P.O.V. Caroline.

Isso é mesmo um pé no saco. Ele tá em todo lugar!

Vive me perseguindo. Correndo atrás de mim.

–Olá Caroline.

–Porque tá fazendo isso? Porque está sempre me perseguindo?

–Porque eu cuido do que é meu.

–Seu? Você bateu a cabeça por acaso? Bebeu sangue contaminado?

–Não.

Ele veio pra cima de mim e me prensou contra uma arvore segurando os meus pulsos.

–Você é minha entendeu? Você nasceu pra ser minha!

–Tá bem.

Respondi totalmente apavorada.

–Ótimo. Porque não vamos tomar um café?

–Tá.

Estava morrendo de medo de falar não e dele me matar.

Esse híbrido é totalmente louco. Ele deve ter transtorno bipolar e um monte de outros transtornos psiquiátricos.

–O que quer beber?

–Eu não sei. Mas, nada de bebida alcoólica.

–Tudo bem. Que tal um refrigerante?

–Ótima ideia.

P.O.V. Klaus.

Eu vi o medo nos olhos dela. Sabia que ela só estava aqui comigo porque estava com medo.

Ela deu um suspiro profundo, como se lamentasse.

–Está com medo não é?

–Morrendo. Mas, imagino que essa seja a única maneira que conhece de conseguir as coisas. Mas, talvez esteja na hora de aprender um jeito novo.

Caroline não disse mais nada, deixou o dinheiro sob a mesa e saiu com a lata de refrigerante nas mãos.

Ela me deixou aqui, plantado. Nunca alguém havia feito isso comigo antes, nunca alguém havia me desafiado assim, as pessoas tem medo de mim e por isso fazem o que eu mando.

Mas, mesmo estando com medo ela se levantou e saiu.

–Niklaus!

–Olá Elijah.

–Finalmente irmão, estou te chamando já faz um bom tempo. Que bicho te mordeu?

–Estava apenas pensando.

–Posso saber em que?

–Ela é diferente, muito diferente.

–Diferente?

–E não é? Ela estava com medo de mim, mas mesmo assim me enfrentou e fez o que queria e não o que eu queria que ela fizesse.

–De quem estamos falando exatamente?

–Caroline.

–Ah, irmão as mulheres desta cidade são osso duro de roer. Elas são extremamente teimosas e geniosas.

–Nem me fale.

–Estamos perdidos irmão.

–Com certeza. Desta vez nós nos lascamos.

–Com licença, mas vou ter que pedir que se retirem. Já vamos fechar.

–Tudo bem, perdoe-nos senhor.

Nós saímos.

–Menininho abusadinho.

–Niklaus! O menino está apenas cumprindo seu dever.

–E quanto a Tatia?

–Estamos bem.

–Bem?

–Muito bem. Apesar dela sempre me perguntar se eu vou atacá-la.

–Conseguiu se lembrar do que houve?

–Sim. Foi doloroso resgatar a memória e mais doloroso ainda foi saber que ela morreu pelas minhas mãos.

–Quem fez isso? Quem resgatou a memória?

–Você sabe quem foi.

–A duplicata?

–Sim. Eu senti a força dela Niklaus, aquela menina exala magia.

Então Rebekah entra pela porta chorando desesperadamente.

–O que houve Rebekah?

–Ela... Ela...

–Ela?

–Ela o matou. A duplicata matou Finn.

–Como disse? Impossível!

–Ela tem estacas de carvalho branco Elijah! Estacas que podem nos matar.

–Porque ela o matou?

–Ele avançou sob Elena e ela se meteu no meio e cravou a estaca nele. Depois ela me... me torturou como um aviso.

–Torturou como?

–Ela entrou na minha cabeça e fez eu sentir como se meu sangue fosse cacos de vidro cortando as minhas veias e as pontadas no meu cérebro era como se estivessem enfiando agulhas nele. Era tão real.

–Temos que fazer algo a respeito.

–Não! Deixa pra lá, temos que ficar longe da Gilbert ou aquela tal Renesmee vai fazer da nossa vida um inferno.

–Como sabe disso?

–Foi o que ela disse. E eu acredito.

–Rebekah.

–Por favor, prometam pra mim que não vão se meter com ela.

–Eu prometo irmã.

P.O.V. Elena.

Odeio admitir, mas adorei ver aquele original nojento queimar e a vadia da Rebekah gritar de dor. Aquela desgraçada está sempre me atazanando desde o primeiro dia em que chegou e eu nunca fiz nada pra ela.

