Obsessão
20 Mate o Quanto.
Notas iniciais
Aprenda a contar pra mim, preciso ouvir seus números.
(...)
Quanto que é...
Mil menos sete?
Quero saber quanto que é...
Você é esperto, aprendeu a contar quando era um menininho, não é?
Conte pra mim...
Quanto que são mil menos sete? Vamos... Você sabe dizer não é?
Existem coisas que podem te fazer sentir dor agora...
Isso é um ajuda pra você, como eu lhe amo muito, estou te contando um truque que eu aprendi com um homem interessante.
Conte isso de forma regressiva de sete em sete...
Quanto que são mil menos sete?
993... Pensou, ou tentando pensar...
Mas ele não contou mais do que isso, só disse isso, ou pensou, não sabia mais diferenciar...
Outra voz lhe chamou...
Uma voz estridente gritou-lhe o seu nome, com a voz enraivecida e casualmente entristecida, gritando-lhe para acordar-se, mas isso parecia difícil pra ele, seus olhos estavam mais pesados do que chumbo, seu rosto parecia estar sendo amassado ou pressionado, ele sentiu uma dor em todo o corpo, como se tivesse apagado durante um longo tempo de mau jeito. Ele não conseguia pensar nada direito, mas seu ouvido estava formigando, como se tivesse ouvido algo ali, aparentava ser um lugar escuro, mas a voz novamente gritou em sua mente, o tom parecia ser suplicante, algo que era incomum, a voz parecia gritar por ele, mas ela começou a ficar mais fraca. E mais fraca...
O grito forte passou a virar um sussurro fraco...
O sussurro fraco virou um leve sopro de murmúrios...
O murmuro começou a se tornar vazio...
E logo se tornou o silêncio...
E com o silêncio vem a dor.
Ele sentiu algo ser injetado em seu corpo...
Em seus olhos...
Ele sentiu seus olhos queimarem...
Algo afiado foi posto neles...
Ele sentiu lágrimas escorrerem, estava doendo...
Doendo demais... Como o inferno doeria nele agora...
Mas ele estava no inferno... Só não percebeu que estava no nono inferno...
Ele sentiu outra dor... Em seu corpo todo...
Ele não conseguiu chamar por sua amiga... A voz que lhe chamava... Era ela?
Ele não sabia mais dizer... Ele sentiu algo transpassar sua mão...
Ele sentiu algo transpassar sua coxa...
Sentiu algo transpassar sua outra mão...
Sua outra coxa...
Ele sentiu algo grudar em suas costas... Algo forte...
Ele não estava sentindo tanta dor... Era como se estivesse dopado...
Ele conseguiu abrir uma fresta de seus olhos, pela primeira vez, eles ardiam mais do que quando ele ativava sua companheira, parecia doer, o local era pouco iluminada, a luz era vermelha, ele começou abrindo de pouco em pouco... Ele olhou ao redor, seus olhos estavam pesados... Ele não conseguiu ver muito... Parecia ser uma sela, uma sela bem escura, velha, quase em ruínas, o ar era úmido demais, o cheiro era estonteante para seu nariz, ele olhou ao redor rápido demais, ele jurou ter visto uma cabeleira ruiva.
Aquele cabelo, ele conhecia a cor daquele cabelo.
Ele tentou olhar de novo, mas tentou deixar seus olhos muito tempo aberto, mas isso lhe custou mais dor e lágrimas, seus olhos estavam vermelhos, mas não vermelho sangue, parecia estar vermelho apenas de dor, ele tentou mover seu corpo para frente quando ele novamente viu uma cabeleira ruiva quando ele abriu uma fresta em seus olhos.
A dor ficou mais forte quando ele tentou alcançar o cabelo ruivo, ele só conseguiu ver o cabelo, seu ouvido começou a formigar... Ele tentou mover sua mão para tentar alcançar aquilo que ele não via isso se provou impossível, sua mão reclamava de dor quando ele a erguia ou arrastava para frente, sua mão estava presa, ele começou a sentir um líquido nela...
