Obsesso
3 02. Dormir para nunca mais acordar
Notas iniciais
“Eu aposto que sou o cara mais azarado do mundo”. Naruto suspirou, entrando rapidamente na sala em que o velório de Uchiha Itachi acontecia. Aquilo não podia indicar nada bom; um velório logo em seu segundo dia de trabalho.
Olhou ao redor, e encontrou várias pessoas estranhas. A maioria aparentava estar triste, e outros realmente estavam. Procurou o chefe com os olhos, não podia demorar muito; precisava voltar à delegacia para que os reais companheiros e amigos de Itachi pudessem vir dar suas condolências. Encontrou Sasuke ao lado do caixão, cumprimentando várias pessoas, que formavam fila para dar seus pêsames.
O Uchiha estava inexpressivo. Não entediado, apenas… desprovido de emoções. Arrepiou-se. Como uma pessoa podia se manter tão fria estando ao lado do corpo sem vida do próprio irmão?! Entrou na fila, que não demorou muito para andar. Tentou pensar em algumas palavras de conforto, porém era terrível com palavras, e nada lhe veio à mente. Suspirou, e esperou o homem à sua frente apertar a mão de Sasuke.
— Sinto muito pela sua perda, Sasuke-kun.
— Obrigado.
Sasuke ainda era imparcial. O homem abraçou o Uchiha, que não correspondeu ou o afastou. Quando o soltou, o homem sorriu.
— Sei como eram amigos. Essa perda deve estar sendo muito dolorosa.
Sasuke não respondeu, apenas continuou a encará-lo com frieza. Naruto prestou atenção à conversa, interessado. Amigos? Como podiam ser amigos, se Sasuke se limitava apenas a apertar mãos e trocar palavras, ao invés de lamentar a morte do irmão?
— Penso que comandar a delegacia será difícil agora, sem Itachi para lhe ajudar…
— Eu conheço muito bem meu trabalho.
— Sim, sim, claro. Mas, devido às circunstâncias, talvez devesse considerar uma parceria, ou…
— Kabuto, meu irmão está morto, eu não. Minha resposta jamais mudará. Por favor, preste suas condolências a Itachi e saia.
— Mas, Sasuke-kun…
— Mas o quê, Kabuto?
E o olhar apático de Sasuke virou perigoso. Naruto engoliu em seco, querendo recuar um passo. Kabuto, o homem à sua frente, apenas sorriu e balançou negativamente a cabeça, apertando novamente a mão do Uchiha.
— Nada, Sasuke-kun. Mas voltaremos a conversar, espero.
— Claro.
E Kabuto saiu, dando a vez a Naruto. O loiro estava fardado, e o olhar do chefe voltara a ser insensível. Não tentou sorrir, apenas baixou os olhos e estendeu a mão.
— Meus pêsames – murmurou.
— Obrigado.
A resposta de Sasuke era automática, e Naruto não soube se Sasuke o reconhecera. Viram-se apenas por alguns segundos no dia anterior e, devido às circunstâncias, não seria anormal se não fosse reconhecido. O Uchiha levantou uma sobrancelha, claramente indagando o motivo de ele ainda não ter se movido, e Naruto corou, saindo em seguida. Longe dos olhos negros e irritantemente profundos de Sasuke, o Uzumaki suspirou frustrado. Por que não conseguia agir como uma pessoa normal perto dele?! Talvez Sasuke realmente fosse o diabo.
Caminhou até Itachi, e vê-lo fez seu coração se apertar. Nunca o vira com vida, entretanto, ainda assim, sentiu seus olhos se encherem de lágrimas ao encarar o homem morto. Era tão triste. O Uchiha ainda era novo, e Naruto sabia que tinha muito o que viver. Limpou, discretamente, duas lágrimas que teimaram em escorrer por seu rosto e murmurou uma pequena oração. Não era religioso, mas simplesmente pareceu correto.
