Obsessão

27 Mate a Organização.


Notas iniciais
Olá, não vou cobrar nada de vocês, se quiserem comentar ou favoritar ou recomendarem, fiquem a vontade. Não prometo mais cinco mil palavras, pois pode demorar, e não vou ficar escrevendo qualquer porcaria, prefiro me inspirar e trazer a mesma qualidade de história desde o começo. Ovo escondido nesse também. E sim, usei o nome com H U-U ME JULGUEM MORTAIS! E obrigado pela recomendação cara, você com certeza me motivou a escrever esse capítulo pra você, Rom, você é o cara! Super obrigado pelas palavras!

Marionetes apenas recebem movimentos de dedos para mover seus corpos

Seja a marionete.

(...)

— Você já vai indo? – perguntou a azulada ao seu lado, carregando Aika nos ombros, ela estava de pernas abertas em sua nuca, brincando com seu cabelo, se fosse qualquer outro ser vivo já não estaria vivo há muito tempo, mas como era ela, não tinha de fato um problema, o problema menor era quando Aika puxava seus cabelos.

Naruto optou por apenas ficar em silêncio, já estava vestido, ele pediu outro capuz escuro para vestir, hoje era o último dia em que ficaria ali, eram suas últimas olhadas para sua filha, ela teria que ficar aos cuidados de Aika.

— Sim, eu já havia dito pra você que eu iria até eles. – ele respondeu depois de um tempo, apenas ouvido os próprios passos no corredor, ignorando a expressão levemente abatida de Esdeath.

Ela parecia não conseguir ficar em silêncio. – Antes que você vá embora por um tempo. – ela respirou fundo. – Se você precisar de qualquer coisa...

— Eu sei. – ele disse desinteressado, para o alarde dela. – Mas eu só vou precisar que você cuide de Aika, o que acontece comigo não é da sua conta.

Ela baixou levemente a cabeça com isso. – Tudo bem. – ergueu o rosto, Naruto já estava andando em sua frente. – Mesmo assim...

— Você não é do tipo indeciso, se tem algo pra falar pra mim, fale logo. – ele parou de andar em sua frente e virou seu rosto pra ela, ela ficou em silêncio por alguns segundos. – Eu realmente nunca vou conseguir entender o que se passa na sua cabeça.

Sem se importar com nada ela agarrou sua garra, impedindo ele de continuar andando. – Só me escute dessa vez, é algo que eu tenho que dizer.

Ele apenas continuou olhando para ela. – Estou ouvindo. – continuou a andar, sendo seguido por ela e por Aika, que misteriosamente estava em um completo silêncio.

— Se você estiver perto de morrer, por qualquer coisa... – ela disse pausadamente. – Por favor, venha até mim.

— É um pedido egoísta, tendo em vista que você já me matou uma vez.

Apenas silêncio, o jardim, um lugar cheio de recordações estava perto, ele iria saltar pelos muros, então era adeus, mas parece que Esdeath não estava tão a fim de dar um adeus desse jeito, para ela isso seria um até logo, ou qualquer coisa desse gênero.

— Eu não quero lutar contra você. – ela disse quando ficaram ambos parando em frente à passarela do jardim. Em um completo silêncio. – Realmente, não quero.

— Você não é mais forte do que eu Esdeath, eu e você sabemos disso agora. – ele resolveu jogar limpo. – Algo dentro de mim, quer te matar, mas outro algo quer te poupar, pois em algum lugar do meu coração, alguma coisa diz para eu não ser como você.

Ela não sabia se deveria se sentir grata ou não, Aika ainda estava bagunçando seus cabelos. – Então... – ela começou lentamente. – Fique comigo, com sua filha, não peço para você abandonar quem você é só peço pra ficar ao meu lado. – ela virou seu rosto para si, olhando-o de baixo. – Somente isso.

