léon revirou os olhos e grunhiu, estava irritado, com raiva, iria matar o moreno a sua frente.
— Você não me sequestrou apenas para perguntar isso. Não é? — Perguntou ele com um olhar sarcástico.
— Olha ele é esperto... — Respondeu Tomás com um sorriso sacana nos lábios, dando uma volta ao redor de Léon o avaliando. Sorriu, e algo de maquiavélico podia facilmente ser notado no olhar. — Bem em primeiro lugar, queria dizer que você é um cara sortudo... Afinal, a Violetta, é bem dramática, mas adora quando abusam dela não é? — Disse o moreno rindo alto em seguida.
Léon sentiu uma enorme raiva tomar conta de si, o que o fez se mexer com rapidez na cadeira como se fosse voar no pescoço de Léon, mesmo sabendo que estava preso ali, e qualquer tentativa era em vão. Mas quando se livrasse daquelas cordas e cadeira iria matá-lo! Não pensaria duas vezes nem hesitaria.
— Nossa nervosinho calma! — Tomás falou rindo. Ergueu as mangas da sua blusa vermelha sangue novamente e se pronunciou a falar. — Saiba, isso é apenas para você se lembra, jamais se meta novamente com Tomás Heredia — disse o olhando de forma ameaçadora. Léon não respondeu nada, apenas sentiu a força do soco que Tomás deu em seu rosto. Antes que pudesse reagir, sentiu seu rosto queimar graças a outro soco. Tomás sorriu vendo que o rosto de Léon já se encontrava com hematomas. — Se acostume Vargas, estou apenas no começo. — Dito isso proferiu mais alguns socos em Léon.
...
Violetta andava de um lado a outro na sala de sua casa, todos se encontrava lá, Federico, Diego, ela e Marco, todos preocupados com o sumiço repentino de Léon sem deixar nenhuma mensagem ou recado com ninguém, os pais do mesmo também estavam na casa dos Castillos, se encontravam aflitos, não podiam imaginar o que estava acontecendo com Léon, ou se era apenas uma brincadeira de mau gosto dele, mas estavam com feições preocupadas estampados no rosto, logo a atenção de todos é chamada, ao ver a portar se abrir e um policial entrar.
– Já começamos as buscas pela cidade, mas só poderemos ir mais fundo depois de 24 horas. — Disse a voz dele ecoando por toda a sala, Violetta botou a cabeça entre as mãos e se pôs a chorar, recebendo o abraço acolhedor do irmão, ela retribuiu e sussurrou "Me leva pro meu quarto" Marco subiu com Violetta em seus braços a deixando no quarto, ela ainda estava abalada e estava um silêncio no quarto de Violetta, logo o sonar de vibração vindo do celular da garota os chama atenção, Violetta lê a mensagem que recebeu e em um ato rápido deixou o celular cair no chão, Marco foi até ele e arregalou os olhos ao ler a mensagem.
" Oi princesa, não fique preocupada e chorando pelo Léon, ele está em boas mãos, ou quero dizer em péssimas mãos? Ah você que escolhe, seu namorado deu um trabalho einh? mas já resolvi tudo, beijos te amo, tenha uma ótima noite, do seu anjo Tomás."
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