Obsessão

19 Mate a Volta.


Notas iniciais
E está ai. ;3 espero que gostem.

Existem momentos que voltar nem sempre é algo bom.

(...)

Kushina estava esperando a Night Raid a um bom tempo, e o outro tempo ela gastou com Chelsea, que foi posta pra dormir, ela estava inconsolável, ela também estava, mas ela tinha que ser forte, o Império levou tudo o que ela tinha, e agora levou novamente seu filho, logo agora que eles estavam juntos. Esdeath havia posto uma agulha em seu orgulho e na força militar do exército revolucionário, e colocou uma enorme lança no coração de duas mulheres por levarem um homem. Kushina teve que lidar com muitas coisas.

Mortes.

Perdas.

Destruição.

Recursos.

Locomoção.

Desmoralização.

Complacentes.

Espíritos quebrados.

Dor.

Raiva.

Auto-Piedade.

Eram coisas que ela tinha que lidar, assim como os demais, porém cartas e cartas foram mandadas, a Guerra com certeza iria perdurar por muito tempo. E uma missão de resgate era arriscada, doeu até para pensar nisso, e doeu ainda mais para contar que uma missão pra resgatar Naruto agora, só iria acarretar em mortes desnecessárias. Foi doloroso, ela queria pensar que não estava deixando o seu próprio filho voltar de braços abertos para o inferno, mas na verdade era exatamente isso.

Seus pensamentos ficaram assim, Esdeath havia levado Naruto não tinha sete horas, e já ficou sabendo que passaram pela cidade de Sekirin, onde seria o próximo posto, o local mais perto para a invasão. E logo estariam no império, agora os soldados estavam atrás de novas mantas voadoras, só ficou apenas uma viva, seriamente machucada, e no fim teve que ser sacrificada, servindo de comida no final das contas, um fim trágico. Mas era o que se podia fazer, aproveitar tudo da maneira que pudessem. Aproveitar mortes de companheiros, também era algo doloroso, mas necessário, e quando a Guerra enfim começassem, eles teriam que até mesmo tentar aproveitar a dor e suas lágrimas pelos mortos.

Seus pensamentos foram interrompidos quando uma antiga conhecida adentrou a barraca com um olhar bem pesado. – Kushina. – comentou a líder da Night Raid, adentrando com os outros seis membros. A tenda reconstruída estava cheia novamente. – Eu soube que Naruto foi raptado, e sobre Chelsea também...

Kushina suspirou resignada se apoiando na mesa com seu colete típico do exército revolucionário. – Me dói admitir Najenda, não teve nem chance, no começo a cercamos com nossos usuários de arma, por um segundo, parecíamos ter esperança, no outro, nove deles morreram tão facilmente que pareciam cadelas. – ela bateu seu punho na mesa, agora era a vez de Najenda suspirar pesadamente, Kushina encolheu seus ombros. – Me desculpe, não vim aqui discutir sentimentalismo com vocês.

— Sem problemas. – comentou Najenda se aproximando. – Eu imagino que se eu tivesse um filho, estaria pior do que você. – ela olhou ao redor, não encontrando a ruiva da Night Raid. – Onde está Chelsea?

— Está experimentando Teigu dos mortos. – disse Kushina simplesmente. – Alguns já encontraram usuários competentes pra usá-las no lugar dos mortos, mas por enquanto ela não achou nenhum, está nisso a uma boa hora já.

Najenda baixou seu olhar, nunca imaginou uma reação dessa vinda de Chelsea, parece que ela está experimentando a mesma dor que Akame, esta deveria estar pensando na mesma coisa, pelos olhos baixos, parecia que a noticia tinha causado algum efeito neles também.

— A Night Raid irá resgatá-lo e trazê-lo de volta para o lar, Kushina. – ela bateu o braço metálico no peito. – É uma promessa, confie em nós.

