Obsessão
33 Mate a Guerra PT 5
Notas iniciais
Existem vezes na vida, e pessoas, que estão com você.
Pensando nelas.
(...)
— Não me olhe com essa expressão, Aika-chan! – disse Shiki um pouco alto demais, como não gritar? A voz daquele garoto estava alto demais, era só uma diversão, só faltava cortar os nervos ópticos horizontais para o globo ocular sair da caixa ocular e pronto, um cego em fundo! Ele sempre quis fazer isso. – Ele foi cruel com você, ele te salvou antes de mim...
Aika olhava para aquilo como se estivesse morta. Shiki sorriu alegremente, ele tinha tudo planejado... Tudo de acordo com o que era melhor para Naruto, ele iria se certificar de transformar sua filha em uma arma perfeita, tão perfeita quanto Esdeath jamais poderia ser.
Ele se cansou disso, ao invés de tentar fazer clicas com os olhos do rapaz, optou por matá-lo, sua mão se abriu como uma espécie de guarda chuva e comeu sua cabeça (Pensem como a abertura de Parasite, onde aquele homem come a cabeça da mulher, logo no começo.)
— Ei Aika... – ele chamou por ela, indo a sua direção, ela estava atrás do que sobrou de Susanoo, que agora só estava com sua cabeça ali. Ele havia dito que separaria todas as partes do corpo dele em vários cantos do mundo. – Quer sabe de algo interessante? – nada da parte dela, seus olhos nem vacilavam com a boca asquerosa dele estar tão perto dela. – Seu pai...
A reação foi imediata... A reação que Ishiki esperava era exatamente essa, a expressão de uma criança que descobriu que contos de fadas não existem que são apenas mentiras criadas por adultos... Não é errado acordar para vida, mas do jeito que ela acordou, poderia ser significativamente diferente.
— Ele é um verdadeiro monstro... – ele começou, puxando Aika para um abraço, tentando reconfortá-la... Ela não se movia, ficava apenas estática, o vestido manchado em sangue fazia parecer que na verdade quem acabou com todos ali foi ela. E de certa forma foi. – E você é igual a ele... Um monstro...
Shiki sorriu ao ver o corpo da pequena tremer, ela seria uma marionete fácil. Ele deu um abraço apertado nela, como se estivesse protegendo ela. – Mas... Eu não me importo...
Aika, se moveu para observá-lo, os olhos cheios de esperança para alguém ajudá-la, e Shiki estava ali. Mas ela não percebeu o horizonte dos olhos dele, ele não estava preocupado com ela... Não estava mesmo.
— Eu vou te contar um segredo... – Shiki moveu suas mãos até seu bolso, e de lá, ele retirou uma pequena esfera transparente, e entregou nas mãos dela. – Você agora é uma caçadora de demônios... – o sorriso de Shiki aumentou ainda mais. – Vamos caçar sua falsa mãe, o verdadeiro demônio na terra.
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Akame teve que pular para o alto e avante para poder desviar de uma intensa chuva de disparos de Mina, Budo deixou Mina em cima de suas costas, com certeza era um local seguro para ela carregar e sentir o perigo. Leone continuou com a estratégia de Lubba, seu corpo estava revestido com seus fios, ela continuava uma intensa luta de corpo a corpo. Enquanto Esdeath observava ao lado de Kushina, decidindo se deveriam ajudar... Mas Esdeath não tinha nada que ver com isso, ela não fazia parte da Night Raid. Ela tinha que ajudar Naruto, ele estava lutando contra Van, e suas emoções pareciam ficar ainda piores, Kyuubi deveria estar o controlando!
Kushina sabia o que se passava na cabeça dela. – Meu filho não perderá... – Esdeath a encarou firme, Kushina fez o mesmo. – Meu filho vai vencer aquele monstro...
— Naruto também é um monstro! – gritou Akame, enquanto tentava cortar o dorso de Leone de cima para baixo, mas Lubba movimentou seus dedos, formando uma linha grossa naquele local onde o fio da espada passaria, Leone inclinou seu corpo para a esquerda, sua mão livre pegou o capo de Murasame e girou ela no ar, o que Leone não estava preparado era que a rejeição da espada fosse instantânea, no mesmo segundo ela não conseguia mais empunhá-la, e a deixou cair no chão. Akame a pegou com entre seu joelhos, apoiando seu corpo nos braços e girando, seria um corte perfeito sem defesas para os fios.