Ela se acha muito que nem os irmãos dela. Andam por ai rechaçando e machucando as outras pessoas como se não fosse nada, como se não houvessem consequências, mas agora a Renesmee vai dar um jeito nessa metidez toda.

Estou aqui no Grill com as meninas e a Ness foi ao banheiro. Então vem o Elijah.

–Você tem essa carinha de Santa, mas é uma cobra venenosa da pior espécie.

–De quem estamos falando? Você sabe que eu sou a Elena não é?

–Sei. Você é pior do que Katerina, ela fez tudo o que fez para sobreviver e para se proteger, mas você faz por pura crueldade.

–Olha, você não é ninguém pra me apontar o dedo! Matou mais pessoas do que eu consigo contar por motivos idiotas então eu sugiro que cale essa boca!

–Algum problema?

–Você. Como ousa ferir a minha irmã?

–Ela contou que atacou Elena? Que a segurou pelo pescoço e a sufocou?

–Não.

–Ela contou que ameaçou a vida do irmão de Elena? Contou que quebrou o pescoço de Jeremy?

–Não.

–Claro que não. Então, antes de apontar o seu dedo para condenar a gente sugiro que aprenda a verificar os fatos! Temos testemunhas que comprovam a nossa versão, um monte de testemunhas.

–Eu não...

–Um homem de honra. Um maldito covarde é isso que você é! Que honra há em aterrorizar uma inocente? Alguém que você sabe que é incapaz de se defender contra você. Você não presta! Vem aqui na nossa cidade, mata e aterroriza e ainda entra no local botando banca e ameaçando quem não merece! Sugiro que abaixe essa sua crista se não o bicho vai pegar.

–Eu sinto muito.

–Sente mesmo? Eu duvido.

–Me perdoe.

–Sai daqui antes que eu agarre o seu pescoço! Saia!

P.O.V. Elijah.

Olhei ao redor e as coisas flutuavam.

–Saia!

Elas viraram pó. Simplesmente se desintegraram.

Nunca senti tanto medo na minha vida.

Assim que cheguei em casa as coisas esquentaram.

–Você prometeu Elijah! Agora ela está descontando em mim!

–Descontando em você?

–Desde hoje cedo ouço a voz dela na minha cabeça! Me chamando de assassina, me perturbando.

–A voz dela?

–Estou ouvindo ela dizer: Você matou, todas aquelas pessoas você matou. A culpa é sua, assassina, você matou, todas aquelas pessoas você matou. A sua alma está manchada de sangue inocente.

Como um disco que toca incessantemente.

–Ela está dizendo isso agora?

–Sim! Isso é culpa sua! Falei pra deixar pra lá, você me prometeu Elijah!

P.O.V. Rebekah.

Acho que vou ficar louca.

–Para! Saí da minha cabeça sua desgraçada!

A voz dela sussurra:

–Você matou. Todas aquelas pessoas você matou, a culpa é sua. Assassina, você matou todas aquelas pessoas você matou. A sua alma está manchada de sangue inocente.

–Não! Para com isso! Sai da minha cabeça!

–Rebekah? O que está acontecendo?

–Porque você tinha que se meter Elijah? Porque você tinha que se meter?!

P.O.V. Klaus.

Já estou cansado de ouvir a minha irmã gritar com o nada.

–Qual é o seu problema Rebekah?

–Ela está na minha cabeça Nik, eu vou ficar louca. Faz ela parar.

–Elijah já saiu pra resolver esse problema.

P.O.V. Elijah.

–Senhorita Cullen.

–Sim?

–Por favor, pare de atormentar a minha irmã.

–Não se preocupe, quando ela aprender a ser mais educada e vier pedir perdão a minha prima eu paro, enquanto isso não acontecer nada feito. Passe o recado.

Assim que falei com Rebekah ela saiu correndo.

P.O.V. Rebekah.

Faço qualquer coisa pra parar com esse inferno.

–Gilbert! Gilbert!

–Sim?

–Me desculpe.

–Aah!

–Me desculpe. É isso o quer ouvir não é? Como eu sofri, como cada momento da minha vida tem sido um inferno? Tem. Me desculpe, agora por favor faz ela parar.

–Claro. Ness, pode parar agora. Ela me pediu desculpas.

–Pronto. Problema resolvido.

–Obrigado. Muito obrigado.

–Disponha.