Kushina se permitiu dar um sorriso curto e tranqüilo. – Eu sei que posso contar com vocês. – ela bateu em seu rosto pra ficar desperta. – Mas chamei aqui para o plano de tomar a cidade de Sekirin, como vocês já sabem, ele é um ponto necessário se quisermos ter um recuo e avanço tático na Guerra, assim como ao redor, temos vinte e um postos de suprimentos, quarenta armazéns e nosso total de homens dispostos a lutar beira a dois milhões.

Najenda estreitou os olhos, se o exército tinha tantos homens então...

Kushina sabia o que ela estava pensando. – Seu grupo Night Raid vai ter dificuldade. – ela suspirou. – Fiquei sabendo que havia um grupo chamado Wild Hunt, eles duraram apenas dois dias. – ela respirou fundo. – Esdeath matou todos eles, inclusive o líder deles era o filho do primeiro ministro, que morreu há quatro dias.

O único olho de Najenda se alargou. – O que aquela vagabunda está tentando fazer? – ela se perguntou alto demais, seus companheiros também ficaram surpresos.

— Talvez uma rebelião interna, para subir no posto militar, ou qualquer coisa parecida? – ponderou Leone, com os braços atrás das costas. – É uma possibilidade, pessoas como ela nunca ficam satisfeitas por muito tempo.

Mein concordou com ela plenamente. – Se ela matou o filho do primeiro ministro, não é seguro afirmar que Onest também pode já estar morto e não sabermos ainda?

Akame a interrompeu. – Não acho que isso seja válido, se fosse mesmo verdade, o mundo inteiro já saberia... – ela ficou em silêncio, seus olhos se abriram e todos esperaram uma conclusão da assassina. – A menos que o plano dela seja se tornar Imperatriz!

Os olhos de todos se alargaram. – E como você vai fundamentar essa hipótese Akame-chan? – perguntou Lubba brincando com seus fios. – Eu nunca duvidei de sua capacidade dedutiva, mas dessa vez eu estou um pouco mais cético do que normalmente estaria.

Ela respirou fundo. – Se Esdeath terminou com um aumento da própria força policial, e matou o filho do ministro, então o filho do ministro deve ter feito algo ruim, e como conseqüência, ela deve ter tomado uma medida mais drástica, o Império já tem um imperador, mas se o Primeiro Ministro for morto, o Imperador teria que escolher um novo, Esdeath tem a maior popularidade para isso, mais do que o próprio Grande General, é seguro dizer que talvez, Makoto está morto, ou aprisionado e que Esdeath deve ter os três votos de poder do Império. Tudo isso para ela estar no poder completo, e isso pode estar pra acontecer logo, nossos espiões vão ajudar minha teoria ainda mais.

Kushina ficou estática por um segundo, o terrível é que a explicação da mais nova fazia um sentido imenso. Se isso acontecesse, ela teria que fazer seus votos abertamente para o povo. A cidade inteira a veria da sacada do palácio, e receberia seus votos e ela seria por direito, a imperatriz daquele império infernal. Isso seria como incendiar uma floresta já queimada.

— Precisamos confirmar vale à pena acreditar em tuas palavras Akame. – disse Kushina colocando a mão em sua testa. – Mas temos problemas maiores, Sekirin com esse tempo, já deve estar com alguma guarda, talvez algumas centenas de homens, precisamos de que vocês lidem com esses homens, e que fiquem de vigia até nós nos locomovermos até lá, pelo menos irá durar um a dois dias pra isso acontecer.

— Não se preocupe Kushina. – disse Leone. – Nós agüentamos a barra, vai ser divertido. – ela comentou alegremente. – A nossa última luta foi contra um gay que brilha purpurina, vai ser bom estralar os ossos.

— Entendo, isso é bom. – ela respondeu casualmente. – Conto com vocês, vou ir atrás de Chelsea agora, ela não comeu nada ainda.

Akame tomou à dianteira. – Permita-me que eu tome essa iniciativa. – ela andou para fora antes da ruiva. – Ela precisa acordar, simplesmente vou dizer o que ela me disse, nada mais justo.

E saiu dali, Lubba ficou com algumas gotas. – Ela diz isso, mas só quero jogar na cara o que Chelsea jogou nela por Tatsumi, não é?

— Com certeza. – um uníssono foi ouvido.