Ele retirou suas mãos do seu rosto lentamente, quase que como com um zeloso senhor. – Não podemos fazer isso, ambos sabemos disso. – ele pegou Aika do topo de sua cabeça azulada e colocou em seu peito, um último abraço em muito tempo, talvez, talvez o último tempo de vida se ele não tivesse sorte. – Isso não é um adeus. – ele disse para a criança, que parecia estar entendendo cada palavra proferida. – Mas sinto que nunca mais vou poder abraçar você dessa maneira. – ele acariciou seus pequenos cabelos, fazendo-a rir, e conseqüentemente, o fazendoele esboçar um sorriso mínimo. – Esdeath... – a chamou.

Esta estava apenas refletindo coisas em sua cabeça, maravilhada com a cena de pai e filha, ela não tinha o direito de atrapalhar as coisas mais do que já atrapalhava naturalmente. – Sim?

— Eu quero te avisar de uma única coisa ao menos, eu descobri com os Shikis. – disse o moreno, colocando a criança na cabeça dela novamente, que já começou a brincar com os fios dela novamente. – Os coelhos brancos estão chegando, e as raposas virão para o abate.

— Eu não entendo.

— Não precisa, apenas cuide de Aika.

Ele começou a andar para a passarela, pisando nas flores malditas, com apenas um salto ele já estava lá em cima, Esdeath já estava na grama, olhando para ele, o sol batendo no seu rosto, ela conseguiu ver uma pequena expressão triste, talvez por Aika, mas algo nela queria acreditar que ele estava triste, pois não conseguiria mais ficar perto dela, mas ela também sabia que isso nunca aconteceria, era loucura, de fato.

— Eu conto com você. – disse Naruto olhando por cima, bem nos olhos dela, apenas pesou seu corpo para trás, a última visão que ela teve do moreno foi desaparecendo em cima dos muros.

Ela só conseguiu suspirar derrotada e devastada internamente. – Eu queria poder fazer você ficar comigo. – ela recitava para si mesma, adentrando novamente pelos corredores. – Mas isso é apenas egoísmo obsessivo, eu não mereço você, assim como você não me merece.

Ela pegou Aika e colocou apoiada em seus seios. – E agora Aika? – ela deu um sorriso de canto para a criança que estava apenas brincando com as mechas. – Acho que você tem uma tendência anti bolas. Isso não é um problema, mas a menina vai ter que ter minha aprovação pra ficar com você.

Ela apenas grunhiu como uma criança faria como se estivesse respondendo-a.

— Budo deve estar voltando... – recitava pra si mesma. – Eu penso que é hora de acordar meu brinquedo, ninguém nunca disse que eu não poderia testá-lo antes de invadirem a cidade.

Reuniões.

Guerras se tratavam disso antes de morte, discussão antes de mortes.

Muitos iriam se juntar logo.

Ela era só uma parte de um plano maior, Naruto também fazia parte disso.

Peste, fome, guerra, morte.

Esses quatro guiarão o futuro a partir de hoje.

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O sol já estava baixando, assim como a temperatura, estava começando a esfriar.

— Não deve faltar muito. – disse Naruto enquanto corria entre ás árvores. Estava perto do acampamento, ele achou estranho o acampamento ainda não ter sido deslocado para outro lugar, mas isso era bom, poupava certo tempo pra ele. Ele enquanto corria olhava para baixo, se lembrando do pirulito que Chelsea havia lhe dado uma vez. Se lembrando dos garotos que ele logo conheceu.

— Você não vai aparecer com uma espada não é Jason? – ele perguntou para si mesmo em voz alta. Farejou o ar, um cheiro bem diferente, um cheiro característico, as emoções eram mistas, raiva, surpresa, ódio, alegria, talvez?

Ele resolveu se escorar no tronco da árvore, em cima de um galho grosso, esperando a presença atrás dele se aproximar o suficiente, não ficou surpreso quando uma morena de olhos tão vermelhos quanto os dele surgiu ali. Ela nem ao menos usava sua espada, por que não estava em guarda?