Ele virou sua cabeça para um lado, e viu um líquido vermelho... Ele conhecia isso, sua mão estava sangrando, desistindo de tentar olhar para a ruiva, tentou olhar para si mesmo. Mas só conseguia ver por frestas visuais que seus olhos se esforçavam para ver, sua perna, havia um gancho firme nela. Prendendo-a, ele tentou a mover.
Falhou outra vez o sangue começou a escorrer em sua perna, ele estava com sua calça escura ainda, rasgada na região das duas coxas, ele viu a outra, a mesma coisa tinha ocorrido com ela, estava presa, sua outra mão, também, suas costas pareciam estar grudadas na parede. Ele não se movia muito, sangue em seu corpo todo começou a se tornar visível, seus olhos começaram há abrir um pouco mais.
Seu ouvido novamente formigava, ele jurou por um segundo ter ouvido uma voz fraca, suplicante, ele tentou dizer algo, sua voz ficou arrastada, doída, ardida, parecia arder conforme ele tentava soletrar letras, tentando dizer palavras fracas, mas estavam difícil, seus olhos estavam começando a dar indícios de que estavam voltando, ele tentou abrir eles um pouco mais, se tornou suportável, ainda que ardesse muito. Novamente, ele jurou ter ouvido um sussurro, mas dessa vez o sussurro estava mais forte, ele conhecia aquele sussurro, ele ouviu essa voz muitas vezes. Ele adorava ouvir essa voz, a falta que ele sentiu de ouvi-la, lhe deu essa resposta, ele amava ouvir essa voz.
Mas a voz...
Estava rouca...
Dor?
A voz ficou mais alta, seus ouvidos começaram a doer, a falta de ouvir alguma coisa em tempos talvez estivesse fazendo-os doer.
Ouviu novamente um chamado em meio uma voz mais forte...
Tornaram-se duas vozes em seus ouvidos.
Uma das vozes, falava alto, forte, com dominância, mandando.
A outra era suplicante, fraca, ruída, destruída, com uma voz suplicante pedindo para parar, a segunda voz, era mais doce, mas era destruída.
A primeira voz ficou mais rude, mais densa, mais grossa.
Mais perigosa...
A segunda voz pareceu sentir mais medo, pois começou a sussurrar mais baixo, seus ouvidos tentaram ouvir o que ela dizia ao máximo, mas pegavam apenas pequenas partes indecifráveis, ele sabia que devia ser algo importante.
A primeira voz também virou um sussurro, não parecia ser uma ordem agora.
Parecia ser um sussurro perigoso para a segunda voz.
A segunda voz ficou mais alta...
Ele conseguiu ouvir um nome...
Ele conhecia esse nome.
Ele já ouviu isso.
Era seu nome...
Naruto...
Sim... Esse era seu nome. Ele sempre foi chamado assim, as últimas pessoas que o chamaram assim eram ruivas...
Chelsea... Kushina...
Chelsea...
Chelsea...
Chelsea?
Chelsea...
Chelsea!
Chelsea!?
Onde ela estava? Onde estava ela? Ele a queria agora, ele precisava dela, ele se sentiu assustado com a voz, a voz parecia familiar, agora que ela começou a se tornar lentamente.
Gritos.
A voz que antes lhe sussurrava tão fracamente se tornou um grito mais alto, e cada vez mais alto, uma voz estridente. Muito maior que a voz que gritava dentro de sua cabeça, ele também conhecia aquela voz, vozes e vozes, parecia ser algo dentro dele mesmo que também queria ser ouvida por ele, mas essa voz começou a desaparecer cada vez mais, se tornando vazia.
Ele manteve os olhos fechados por mais um tempo, seus olhos teriam que abrir lentamente de novo.
Ele direcionou sua cabeça para frente, seus olhos não eram mais nada do que janelas com frestas curtas abertas.
Ele via pouco, e pensava muito.
Ele novamente viu o cabelo ruivo.
Ele reconheceu esse cabelo ruivo dessa vez, ele sempre iria reconhecer o cabelo, Deus, ele sabia até como cheirava o cabelo ruivo de Chelsea, e o brilho desse cabelo ruivo, parecia demais com o de Chelsea...
