Obsessão
40 Mate a Primeira Temporada!
Notas iniciais
Andando pelos vales negros, eis que me ofereço uma suave brisa do vento em meu rosto já pálido, andando pelas margens de qualquer lago que encontro, me deito e reflito, Deus, eis me aqui, e onde se encontras? A resposta mais uma vez, não abençoaria os meus ouvidos e eu com certeza não dormiria mais um dia.
Ando mais um pouco, descanso, para andar novamente, e continuo andando, por muito tempo, por muitos dias, por muitos anos. Me dirijo ao incerto, a dúvida, o meu destino final, é o próprio vazio, pois como eu bem sei, não sei para onde eu vou, só preciso saber que existe.
Ando em linha reta pela floresta que eu logo descobri, e nela eu me permito deitar em volta de raízes mais velhas do que eu, aproveito a suave brisa fria da noite, e me deito, sereno e tranquilo, pelo menos um dia, eu poderei dormir sem me preocupar com uma mulher que pode me matar com um estalar de dedos.
— Amaldiçoado seja o homem que perturba o sono de outro, enquanto existe tal beldade o guardando. — ele percebeu que estava amaldiçoando a si mesmo. — Se eu soubesse que meus amigos morreriam por entrar em uma caverna e acordar quem quer que seja, eu mesmo teria me matado.
Ele olhou ao redor, os olhos castanhos e os cabelos claros destacados em meio aquela floresta unicolor, por um segundo ele pensou que estaria seguro, ele olhou para sua bolsa, contendo o que ele e seus finados companheiros foram roubar, uma pedra vermelha e gigantesca, valia muito, o suficiente para ajudar a pagar pela mão de obra que reconstruir o império iria cobrar, com isso ele poderia ajudar as pessoas que foram envolvidas na fresca guerra. Ele sorriu alegre com isso, sua mulher e filhos já não mais passariam fome.
Como era tolo, o pensamento de esperança em um mundo em que eu existo, não pode acontecer, vocês já sabem disso, não é mesmo meus leitores?
Antes que o pobre homem pudesse notar o que lhe atingiu, sua alma já se encontrava ardendo no inferno profundo por tudo o que fez em vida, uma estaca de gelo atravessou seu crânio, os miolos partindo para as raízes, o corpo restante foi para o lado, tombado, e o sangue esguichava para todo o lado durante alguns segundos, e depois só um corpo já sem vida era encontrado.
Uma sombra se apressou e surgiu onde o alvo foi morto por ela mesma, ela varreu os olhos para a bolsa, e encontrou o que lhe pertencia, ou melhor, o que pertencia a eles. Ela pegou a joia e colocou em sua própria bolsa, os olhos azuis olharam o cadáver uma ultima vez, e se o morto pudesse lhe ouvir, se assustaria até o dia de sua morte.
— Nunca mais terá a chance de ver sua família, e logo eles com certeza lhe encontrarão no outro mundo, ladrãozinho... — os cabelos azuis da mulher balançaram, ela colocou seu capuz negro e rasgado, e se dissipou no ar, deixando nada além de pequenos cristais de gelo no local.
A Guerra havia acabado não fazia mais de uma semana, as pessoas estavam unidas contra as nações menores e gananciosas, para reconstruir uma cidade que seria uma utopia da Night Raid, um lugar onde não se precisaria mais matar para viver. Mas isso não existe nesse mundo, a Paz não pode existir enquanto um ser vivo habitar a Terra. Era a verdade do mundo. Quando as pessoas se deram conta de que alguém muito importante havia sumido, juntamente com pessoas que deveriam ser interrogadas e presas, as mesmas desapareceram, e algumas nem ao menos estavam no mesmo Mundo.
A Guerra terminou, mas as sequelas continuam, elas sempre continuam. As pessoas mais influentes daquele tempo o procuraram, procuraram um dos Heróis de seu tempo, por muito tempo, as pessoas cuidaram de seu legado, a viram crescer, e a viram se tornar uma mulher forte, a viram se tornar uma nova Imperatriz, como sua mãe adotiva já foi um dia.
Porém, Aika havia puxado algo que não lhe pertencia, era como a história que Kurama, havia contado para todos naquela dia, toda mulher nasce com uma maldição, não importa o quão pura você nasça, um dia a maldição virá atrás de você. A Night Raid, achou ter feito um trabalho excelente, moldado a menina para ser uma Imperatriz Justa, e com a menina eles começaram uma nação justa, dos escombros de uma corrupta.