— Não é esperto de sua parte não trajar sua espada enquanto eu estou por perto. – resolveu dizer para a morena, que parecia inexpressiva, apesar dos olhos sempre a denunciar, todas as emoções ficavam ali, naqueles orbes que foram a ultima visão de muitas pessoas, ela continuou em silêncio, não reagindo quando ele se colocou de pé com um salto. – Suponho que o silêncio é a única resposta que terei de você, pois bem.

Ele se posicionou para saltar ao outro galho, mas ela finalmente abriu a boca.

— O que aconteceu com você?

— Aconteceu Esdeath. – parecia ser o bastante para fazê-la entender, pois ela ficou logo atrás dele enquanto corriam, já podia ver iluminações fortes. Lá estava sua mãe, em algum lugar.

Ele se jogou em outra árvore, mas para a sua surpresa, ele teve que baixar sua cabeça, quando ele viu um punho de leão quase passar rente em seu rosto, Leone, quase engasgou quando reconheceu o seu rosto depois de ter acertado quase um soco.

— Porra velho. – ela se pendurou no tronco e movimento o seu corpo, como um impulso, e estava correndo ao seu lado com dificuldade. – É você mesmo?

— O próprio. – disse sem importância. – Diga para os outros não me atacarem, seria ótimo evitar isso. – ele comentou olhando diretamente para Akame que apenas acenou em concordância, Leone se mantinha em silêncio agora.

Não demorou muito, e ele viu um brilho vermelho em seu peito, Mein, ele ainda estava longe, apenas uma atiradora de elite poderia mirar nele assim. Como esperado, ele já havia sido visto, se ele estivesse usando sete caldas, teriam percebido-o?

— Onde estão os outros? – ele notou que deve ter pegado em um ponto cruel agora, tendo em vista as expressões levemente baixas das duas ali, com certeza Esdeath havia dado cabo, somente ela para dar conta daqueles dois, eles eram fortes. – Entendo... – continuou correndo, saltou o último galho de uma árvore em frente a barricada, pelo menos ele sentiu a presença de uma segunda leva de soldados prontos para assumir a primeira, os erros compensam, mas levaram um ano pra isso.

— Kushina queria te ver Naruto. – comentou Leone baixa ao seu lado, não tendo certeza de como começar isso, não tinha experiência, sua mãe nunca lhe foi apresentada. – Eu perdi a conta de quantas vezes ela planejou missões de resgate pra você, ou de quantas noites ficou em frente ao mapa planejando uma rota de fuga pra você...

— Eu imagino que sim. – ele quase sorriu se a ironia não fosse avassaladora em seu peito, Chelsea riria disso com certeza. – Pode me mostrar onde estão os Generais?

— Alguma novidade, então. – ela assumiu cética. – Algo importante?

— Um aviso. – disse Naruto. – Não me entendam mal... Eu só quero deixar meus companheiros reais cientes do perigo das demais nações, e também... De uma organização.

Os ouvidos de Akame rapidamente se ergueram com isso. – Abram. – não precisou dizer novamente, e os portões de madeira rapidamente subiram em sua frente, e com sua passagem desceram, os soldados ficou o tempo todo encarando Naruto, parecia que ainda se lembravam dele e estava surpreso com a mudança em suas características físicas.

— De qualquer forma. – comentou Naruto no meio do caminho, a notícia de sua volta já estava no ar. – As nações vizinhas pretendem tomar proveito disso. Dominando todo o império e nossas terras...

— Não é apenas isso, isso seria descoberto mais cedo ou mais tarde, você não voltaria até aqui apenas para contar algo que poderia ser pensado futuramente. – apontou sabiamente Akame, que estava o tempo todo atrás dele, Mein havia se juntando a eles agora, não falando nada, apenas ficando tão surpresa quanto os demais pelas mudanças no loiro, agora moreno, principalmente na cor de seus olhos, antes tão azuis, agora tão vermelhos. – Se você diz ser nosso companheiro, conte tudo o que descobriu.

— Eu contarei. – ele parou de andar, estava ali, a mesma tenda escura, iluminada por dentro, ele já podia ouvir a voz dela, a voz séria ele quase riu ao imaginar como a voz dela ficaria mais fraca ao saber que ele estava em sua frente novamente, ninguém ousou retirar seus pensamentos.

