Obsessão
36 Mate a Guerra PT 8
Os homens são gananciosos.
E quando percebem isso.
Fogem dela, em seu próprio egoísmo.
(...)
Eu não podia estar mais feliz quando vi que aquela menina havia morrido, já era hora dela ir embora de qualquer forma, seu propósito de servir como agente do caos havia desaparecido, bem como sua patética vida.
Se suicidar depois de jogar todos os escrúpulos fora, simplesmente porque no início você não pensou que a pessoa que você mais ama poderia ter ficado desapontado com você nos céus, de um céu que nem ao menos existe, ao meu ver.
Nesse exato momento tudo o que eu podia perceber era que Esdeath ainda estava descobrindo seus novos truques. Aquela porcaria de disparo havia levado uma de minhas caldas. Minha benção era que minha regeneração era muito mais alta nesse manto. A inconveniência era que eu tinha que focar minha mente em dois pontos, exterior e interior. Ela manteve Naruto transitando na sua mente até agora.
Seu enorme corpo não era nada além de uma projeção mental, com uma existência física do tamanho do corpo de Naruto.
Aquilo era seu trunfo definitivo. Esdeath com certeza havia engolido que havia realmente uma raposa imensa daquele tamanho em pé de igualdade com uma arma tão injusta quanto essa.
Só nos sonhos dos mais fanáticos, ela não podia competir com a genialidade da Guerra, pelo menos era isso que Kurama pensava.
Mas Esdeath também era somente permitido em sonhos, ou pesadelos.
Esdeath era antes de tudo a personificação do próprio mal. Todo ser vivo e são sabia disso, Esdeath era tida como uma Deusa da Destruição para muitos cultos no Império.
Kurama só podia rir ao lembrar que quando Naruto estava fingindo ser parte deles, ela o convidou um dia para ver as oferendas que os devotos faziam para ela.
Era algo digno de dar pena. De qualquer forma... ela iria mudar isso.
— Você tem um brinquedo bem interessante aí. – Podia parecer uma frase normal que qualquer pessoa poderia falar, mas como a mente de todos ali estavam mudadas, sua voz parecia um estrondo. A Guerra já havia tomado algum tempo, e ela não pretendia tomar mais disso.
Ela sabia que as nações internas não tinham a menor chance contra ela, ela sabia disso. Mas ela já tinha tudo planejado.
Ela já sabia o que ela tinha que fazer. Ela tinha algumas boas opções.
A primeira delas, ela perderia para Esdeath, Esdeath usaria todo o seu poder remanescente e mataria todos ao redor do que sobrou do império, aliados ou inimigos, independente de quantos morreriam nesse processo louco de classificação de morte.
Segunda. Ela perderia novamente, mas dessa vez ela teria ao menos inutilizado aquela imensa arma para sempre. Não deixando que algo pudesse ser feito sobre loucuras da mulher.
Terceira, ela venceria de alguma forma. Sem deixar ninguém perceber que aquele imenso corpo era apenas uma projeção com uma existência física minúscula que era compartilhada por todo o imenso corpo com uma impressão de toque. Parecia bem mais difícil do que ela apenas perder para Esdeath.
Ela odiava admitir, mas aquela porcaria era imensamente de forte. Se ela ao menos tivesse seu corpo real mesmo que sem força nenhuma, seria o suficiente para manda aquilo para o próprio inferno.
— Que bom que você gostou. – Esdeath disse para sí, dentro da Teigu, mas ela tinha certeza que a única que podia ouvir era Kurama, os sentidos dela eram excepcionais. – Mas eu ainda estou a descobrindo, tenho certeza que se você me der alguns minutos para testar nos invasores, poderemos ter uma luta melhor.
Esdeath também era uma mentirosa.
Ela sabia o estado do seu amado.
Ele perdia mais do pouco tempo que ele tinha cada vez mais que ela continuava a lutar contra Kurama, se naquela pequena forma a expectativa de vida dele era tão drenada, ela não podia nem imaginar o que estava acontecendo com Naruto agora.
Ela já havia tentado parar de lutar, mas Kurama a atacou, algo dentro dela sabia que ela não podia ser hipócrita de lançar tudo o que ela construiu sobre ela mesma para o ar.
— Eu queria poder ser eu mesma ao menos agora. – Ela esticou seus dedos, a pequena massa, quase uma argila, engoliu sua mão inteira, dessa vez Esdeath sentiu seus dedos serem espetados por pequenas agulhas, provavelmente algo novo da arma.
Kurama viu que o corpo da Teigu começou a reagir totalmente diferente do esperado.