— Isso é triste. – comentou Mein. – Se apaixonar agora pode ser perigoso.

— Sempre foi perigoso. – comentou Najenda se aproximando. – Amor é complexo, varia de pessoa, você pode achar um amor perigoso, como o de Esdeath se você tiver azar, no caso Naruto teve azar...

— Eu concordo. – comentou Bulat que estava em silêncio. – É por isso que prefiro homens. – ele conseguiu arrancar algum riso baixo com isso. – Se apaixonar por um homem não é tão perigoso quanto se apaixonar por uma mulher.

Kushina só conseguiu rir em desgosto com isso. – Isso é dolorosamente verdade. – ela comenta pra si, vendo os membros da Night Raid saírem um a um, uma pequena lágrima escorreu do rosto dela. – Um amor perigoso, justo o meu filho...

Ela só conseguiu pensar o que estaria acontecendo com seu filho, ela quis pensar que Esdeath não ousaria o machucar, mas no fundo ela sabia que isso estava acontecendo agora, ela só consegui deixar seu choro e grunhidos invadirem o local.

Seu filho iria experimenta o inferno pela segunda vez, e dessa vez o sabor ferroso iria ficar em sua boca.

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Esdeath ainda estava voando sobre a manta, com Naruto desacordado em seu colo, ela o alisava tão carinhosamente, que nem parecia à mesma doida maníaca obcecada por ele que ela muito bem era, ela estava feliz por ele estar ali com ela novamente. E dessa vez ele não sairia do seu lado, nunca mais iria sair. Ela prometeu a si mesma que ela o educaria corretamente, para acasos como esse nunca mais ocorrerem.

Ela continuou o alisando e olhando sua expressão, tão serena, tão calma, tão solene, tão ele.

Estas coisas com certeza eram tudo o que ela queria, agora que aquela mulher estava longe, Naruto voltou a pertencer a ela, e somente ela poderia ter ele ao seu lado.

Já havia se passado três dias, logo a reunião com os Generais aconteceriam, e com isso Budo estaria de volta, nada com o que se preocupar, ela só tinha que ver onde deixaria seu companheiro...

Ela pensou um pouco a respeito o quanto o alisava, tomando cuidado para não apertá-lo demais, nem em sonhos queria o machucar.

Mas o loiro precisava de educação, estava claro para ela que sem sua educação e seus meios, ele estaria propenso a sofrer, e morrer inevitavelmente. E ela não deixaria ser um fraco. Ela precisava dar um jeito sobre a Teigu dele, se ela continuasse a falar com Naruto, sua educação não iria funcionar.

Ela pensou um pouco mais, e nem notou que já estava no caminho para a cidade, ela simplesmente ficou pensando em como faria para o quebrar, e concertá-lo a seu bel desejo.

Não demorou muito e a resposta veio, ela tinha diversos meios para isso, medicinais e científicos. Então não teria problema, logo ela estava voando perante a cidade da capital.

Mudanças eram vistas em pouco tempo, algumas coisas destruídas, estavam sendo concertadas, tanto pelos seus soldados, quanto pelos civis, saudações e aplausos eram ouvidos quando ela passou voando.

‘’ Fizeram um bom trabalho, agora eu só preciso falar com os Generais, e posso me declarar soberana de todos aqui. ‘’ – ela pensava nisso enquanto voou, quando ela passou pelas muralhas do império, ela pegou seu companheiro no colo, como uma noiva pegaria, e saltou para baixo, ignorando o murmuro de surpresa de alguns políticos que estavam caminhando pelo pátio e pela passarela onde as flores do império sempre estavam. Como amava aquelas flores. Ninguém ousou respirar quando ela passou levando o pobre garoto desacordado nos ombros. Mas seus companheiros Jeagers era um caso totalmente diferente, ainda mais se tratando de Wave e Kurome, Run vinha logo atrás.

— Esdeath-shogun. – começou Wave, olhando para Naruto e ficando com um leve receio perceptível nos olhos. – O que você fez com ele? – ele perguntou tentando esconder a surpresa, mas o garoto claramente foi arrastado pro império novamente, muito que provavelmente forçadamente.

