Obsesso
11 10. Uma festa comum em Worcester
Notas iniciais
Naruto chegou a Worcester perto das onze horas da noite. A viagem de uma hora fora tranquila. O loiro sentia-se animado. Precisava se divertir; não aguentava mais ver papéis à sua frente.
Dirigiu para a casa de Kiba e Shino, visto que precisara vender a sua própria ao se mudar para Boston. A casa dos amigos era comum, mas aconchegante. Uma residência de um andar, com dois quartos, um banheiro, sala, cozinha e lavanderia. Apenas o necessário, afinal, o custo de vida não era baixo.
— Naruto! – cumprimentou um Kiba eufórico, saindo de casa em seguida.
O Uzumaki sorriu e correspondeu ao aceno do amigo com a mesma intensidade. Shino vinha atrás do namorado, porém caminhava com mais tranquilidade do que o outro.
A porta foi aberta e os cumprimentos, feitos. Não se demoraram em entrar na casa, pois tinham uma festa para ir.
— Anda logo, loiro! A gente precisa chegar lá em meia hora!
— Tô indo, Kiba, tô indo!
Kiba revirou os olhos e observou o amigo bagunçar os cabelos loiros pela milésima vez. Irritado, foi até ele e completou o serviço, esfregando com força sua mão contra o couro cabeludo do outro. Naruto resmungou, porém funcionou. Em alguns minutos o táxi chegou.
— Ir de táxi quer dizer que vamos beber pra caralho, né?
Shino riu do comentário, e concordou com a cabeça.
— Com você por perto, só bebendo pra aguentar – resmungou Kiba, começando outra briga com o amigo de infância.
Shino observou-os com um sorriso escondido pelo casaco com gola. Sentira saudades de Naruto também; ele sempre conseguia animar as festas. Kiba pagou o táxi – pois, segundo Naruto, o loiro era visita – e os três entraram na badalada boate que sempre frequentavam durante a faculdade.
— Cara! Esse lugar continua igualzinho!
— Só você que mudou Naruto – reclamou o Inuzuka. – Por que teve que se mudar pra Boston mesmo?
— Porque me ofereceram um trabalho com o diabo, lembra? – brincou o loiro, sentindo os olhos brilharem de animação.
Sim, Kiba lembrava. A festa que fizeram quando Naruto conseguira aquele emprego estava entre as melhores de todas – provavelmente porque ainda se lembrava de quase tudo o que fizera –, porém o fato não deixava de ser desagradável. A delegacia era muito mais interessante com o loiro por perto para atrapalhar.
— E como está sendo trabalhar lá? – perguntou Shino, enquanto tentavam se espremer por entre os corpos suados que dançavam ao redor deles.
— É legal, mas eu tô como o estagiário ainda. Então são só papéis, papéis e mais papéis.
Kiba não pôde evitar a gargalhada que lhe rasgou a garganta.
— Você virou o Konohamaru, então? Ele que anda feliz aqui. Sem você pra abusar do coitado, ele tá até conseguindo sair a campo uma vez ou outra.
Naruto resmungou alguma coisa até que, finalmente, conseguiram chegar ao bar. Com um sorriso, o Uzumaki fechou os olhos, sentindo o cheiro de bebida, suor, drogas e sexo. Sim, sentia falta de sair com os dois. As festas que faziam eram as mais épicas, mesmo que o Uzumaki não conseguisse recordar-se de todas elas.
— Ele que aproveite. Eu saí pra pegar um cara com o próprio Uchiha Sasuke.
— O QUÊ?! – gritou Kiba, indignado. – Você saiu a campo com ele?! E como o diabo é? Tão ruim como todo mundo fala?
Naruto recordou-se com perfeição do “aviso caloroso” que Sasuke passara aos presos, e sentiu seu corpo todo arrepiar. Quase imediatamente o sorriso dele para o ladrão que precisou ser levado ao hospital também apareceu. Mas a memória mais vívida ainda era a de seu primeiro dia, quando Sasuke prometera matar o assassino do irmão.
— Não, definitivamente não.
Kiba encarou-o um pouco decepcionado, mas Naruto sorriu antes de completar o que pensava.
— Ele é muito pior.