Um medo varreu seu coração.
Chelsea estava gritando? Chelsea estava ali? Por quê? O que ela fazia ali? Não era para ele ouvir a voz dela assim, ela tinha que ter uma voz lasciva, provocante, uma melodia de falas, mas agora eram apenas berros, um berro forte se tornou em sua cabeça, sua cabeça doeu, ele queria pressionar sua cabeça, mas suas mãos estavam fracas, ele não conseguiu ver nada.
Por quê? Por que isso estava acontecendo com ela? Ele abriu seus olhos para ter certeza.
Ele viu um rosto, um rosto quebrado, um olho perdido ao vento como se não tivesse foco para olhar.
A primeira voz começou a rir mais alto.
Uma gargalhada que lhe causou repulsa, a primeira voz parecia estar se divertindo com a situação.
Esse era o problema, ele não entendia sua situação, o que estava acontecendo? Abriu seus olhos, ignorando totalmente a dor que se sucedeu logo em seguida.
Ele olhou fixamente para os cabelos ruivos.
Seu olho se arregalara e ele teve que fechá-los.
Mas ele viu o que era.
Era Chelsea, a sua companheira agora.
Ela estava chorando, gritando. Pedindo em um sussurro apenas ajuda, enquanto a primeira voz que ele nem conseguia ver, estava rindo alto...
Ele reconhecia essa voz...
Era a voz de uma mulher, sim... Uma mulher nojenta que não tinha limite... Essa voz lhe tirou tudo, lhe tirou tudo o que ele tinha. Essa voz só lhe causou dor.
Esdeath...
Era ela quem estava rindo esse tempo todo, seu coração doeu só de lembrar-se de sua existência. Ele a odiava, ela não merecia felicidade, então por qual motivo ela estava rindo?
Ele tentou tirá-la de sua cabeça, abriu seus olhos novamente para frente, Chelsea estava ali, ele tinha certeza agora, mas por que ela gritava?
Ele abriu seus olhos, mas ele só conseguiu ver duas mãos.
Uma agulha, uma seringa pontiaguda.
Ele só conseguiu sentir dor novamente, seus olhos foram abertos e novamente aquela agulha o perfurou nos olhos, como se dissesse zombando dele. ‘’ Você não irá vê-la. ‘’ Parecia ser exatamente isso que a voz estava lhe dizendo, isso era errado, não podia, não podia estar acontecendo.
Esdeath estava lhe dizendo que não conseguiria vê-la agora...
Ele veria! Ele ignorou toda a dor, e com toda a força que seu corpo possuía, ele olhou para frente, a risada de Esdeath parou nesse exato momento, parecia surpresa por ele querer abrir os olhos e ver Chelsea depois disso, parecia... Assustada com isso.
Naruto viu Chelsea, de joelhos... Com o corpo estendido para frente, gritando de dor... Mas seu corpo se movimentada para frente a cada grito, ele sentiu o cheiro de sangue, ele também estava cheirando assim. Mas por que ela estava cheirando a sangue? Ela tinha um cheiro doce, não tinha que ter um cheiro doce como esse. Esse doce era de sangue, não o doce dela.
Ele manteve seus olhos abertos, ele viu algo escuro atrás de Chelsea.
Seus olhos se arregalaram quando ele viu um homem atrás de Chelsea com algo enorme, uma barra de ferro... Por quê? Qual era o motivo da barra de ferro?
Ele manteve seus olhos abertos o máximo possível, mas ele teve que fechá-los novamente, ele ouviu uma risada alta agora, como se tivesse obtido uma diversão nova, ele ouviu o grito de Chelsea ficar mais alto, ele não gostou disso, ignorou a dor dos olhos e os abriu de novo.
Seu coração falhou uma batida quando ele viu o homem forte com uma máscara, um mestre da tortura... Ele os conhecia muito bem.
Um mestre da tortura estava segurando uma barra de ferro atrás de Chelsea, agora...
Mas por que ele estava fazendo isso com ela? Qual o motivo? Por quê? Por que o corpo de Chelsea estava se movendo enquanto ela estava de bruços, ele não entendia isso...