Esdeath o olhou com olhos opacos e desatentos. – Ah. – ela começou lerda. – Só estou pegando o que é meu por direito.

Wave continuou a olhando enquanto ela caminhava pelo corredor que levava para dentro do palácio, Kurome colocou a mão em seu ombro.

— Você foi totalmente ignorado.

Run riu levemente com isso, mas logo seu semblante se tornou sério, sendo acompanhado pelos outros dois. – Esdeaht-shogun deve tê-lo levado para cá a força novamente, me pergunto se devemos fazer algo quanto a isso.

Kurome ficou em silêncio. – Acho que devemos apenas observar, Esdeath tem um temperamento totalmente anormal sem a presença de Naruto-san, então retirá-lo agora de perto dela de novo pode ser no mínimo, perigosamente mortal, mas que se foda, não é problema agora, ela vai conhecer os novos membros, vai fazer bem, eu espero.

Wave e Run suspiraram tristemente, Kurome era muito insensível ás vezes. Mas achavam que isso era algo dela, então não tinha motivo de implicar com isso, saíram dali, provavelmente muitas coisas iriam acontecer em pouco tempo.

Esdeath estava andando pelos corredores, apenas saldando os seus soldados que estavam levando alguns sacos de mantimentos para a população, fazendo seu trabalho muito bem, não era nada mais do que ela já sabia sobre eles, devoção total, obediência total, era isso que ela esperava. Até que ela viu sobre o corredor de onde ela deixava seus prisioneiros mais importantes. Oito novos soldados, alguns usando armas dos finados Wild Hunt, e um usando apenas um pendulo de cristal, provavelmente algo sobre ilusão, ela teve uma ótima idéia com isso quando se tocou que a Gaia estava em suas costas ainda.

Quando Esdeath se aproximou, ninguém ousou nem questionar o que o loiro estava fazendo em seu ombro desacordado. Isso era o mesmo que chamar o inferno para a terra na ponta dos dedos.

— General Esdeath. – eles a saudaram com gritos e continência.

Ela apenas os fitou, mas ela estava mais interessada no possível ilusionista. – Apresentem-se. – ela disse simplesmente depois de ficar segundos em silêncio.

Curiosamente, todos eles eram carecas e de olhos vermelhos fracos, provavelmente de uma tribo única.

— Uzu. – disse o primeiro da esquerda. – Uzi. – o segundo da esquerda. – Uza. – o terceiro. – Uso. – o quarto. – Uze. – o quinto.

Os outros três pareciam ser de outro lugar, mas os nomes desses caras, que simplório, a mãe deve ter merda na cabeça pra batizar os filhos assim. – Vocês agora. – ela disse solene, estava ficando entediada.

— Me atendo pelo nome de Kuromada. – disse o garoto do pendulo. – Essa é a minha Teigu, Ilucsion, eu vi o seu olhar sobre e ela não resisti a comentar. – ele finalizou arrumando sua franja cinza, seu cabelo parecia de um velho.

Esdeath apenas o olhou mais um segundo, ignorando-o completamente. – Você. – apontou para o homem de cabelos raspado. – Apresente-se. – ordenou.

— Sim. – ele disse baixando sua cabeça levemente. – Meu nome é Doghta, Esdeath-sama. – ele se curvou ainda mais. – Um profundo admirador seu por ter descoberto incríveis táticas e meios de tortura completamente inovadores, espero um dia aprender contigo.

Ela fez descaso, mas aceitou os votos. – Último. – apontou para a única garota.

— Kaomi. – disse a menina dos cabelos rosa fraco. – Antigo Tenente do esquadrão de Infantaria do Império.

Ela só conseguiu um leve aumento de sobrancelhas de Esdeath, nada mais que isso.

— Aceito os votos. – ela começou se direcionando para o corredor. – Saiam. – todos deram espaço. – Kuromada, você vem comigo. – ela olhou para um dos homens da tribo e estendeu gaia. – Ache alguém compatível com a caixa, vocês têm algumas horas pra isso, se voltarem de mãos vazias, eu vos os matarei. – e desceu. Ignorando a expressão confusa no rosto deles, mas logo saíram para cumprirem suas ordens, com certeza era algo que ela faria de verdade.