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Naruto não sabia as horas, não sabia onde estavam Kiba e Shino e muito menos quanto já bebera. Apenas tinha uma vaga consciência de que tudo ao seu redor parecia mais divertido e bonito do que normalmente.
Principalmente porque tinha a mão direita sobre o seio farto de uma garota ruiva realmente bonita. Beijavam-se com ardor, e as mãos de Naruto já haviam explorado todo o corpo delgado que prensava contra a parede – menos a parte mais especial dele. Contornando com destreza o mamilo que tinha entre os dedos, ouviu um gemido escapar por entre os lábios dela, e sugou o lábio inferior da mulher. Assim como ele, ela tinha gosto de álcool na boca.
Arrancou a camiseta dela e a jogou no chão, junto de tantas outras – não eram os únicos que procuravam por privacidade em um dos cantos escondidos daquela boate. Na verdade, aquele local fora feito especialmente para aquilo, mesmo que não possuísse qualquer móvel no qual pudessem deitar. Gemidos vinham de todos os lados, e o cheiro de sexo servia apenas para excitar ainda mais o loiro.
Agarrou a cintura fina e a levantou, mantendo-a erguida contra a parede. Voltou a atacar os lábios suaves e a garota envolveu-o pela cintura com as pernas. Naruto sorriu, divertido, e subiu a mão que antes estava no seio até os cabelos rubros, bagunçando-os. A garota parecia tão animada quanto ele, e Naruto tinha certeza de que seu pescoço estava marcado – mas não era como se a pele dela estivesse intacta. Descendo novamente os lábios para o colo dela, o Uzumaki escorregou a mão direita para dentro da saia, tentando mantê-la equilibrada com a outra mão.
Voltou a beijá-la. Estava realmente excitado, e fez questão de deixá-la perceber isso ao esfregar-se a ela. Sentiu sua camiseta ser removida e não se importou com a peça – porém nunca mais a encontraria. A mão que brincava com uma das coxas grossas foi delicadamente escorregando, arrancando mais gemidos e palavras sem sentido da mulher. Naruto simplesmente adorava sentir as pessoas à sua mercê, principalmente quando estavam tão entregues quanto a mulher em seus braços. Lentamente, em uma tortura quase planejada – mas não totalmente, pois o loiro não estava sóbrio o suficiente para planejar nada –, subiu a mão e tocou-a sobre a calcinha, sentindo-a completamente molhada.
Mordeu os lábios finos e focou sua boca no pescoço exposto, deliciando-se com o gosto. Continuou a encostar de leve na intimidade dela, ainda sobre a calcinha, até sentir ela lhe chutar pelas costas.
— Pare logo de enrolação, loirinho!
Naruto riu ainda mais e mordeu o pescoço pálido, fazendo questão de marcá-la. Deliciava-se quando tentavam tomar o controle sobre si, mesmo que dificilmente conseguissem. Afastou com habilidade a calcinha para o lado e brincou na entrada da intimidade, sentindo a ruiva contorcer-se em seus braços, como se fosse a primeira vez que a tocassem lá. Adorou a sensação – afinal, que homem não gostava de fantasiar que transava com uma virgem? – e continuou brincando por ali antes que, finalmente, introduzisse um dedo dentro dela.
A leve resistência que encontrou e o gemido de dor em seu ouvido o fizeram quase voar para trás, afastando-se da ruiva o mais rápido que podia. Não acreditava que seu azar era assim tão grande. Sentiu as lágrimas de frustração invadirem seus olhos, e os gemidos que o cercavam não diminuíram o tesão que sentia. Aquela mulher só podia estar zoando com a sua cara.
— O que foi, loiro? – perguntou ela, irritada.
A voz enrolada indicava que ela estava tão bêbada quanto ele.
— Você é virgem! – a frase saiu como uma acusação, e Naruto tentava recuperar o controle do próprio corpo, que tremia.
— Fala isso como se fosse ruim. – reclamou ela, acariciando a cabeça que batera ao cair.
