Obsessive
11 Chapter Eleven
Notas iniciais
Pov Dallas — Um dia antes
Sorri ao ver Ally e Austin indo embora. Por mais que o Moon não tivesse percebido, ele tinha me dado a melhor ideia possível.
Saquei o celular do bolso e liguei para um velho amigo.
— Styler? — Chamei quando o barulho das chamadas pararam de soar, avisando que alguém tinha atendido o celular.
— Estou um pouco ocupado, Dallas. — Styler disse áspero, revirei os olhos.
— Projetos para sua futura gangue? — Perguntei, ouvindo um ''uhum'' como resposta. — Acho que sei um bom jeito de começar.
— Qual? — Seu tom era interessado, sorri.
— Quer me ajudar a sequestrar uma garota? — Ouvi Styler bufar do outra lado da linha.
— Vai ser uma futura gangue, não um grupo de adolescentes idiotas tentando juntar você com a sua obsessão. — Ele disse irritado, revirei os olhos.
Pensei melhor, e se Styler quisesse pegar a Ally depois que a visse? Ela era bonita e quente, tenho certeza que Styler tentaria pegar ela.
— É, você tem razão. Como vai com os agentes? — Perguntei. Tinha um certo tempo desde que a gangue do pai de Styler estava procurando dois agentes, mas ele nunca tinha me dito o nome deles. Eu não tinha muito o que fazer para ajudar.
— Não posso falar sobre isso. Você vai querer o carregamento hoje? — Ele perguntou, se referindo a cocaína que eu comprava dele. Nossa amizade tinha começado por causa da cocaína.
— Vou, adicione uma dose de ''boa noite, Cinderela''.
Momento atual:
Era a quarta casa que eu tentava ir, respirei fundo e bati na porta.
— Quem é você? — Perguntou uma garota de estatura baixa. Ela tinha cabelos cacheados. Tive um leve vislumbre de tê-la visto na festa.
— TRISH, O PROGRAMA VAI COMEÇAR! — Ouvi Ally gritar. Enfiei a mão no meu bolso e tirei um lenço de lá, colocando-o no rosto da garota, que parecia se chamar Trish. Ela não teve tempo de reagir, completamente despreparada e surpresa. Ela se debateu um pouco, mas eu continuei espremendo o pano com o ''remédio para dormir'' no nariz dela.
Suspirei quando ela finalmente parou de se debater, larguei ela no chão, sem me importar com o que aconteceria.
Adentrei na casa, estava tudo escuro, a luz da TV iluminava uma Ally mexendo no telefone.
Uma raiva incontrolável me atingiu, com quem ela estava falando? Ela estava me traindo?
Reprimi um grito, enquanto me aproximava dela.
— Finalmente, Trish! Eu estava falando com a Piper e... — No momento que eu ia pular em cima dela, Ally se virou. Ela me encarou assustada, mas logo se levantou do sofá.
Eu ri com descrença. Ela, realmente, achava que conseguiria me impedir?
Fui para cima dela, de novo, mas ela me deu um soco no nariz. A encarei com raiva, ela era minha mulher, como ela fez isso comigo?
Tentei dar um soco nela, mas ela se abaixou bem na hora.
A clareza me atingiu antes que eu pudesse respirar: Ally era uma das agentes que a gangue do pai de Styler queria?
Ela aproveitou minha distração, acertando um chute na minha canela.
Pov Autora
Dallas caiu no chão ao sentir o chute de Ally, urrando de dor.
— AUSTIN! — Ally gritou pelo loiro, que estava dormindo.
Austin escutou o grito de Ally e se levantou, estancando na sala ao ver aquela cena.
Dallas deu uma rasteira em Ally, ela caiu no chão enquanto Dallas sacava uma arma.
Austin finalmente acordou do seu transe — afinal, aquela cena não era comum há anos— e foi para o socorro de Ally. Dallas viu Austin correndo em sua direção, e isso o fez pular sob Ally. Ela tentou lutar, mas no final ele a segurou por trás, enquanto apontava a arma para cabeça dela.
Austin alternava olhares amedrontados de Ally e Dallas.
— Abaixa essa arma, Dallas. — Austin disse tentando soar calmo. Por dentro o loiro estava desesperado, afinal, era Ally ali, sua Ally, na mão de um maníaco com uma arma apontada para sua cabeça. — Ou eu juro que...
— Jura que vai fazer o que, Austin? Você não está em condições de me ameaçar. — Dallas disse com descrença e deu um sorriso maldoso. Ele puxou Ally ainda mais para perto de si e a morena fechou os olhos com força, assim que ela abriu os olhos deparou-se com Austin a fitando preocupado e desesperado. — Não é, minha Ally? Quem pode ameaçar aqui, amor? — Dallas passou a arma pelo cabelo de Ally, a mesma prendeu a respiração e Austin engoliu seco.
Naquele momento, ela sentiu que algo ia dar muito errado.
— Eu te amo, Austin. — Ally disse baixinho e de forma rouca, prestes a chorar. Talvez aquela fosse a única chance dela expressar o que, no fundo, já sabia. Dizem que grandes desastres ajudam os sentimentos a serem liberados do sub-cociente de alguém, eles — os desastres — acabam mostrando para a pessoa que aquela pode ser sua última chance de falar, de sentir.
Ally Dawson nunca deixaria de amar Austin Moon.
Ela não pôde impedir a se mesma de abrir a boca em um perfeito ''O'' ao perceber o que tinha dito. Ela estava completamente estancada, sem saber o que fazer. Sua respiração estava presa em seus pulmões, ela não conseguia pensar, em parte pelo que tinha dito, em parte pela arma na sua cabeça.
Um barulho de tiro foi ouvido.
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