Ele com os passos lentos caminhou até a abertura da tenda, ele já podia sentir sua presença dali, uma presença tão forte. Sua mãe.

Ele deu passagem para seu rosto pela abertura, logo ele estava dentro da tenda, procurando ela.

Kushina quando viu ele do outro lado da tenda, segurando um mapa e algumas canetas escuras, deixou tudo simplesmente cair. Como poderia segurar alguma coisa agora?

Ela não precisava olhar duas vezes para ele para saber que aquele homem, era seu filho...

Seu filho.

Tão diferente.

Ela deu passos em sua direção, a mesa estava na sua frente, ela quebrou com um chute ao meio, dando passagem em meio aos restos dela.

Quando ela finalmente se aproximou dele e ficou frente a frente com seu rosto, ele não soube o que dizer.

Ela estava esperando tanto tempo pra isso...

Ele se encontrava na mesma situação, ele não sabia o que dizer depois de tanto tempo, logo que havia finalmente encontrado ela. Era triste sua situação, o primeiro reencontro era mais emocionante do que isso, mas muitas emoções morrem.

— Mãe. – ele tentou chamá-la para perto, estendendo o braço, como um pedido para ela se aproximar, coisa que ela fez em seguida, tomando sua mão presa a sua própria, laçando seus dedos, passando o outro braço por sua cintura, Naruto colocou seu braço livre sobre seu ombro, ele não sabia como deveria reagir a isso agora. Ele não sabia como deveria abraçar alguém agora, era como se tivesse desaprendido. – Eu...

Ela soltou sua mão e calou-o com um dos dedos em seus lábios, Kushina era emotiva quando se tratava dele, ela já estava com lágrimas há muito tempo. Ele parecia ter desaprendido como chorar, ou só chorava por sua filha ou por Chelsea.

— Não precisa sofrer por falar palavras vazias. – ela disse levemente em seu ouvido, soando como uma mãe soaria quando consola seu filho que estava triste, mas seu filho estava quebrado. –Eu nunca deixei de acreditar que eu o teria comigo de novo, meu filho. – ela enterrou seu rosto em seu pescoço, fungando, os Night Raid estavam ao redor, em um completo silêncio, Lubba estava apoiado em Najenda, esta estava com o braço metálico em sua cintura, as coisas poderiam ter melhorado talvez?

Kushina olhou para seu rosto melhor, colocando as mãos nele. – Você está tão diferente, mas ainda sim, você ainda continua você, aos meus olhos.

Ele riu sem humor com isso, segurando sua mão também. – Eu não sei o que devo dizer em momentos assim.

— Seja simplesmente você. – ela disse com razão, não precisava soar falso.

Ele passou os braços sobre seu corpo, dando um abraço apertado. – Eu senti sua falta, mãe.

Ela devolveu o abraço. – Eu também senti sua falta, filho. – ela o olhou novamente nos olhos. – Como você conseguiu voltar? Não que eu me importe... Mas... Você sabe que eu sou curiosa, não?

— Chelsea também era curiosa. – doeu-lhe no fundo de sua alma lembrar-se disso, como de praxe ele sentiu Lubba encostar-se a seu ombro com sua mão, como se demonstrasse que estava ali para ajudá-lo, Lubba era uma boa pessoa no final das contas. – Mas eu não vim aqui para me vitimizar.

— É claro que não. – ela disse soando mais alegre, abandonando sua voz fraca, não podia fazer isso por muito tempo, ele estava de volta, era tudo o que precisava saber, ela voltou os olhos para os Night Raid, Akame estava séria, séria demais. – Você veio com algo importante pra me contar, não é?

— Muitas coisas importantes. – ele retirou um pequeno pergaminho branco de dentro de seu capuz e estendeu para ela. – Os planos da invasão Oriental e Ocidental, assim como a subdesenvolvida nação ao extremo norte daqui.