E então saiu da sala, lançando um último olhar ao homem que ainda aceitava os pêsames de homens que pareciam ser importantes. O olhar de Sasuke era tão vazio, que ele parecia ainda mais morto do que o homem no caixão.
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Já era de tarde, e Sasuke entrou no apartamento de Ino sem bater.
— Sabia que é falta de educação entrar na casa dos outros sem bater? – a loira ralhou baixinho, porém não estava realmente irritada.
Sasuke não respondeu, apenas desviou o olhar para os sobrinhos, que dormiam com as cabeças apoiada nas pernas dela. Uma criança de cada lado.
— Como eles estão?
— Tristes, e queriam ter ido ao velório.
Sasuke não respondeu, apenas se abaixou em frente a eles e sacudiu de leve os dois ao mesmo tempo. Aya, sonolenta, esfregou os olhos e perguntou:
— Papai?
Sasuke sentiu seu coração apertar, mas esperou a garotinha acordar de verdade. Ela focalizou o tio e então voltou a chorar, jogando-se nos braços dele. Ainda um pouco desajeitado, Sasuke retribuiu ao abraço desesperado. Ela tremia. Olhou para Naoto, que chorava baixinho ao lado de Ino e liberou um de seus braços, permitindo que o sobrinho se juntasse ao abraço. Os dois choraram contra o tio por alguns minutos, até que Sasuke os afastou.
O moreno realmente não sabia como agir, então apenas resolveu ser prático.
— Querem ir ver o papai agora? O enterro será daqui a pouco.
Aya apenas assentiu com a cabeça, esfregando os olhos numa tola tentativa de parar o choro. Naoto também chorava, mas estava menos despedaçado do que a irmã.
— Tio Sasuke, por que a gente não pôde ver o papai antes? – o garotinho perguntou.
— Porque não queria que ficassem rodeados por aqueles corvos. Mandei todos embora. Seremos só nós quatro agora. E o enterro também será fechado. Apenas nós quatro e os colegas de Itachi poderão assistir.
— Corvos? – Aya perguntou, confusa.
— Gente ruim, Aya, que não gostava do seu papai. – tentou explicar Ino.
— Se não gostavam dele, por que foram no velório? – Naoto perguntou confuso.
— Um dia entenderão.
Os pequenos não revidaram, estavam exaustos demais para isso. Queriam apenas que toda a dor que sentiam passasse, e que o pai deles entrasse pela porta, sorrindo. Aya estendeu os braços para Ino, que a pegou no colo e levantou. Naoto olhou para Sasuke um pouco envergonhado, e o moreno apenas imitou a loira. O garotinho se abraçou ao tio, sentindo um pouquinho do medo ir embora.
Sasuke foi até seu carro com Naoto no colo, sendo acompanhado por Ino, que carregava Aya. O caminho foi feito em silêncio, e não demoraram a chegar. Duas cadeirinhas infantis – uma rosa e outra azul – já estavam prontas em seu carro (pegara-as do carro de Itachi ao chegar; tinha uma cópia das chaves). Ino ajeitou Aya na cadeirinha rosa e entrou. Sasuke colocou Naoto na cadeirinha azul e deixou a madrinha dele arrumá-lo. Quando estavam todos prontos – era um policial, e não podia sair sem que todos em seu carro estivessem com os cintos de segurança – partiu.
O caminho foi feito em silêncio. Aya chorava baixinho, com Ino a acariciar os cabelos negros dela. Naoto não chorava mais, apenas encarava o céu pela janela, com a cabeça repousando no encosto da cadeirinha. Tinha quatro anos, como a irmã, e sentia medo. Nunca antes o sentimento aparecera, e ele tentava entender o que era aquilo. Tio Sasuke dissera que seu pai morrera, e ele não compreendia bem o que aquilo significava. Só sabia que Itachi nunca mais falaria com ele, e aquilo o assustava.
Sasuke estacionou e ajudou Ino com as crianças. A loira já as libertara dos cintos de segurança, e Sasuke pegou Naoto no colo para que ela pudesse sair. Assim que ela o fez, o Uchiha lhe entregou o sobrinho e foi para o outro lado do carro, pegando Aya. A menina abraçou o tio e apoiou a cabeça no pescoço dele, ainda assustada.