Ele fechou os olhos e os abriu de novo.
Ele viu com horror o entendimento lhe bater na face, como um soco potente, como se a razão da situação lhe batesse forte...
A barra de ferro estava fazendo Chelsea sentir dor. Ele viu o seu corpo melhor, ela não estava usando nada, não havia roupa, nem dignidade, Chelsea chamou por seu nome, ele ouviu... Ela pedia por ajuda... Ele entendeu agora...
Ele começou a suspirar pesadamente, ele sentiu uma mão fria ir a seu rosto, como se fosse para acalmá-lo, ele conhecia esse toque, era o toque de Esdeath... Ela queria que ele se acalmasse, mesmo vendo isso? Impossível, sua respiração se tornou mais densa e mais pesada, uma pequena fumaça saia de sua boca, o ar estava úmido demais ali, os gritos se intensificaram.
Ele chacoalhou sua cabeça com toda a força que ele ainda tinha e abriu seus olhos novamente, tentando rezar em silêncio para seus olhos estarem lhe pegando uma peça maldosa. Ele abriu...
Seus olhos queriam se fechar quando ele a viu diretamente, sem dor alguma... Mas ele os manteve abertos...
Chelsea estava nua, com o rosto repleto de dor, arrastada, seu cabelo sujo de terra, sua pele branca estava suja, seu corpo empinado para trás, onde um mestre da tortura introduzia uma barra de ferro em sua bunda, entrando e saindo, o ritmo mudava indo forte e lentamente. Indo rápido e fracamente, ou juntando o pior, dolorosamente e rapidamente, Chelsea gritava com isso, mas parecia que tinha algo de diferente ali... Parecia não ser real...
‘’ Naruto... ‘’
Ele ouviu um sussurro lhe chamar... Chelsea chamava seu nome em meio à dor, à barra de ferro estava com sangue, isso estava entrando nela sem carinho algum, como algo rude. Ela sentiu a parte de baixo sangrar e pingar no chão, seus joelhos estavam machucados por ficar apoiada no chão durante muito tempo.
Pelo menos era isso que Naruto pensou que estava acontecendo...
Novamente ela lhe chamou a voz ficando mais aliviada quando o mestre da tortura retirou a barra de ferro de dentro dela e jogou longe.
Naruto olhou para aquilo com olhos esperançosos... Sua garganta reclamava só dele abrir a pouca e respirar, mas ele precisava chamá-la, ele estava ali com ela...
‘’ Chelsea ‘’ Ele chamou.
Ele viu um sorriso mínimo dela quando ela o ouviu chamar por seu nome, Naruto conseguiu dar um sorriso de canto, mas uma risada estridente fez uma rapto brusco no momento, Naruto direcionou seus olhos para frente e viu que o mestre da tortura pegou Chelsea pelo colo, sem se importar com a maneira, o corpo forte do mestre da tortura parecia sedento pelo que fazia Chelsea ser uma mulher. Naruto viu com um pavor pequeno quando o mestre da tortura pressionou o corpo frágil de Chelsea na parede, só agora Naruto viu a porta de ferro, havia uma fresta... Uma saída... Ele adoraria conhecer a saída agora, com Chelsea...
Mas isso não aconteceria em muito tempo, e nem com ela...
O mestre da tortura desabotoou a parte de baixo de suas vestes, enquanto segurava o corpo frágil de Chelsea com apenas um braço...
‘’ Você a ama não é? ‘’
A maldita voz que lhe tirou tudo apitou em seus ouvidos, ele queria estraçalhar sua garganta, queria arrancar suas vísceras para fora com os dentes e fazê-la comer enquanto morria, queria enfiar aquele tarja de ferro em sua garganta e fazê-la sair por baixo, queria fazer ela atravessar todo os seus órgãos e dar para qualquer um comer seu corpo, adoraria entregar seu corpo morto para necrofilos se divertirem com ela. Mas ele tinha que pensar em Chelsea agora, ele com todo o pouco de força, moveu sua mão. Uma dor enorme invadiu seu ser novamente, sua mão parecia rasgar, ele sentiu algo ser injetado em seu pescoço. O que estava havendo com ele? Era apenas mais uma agulha.