Ela abriu o pergaminho desfazendo o nó vermelho, os olhos correram rápido demais para uma pessoa normal, ela jogou para Najenda que varreu os olhos como os Night Raid, ou o que restou deles. – Um ataque furtivo depois da guerra, conquistando todo mundo e se colocando no topo das nações, malditos invejosos. – ela mordeu os lábios, Naje fez o mesmo.

— Não é o real problema. – disse Naruto despertando toda a curiosidade sobre si. – Eu me aliei temporariamente a um pequeno grupo, que pretendo voltar a ele, em busca de coisas novas, como informações, que é o que mais importante. – ele suspirou, olhou para sua mãe que parecia ter ficado nervosa. – Eu conheci Ishiki.

O efeito foi imediato, sua carranca se transformou como magia, os lábios já estavam abertos com seus dentes pressionados, os olhos claramente desejosos de encontrar o maldito. – Onde ele está?

— Se eu contar, você irá estragar o que eu tenho em mente e comprometer meu segundo passo. – Naruto comentou se colocando em sua frente abraçando-a novamente. – Há uma organização com Ishiki, os chamados Shikis.

— Eles comem gente, carne humana, apenas isso. – disse Kushina. – Seu pai morreu por eles, eu nunca vou esquecer isso. – ela se lamentou. – É deles que você fala?

— Não. – ele respondeu para a surpresa dos demais. – Eles não são os reais problemas. – disse Naruto. – Existe uma outra organização, que trabalha em conjunto com os Shikis, mas eles estão apenas sendo usados pela segunda organização...

— Então eles são perigosos. – disse Kushina com razão, pegando um pergaminho vazio e se pondo a escrever, jogou para Leone. – Entregue isso para o nosso domador de feras, mande ele e seu grupo conseguir classes Ultra, pra ontem.

A loira desapareceu em seguida. Deixando apenas o restante ouvindo tudo o que tinha que ouvir ainda.

— Eu não sei de muitas coisas. – continuou ele. – Mas pelo o que eu sei, eles são fortes. – ele se relembrou do que ouviu daquelas garotas. – Tão forte quanto Budo, mas não quanto eu e Esdeath.

— Como assim, como você e Esdeath? – perguntou Mein curiosamente.

— Nós lutamos. – novamente uma mistura de surpresa com uma leve descrença. – Olhem. – ele apontou para a garra. – Eu perdi meu braço socando o rosto de Esdeath com toda minha força, no final, foi um empate.

— Como você conseguiu fazer isso com ela? – perguntou a ruiva totalmente interessada, ela nunca duvidaria de seu filho, ainda mais quando o assunto era Esdeath...

— Eu fiz o contrato com Kurama.

Kushina não entendeu o que ele quis dizer, mas quando ele retirou o capuz e levantou sua blusa, ela entendeu, todos viram surpresa uma mancha escura como a noite cobrir todo o abdômen dele e suas costas. Uma mancha negra que continuava se alastrando por todo o corpo.

— Eu quero explicações. – exigiu ela.

— Você terá. – ele respondeu simplesmente, ignorando a leve explosão dela, se bem que isso era natural, ela era sua mãe. – Por enquanto, eu vou ficar aqui. Mas é apenas temporário. Eu tenho que voltar para os Shikis.

— Tente descobrir mais sobre essa organização. – comentou Akame. – Eles têm um nome? Podemos descobrir mais facilmente com nossa rede de informações.

— O nome de um deles é Coelho Azul. – disse Naruto. – Eu os chamo de Coelhos, e sei que toda a ação dos Shikis é influencia mento direto deles. – finalizou suspirando, no final, eram mais problemas para resolver.

— O que você quer fazer agora? – perguntou Kushina, depois que todos ficaram alguns segundos em silêncio.

— Eu preciso que vocês se preparem para o pior, temos cinco anos para vencermos a guerra. – ele olhou para o rosto estranho deles.

— Por que cinco anos? – perguntou Najenda soando interessada.

— Por que vocês só irão ter a esperança de vencer Esdeath se eu estiver vivo, caso contrário, todos aqui vão morrer.