— Tio Sasuke, por que o papai morreu?
“Porque ele é um grande imbecil desatento” quis responder o moreno. Mas não o disse, é claro. Apenas acariciou desajeitadamente os cabelos dela e começou a caminhar ao lado de Ino. Naoto parecia prestar bastante atenção à conversa.
— Um homem mau fez isso, querida. Mas não se preocupe, porque o tio Sasuke vai pegá-lo. – Ino respondeu sorrindo, ao perceber que Sasuke não parecia saber o que dizer.
— Mas o papai era o herói, e o herói sempre vence o vilão, não vence?
A pergunta viera de Naoto, e o Uchiha se irritou pela primeira vez com a explicação que o irmão dera aos sobrinhos. “Eu e o tio Sasuke somos heróis, por isso que a gente volta com uns arranhões de vez em quando. Mas não se preocupem, os heróis sempre vencem os vilões”. Explicação idiota e sem fundamento.
— Às vezes os vilões vencem, Aya. – respondeu ele, e a menina não voltou a perguntar nada.
Ela apenas apoiou novamente a cabeça no ombro do tio e chorou. Sasuke sentiu-se desconfortável com o choro da sobrinha, e agiu por instinto ao envolvê-la mais entre seus braços. O ato pareceu confortar a menina, e Ino sorriu ao observá-lo de canto. Sabia qual era o desejo de Itachi, e começava a perder o receio que sentia. Talvez a convivência com as duas crianças pudesse ser benéfica para Sasuke também.
Entraram com calma na sala, e Sasuke colocou Aya no chão. Ino o imitou, mas as duas crianças não se moveram. Aya sentia um clima estranho na sala, e se sentia assustada. Agarrou a mão de Sasuke, que se sentiu um pouco surpreso. Logo Naoto correu até o tio e fez o mesmo. Ino quis rir ao ver o mínimo ar assustado que Sasuke demonstrava ao perceber que as duas crianças buscavam apoio nele. O Uchiha olhou para a Yamanaka, que apenas apontou para o caixão do irmão deste.
Duas escadinhas haviam sido postas ao lado direito do caixão, para que os dois irmãos pudessem se despedir do pai. Sasuke deu um passo para frente, e as duas crianças o seguiram, cada uma agarrada a uma das mãos do mais velho. Os três seguiram devagar até o caixão, e Sasuke soltou suas mãos do aperto das crianças ao chegarem ao pé da escada. Ino assumiu o lugar do moreno ao perceber que era até ali que o homem conseguiria seguir. Inexpressivo, Sasuke se afastou um pouco e permitiu que os sobrinhos se despedissem apropriadamente do pai.
Aya olhou assustada para o homem deitado. Ela sorriu ao vê-lo. Ele apenas dormia. Soltou a mão de Ino e se inclinou sobre ele, tocando na face fria do pai. Ele não se moveu, e ela estranhou. A pele dele parecia diferente, mais pegajosa, e não estava com o sorriso normal.
— Papai, acorde. – a menina pediu.
Gaara, Sai, Lee, Neji e Chouji entraram na sala em silêncio, e se postaram atrás de Sasuke. Quando o delegado ordenasse, carregariam o corpo de Itachi para fora, onde seria velado apenas pelos que ali se encontravam.
— Papai. – Naoto também o chamou, acompanhando a irmã na árdua tarefa de acordar o pai adormecido. Naoto tentou sacudi-lo pelo ombro. – Papai, acorda.
Aya sentiu as lágrimas aumentarem ao perceber que o pai não acordava. Naoto parou de tentar, e finalmente entendeu o que era a morte. Dormir e nunca mais acordar.
— Papai! – Aya chamou mais alto, remexendo no rosto dele.
A menina apertou as bochechas e então tentou puxar delicadamente os cabelos de Itachi, mas ele simplesmente não acordava.