Ele sentiu o efeito imediato, seus olhos ficaram zonzos e seu sentido ficou turvo, seus olhos pareciam opacos, mas ele conseguiu manter um leve foco em Chelsea... Ele conseguiu a ouvir, mesmo que minimamente.
‘’ Eu te amo. ‘’
Ele a ouviu dizer, aquilo não podia ser real...
Mestre da tortura estava a estuprando, enfiado seu membro sem cuidado nenhum em seu ser, rudemente, abrindo espaço de maneira brusca, mesmo que ela não fosse mais virgem, sangrava, por causa da barra de ferro, que fez um grande estrago nela, e agora era o mestre da tortura que empurrava tudo dentro dela enquanto ela era espremida na parede.
Ele não sabia como lidar com a situação, estava tonto, fraco, maleável, impotente, acorrentado, desnorteado, pateticamente... Fraco... Ele não podia fazer nada... Ele não conseguiu fazer nada, ele ficou apenas vendo.
Ele tentou não ouvir, como um covarde os gritos dela...
Ele queria a voz amorosa que ela tinha com ele, ele não queria gritos...
Mas a razão bateu em seu ser... Ele estava sendo idiota, ele não podia a abandonar...
Ele olhou para sua mão, as pontas do gancho prendiam a superfície de sua mão...
Ele ignorou um grito de Esdeath dizendo para parar, e puxou com tudo o que ainda tinha a sua mão para fora.
Ele queria gritar, mas o pedido de socorro de Chelsea falou mais alto... Ele sentiu sua mão ser rasgado em várias partes, um rombo enorme foi feito. Ele colocou a mão fraca na sua coxa esquerda, ele puxou a ponta do gancho, mas ele não conseguiu fazer mais nada.
Duas agulhas foram postas em seu pescoço, o efeito foi imediato...
A última visão que ele teve foi de Chelsea ser largada no chão como lixo, e ser pega pelos cabelos pelo mestre da tortura...
Ele ouviu uma voz sussurrar em seu ouvido, uma voz doce, mas que ele tinha nojo.
‘’ Conte pra mim, quanto que são mil menos sete? ‘’ – a voz de Esdeath lhe dizia com um carinho imenso, se ele conseguisse a ver a mandaria para o inferno, mas ele não expressaria isso com palavras, e sim com olhares, apenas seus olhos poderiam dizer isso, em seus olhos havia apenas o desejo cruel de matá-la.
Chelsea...
Ele pensou nela novamente, ignorando totalmente Esdeath.
Isso não causou um efeito bom nela, que estava ao seu lado... Esdeath clamava por atenção, clamava por seus olhos. Mas mesmo que ‘’ Chelsea ‘’ havia sido levada dali pela porta da frente, mesmo Naruto não conseguindo enxergar nada, ele continuava olhando para a porta, mirando ela com olhos escuros, não olhando para Esdeath, não dando atenção pra ela...
Esdeath pegou outra seringa da pequena mesa que havia naquela cela e injetou no pescoço de Naruto...
Naruto só conseguiu ouvir um último sussurro antes de se entregar plenamente a escuridão...
‘’ É uma dose extra de obediência, você vai me pertencer, quer queria, quer não. ‘’
E seus olhos ficaram fechados novamente. Não sabendo quando os abriria de novo.
Esdeath suspirou pesadamente ao seu lado, vendo seu pobre companheiro com a mão machucada por tolice, ela mandaria alguém trocar o tamanho das correntes mais tarde, agora ele precisava descansar, com um olhar cheio de amor, ela saiu olhando para seu corpo estendido na parede enquanto sangrava, estava lindo.
Mais tarde, ela usuária a ilusão de Kushina... Ou ela inventaria algo diferente...
Enquanto trancava a porta de aço, ela pensava se deveriam usar duas pessoas... Uma transformada e uma ilusão... Provavelmente seria o melhor para fazê-lo obedecê-la. Estava decidido.
Foi apenas o primeiro nível...