— Devo ter a permissão de saber o motivo de somente eu tê-la vindo acompanhado? – Kuromada perguntou enquanto descia as escadas, tentando demonstrar força quando viu o estado lastimável dos homens e mulheres, ele viu canibalismo em praticamente todas as celas, mas seus olhos travaram quando viu nada mais e nada menos do que Makoto, estirado na cama com as roupas sujas e com certeza passando alguma fome. – Melhor eu calar-me.

— Sábia decisão. – disse Esdeath, se direcionando não para a porta vermelha do corredor, mas para uma parede espaçosa que havia naquele lugar, Kuromada viu com surpresa que na verdade a parede se movia para trás, como uma passagem secreta, com vários degraus de escada, iluminados por lamparinas vermelhas, deixando o lugar com um aspecto mais sombrio do que já era, Kuromada por um segundo quis dar meia volta, mas quando ele moveu seus pés para trás, o olhar que Esdeath lhe entregou lhe fez engolir isso e descer, a parede logo voltou ao seu lugar, ficando mais escuro, se não fosse pela luz vermelha ele com certeza não iria ouvir nada.

Eles desceram as escadas, e logo Kuromada viu com surpresa dois guardas...

Esqueléticos.

Esdeath riu quando Kuromada desviou o olhar.

— Eu ordenei eles ficarem me esperando aqui até eu trazer alguém importante. – ela riu gostosa. – Não me culpe, só demorei cinco anos pra voltar, eles ainda devem ter alguma carne podre no corpo. – ela viu os dois sentados em cadeiras empoeiradas e cheias de teia de aranha, um lugar lindo. – Me diga detalhadamente o que a sua arma pode fazer, sem rodeios.

Kuromada engoliu em seco enquanto observava ela ir para um corredor à direita no subsolo e abrir uma porta de aço Kuraomada simplesmente a seguiu e viu uma sala empoeirada também, talvez um quarto velho com correntes pontiagudas na parede, como se fosse para prender alguém. Definitivamente ele não queria ser posto, as correntes eram de aço revestido, como infernos isso não enferrujou?

— Você vai ficar olhando por muito tempo? – o acordou a azulada, deixando Naruto dentro da sela e fechando sua porta. – Ele vai ficar desacordado por pelo menos mais dois dias, e quando ele acordar, tenho grandes planos pra ele, então trate de responder a porra da minha pergunta, se não quiser ficar aqui como os guardas, Kuromada-chan. – ela apertou suas bochechas com força, Kuromada jurou que seu rosto ia ser rasgado.

— Minha Teigu como o próprio nome diz, é uma ilusão, mas uma ilusão diferente. – disse Kuromada nervoso. – Posso aplicar uma ilusão no alvo, ou no que o alvo está vendo.

— Entendo. – disse Esdeath tranqüila agora. – Então se eu quiser que você mude a aparência de alguém por meio de ilusão para enganar alguém, você conseguiria, não é? – os olhos dela se apertaram com isso.

— Sim! – ele se apressou a dizer, não queria morrer, e os olhos dela pareciam estar dizendo exatamente isso. – Posso sim, perfeitamente.

Ela bateu palmas leves. – Parabéns, você vai ser útil, vai ser muito bem recompensado. – ela apontou para o lugar de onde desceram. – Agora mova a porra da sua bunda aqui, e não ouse contar a ninguém sobre esse lugar, apenas eu e os fantasmas dos que eu trouxe aqui sabem disso, você não quer ser mais um não é? – ela riu alegremente, Kuromada sentiu seu coração pesar com isso, isso estava doendo à cabeça, Esdeath estava louca, toda a camaradagem que ela tinha em seu espírito parecia ter morrido. Ele sumiu dos olhos de Esdeath, que foi em direção a porta de ferro, e olhou pelo pequeno espaço em cima, era como uma prisão, um novo lar para Naruto agora.