Se eles soubessem, o que se passava na mente daquela pobre moça, se eles entendessem, que as pessoas só são manipuladas, quando são beneficiadas no fim, mas eles iriam entender, eu irei garantir que eles entendam uma coisa:
A bondade no mundo que eu fiz, não existe, mas vocês sabem disso, eu sei que sabem.
Eu me despeço desse monologo com vocês, e apresento o último capítulo de Obsessão, e lhes darei muito em breve as boas vindas a segunda temporada da minha obra prima!
Apreciem o capítulo!!!
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8 anos após a queda do Império Central.
Uma frase que definiu uma nova era naquele lugar amaldiçoado, um lugar que agora podia se chamar de Império, mas não passava de uma utopia frágil e escondida, como uma máscara alegre por baixo da tristeza. O Império ressurgiu com a colaboração de todos os sobreviventes, de ambos os lados. E de lugares muito distantes, as pessoas se reuniam naquele novo lugar, como uma promessa, de viver em um lugar onde você não morreria ao sair de casa, o desejo de paz movia as pessoas para qualquer lugar que fosse.
Essa era a República, um lugar onde você tinha direitos de vida, onde você tinha pessoas para te defender, onde você podia dormir tranquilo, pois haviam assassinos na sombra zelando por seus cidadãos. E no topo de toda a hierarquia, reinava a Imperatriz, e todo o seu alto conselho, cuidando para que todas as decisões fossem o melhor para todos.
Não temam, a República de fato era justa. Mas estava longe de ser perfeita. Maças podres existem em todos os lugares. Mesmo na própria organização que lutou contra a corrupção do império. O Mundo não entendia que não importa quais as intenções, a justiça de um é a injustiça de outro, justiça não é nada além de uma questão de perspectiva de um observador.
O que é justo não merece ser dito propriamente como tal, justiça é só uma palavra pomposa que pessoas que desejam algo nomeiam como tal. Esses eram os pensamentos da atual Imperatriz do que uma vez foi o império.
E é claro que as pessoas que lhe davam '' conselhos justos'' jamais saberiam a real visão da filha de um dos heróis do mundo, que agora havia desaparecido há anos. Com duas das mulheres mais perigosas do mundo.
Aika olhava do topo de uma de suas três torres. O que estava se tornando o império, ou a República, como estavam chamando agora. Não importava quanto tempo passasse, as pessoas continuariam caprichosas, mesmo as mulheres da Revolução tinham seus desejos guardados, o desejo de viver no conforto não era um pecado, era apenas uma hipocrisia nessa situação. Kushina e Najenda se encarregaram de não faltar nada para ela mesma, e consequentemente, para elas nada faltaria, e para os sobreviventes da Night Raid, nada faltaria também, pois eles eram os justos que acabaram com a corrupção, apenas para outro tipo ser criado.
Ela riu em escárnio com isso. Mas é claro que apenas interiormente, ela sabia que em um dos pilares de seu imenso quarto se encontrava Kushina, com a mesma aparência de sempre, apenas com o cabelo preso e o rosto mais abatido do que antes, perder seu filho uma segunda vez deixava mais do que danos mentais. Então portanto ela tinha que manter as aparências para alguém de sua família.
— Vovó Kushina. — um jeito de chamá-la apenas reservado quando estavam sozinhas, do contrário seria Grande Conselheira. — Não havia visto você entrar, do quê precisa? — Aika lhe olhou com seus olhos melados e vermelhos, uma coloração que ela adquiriu naturalmente.
A mais velha lhe entregou um sorriso bondoso. — Apenas vim ver como você está, fiquei um pouco sozinha em meio a reunião de divisão de bens restante, e bem... Queria sair um pouco de lá também, os Generais estão discutindo com muito temor e ardes.
Aika franziu o cenho, novamente para dentro de si, ela já sabia que as pessoas iriam disputar mais cedo ou mais tarde os bens do Império, e por bens imperiais, ela sabia que eram as Teigus. — Bom, era de se esperar não é? As pessoas são assim vovó Kushina. — Esse leve pensamento alto fez Kushina estreitar os olhos como ela fez a colocação, parecia não se desapontar mais com os outros, era como se ela soubesse que iria se desapontar.
Tratou de ignorar, não se podia culpar uma pobre menina de pouco mais de quatorze anos. Depois de tudo o que havia passado, de quem havia perdido... E do que havia acontecido com ela antes deles a encontrarem em uma vila ao Norte do Império.