Ele não agüentaria muito tempo, e quando ela o quebrasse o reconstruiria a sua boa vontade e a sua maneira, tornando-o seu para sempre, iria ensinar a ele tudo o que precisava saber, iria ensinar principalmente que ele era dela, era um plano perfeito.
Kuromada estava respirando pausadamente, manter uma ilusão de duas pessoas em movimento não era fácil, consumia muito energia, no corredor da cela logo Esdeath apareceu com o olhar distante, mas logo se recobrou e direcionou um olhar para ele.
— Cansado? – ela perguntava zombando. – É melhor você estar preparado, não vai demorar mais que um dia pra você ter que fazer isso de novo, e dessa vez vai ter que fazer melhor, ele quase pensou que era uma ilusão. – ela meditou em seus pensamentos a melhor forma de como prosseguir, não demorou muito e a resposta logo veio em sua mente junto com um sorriso que deixaria Kuromada com pesadelos durante um bom tempo, talvez se juntar ao império não tenha sido uma boa idéia, mas o dinheiro fluía com mais facilidade. – Quero que você emita um mandando de busca para algumas pessoas em certa vila, traga todos os habitantes de lá, quero eles aqui pra ontem...
Não demorou muito e Kuromada saiu a passos rápidos dali, com total pavor das palavras dela, a contrariar poderia mostrar-se uma tolice, ele não era um tolo para se mandar a morte, ele continuaria vivo, ele viveria para ter dinheiro, ele precisava do dinheiro, logo ele sumiu da parte secreta, Esdeath estava sozinha, ele se recostou na parede, perdida em pensamentos interessantes e alguns degradantes.
‘’ Ele queria a salvar... ‘’ – pensava Esdeath com pesar, mesmo no seu estado ele queria salvar a ruiva, mesmo que ela tenha sido uma ilusão, ele quis a salvar, ele lutou pela volta da consciência, ignorando a dor. ‘’ Se isso acontecer comigo, Naruto iria... ‘’ – ela colou-se na duvida, mas logo riu por ter sido estúpida. ‘’ – É lógico que ele faria, ele me ama, só está confuso agora, não tema meu querido, eu cuidarei de você e te educarei bem, agüente só mais um pouco, eu amo você, com certeza. ‘’ – ela se ergueu novamente, saindo dali também, ela até mesmo se esqueceu de como Makoto estava, será que já morreu? Ela torcia para que sim.
Ela saiu da parede e empurrou-a de volta para o lugar.
Olhou ao redor, divertida procurando a cela das crianças, não demorou muito e ela a encontrou.
Ela riu divertida e gostosamente, os prisioneiros recuaram com isso, eles odiavam essa risada, quando Esdeath ria assim, era porque algo de ruim aconteceria para eles, eles aprenderam com o tempo que ficar perto de uma Esdeath divertida significava o inferno novamente, mas um inferno mais fundo do lugar que eles estavam. Esdeath tirou os olhos dos assustados e a passos curtos foi em direção a cela onde Makoto deveria estar.
E lá estava ele, no canto da cela, com um olhar vazio e uma tremedeira constante no corpo, parecia uma vara em meio a uma tempestade, as crianças estavam longe dele, em um montinho de gente, Esdeath queria saber o que elas estavam fazendo.
Makoto estava com sua capa suja de sangue, escondendo suas mãos, quando ele finalmente percebeu que ela estava ali, ele mostrou seus dedos, ou quase.
Seus dedos da mão esquerda sumiram, Esdeath podia ver os ossos ali, que divertido, a mão direita havia apenas o dedão inteiro, provavelmente Makoto estava oferecendo metade dos dedos a cada vez que as crianças queriam comê-lo, foi astuto, sobrevivência em primeiro lugar, era um instinto primário dos seres humanos, ela amava ver isso. Mas seus pensamentos foram retirados novamente quando Makoto a chamou com a voz fraca.
— Eu... – ele mal conseguia falar, o choque de ver ás próprias mãos deveriam ser demais para um menino de doze anos. – Eu não perdi meus braços... Nem minhas pernas... – ele recitou baixo, como se fosse uma reza pedindo por misericórdia. – Você me prometeu que me tiraria daqui... Me tire daqui Esdeath...