— Eu queria poder estar aí com você. – se lamentou a azulada, seus olhos quase virando. – Mas eu tenho que lidar com coisas indesejáveis, logo eu voltarei pra você, você é meu Naruto, eu te amo. – ela recitou novamente, não dando moral alguma por não ter recebido uma resposta. – Sim, eu sei que você me ama, não precisa dizer.

E saiu dali também, quando ela passou pela parede secreta, Makoto estava a olhando com olhos profundos e olheiras em baixo, provavelmente deve ter ouvido um monte de coisas das pessoas ao redor. – Gostando do seu novo lar, menino? – provocou Esdeath se colocando diante dele, ela fez apenas isso, mas foi o suficiente para ela colocar algumas lágrimas dele a mostra, que fraco. – Já está chorando, antigo Imperador? Não se preocupe eu irei te levar para um lugar melhor logo, agüente pelo menos um pouco, você vai ir pra um lugar melhor.

— Por favor, Esdeath. – disse Makoto deixando seu chapéu cair para o lado. – Me tire daqui, eu não quero ouvir o que eles dizem, por favor. – lágrimas saíam do rosto do menino. – Eu faço o que você quiser só me tire daqui.

— O que eu quiser? – ela resolveu se divertir um pouco. – Tem certeza do que está dizendo? – ela alargou um sorriso em seu rosto que deixou Makoto temeroso do que dizia, fazendo ela suspirar desapontada com ele. – No fim, você é só um gatinho assustado ao lado de leões, deveria se sentir envergonhado de ser chamado de imperador um dia, você se colocou aqui por ser um idiota, seu pai deve estar dando a bunda no inferno para não ter que ver o imperador que o sucedeu nesse estado lastimável.

— EU FAÇO QUALQUER COISA, NÃO IMPORTA O QUÊ! – ele gritou alto, ignorando completamente o que seu bom senso lhe gritava na cabeça. – QUALQUER COISA, SÓ ME TIRE DESSE LUGAR.

Esdeath que estava passos longe, voltou e abriu a jaula com uma chave em seu bolso e um movimento, puxando o garoto pela capa e o arrastando até uma jaula um pouco afastada, onde só havia crianças.

Esdeath deu um sorriso que deixou Makoto enjoado.

— Você disse qualquer coisa não é? – ela perguntou pra ele. – Entendo, eu aceito seus votos. – os meninos e meninas dentro da jaula não ousaram se mover quando ela abriu a jaula deles, Makoto deixou seus olhos em branco, se arrependendo. – Então fique com seus novos amiguinhos, se você ficar vinte e quatro horas com suas pernas e braços inteiros, sem ser comido, você vai pra um lugar melhor, aconselho você a dar os seus dedos pra eles comerem. – e o jogou.

Ela não demorou cinco segundos pra ouvir risadas de alegria e gritos de agonia.

No final das contas, ela só estava fazendo o que ele pediu, não tinha nada de errado em fazer as vontades de uma pobre criança? Ela era uma mulher gentil. Com essa gentileza, ela iria conquistar seu companheiro novamente, eles reinariam um com o outro, e teriam filhos, e o legado iria continuar, eles teriam uma vida feliz. Não demoraria muito e eles seriam eles, e o resto iria se curvar, agora ela só tinha que resolver assuntos pendentes.

Logo ela iria mostrar uma boa apresentação para seu companheiro, sim, uma boa apresentação.

Ele deve gostar de ver que Chelsea e Kushina seriam as principais.

Sim, ele iria gostar, pois era ela que estava criando a apresentação, sobre suas vontades, no final das contas, ela só iria mostrar o seu amor.

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Ishiki se moveu em cima da pilha dos corpos, mordendo um dos últimos pescoços que tinha sangue dentro, mas agora com certeza eles teriam que repor o estoque. E sobraria pra ele, Hogi provavelmente iria o entupir de perguntas inúteis e o questionar por não ter voltado cedo, ele sentiu levemente pena de Haga. Por ter uma irmã de cabelo rosa, e por ela ser uma tremenda desgraçada que não cala a boca.