O tombo fora feio. A ruiva estava no colo do loiro quando ele teve seu ataque, e foi jogada ao chão sem qualquer delicadeza. Porém Naruto tampouco saíra impune; tropeçara nos próprios pés e caíra de bunda. A maior dor, porém, concentrava-se na parte da frente do corpo dele. Seu pênis latejava, implorando por atenção. A vontade de agarrar a mulher era quase tão grande quanto a vontade de matá-la.
— É horrível!
Fantasiar com uma virgem era bem diferente do que realmente ter uma em seus braços. Nunca tirara a virgindade de uma mulher, e não queria fazê-lo. Para o Uzumaki, alguns momentos eram especiais demais para serem compartilhados com estranhos.
— Que tipo de homem é você? – reclamou a garota, aproximando-se novamente.
Naruto fugiu, arrastando-se pelo chão para longe dela.
— Não, nem vem. Eu não vou tirar a virgindade de ninguém!
— Que tipo de homem é você?! – repetiu ela, ainda mais irritada.
— O tipo que não tira a virgindade de estranhas. Não quero me tornar o trauma da sua vida!
A garota revirou os olhos, visivelmente irritada com o comentário. Meio bêbada, pulou sobre o Uzumaki, derrubando-o ao chão e o prendendo com as mãos.
— Eu quero perder, então deixa eu perder, poxa!
— Não! A primeira vez tem que ser com alguém importante!
A mulher sentiu a tensão do loiro e sorriu, rebolando sobre o pênis duro dele. Naruto não conseguiu manter o gemido preso na garganta, e usou todo seu autocontrole para não mandar seus princípios ao inferno. Agradecia aos céus por ainda estar minimamente sóbrio – ou, ao menos, por não se encontrar completamente embriagado.
— Eu quero que seja com você.
— Eu não vou ligar amanhã, e sou um completo cafajeste! Quero só uma boa transa e deu, ok? Só isso. Uma boa transa, sem compromisso.
Aquilo era uma tortura horrível. Estava tonto demais para conseguir livrar as mãos, e a estúpida-sem-noção (era exatamente assim que ele a via) não parecia ter qualquer intenção de deixá-lo em paz.
— Exatamente o que eu quero também.
Maliciosa, ela desceu os lábios vermelhos para os dele, e iniciou um beijo erótico. Naruto deixou-se levar pelos quatro primeiros segundos, porém depois foi como se um alarme soasse em sua mente, gritando: VIRGEM! VIRGEM!
Reunindo suas últimas forças, o loiro empurrou-a e fugiu para longe, engatinhando pelo chão.
— LOIRO! – chamou ela, irritada, engatinhando atrás de Naruto.
O Uzumaki apoiou-se contra a parede e encolheu-se, escondendo o rosto entre os joelhos.
— Eu não vou transar com uma virgem, não vou. Você precisa achar alguém especial pra fazer isso, porque dói na mulher e eu não quero sexo calmo. EU QUERO SEXO SELVAGEM!
Jorrava as palavras de sua boca, e os gemidos excessivamente longos que ouvia ao seu redor realmente não ajudavam em sua situação. Apesar de tudo, continuava muito excitado.
— Então transa comigo!
— Não! Você precisa perder a virgindade com alguém importante. Depois eu posso transar com você.
— Mas…
E ela se calou, sentando-se ao lado dele. Por algum milagre, a ruiva não voltou a assediá-lo. Apenas encarava o nada, com uma expressão entristecida. Mesmo que não estivesse em seu juízo perfeito, o Uzumaki sabia que algo estava errado.
— Você não ama ninguém?
— Amo um diabo. Ele não me quer. Na verdade, acho que ele não quer ninguém, aquele imbecil.
— Nem me fale em diabos… – resmungou Naruto. De diabo já bastava um em sua vida.
Balançou a cabeça em negativa. Não pensaria em Sasuke naquele momento. Mas não pensaria mesmo.
— Eu falo sim. Ele é um imbecil estupidamente lindo que nem gay é. Acho que é assexuado!
— Se fizer com ele o que fez comigo aqui hoje, aposto que ele aceita transar com você. Eu aceitaria, se não fosse virgem.
— Você é um imbecil. Agora eu nem quero mais sexo com você.
— Que ótimo, porque eu ainda quero sexo. Tipo… sério, quero mesmo.