Aquele maldito vampiro, Ishiki havia derrotado a arma biológica Susanno, e havia a levado para aquele lugar, Aika nunca lhe contou o que havia acontecido, e sempre se fazia de desentendida quando o assunto vinha, o que havia acontecido em meio ano que ela foi dada como desaparecida? Ela nunca contou, para ninguém, nem para as suas professoras de Esgrima e de Estilos Corporais, nenhuma das pessoas que ela tinha mais contato foi digna de saber nada além do que Aika mostrava.
Kushina sabia disso, e ela se preocupava com o que de fato acontecia na mente da filha de seu filho. Ela tratou de deixar Aika com seus pensamentos, ela tinha trabalho a fazer, alianças para avaliar, e... Recursos para confiscar, pelo bem maior, é claro.
Quando Aika se viu sozinha ela se permitiu pensar em tudo o que lhe aborrecia no Império. Ou na República, ela nunca quis se preocupar nem com a nomenclatura do que eles eram agora. Ela só tinha um único trabalho. Ser como Makoto, enquanto Kushina e Najenda seriam como Primeiro Ministro, mas é claro, a diferença entre elas e Honest, é que as duas eram justas...
E novamente um sorriso sombrio lhe invadiu os lábios. Pois a justiça de um era a injustiça de outro, aqueles no poder podiam dizer o que era o verdadeiro justo. Ela manteve o sorriso, ela não sabia por quanto tempo mais ela iria aguentar se manter como menina frágil e incompreendida. Mas ela estava indo bem, ela sabia disso.
De fato, em seu interior, ela sentia falta, ou melhor, ela sentia vontade de entender muitas coisas, o amor era uma delas. Talvez ela fosse mais parecida com sua falsa mãe do que ela pensava. Ela foi em direção a sua imensa cama, fechou as cortinas da cama, e se deitou, pensativa.
Os cabelos compridos e avermelhados lhe cobriram o rosto, ela se manteve presa ao sono de um dia encontrar alguém que não a desapontasse, ela ansiava por isso.
O que ela não sabia era que em algum lugar, do outro lado do continente, essa pessoa existia. Uma pessoa que nunca a desapontaria, pois nunca faria nada do que ela pensasse ou antecipasse, estava indo em direção a República, um lugar ainda em construção, ainda se recuperando de golpes de estado e de nações inimigas, essa pessoa tinha uma única missão.
Uma responsabilidade dada pela mãe mais antiga e mais sábia do mundo, mesmo jovem essa pessoa entendia o que ela deveria fazer, pelo seu pai, ele faria tudo.
Do outro lado do continente, em terras que apenas poucos se lembravam, e apenas poucos estavam vivos.
Um pequeno corpo, andava pela floresta dos Milenares com um capuz azul, cortando os pequenos laços e folhas que se colocavam em seu caminho. Com a arma de sua outra mãe, a outra pessoa que lhe ensinou tudo o que ele sabia. Uma mulher forte que outrora pelo que lhe contou, foi conhecida como o trunfo do Império.
Parou de repente com seu corpo e seus pensamentos, ele ouviu um pequeno barulho, um gato alado daquela região, ele havia caçado muito destes, o gato um pouco maior do que um cachorro lhe encarava de uma moita a sua esquerda, apenas os olhos para fora, mas ele foi capaz de percebê-lo, retirando o seu Florete, a arma que sua mãe havia lhe dado, ele sumiu da vista do felino, que só pôde morrer dentro das folhas da moita, quando o fino fio do Florete lhe atravessou a cavidade, perfurando-o por completo.
O encapuzado deixou o florete no animal por alguns instantes, e percebeu que já havia se ido. Relevando a parte interior de seu capuz, foi mostrava uma pequena bolsa, de tudo o que ele iria precisar e usar em sua viagem. Ele retirou da bolsa, pequenas facas, feitas para escalpelar e retirar tudo o que não iria comer.
— Deixe a pele bem lisinha para ficar quentinha. — cantarolou com uma voz infantil. — Hmmm, eu me esqueci que eu não tenho fogueira comigo, saco...
O encapuzado olhou ao redor, as árvores eram repletas de musgo e plantas tropicais, mas algumas tinham galhos finos, serviram. Ele pegou seu florete e foi cortando um a um, até juntar um pequeno monte. Ele começou a limpar a pelagem do gato, e cortar seus membros fora, não demorou muito, e ele havia cortado as pernas e os pequenos braços do animal e colocando na fogueira improvisada, ele se escorou em uma árvore ali perto e começou a beber de um de seus quatro cantis de água, seria uma longa viagem, e pelo menos seria semanas a finco, se ele desse sorte de pegar o deserto com um clima bom.