— Vai ficar pensando muito tempo? – perguntou a maldita mencionada em seu pensamento. – Você só está comendo e comendo, vá fazer alguma coisa de útil.

— Você só fala e fala, e nunca faz nada. – disse Ishiki. – Vá ver os planos da invasão com a Nação Oriental, eu vou partir em poucas horas pra nação subdesenvolvida ao extremo norte. Irei demorar um bom tempo pra voltar.

— Você sempre gostou de se aventurar. – disse Hogi brincando com sua cabeleira rosada. – Você nunca tem tempo pra mim, Ishiki, por que não podemos ser como éramos antigamente?

— Aquilo foi apenas estresse, eu só queria me aliviar, você foi útil, ponto. – ele respondeu friamente, ignorando o leve grunhido que ouviu. – Onde está seu irmão?

— Ao Sul com Kira e Mado. – disse Hogi baixo. – Todos os vinte já se foram depois do que você falou, todos indo em direção a uma nação diferente, em busca de troca de informação por dinheiro, como você bem disse para nós fazermos.

Ishiki suspirou pesadamente com isso. Quando a guerra estourar eles só teria que invadir o império e tomar todo o poder para eles, simples assim, a sua raça iria se aproveitar das pilhas e pilhas de mulheres, e procriar novamente, eram simples, era só uma posse forçada, como uma passagem vip para procriar e procriar, multiplicar e multiplicar não era nada pessoal com os homens que tinham mulheres, elas ficariam grávidas.

Deles, só uma pequena mudança de planos. No final eles não seriam extintos como quase foram séculos atrás. Isso não aconteceria novamente, nunca mais um dos seus morreria sendo caçado, não ligava para quem se apoderasse das terras do Império, só queriam a sua parte, apenas isso.

— Logo nós seremos mais do que apenas vinte Hogi. – comentou Ishiki baixo. – Logo nós seremos centenas, logo milhares, logo milhões, logo com o tempo, algum dos nossos vai ser forte o suficiente pra dominar tudo e a todos, e nós, seremos o começo disso, não ouse morrer.

— Queria que sua preocupação fosse comigo, não com meu útero. – ela respondeu triste. – Você... Só ama aquele menino, não é? O que aquele garoto tem que eu não tenho?

— Pau, agora mova sua bunda daqui, eu tenho que descansar.

— Você é um sem noção Ishiki. – ela comentou raivosa. – Esse garoto está com Esdeath agora.

Os olhos de Ishiki se alargaram com isso, como infernos, ele ouviu que seu irmão estava no exército. Ele levantou sua cabeça e olhou para sua companheira de espécie. – Explique.

Hogi se arrependeu, isso só pioraria ainda mais. – Não é nada importante, Esdeath apenas invadiu o maior contingente do exército e acabou matando nove usuários de Teigu, e levou Naruto longe de uma nova namorada.

Ishiki suspirou pesadamente, problemas atrás de problemas. – Eu vou ter que disputá-lo com mais uma mulher? Garoto desgraçado que não pode ver uma saia erguida que sai lambendo tudo, ele não se cansa?

— Você não cansa de ser idiota? – disse Hogi simplesmente. – Esse seu irmão não te quer, ele não precisa de você, logo você é simplesmente inútil. Se concentre no plano.

Pra Ishiki o plano de espécie que vá para o inferno. – Eu vou retirar ele de lá, assim que a primeira parte estiver completa, e no inicio da segunda, eu o tirarei de lá,e tudo será nosso, e ele vai ficar ao meu lado, para sempre.

— Você tem um complexo por saco que me assusta Ishiki. – disse a rosada assustada. – Você mudou muito de como era quando criança, eu sinto falta disso.

— Vá amolar Kira não a mim. – disse ele saltando da pilha de corpos e indo para fora da caverna. – Eu preciso fazer algumas coisas importantes agora, logo eu voltarei pra cá, consiga um pouco de sangue pra mim.

— Como se diz?

— Vá pro inferno e me obedeça.