Naruto pegou a mão dela e colocou entre suas pernas, obrigando a garota a perceber o quanto ele queria. Estava na seca há tantos dias, que o verbo querer não passava de um eufemismo.
— O problema é seu, não mandei dar uma de Romeu.
— Romeu não ficou excitado desse jeito. Arranja alguém pra mim. – ordenou.
— Arranje você mesmo! Não confia nas suas habilidades? – zombou ela.
Naruto sentiu seus olhos brilharem, irritados, e mostrou a língua. A outra apenas riu e escorregou pela parede, sem se preocupar em levantar.
— Eu consegui você, não consegui?
— Mas brochou.
— NÃO BROCHEI, PORRA! – gritou. – Você que não devia ser virgem e é.
— Claro, a culpa é toda minha agora. – ironizou.
— É sim! Trate de me arranjar alguém.
Ela ainda estava apenas de sutiã, assim como Naruto encontrava-se sem camisa, porém aquilo não parecia ser um problema para nenhum dos dois.
— Ok, me passa o seu telefone que eu vou arranjar uma das minhas amigas pra você.
Naruto pegou o telefone que lhe era estendido e digitou o que achava ser o seu número. Conseguia distinguir as letras – o que era uma boa notícia –, portanto sorriu ao perceber que precisava adicionar um nome ao número. Escreveu “Hot Guy*”, e gargalhou, achando graça.
— Agora me arranje amigas bonitas.
A ruiva assentiu com a cabeça e começou a mexer em sua lista de contatos. Não parecia realmente conseguir distinguir o que lia, e logo soltou:
— Mas você vai precisar ir a Boston, porque eu sou de lá e não conheço ninguém aqui.
— QUÊ?!
Ele a sacudiu por quase um minuto inteiro, obrigando-a a guardar o celular antes que o perdesse – de alguma forma, a pequena bolsa que trouxera ainda estava em seu corpo.
— Que loiro exagerado, você. Ah, eu sou a Karin. Tem um nome, você?
— Uzumaki Naruto, mas você não precisa saber, porque eu vou morrer de tesão aqui.
Ao lado deles, um casal caiu ao chão. Por um segundo, Naruto ficou hipnotizado ao olhar o homem e a mulher transarem. Os corpos quase nus – ela apenas tinha um sutiã aberto e ele a camiseta – dançavam ao ritmo da música. Ele a estocava cada vez mais fundo e forte, e a garota entrelaçou as pernas na cintura dele. Não pareceram perceber o olhar vidrado de Naruto, que sentiu seu falo latejar ainda mais. Aquilo era tortura.
— …de drama. Vem. – Karin chamou, aparentemente alheia à cena que Naruto presenciava.
O Uzumaki deixou-se ser arrastado, e agarrou a primeira garrafa de bebida que viu ao alcance de sua mão. Arrancou-a de um garoto que tinha metade de seu tamanho, e ficou feliz ao perceber que este não reclamara.
Era vodka pura, e da boa. Sentiu a cabeça rodar um pouco e bebeu mais. Queria sexo, e queria imediatamente. Quando finalmente esvaziou a garrafa em sua mão – tarefa que cumpriu com incrível rapidez –, simplesmente a jogou ao chão. Riu ao finalmente perceber que Karin voltara para a pista de dança apenas com um sutiã, entretanto sua própria nudez parcial lhe passou despercebida.
A ruiva subiu em uma mesa e o puxou junto. Naruto foi, achando tudo muito divertido.
— GENTE! – gritou ela. De alguma forma, conseguira gritar ainda mais alto do que a música e várias pessoas pararam para olhá-la. – QUEM QUER ESSE LOIRO GOSTOSO? ELE QUER SEXO SEM COMPROMISSO, COM ALGUÉM NÃO VIRGEM. QUEM SE DISPÕE?
Se estivesse um pouco mais sóbrio, Naruto teria brigado com Karin, porém seu estado de embriaguez era tal que ele achou muito divertido. Riu e girou, exibindo o próprio corpo para a pequena multidão que circundava a mesa em que estavam.
Antes que Naruto pudesse escolher entre as várias pessoas que gritaram e esticaram as mãos, um loiro realmente bonito subiu na mesa e ficou em frente a Naruto.