Não adiantava pensar nisso, ele já havia feito o caminho todo muitas vezes, é claro que com a ajuda de suas mães, mas ainda sim havia feito, então seria fácil.
Ele se sentiu quente, devido ao fogo, e retirou o seu capuz azul. Revelando sua aparência. Como a voz indicava, era apenas uma criança, um garoto, um menino que com certeza era muito jovem para poder se defender, é claro que isso só seria aplicado se ele fosse criado normalmente, o que não lhe aconteceu.
O garoto havia puxado características da mãe que lhe carregou no útero, os cabelos dele embora, com certeza eram uma mistura. Seu cabelo era loiro, porém, um loiro que com certeza não era natural, todas as pontas de seu cabelo eram vermelhas, um vermelho fraco e suave, os olhos, vermelhos também, cortesia do olhos de sua mãe, um pequeno produto de dois genes, e ele estava ali, o mundo era simples.
Ele sabia que sua idade seria um problema, mas ele poderia usar isso ao seu favor. Foi o que lhe ensinaram, use tudo que for desvantagem em um meio de sobreviver, encontre a situação perfeita e a explore. Ele usaria a sua idade para conseguir o que ele quisesse, ou no caso, do que ele precisasse no momento.
Vendo que havia terminando um dos braços, ele pegou o outro. Ele iria comer o animal, sair da floresta, ir para o Deserto, atravessar as marés com um dos barcos que sempre se ancoravam no Mar de Mohrn, e com sorte, ele conseguiria atracar do outro lado do continente em pouco menos de duas semanas, e então, era apenas arrumar alguém que pudesse lhe levar mais a diante, e assim ele chegaria onde tinha que chegar.
É claro que isso em seus pensamentos era fácil, mas ele tinha que ir de qualquer jeito. Ele comeu, se escorou por algumas horas, e partiu para fora da floresta, tinha um longo e longo caminho.
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Um homem alto e forte, e para não esquecer, careca, com certeza iria se destacar em qualquer lugar que ele fosse, certo? Errado. Isso só seria possível se as pessoas conseguissem passar por sua ilusão de sua Teigu e vissem sua verdadeira forma, não a forma de um camponês andando em pela feira de alimentos.
Ele observou os arredores, as pessoas estavam procurando pelo melhor para comprar depois de receber o salário pelo plantio bem feito. Era assim que as coisas eram aqui, você quer comer? Ajude os outros a comer e você poderá ir a feira.
Ele foi mais a diante, em uma das últimas barracas de frutas. Entregou uma moeda de cobre e pegou uma maça pequena, o vendedor não disse nada, o preço foi dado.
O homem saiu da feira completamente, começou a andar pelas casas velhas daquele lugar um pouco distante de onde um dia ele jurou lealdade e de onde ele havia partido com as pessoas mais fortes vivas.
Ele entrou em um pequeno casebre, onde ele era aguardado por uma pessoa que ele havia conhecido há tempos remotos, ele tinha que ser cuidadoso.
Ele sabia que ele não estava sozinho, o que restou de seu clã amaldiçoado estava ali. Uma cadeira estava em frente ao homem de capuz e a mesa. Ele desfez a ilusão e se sentou, tudo ao redor ficou mais escuro a partir dali, nenhuma palavra foi dita.
— Eu vim como prometido, agora não me faça perder meu tempo... Ishiki... — ele pronunciou o nome do homem com certo desdém. O que arrancou uma risada do outro.
— Não seja assim, Kuromada. — Ishiki retirou o capuz, revelando os cabelos agora compridos, porém o olhar assassino e os dentes afiados ainda lhe eram sua marca registrada. — Eu tenho certeza que eu peguei sua curiosidade com a carta que eu lhe mandei...
— Eu só espero que isso seja verdade. — Kuromada lhe disse com um tom de aviso. — Você sabe que eu posso me comunicar com elas quando bem entender, e elas sabem todos os meus passos, inclusive sabem sobre essa reunião, e eu tenho certeza que você odiaria saber que Esdeath deixaria os cuidados para seu irmão em segundo plano, pois ela viria atrás de você, e dessa vez você morreria Ishiki, ela teria certeza disso.
A menção da mulher que lhe tirou sua masculinidade lhe deu um arrepio, um arrepio de medo. Ele ficou em silêncio por alguns instantes, e puxou uma bolsa preta, jogou em direção a Kuromada.