Seria.
Se Kushina naquele momento não tivesse enrolado suas correntes no inicio do cabo de Murasame, impedindo o movimento, Leone aproveitou o momento e com toda a força que sua cintura ainda possuía, ela saltou para o lado, deixando a sola de suas botas se chocarem junto com o rosto de Akame, que voou para trás.
Najenda observava aquilo com pesar e com certo orgulho... Ela se tornou forte... Mas perdeu muitas coisas. Ela não sabia dizer se o poder individual valia tantas perdas emocionais.
— É uma pena Akame. – Najenda se colocou em posição, seu braço estava melhorando, mas seu corpo não poderia se recuperar tão facilmente. – Vamos ter que enterrar você.
Akame se apoiou na sua espada, olhando fixamente para Najenda, os olhos em ódio puro. – Enterrar? – ela se colocou de pé rindo. – Sua velha fudida... – ela se colocou em posição, estava claro que ela iria atrás de Najenda primeiro. – Eu vou te mandar pro mesmo lugar que o seu filho!
Aquilo foi um baque tremendo. Ela nunca teve que ouvir isso na vida inteira... Porque ela nunca havia contado em nenhum momento sobre isso, para ninguém... Exceto para ela... Quando elas lutaram pela primeira vez...
Lubba foi o que mais sentiu isso em seus ouvidos, Najenda não confiou nele o suficiente para contar isso, ele teve que rir disso, ele desfez os fios em volta do corpo de Leone e os colocou com uma rede a frente do corpo de Najenda, a mesma estava estupefata, mal conseguia se mover, apenas cambalear para trás. Budo olhou para aquilo com certa curiosidade, nunca imaginou poder a líder dos revolucionários tão afetados por palavras ele se tornou obrigado a concordar, algumas palavras são piores do que fadigas de luta. Mina já havia carregado um disparo forte o suficiente para afastar Akame de Najenda.
Akame mordeu os lábios, totalmente descontente, ela iria usar isso como motim para matá-la, teria dado tempo mais que o suficiente para matar Najenda e investir contra Mina em cima dos ombros de Budo, por mais que Budo fosse forte, ela poderia passar por sua guarda e cortar alguma parte do corpo de Mina. Seria o bastante.
Esdeath mal ouviu o que ela falou, ela estava olhando para outro lugar, o lugar onde Naruto havia mandado Van pelos ares. Ou o contrário, ela só sabia que os dois haviam se afastado.
— Eu vou deixar ela para vocês. – disse Esdeath para as duas mulheres que vieram junto com Ishiki, mas elas também tinham coisas a fazer. – Não morram tão facilmente, meus amigos... – ela criou outro pilar de gelo pela capital, pulando de pilar em pilar em velocidade máxima. – O inferno vai se abrir, e eu iremos estar pronta para congelá-lo e torná-lo meu esquife pessoal.
Esdeath podia ver sua cabeça para fora, todos ali podiam na verdade, os inimigos das outras nações provavelmente estavam aqui justamente por isso. Ela precisava massacrar todos ali... Todos ao redor do império, nem que ela tivesse que arrastar todo o seu império em desgraça, ela não deixaria esse maravilhoso império cair nas mãos de outro demônio que não fosse ela mesma.
Foi tudo o que ela pensou tudo o que ela projetou na sua mente era um final digno daquela guerra, ela transformaria tudo em ruínas. Até seus companheiros não seriam mais do que vagas lembranças em pó. Ela abriu a escotilha no meio da testa de ourânio da sua arma. Era ali que ela transformaria tudo em um inferno.
Do outro lado do império, os pensamentos não eram permitidos, a única coisa que era permitida era morte.
Ninguém saberia dizer o motivo de no meio de uma guerra, havia outra guerra entre dois homens, todos os soldados ao redor eram mortos. Não importando de qual nação fosse. Simplesmente morria.
— Eu odeio você... – Van disse simplesmente, enquanto se levanta novamente entre mais um dos escombros daquele país medíocre. Daquela civilização podre. – Você representa todo o mal desse império. – sua Kakuju já estava completa novamente, mas ele não tinha a confiança de avançar contra ele ainda. – Por isso que você e toda a sua linhagem devem perecer sobre minhas mãos... – sua voz se tornou tão animalesca que as palavras eram quase incompreensíveis. – Você matou minha filha... Seu demônio raposa de fogo...