— Eu quero. – lambeu os lábios, e o Uzumaki assustou-se com o tamanho da língua dele.
Com um sorriso malicioso, Naruto imaginou o que mais aquela língua poderia lamber.
— Hey, cara, desculpa, mas só…
— Karin, cala a boca. – falou Naruto, esfregando a mão no rosto dela, tentando fazê-la se calar.
Com os olhos avermelhados esbugalhados, Karin observou os dois loiros beijarem-se ali, em cima da mesa mesmo. Suspirou e deu de ombros, levantando os braços sobre a cabeça.
— E EU? QUEM ME QUER?!
Aquela frase acordou Naruto, que se soltou momentaneamente do outro.
— QUEM FIZER ISSO VAI PRESO AMANHÃ. SOU POLICIAL!
O tom sério – somado ao distintivo que Naruto conseguiu tirar das calças – fez com que todos ao redor se afastassem. Irritada, Karin voltou-se para o loiro, pronta para reclamar, porém este estava muito entretido trocando saliva com o outro.
— Vamos a um lugar mais interessante? – sugeriu o menor, que olhava maliciosamente para o tórax desnudo de Naruto.
— Tem um canto ali a…
— Quero bem mais do que alguns minutos com você. – cortou, fazendo o maior dos sorrisos contornar o rosto do Uzumaki.
— Conheço um lugar.
E Naruto saiu arrastando o garoto cujo nome continuava desconhecido. Com alguma dificuldade conseguiram sair da boate, e o homem mais baixo, que se deixava ser guiado por Naruto, sorriu malicioso ao ver que iam ao motel estrategicamente colocado ao lado da boate. Seus olhos não estavam embaçados, porém o Uzumaki estava bêbado demais para perceber que o parceiro não bebera o suficiente ainda.
Naruto ia muito àquele lugar quando mais novo, e sorriu ao perceber que o recepcionista continuava o mesmo. O homem sorriu ao reconhecer o Uzumaki, e não tentou qualquer tipo de conversa com este. Simplesmente entregou uma chave especial a Naruto, que agradeceu e foi direto ao elevador. O caminho era conhecido, assim como o quarto.
As portas do elevador nem ao menos haviam se fechado quando Naruto prensou o outro contra a parede, sugando-lhe os lábios com força.
— Como posso chamar você? – perguntou o menor, assim que seus lábios foram liberados pelos afoitos do Uzumaki.
Naruto normalmente evitava dizer o nome ao parceiro da noite, pois isso poderia indicar que o outro poderia querer algo além de um encontro casual. Por isso não respondeu, simplesmente voltou a beijar o garoto da língua grande. Riu um pouco entre o beijo, pensando que era engraçado chamá-lo de “garoto da língua grande”.
Seus pensamentos foram desviados quando chegaram ao andar desejado. Cambaleando, Naruto e o outro loiro foram até o quarto que o Uzumaki costumava usar. Devorando a boca macia do garoto cuja língua lhe encantara, Naruto desejou que a maldita porta abrisse de uma vez, ou transaria com ele no meio do corredor.
A porta abriu, e os dois caíram no chão. O distintivo de Naruto fez um barulho metálico devido ao contato com o piso, porém os gemidos enchiam o ambiente e o policial nem o percebeu. Já estavam pelados antes que chegassem à cama. Quase como um idiota, Naruto ria com a situação. Sentia-se livre e estupidamente feliz. Talvez a bebida tivesse algo a ver com aquilo, ou talvez fosse apenas o loiro estupidamente gostoso abaixo de si. Não importava realmente o motivo. Aqueles momentos de sexo e alcoolismo eram simplesmente únicos e maravilhosos para Naruto, pois um pouquinho do vazio que, sóbrio, ele jamais admitia sentir desaparecia. Provavelmente não era nada bom sentir-se tão bem ao cometer algo tão promíscuo quanto transar com alguém sem trocar nem ao menos dez frases com a pessoa, porém Naruto gostava. A luxúria o dominava nesses momentos. E a luxúria era o pecado que mais o agradava, principalmente quando a compartilhava com alguém tão malicioso quanto si próprio.
Continua…
*Uma das traduções possíveis é: “Cara gostoso”
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