Ela se projetou para atacar, mas ela não poderia disparar nenhuma esfera de energia, o tamanho desproporcional não caberia no pequeno dano que causaria a armadura mais do que blindada da armadura, isso reforçaria a moral de Esdeath, ela teria que vencer isso com as garras.
Seu corpo ainda era o corpo de Naruto. Ela já sabia que ele estava morrendo, mas foi ele próprio que pediu por isso, ela não tinha mais o direito de ir contra isso. Teve que engolir seus sentimentos e seus orgulhosos pesares, sua culpa agora era mais do que cabível alguém existente.
Ela saltou pelos ares, um pequeno salto para ela, mas para a proporção de seu corpo, era como se ela estivesse flutuando, toda a Night Raid junto com os demais dali tiveram que correr daquele lugar, e se concentrar nos soldados das nações inimigas.
Tendo em vista que agora o Império repentinamente uniu forças com a revolução, devido ao pedido de Kushina e Esdeath, os dois lados anos de inimizade finalmente entenderam que dessa vez para um bem ainda maior do que a justiça, eles teriam que unir forças para ir contra as nações menos desenvolvidas que por algum motivo, haviam se juntando para lançar um golpe contra o Império.
Era algo estranho demais, com certeza havia alguém por trás disso tudo.
Kurama projetou suas garras e se segurou nos imensos ombros guardados da Teigu, ela planejava ao menos tentar arrancar uma parte do que parecia ser o pescoço da Teigu, mas antes disso, ela viu um pequeno compartimento no meio da imensa esfera no peito da Teigu começar a brilhar em uma cor diferente da cor roxa que era a esfera, ela sentiu o perigo iminente ali.
Um pequeno raio, minúsculo, saiu de dentro daquela pequena abertura na esfera, foi o suficiente para causar um enorme rombo no seu próprio corpo materializado.
Se ela realmente tivesse este tamanho, não teria a menor chance.
— E agora raposa? Como será? – Esdeath praticamente implorava pela recuperação rápida da raposa, ela não tardou a vir, mal sabendo que era apenas uma ilusão. – Como eu pensei, você demorou um pouco mais do que os meus outros projéteis e lasers vermelhos, mas esse é mais forte, você demorou pelo menos 5 segundos a mais para se recuperar completamente, e quando esse tempo sai, você se cura completamente, não é?
— Bela explicação. – grunhou Kurama. Dessa vez, optou por tentar retirar o braço esquerdo da Teigu. Suas mandíbulas não fizeram mais nada do que marcações no corpo metálico daquela arma gigante. – Resistente demais. – Ela saltou para trás, destruindo todas as construções sortudas antes, mas tenderam a tombar também. – Você tem algo bem perigoso para usar.
— Culpe o antigo imperador por criar algo tão injusto quanto isso. – Disse Esdeath, retirando uma das mãos e colocando dessa vez segurando o que parecia ser um pequeno receptáculo. Uma ponta com um pequeno botão que era apenas para ser pressionado, ao invés de apertado. – Vamos ver. – Ela sorriu quando viu pelo visor da arma que a arma começou a correr em direção a Kurama, ela nem ao menos se moveu, os braços da enorme Teigu balançaram sobre as caldas.
Kurama aproveitou essa descoberta quase inútil e usou suas caldas para prender os braços da Teigu, como caldas era o que ela tinha de sobra, ela iria descobrir até onde ela poderia usar a sua pequena existência física. Sua força certamente seria bem reduzida, mas ainda assim era o suficiente. Ela enlaçou suas caldas restantes no dorço da teigu. Esdeath disparou aquele pequeno raio roxo novamente, mas como ela tinha a vantagem ótica, ela se curou novamente, e ergueu o corpo da Teigu aos céus, todos os presentes e corajosos o suficiente para desviar o olhar e observar aquela cena estoicamente perceberam o quão grandioso era aquela pequena luta que estava no interior dos muros do império.
Kurama forçou suas quatro caldas que estavam segurando os dois braços para baixo, enquanto as outras cinco seguravam o corpo da Teigu para cima, ela estava tentando com tudo o que tinha de separar o braço da Teigu, ela sabia que fácil isso não seria.
Kurama estava usando toda a força que ela tinha naquela forma para mudar isso.
Esdeath estava apenas olhando as nuvens enquanto isso.
‘’. Eu até estou parada, simplesmente não reagindo para te dar a chance de você fazer algo comigo, e ainda sim, você não consegue tirar esse braço fora? Essa arma é tão forte? – Um lapso veio à mente dela. – ‘’ Ou você que está muito fraca? ‘’ – um sorriso veio à mente com a possibilidade. ‘’. Talvez a força dela seja a força que o corpo do seu carcereiro possua, e como Naruto está terrivelmente fraco...