— Naoto, me ajuda a acordar o papai! – ela ordenou ao ver o irmão parado no último degrau da escada, apenas chorando.
Ino sentiu as lágrimas escorrerem com a cena e mordeu o lábio superior, tentando se controlar. Ela abraçou Naoto de lado e observou com cuidado o rosto do marido da melhor amiga. Itachi parecia em paz, tranquilo. Ela tentou se agarrar àquilo, e tentou se convencer de que ele estava em um lugar melhor, porém não conseguia enganar a si mesma. Como médica, conhecia muito bem a morte. Tentou encostar em Aya, mas a menina se afastou de sua mão e subiu no caixão, deitando-se sobre o peito do morto.
— Papai, por favor, acorda…
Ino sentiu as lágrimas aumentarem e soluçou. Ela tentou tocar em Aya, mas a menina apenas a afastou novamente. Olhou para o rosto do pai, e voltou a tentar acordá-lo. Agora o sacudia com mais força.
— Papai, papai, papai, papai! – ela chamava.
Ao ver que o pai não acordaria, a garotinha se desesperou. Aquele não era seu papai, era apenas… um corpo. Ela quase podia sentir o cheiro da morte, e ficou assustada. Começou a gritar, ainda mais apavorada, e Sasuke saiu de sua posição, apressando-se até onde a sobrinha se debatia. Ino tentava pegá-la no colo, mas Aya se sacudia e gritava.
— Aya, Aya! – Sasuke tentou chamá-la, mas era como se a garota não ouvisse.
Sasuke a segurou, e a manteve firme em seus braços, mesmo que a pequena Uchiha tentasse se debater com todas as suas forças. Naoto também já soluçava e estava confortavelmente preso no abraço de Ino, que chorava junto dele. Sasuke se afastou do corpo morto do irmão até um canto, onde Aya já não conseguia mais ver o corpo do pai. Ele a abraçou, e a menina parou de se debater, simplesmente agarrando-se a ele como se sua vida dependesse disso. Sasuke não sabia como consolar uma criança – não sabia consolar ninguém, na verdade –, portanto se limitou a abraçá-la, sem dizer nada. A garotinha soluçava, e seu pranto preenchia toda a sala.
De seu lugar, Lee e Chouji limpavam as lágrimas que insistiam em cair. Gaara, Neji e Sai não encaravam as crianças; a cena era dolorosa até mesmo a eles.
— Tio Sasuke, ele não parecia o papai. Ele não se mexia, e era mole…
— Ele morreu, Aya.
— Ele nunca vai acordar?
— Isso é morrer.
— Mas eu quero meu papai.
A voz embargada dela fez Sasuke suspirar e estreitar mais a sobrinha entre seus braços, que apenas voltou a chorar. A garotinha se sentia assustada, e se prendeu ainda mais ao tio. Sasuke levantou e a carregou junto para perto de Ino, que tinha Naoto preso entre seus braços. O rosto da loira estava inchado pelo choro, mas Sasuke não falou nada. Apenas voltou seu olhar para seus subordinados e apontou para o caixão do irmão. Os homens foram até este e o fecharam. Ino sentiu ainda mais lágrimas ao ver Itachi desaparecer debaixo da tampa, e Sasuke ficou feliz por Aya e Naoto estarem de olhos fechados. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto inexpressivo e se perdeu em meio às madeixas negras da sobrinha.
Nenhuma seguiu a primeira, e o rastro que ela deixou era tudo que indicava o sofrimento do diabo. Porque seu rosto estava frio, e seus olhos, desprovidos de emoção.