Ela suspirou resignada quando o viu sumir de suas vistas. – Quase. – ela ainda murmurou pra si mesma, mas seus pensamentos voaram para longe novamente. A invasão seria em algum tempo, eles tinham que sobreviver não importa o quê.

Mas isso não seria fácil, eles precisariam de comida, de corpos, e teriam que invadir os dois lados pra isso, riscos seriam necessários a todo o momento, e numa dessas Ishiki poderia fazer alguma loucura, e isso estaria fora dos planos.

Ela ficou pensando calmamente nisso.

A primeira fase do plano criado, esperar a Guerra começar e tomar posse de cada canto pouco a pouco, cada mulher, usada para reprodução, crianças, homens, velhos, usados para alimento descartável, no final das contas, só mulheres que iriam continuar vivas, mas de uma maneira bem errada, então tudo queimaria na guerra.

O segundo estágio seria interessante, tomar parte dos territórios para si e assinalar uma nova ditadura, a ditadura dos Shikis, seria algo interessante, ela só esperava continuar viva pra isso acontecer, mas ela continuaria viva, ela não iria morrer, não mesmo.

— Me pergunto se Ishiki um dia vai salvar seu irmão.

Conhecendo o maldito como conhecia, provavelmente salvaria esse menino em uma carruagem dourada em grande estilo, para mostrar ao mundo que o loiro pertencia a ele, ou pelo menos foi isso que ela pensou.

Muitas pessoas estavam atrás do garoto, pessoas perigosas, e uma estava com os olhos vidrados nele, Hogi nunca queria ficar de frente com Esdeath, apenas a morte iria esperá-los. E se ela morrer, como a única mulher no grupo, todos os outros seriam apenas mestiços, era seu dever continuar produzindo uma espécie pura, mas ela tinha que se arriscar, de certa forma.

Se precisasse, ela iria recorrer a Night Raid, caso alguma coisa não fosse de acordo com o seu próprio plano. Traição em tempos de guerra era comum, seus companheiros iriam entender se ela resolvesse colocar mais segurança no próprio pescoço, tudo era para um bem maior.

O único problema real, era os rumores que ela ouviu falar.

Parece que ainda existem meios de continuar criando Teigus, e se eles resolvessem criar outras, ela temia que muitas coisas iriam de mal a pior.

— Não passa de um boato com certeza. – ela recitou pra si mesma. – Mas se por acaso, for verdadeiro, eu não quero nem imaginar o que elas vão fazer com o conhecimento dessa era.

Seria desastroso.

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Esdeath estava andando de um lado pro outro, os políticos estavam demorando, a cada segundo demorado era um segundo longe de seu bem mais precioso, isso era inaceitável, onde aqueles malditos estavam? Ela não podia continuar esperando muito tempo, isso era horrível, eles estavam demorando, Naruto estava esperando por ela, ela tinha que ir logo, ele estava dormindo agora, mas não estava dormindo com ela, ele está sozinho, precisa dela, e só dela.

Ela continuou andando de um lado pro outro em frente à porta onde um dia Makoto já reinou, e que agora muito que provavelmente estava sem algumas partes do corpo, seria interessante de ver se ele conseguiria ficar com pernas e braços inteiros, ela quase riu com isso, mas o pensamento de seu amado sozinho, no escuro, doía em seu coração, ele precisava dela...

— Desculpe a demora, minha imperatriz. – disse um dos ministros que apoiavam ela agora, como lixos que eram, mas eram lixos preciosos que a ajudariam a controlar tudo. – Peço que entenda que também temos nossos deveres.

— Como foder a bunda de mulheres bêbadas nos bordéis da cidade imperial? – ela o provocou, rindo como os outros ministros da cara dele. – É uma bela ocupação, mas vamos aos negócios sim?

— Eu ainda estou surpreso com seu pedido de reunião de última hora. – disse um outro ministro adentrado na porta vermelha. – Mas é um assunto importante, temos que responder imediatamente.

— Eu imaginei que isso chamaria a atenção. – ela fechou a porta atrás de si. – Vamos aos negócios, me digam cavalheiros: O que acham de uma pequena troca de favores?

Notas finais
e foeee