Aquela era uma explicação bem sensitiva e quase correta, ela podia se orgulhar.
Mas a questão era mais complexa do que força de alguém interior. Era mais profusa do que isso.
Kurama sabia que as chances de ela vencer Esdeath eram muito poucas. Ela sempre soube que mesmo que Naruto passasse o resto da vida mentindo para ele mesmo que ele queria matar Esdeath, ela como sua parceira, entendia que isso não era possível, tanto pelo lado lógico quanto pelo lado sentimental. Isso era plausível.
Ela queria muito poder vencer Esdeath.
Mas isso era impossível.
Definitivamente impossível.
Se naquela era ainda existisse um Deus que olhava baixo para suas crianças pecadoras, era apenas para confirmar a si mesmo que o melhor a se fazer era abandonar toda a humanidade.
Esdeath era como um mandato de Deus na terra.
Algo como uma existência irreal. Algo injusto que o próprio criador colocou na terra, apenas para deixar a humanidade se afundar ainda mais na própria desgraça. Isso era o que ela pensava sobre Esdeath, aquela mulher era algo como um mandamento nunca falado, um pecado sempre infamado.
Se Esdeath fosse classificada como uma mensagem bíblica, ela com certeza seria a passagem de Masomé entre as Esterilas na Ablablon( Dúvido muito que algum de vocês tenha conhecimento disso sem pesquisar na primeira vez, se você souber disso também, meus sinceros e mais honestos parabéns, você é realmente um maníaco por conhecimento não ético, bem-vindo.) Esdeath era a prova de que aquilo existia mesmo.
As estrelinas eram entidades antigas, eram tidas como seres do mesmo tamanho de seres humanos normais, mas o destino que elas carregavam na ponta dos dedos era diferente.
As Estrelinas podiam mudar o curso do próprio mundo e de todos os outros serem ao redor dela se assim quisessem. Quando Deus pediu para elas reescreverem a história para impedir que Lúcifer começasse novamente a Guerra Santa, elas não conseguiram mudar a forte vontade dele se tornar Deus em Pessoa, mas conseguiram mudar o fato de que ele venceu. E assim o exilaram para a enorme fenda que Deus criou na terra, conhecia como o inferno.
Esdeath era uma estrelina, alguém capaz de mudar o mundo apenas por capricho.
Parando para pensar, Esdeath era realmente um ser humano diferente. Quem criou o contexto de massacre foi ela, quem personificou o significado de amor obsessivo foi ela, com incorporou a própria morte foi ela, quem incorporou o verdadeiro motivo da fome também foi ela, quem vestiu o manto da injustiça social também foi ela, quem bebeu as desgraças dos vivos foi ela, apenas para devolver ainda pior, também foi ela. Quem trocou de pele como uma cobra apenas para ter seus objetivos atendidos, foi ela. Quem fez o próprio mundo parecer um inferno real, foi ela.
Tudo o que acontecia de ruim no mundo, ela estava envolvida, Kurama sabia disso, todos sabiam disso.
Então por que?
Por que Naruto ainda a amava? Por que ele nunca conseguiu fazer ele mesmo acreditar que ele realmente queria matar Esdeath depois de tudo o que ela fez para ele e para milhões de pessoas? Por que ela nunca conseguiu fazer Naruto desviar os pensamentos daquela mulher? Ela não conseguia entender, talvez nunca conseguisse fazer isso.
O que Chelsea acharia disso? Não sabia dizer, mas com certeza ela teria uma resposta.
Chelsea foi a segunda mulher que Naruto teve sentimentos honestos, nada comparado ao demônio que ela estava lutando contra, mas foi algo real.
E ela era o que? Um nada...
Ela com certeza sabia que o conceito do loiro para com ela não era nada além de uma amizade boa, de uma confiança mutua, de um refúgio mental, de conforto.
Mas não passava disso.
Por que ela não podia ser vista como mulher?
Foi aí que um lapso de realidade atingiu seu corpo.
Ela era uma raposa, sua forma humana também era uma projeção.... De uma mulher que ela mesma inventou.
Mas ela só precisava criar um corpo real para ela. Um corpo que Naruto fosse se apaixonar, um corpo que Naruto fosse aceitar como parceira, ela só precisava fazer isso.
Ela nunca iria se equiparar a Esdeath.
Esdeath nunca o fez bem.
Mas Kurama sabia uma pessoa que Naruto amava ainda, que ainda mantinha quente no seu coração frio e preenchia sua mente vazia.
A mãe de Aika, a legítima mulher de Naruto.
Ela era a imagem de mulher amável que Naruto mantinha no seu interior, ela sabia...
— Me perdoe Chelsea... – essas foram as últimas palavras de Kurama, como uma raposa.
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