Sasuke acompanhou os homens devagar, com Ino ao seu lado. Um padre os esperava do lado de fora, em um campo florido. Caminharam pelo cemitério até chegarem a uma área reservada exclusivamente aos Uchiha. Uma cova fora cavada ao lado de uma lápide rosa bebê, e o irmão foi delicadamente colocado lá. O padre falou palavras bonitas que não entraram na mente de nenhum dos presentes, e Aya e Naoto não voltaram a olhar para a caixa que guardava o homem que se parecia com o pai deles. Os policiais ficaram por quase meia hora depois de o padre ter ido embora, e então se preparam para ir. Ino soltou Naoto e Sasuke fez o mesmo com Aya. A Yamanaka se abaixou em frente aos sobrinhos e beijou a testa de cada um deles, antes de se voltar para a lápide rosada ao lado da de Itachi. Ela se abaixou em frente a ela e permitiu que várias lágrimas escorressem de seus olhos.
Passou os dedos sobre o nome ali gravado. E mais lágrimas escorreram ao ler a gravação. “Sakura Uchiha, amada esposa e mãe”. “E a melhor amiga que qualquer uma podia ter”. Completou em pensamento.
Era inverno, e Sakura estava deitada na cama de hospital. A barriga era enorme, e ela se sentia fraca. Sasuke arrastara Itachi para casa, porque o irmão estava “fedido como uma vaca morta”, e deveria estar cheiroso para segurar os filhos pela primeira vez. Sozinha com a melhor amiga, a rosada agarrou a mão de Ino.
— Eu não vou sobreviver.
A bela loira de olhos azuis se irritou com a atitude negativa dela, e se negou a aceitar. Entretanto, Sakura entrou em trabalho de parto antes que Ino pudesse responder. A loira, médica, entrou em desespero e começou a chamar pela mulher que seria responsável pelo parto dela, e a acompanhou até a sala em que o procedimento aconteceria.
Foi a pior cena que já presenciara, e não havia nada de belo no nascer de uma criança – que dirá de duas. Sakura gritava de dor, e sentia que logo tudo ficaria preto. Agarrou ainda mais forte a mão de Ino e pediu, em desespero:
— Prometa cuidar deles! De Itachi e dos meus filhos.
— Sakura…
A mulher voltou a gritar, e Ino sentiu as lágrimas escorrendo pela sua face. Os gritos da rosada preenchiam o lugar, e a médica já conseguia quase sentir o cheiro da morte. Com as lágrimas escorrendo, Ino apertou a mão de Sakura o mais forte que pôde, tentando mantê-la viva de alguma forma.
— INO! – gritou Sakura, entredentes.
Soluçando, Ino soluçou:
— Eu prometo, Saky. Eu prometo, mas não morre, por favor.
Mas já era muito tarde. O coração de Sakura parou de bater e Ino foi empurrada da sala de parto, sendo obrigada a esperar no corredor com todos os outros. Horas depois ficaram sabendo que uma cesariana de emergência fora feita e que os gêmeos estavam sendo monitorados, porém a mãe não conseguira sobreviver.
— Desculpa, Saky, eu não consegui manter a minha promessa.
Ela deixou ainda mais lágrimas escorrerem, e sentiu uma mão carinhosa em seu ombro. O noivo a encarava com sua habitual expressão indiferente, e ela apenas se levantou e abraçou o ruivo. Gaara a levou para longe, e Sasuke ficou sozinho de mãos dadas com as crianças naquele campo estranhamente vivo.
Aya ainda chorava, e Naoto também. Sasuke não soube exatamente o que fazer. Sentia-se um pouco perdido. Era Itachi quem ajudava e controlava as coisas. Era o irmão mais velho quem cuidava e sabia o que fazer ao se tratar de crianças. Olhou para os sobrinhos, e se sentiu um pouco desesperado. O que Itachi tinha na cabeça ao confiar duas crianças a ele? Justo a ele, que mal sabia como tratar de adultos?
Sentiu que todo o equilíbrio de sua vida estava ruindo, e detestava a sensação. Porque ele era Uchiha Sasuke, o homem mais temido de Massachusetts. O homem que tinha tudo sobre controle sempre, e que nunca falhava. Nunca odiou tanto uma pessoa quanto odiava o assassino sem nome de Itachi. Não sabia quem ele era, mas descobriria. E o filho da puta descobriria o que era a ira de um Uchiha da pior forma possível.
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