Os olhos dele se esbugalharam. Eram desenhos, desenhos muito antigos, desenhos perdidos em tempos que os homens mantinham suas posses em placas de argila.
— Como... Como você conseguiu? — a voz de Kuromada outrora foi firme, agora estava oscilante e temerosa, não querendo acreditar no que estava vendo, eram os desenhos da Tumba, um tesouro há muito tempo esquecido que Kurama havia lhe contado histórias... Se ele conseguisse isso... Ele poderia fazer tudo.
— Eu não perco meu tempo indo atrás de boatos falsos Kuro-chan. — Ishiki disse com a voz latente. — Enfim, minha parte está feita, agora faça a sua, e nós nos encontraremos na República...
Kuromada apenas ficou estático olhando para as folhas amarelas e quase partidas, ele guardou tudo em sua bolsa, e fez questão de colocar uma ilusão muito forte nelas. Ele tinha que levar isso para longe, ele pudesse estudar e chamar por seus amigos.
Um sorriso ganancioso lhe cobriu os lábios.
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Dias haviam se passado, pouco mais de uma semana, e ele finalmente foi capaz de chegar na fase final de seu objetivo. Ele foi capaz de atracar no continente que ele precisava.
Demorou dois dias para ele passar do deserto, ele teve que usar seus poderes para sobreviver naquele lugar, mas ele conseguiu. Pulando para a terra com sua bolsa, ele tomou passos lentos para a rota das carroças, talvez ele conseguisse alguma carona, quem sabe? Afinal quem negaria ajudar um menino com uma história tão triste?
Ele retirou seu capuz, o lugar onde os comerciantes atracavam era um uma vila desenvolvida, quase uma pequena cidade, onde os produtos de fora eram trazidos para cá e levados ao lugar de onde o Império pertencia, uma rota fácil, ele só precisava jogar com as cartas certas.
Ele notou que as mulheres pararam de fazer seus deveres quando ele revelou seu rosto e seus traços únicos, era como suas mães lhe disseram. A capacidade de ser único atraí muito mais do que olhares.
Ele foi em direção a um pequeno grupo de homens que estavam terminando de aprontar todos os caixotes para partir em direção ao seu objetivo.
Ele sorriu com inocência para as mulheres dali. Uma lhe encarou com surpresa e leve indícios de... Preocupação, seria ela.
Ele caminhou em direção a uma mulher mais velha, os cabelos cinzas e as costas arqueadas, provavelmente uma anciã dali. Uma pessoa talvez respeitada com uma voz dominante, se ele conseguisse sua ajuda, ele conseguiria sair mais facilmente dali, ao invés de ir a pé.
— Oi... Senhora, você pode me ajudar? — ele acendeu as maças de suas bochechas enquanto falava. A mulher mais velha lhe deu atenção na hora.
Ele só teve que inventar uma história de que havia se perdido de sua família, e que eles estavam no Império lhe esperando, uma mentira são simples foi o suficiente para a mulher lhe levar ao grupo de homens, que estavam a ponto de partir. Seu único trabalho extra foi parecer abatido dessa vez, uma expressão baixa e olhares brilhantes, e o mundo se abriu.
— Você vai junto com a mercadoria, não espere uma viagem confortável. — o homem que parecia ser o líder lhe disse, ele apenas agradeceu a mulher e ao homem, e se escorou em uma das caixas, mas somente depois de pedir por alguma água, engraçado que ele ganhou até mesmo algumas bolachas para a viagem. Ele sorriu caloroso e se manteve em silêncio, e ele se manteria em silêncio o caminho todo.
Ele tinha um propósito no Império, e ele compraria isso muito bem. Ele pegou as bolachas e começou a comer enquanto pensava em quais as coisas que ele tinha que fazer, e as pessoas que ele tinha que conhecer. Ele suspirou cansado, ele queria poder ter sido uma criança normal, mas isso saiu rápido de sua cabeça, a vida seria sem graça sem emoções desse tipo, não concordam?
— Ei garoto, sei que você gosta de silêncio, mas pelo menos me diga o seu nome, hm? — o homem que lhe aceitou perguntou para ele enquanto segurava as rédeas dos cavalos.
Não vendo problema em responder ele finalmente disse. — Meu nome é Akira...
— E qual o significado disso? — lhe perguntou novamente.
O olhar que o garoto lhe deu foi diferente, quase como se fosse uma pessoa diferente.
— Aquele que veio para iluminar.
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