Obsessão
1 O início
Berlim, uma das maiores metrópoles da Europa. De dia uma cidade muito bonita que expõe muitas riquezas. De noite uma cidade badalada que brilha nas luzes das boates e bares. Foi essa belíssima cidade Alemã que Elizabeth, uma garota britânica escolheu para viver desde sua adolescência.
Elizabeth tem 22 anos e cursa Direito em uma faculdade renomada e caríssima. É uma bela mulher de cabelos negros e olhos azuis. Está sempre vestida de forma elegante. Sua beleza atrai olhares por onde passa, principalmente no condomínio de luxo onde mora, próximo ao centro de Berlim. Casas enormes, bonitas e confortáveis, jardins impecáveis e carros caríssimos em todas as garagens. Um sonho para qualquer pessoa, mas uma realidade para Elizabeth.
No condomínio onde mora, ninguém sabe muito sobre ela. Para todos ela é apenas uma estudante de direito, que sai de casa a tarde e só volta pela manhã. Não conversa com seus vizinhos e não dá muitas festas, mas com certeza desperta a curiosidade, em especial de um vizinho que mora em frente a ela. Ludwig, um homem de 25 anos, alto, loiro e de olhos azuis. Dono das empresas multinacionais de companhias aéreas Inter-Line. Este poderoso homem sempre esteve de olho na vizinha, por um único motivo. Ela sempre o rejeitou. Ludwig sempre teve todas as mulheres que desejava menos Elizabeth.
Sempre que estava em casa Ludwig olhava pela janela de seu quarto e ficava observando o movimento na casa em frente. Quando estava trabalhando, para não perder nada ele contratou ao longo do tempo diversos detetives apenas para observar a movimentação na casa e seguir Elizabeth, para descobrir algo mais além de seu nome e os horários em que estaria em casa, porém os detetives acabavam sendo descobertos sem ao menos conseguir saber onde trabalhava ou quem são seus amigos e familiares. Essa falta de informação sobre a moça aguçava a curiosidade de Ludwig. A Vontade dele de tê-la estava virando obsessão.
Em uma sexta-feira de tarde, Elizabeth fez o que sempre faz todos os dias. Depois de ter dormido a manhã inteira, ela acordou por volta da 13:00, se espreguiçou e levantou da cama. Andou até o banheiro, ainda um pouco sonolenta e olhou no espelho sorrindo para o seu reflexo. Bem humorada era assim que ela gostava de acordar. Elizabeth pegava sua escova de dente e passava a pasta nela. Deixava a escova sobre a pia e andava até a banheira. Ela abria a torneira da banheira e deixava a água a enchendo. Enquanto esperava a banheira encher ela voltou para a pia e começou a escovar seus dentes. O Sorriso de Elizabeth era lindo e ela sempre gostava de conservá-lo sempre branquinho. Após escovar bem seus dentes ela guardava a escova voltava para a banheira, onde fechava a torneira. Ela começava a tirar sua camisola rosa que parava seu comprimento acima dos joelhos e sua calcinha de algodão também na cor rosa. Nua ela pegava um potinho rosa próximo à banheira, abria-o e jogava cuidadosamente o sais de banho floral na banheira; quase que imediatamente a água da banheira começou a espumar. Elizabeth colocava o potinho aberto no chão próximo a banheira e entrava se acomodando de forma bem relaxada. A água estava quente e cheiro das flores a fazia relaxar mais. Ela fechava seus olhos enquanto aproveitava aquele banho e enquanto mantinha seus olhos fechados, ela pensava no que fazer naquele dia. Após algum tempo refletindo Elizabeth começou a sentir a água esfriar. Ela abriu seus olhos e sorriu, esticou sua mão para fora da banheira e próximo ao potinho aberto dos sais tinha uma espoja que ela pegava para começar a ensaboar seu corpo. Após se ensaboar, ela se enxaguava, levantava-se da banheira e saia ainda pingando e com algumas espumas em seu corpo. Em passos lentos andava até a toalha que estava pendurada próxima a porta e enrolava a toalha em seu corpo. Ela saiu do banheiro e foi andando em direção a grande janela em seu quarto. Quando chegava a frente da janela ela apenas olhava para cima, queria ver o dia como estava, pois ainda não havia escolhido a roupa para ir à faculdade. O dia estava claro e ensolarado e Elizabeth pode observas as crianças dos vizinhos que brincavam próximo a sua casa. Enquanto observava o dia Elizabeth não notou que estava sendo observada por seu vizinho Ludwig.