Antes que ele pudesse continuar com qualquer coisa ali. Ele teve que formar uma parede de Kakuju em frente ao seu corpo, mas tudo foi em vão, aquilo era um chamariz, ele comprovou novamente, que ele tinha intelecto naquela forma. Ou era o intelecto de outra coisa. Era uma dúvida, se Kyuubi estivesse lutando no lugar dele agora... Ele não sofreria tanto assim a degeneração nas células, o que lhe renderia mais um tempo satisfatório. Era uma possibilidade, então sua tática de levar o corpo dele ao limite e vê-lo morrer em seguida precisava ser revista. Portando ele não tinha alternativa a não ser acreditar que era só uma teoria falsa e que era Naruto lutando, e que era Naruto também que havia perfurado sua armadura de Kakuju com uma mísera calda.
— Eu espero que aquela mulher ative logo a sua arma... – disse Van, enquanto era erguido e pegava fogo pelo contato das caldas com seu corpo, ele não sabia dizer se sentia dor ao ver uma espécie de lava se formando dentro do seu corpo, o calor era tanto que os tecidos de sua pele eram cozidos mesmo dentro da armadura. Era um fogo realmente incrível. – E espero que o primeiro alvo dela, sejamos nós dois. Se existe um inferno... Acredito que seja nosso lugar de direito ir para lá.
Van terminou de dizer apenas para ficar surpreso mais uma vez.
Aquela raposa, aquela forma de raposa em pura energia estava rindo, caçoando das palavras dele, seus ouvidos estava apenas ouvindo risadas, todos os outros sons naquele lugar, parecia ter sumido, ele se concentrou apenas naquela raposa. Todo o ódio dele, direcionado apenas para ela, ele queria poder ter salvado Shinohora da morte...
No fim das contas, os protagonistas que matam os filhos dos outros. Hm?
— Você... – a raposa começou enquanto o segurava. — É tão fraco...— ela o jogou para frente, soltando-o. – Sua filha...— ela começou a andar na direção dele, Van tremeu até nos olhos de tanta raiva pela menção de sua filha naquela boca. – Era uma porca... — Kyuubi gargalhou... – Você vai morrer... Sabendo que quem matou sua filha... – ela continuou rindo. – Não foi meu usuário... E sim eu mesma.
Van se levantou o mais rápido que podia, com sua lança de Kakuju formada e pronta para avançar contra a raposa, mas apenas duas caldas foram o suficiente para pará-lo. Kyuubi continuou a rir.
— Você é o que come... – disse a raposa, se aproximando do pescoço de Van. – Se eu devorá-lo, o que serei?— ela abriu sua boca o maior possível, e com seus caninos ela abriu um imenso buraco na garganta de Van. – Acho que serei apenas um pai sem linhagem...
Van foi ao chão, nem ao menos se preocupou em tentar parar o sangramento... Sua mente estava confusa... – Nós... Tínhamos... Um... Juramento...
Kyuubi já estava indo embora, agora só faltava Esdeath. Mas ela direcionou seus olhos para trás. – Raposas não juram... Raposas caçam e matam... Você foi apenas um entretenimento.
Van estava fechando seus olhos, se entregando, mas ele conseguiu ouvir as palavras da Kitsune.
— É uma pena eu não ter conseguido transformar sua filha em uma raposa... Ela escapou desse destino...
Kyuubi estava andando entre suas quatro patas e balançando suas caldas quase que alegremente, Naruto não podia saber disso, estava desacordado dentro do próprio corpo.
Ela quase riu com isso, mas tudo sumiu quando ela viu uma imensa sombra cobrir quase todo o reino, do topo dos céus, ela viu.
O que Esdeath tanto se orgulhava.
Sua arma, estava ali... Ela direcionou seus olhos para frente, o palácio estava totalmente destruído agora que a Teigu estava de pé.
Tudo o que ela pensou com isso.
É que ela tinha que terminar o serviço.
Ela controlaria o corpo de Naruto, até ela matar Esdeath... Porque no fundo ela sabia, que Naruto nunca conseguiria matar Esdeath, porque ele estava apaixonado de uma maneira doentia por ela... Da mesma forma que ela também está.
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