Novamente, um silêncio profundo, as palavras soaram mais pesadas do que normalmente seriam.

— Entendo. – disse Kushina colocando suas mãos em sua cabeça. – Então eu preciso resolver algumas coisas em breve. Apressar os planos, Sekirin está a um passo de ser nossa.

— Então faça isso nesse ano ainda, eu vou à missão junto. – ele disse certo. – Precisamos conversas com todos os figurões do exército revolucionário. – voltou-se para Najenda. – Eu preciso que você me coloque junto com Night Raid.

— O que devemos fazer? – perguntou Kushina para o moreno.

— Precisamos de uma reunião, eu contarei o que devemos fazer, caso não consigamos fazer isso, diga para todos se despedirem da vida.

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Na floresta onde Naruto estava um dia, Kira andava calmamente, os cabelos negros balançando com a brisa. Seu companheiro estava demorando essa noite.

Mas ele logo conseguiu ouvir o barulho dele.

Não demorou muito e o Coelho azul apareceu ao seu lado, usando uma pequena máscara, os cabelos azuis bem á mostra.

— Você demorou. – comentou Kira com razão. – Algum problema?

— Apenas o de sempre. – o outro disse com a voz abafada pela máscara. – Só alguns imprevistos.

— Por exemplo?

Ele voltou seus olhos tampados para Kira, que sentiu que por baixo da máscara havia se formado um sorriso perigoso. – Ele descobriu sobre nós.

Não precisava dizer quem para ele saber.

— O que vai fazer com relação ao nosso delator? – perguntou o mais velho.

O coelho ficou em silêncio. – Não posso envolver Etho nisso. – disse com razão. – Seria um desastre colossal. Eu preciso matar ele o mais rápido possível.

— Os Shikis te ajudarão a matar o menino, mas não sei quanto a Ishiki.

— Se ele se recusar, mate-o, não precisamos de um castrado no nosso plano, não é mesmo? – sua voz abafada se tornou um sonido estranho, era como se ele estivesse discutindo consigo mesmo. – Se Etho descobrir, ele irá cortar minha cabeça fora e comer. A propósito, como estão seus corpos?

Kira sorriu de canto. – Por enquanto, só consigo usar três tentáculos.

— Hm... – ele meditou. – De qualquer maneira, quando ele voltar, me chame, iremos matá-lo.

— Totalmente de acordo.

Ambos se afastaram, mas algo ocorreu na mente de ambos em meio a floresta novamente.

Ambos se olharam de longe.

Algo havia passado pela cabeça deles.

Coelho sabia o que Kira havia pensado, ele devia satisfação.

— Eu sei que você quer saber Kira. – disse Coelho. – Mas confie em mim, está tudo sobre controle. As armas estão sendo feitas em um completo sigilo. Aquele pivete nem deve imaginar isso, só devemos matá-lo.

Falado isso, ele simplesmente evaporou como pó na frente de seus olhos, deixando-o sozinho de novo. Só conseguiu suspirar resignado com isso.

— Se não conseguimos fazer o que devemos fazer, nós seremos os primeiros a morrer nessa guerra escondida. – argumentou com razão. – Eu devo matar o menino.

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Entrando dentro do túnel na cidade Oriental, ele apenas teve que andar pelo esgoto até chegar onde deveria chegar, para variar, já foi recebido pelos seus doze companheiros.

E no meio deles. Estava seu líder. Imponente, indômito, sentado em uma cadeira de ferro, com as mãos em frente ao rosto. Com os olhos olhando para ele como se pudessem ver sua alma, Etho.

Coelho se colocou de joelhos no chão frio no instante seguinte.

— Iniciem o primeiro passo. – disse ele, sua voz soando tão forte, mesmo soando tão baixa, os doze mascarados sumiram na sombra, a luz da luminária quebrou e ele se fundiu com o escuro.

E depois de uma simples frase, cinco anos se passaram de uma maneira que ninguém nem ao menos notou.

Notas finais
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