Ludwig a olhava com desejo e sorria com luxuria, mas Elizabeth não percebeu, nem se quer notou seu vizinho na janela a sua frente e olhando o céu ela fechava as cortinas.
Ela andava para um estante onde havia muitos cosméticos e pegava um frasco branco de hidratante e andava em direção à cama aonde se sentou e começou a passar creme em seu corpo. Enquanto passava o hidratante seu celular que estava sobre o criado mudo começou a tocar. Elizabeth limpou suas mãos na toalha e se esticou para pegar o celular. Assim que pegou o celular Elizabeth viu que quem a ligava era sua amiga Natasha, então imediatamente atendeu.
- Alô?
- Oie Lizzy. Tudo bem?
- Estou bem Naty e você?
- Estou ótima. Vai pra faculdade hoje?
- Vou sim Naty. Por quê?
- Meu carro quebrou, será que você pode me dar uma carona?
- Claro Naty. Agora já são... – Elizabeth olhou para o rádio relógio no criado mudo e viu que já eram 13:40, então completou sua fala. – 13:40 lá pra 14:10 eu passo ai, esteja pronta.
- Claro Elizabeth.
- Ta bom então beijo e até daqui a pouco.
Antes que pudesse ouvir o tchau de sua amiga no celular, Elizabeth desligou. Ela se levantou da cama e colocou seu celular em seu criado mudo, pegou o hidratante e o colocou próximo do celular. Toda animada Elizabeth andou em direção a seu guarda roupas e escolheu sua roupa da faculdade e uma segunda roupa. A roupa que escolhida para a faculdade era bem formal, pois hoje ela teria uma prova pratica de advogada de acusação em sua sala e por isso escolheu uma calça social e uma blusa branca social também. Sua segunda roupa era um vestido de gala vermelho, que usaria no seu trabalho hoje.
Elizabeth se vestiu e apressada pegou seu celular de cima do criado mudo e saiu do seu quarto, desceu as escadas de sua grande casa e foi até a cozinha, assim que entrou ela já avistou sua empregada Freya Diller, uma senhora alemã muito simpática. Elizabeth sorrindo disse a Diller:
- Diller, hoje estou meio atrasada não prepare nada agora, vou comer lá na faculdade. Deixei as coisas no meu quarto para você arrumar, a banheira está com água e será que você poderia fazer aquele jantar maravilhoso que você fez outro dia? Eu adorei aquele jantar, depois quero saber o que é.
- Claro senhorita Elizabeth, estará tudo pronto quando a senhorita voltar para casa.
Elizabeth pegava em cima da mesa seu material da faculdade e o guardava em uma pasta que estava sobre a mesa também e apressada apenas disse:
- Muito obrigada Diller. Tchau vou indo agora.
- Tchau senhorita Elizabeth.
Sorrindo e apressada ela deixava a cozinha. Elizabeth saiu de sua casa e assim que saia se deparava com seu vizinho da frente Ludwig.
- Esse cara agora não, aí que droga logo hoje que tenho que passar na casa da Natasha. – Dizia ela pra si mesma.
Ludwig se aproximava cada vez mais de Elizabeth quando ele sorrindo sedutoramente disse:
- Olá vizinha. Tudo bom?
- Não, tudo péssimo. O que você quer Ludwig?!?
- Vejo que não acordou de bom humor hoje Elizabeth.
- Não. Acordei de muito bom humor, é você que estraga meu humor. Fala logo o que você quer.
- Já que insiste. Eu vim te convidar para jantar comigo hoje à noite.
- Não Ludwig, vê se desiste, eu nunca vou sair com você, agora larga do meu pé e para de atrasa o meu dia e estragar meu humor.
- Um dia você será minha Elizabeth!
- Claro Ludwig, nós seus sonhos. Agora Adeus!
Elizabeth saia em direção a sua garagem deixando Ludwig parado a porta de sua casa.
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