Ela apenas entregou uma risada de escárnio pra ele, como se tivesse ouvido uma boa piada. Ela tinha dito que tiraria ele dali se ele mantivesse seus braços e pernas em perfeito estado. Mas ela podia mudar se ela quisesse, e ela não se sentia particularmente no humor agora de salvar alguém, Makoto fez muita merda na vida mesmo sendo tão jovem, então o mínimo que deveria acontecer era ele sofrer pelo menos mais um pouco não era? Sim, isso parecia ser certo o suficiente pra ela. Ela iria mudar um pouco suas regras, afinal de contas ela apenas disse, não prometeu.
— Você está sem sorte, garotinho. – ela recitou alegremente, inclinando seu corpo para frente em alegria distorcida, mostrando-o um sorriso alegremente cruel, como se o medo que varreu seus olhos com o que ela disse fosse divertido pra ela, e de fato vê-lo assim, assustado como um coelho em meio a lobos foi divertido, foi interessante de se ver. – Eu não prometi a você que te tiraria dali, eu apenas... Disse que havia possibilidade. – ela se afastou.
— ESDEATH! – Makoto gritou o mais alto que podia, chamando a atenção das crianças ao redor, que voltaram para ele novamente, mais medo se instalou dentro de seu coração. – ME TIRE DAQUI, ELAS VÃO-ME COEMER ESDEATH, POR FAVOR. – ele sentiu lágrimas de medo invadir seu rosto, mas Esdeath apenas movia a cabeça como se gostasse da música, era exatamente isso que ela estava pensando, os gritos de uma criança jovem eram uma boa música. – ESDE... – foi interrompido quando uma criança voou em seu pescoço e mordeu sua traquéia, ele logo engasgou com o seu próprio sangue. – Death... – a última visão que teve foi quando uma criança arrancou seus olhos os dedos rapidamente, sem se importar com as veias de ligação da córnea.
Talvez tenha sido uma morte boa ou ruim, ser canibalizado por crianças, pelo menos quando elas fossem defecar-lo ele não seria uma bosta humana, só seria bosta mesmo.
Esdeath observava tudo tranquilamente, encostada na parede que tinha a escada para subir, não negava que estava sendo interessante de se ver crianças comendo outras crianças, mas se fosse para pensar, não era mais nada o que o merecido para Makoto, por ter sido um tolo e sem fundamento e sem decisão, foi um boneco nas mãos de Onest.
Os últimos acontecimentos haviam sido interessantes.
Ela se tornou imperatriz, subiu na sacada do império, com todos no império olhando para ela, a sensação de alegria quando ela jogou o corpo de Onest para baixo, foi indescritível, foi sensacional, foi maravilhoso, foi algo belo, algo único, algo irrisório também, Onest teve um bom fim, ele serviu de fogo para a população, muitos gostaram disso, outros amaram... No final, ela foi aceita como Imperatriz.
O seu discurso foi interessante, ela seria melhor que Onest, ela daria tudo o que a população precisasse, apenas para eles se devotarem para ela, ela mandaria em todos, ela manipularia a todos, para seu próprio prazer, mas ela não os amaria, apenas os usuária.
Foi um evento interessante, ela sentiu que Kurome e Wave, ficaram um pouco ressentidos quando ela lhes disse o seu plano para educar Naruto, ela ouviu que Wave disse com convicção que se Bols estivesse vivo, ele não iria aprovar isso nunca. Mas ela não ligou, ela estava certa no final das contas.
Ela agora mandava em todos, os planos de contra-ataque já estavam feitos, os Generais já haviam chegados, foram longas doze horas de conversa, e todos os soldados e membros do alto escalão militar do império tiveram que prestar seus votos de lealdade pra ela, foi difícil não bocejar muitas vezes, não que ela se importasse agora, ela mandou fazer uma coroa para ela e para Naruto, mas seria apenas para enfeite, mesmo com isso ela ainda adorava vestir seu colete militar, a única diferença é que agora havia um brasão imperial no peito, indicando sua posição como líder de todos.
Budo não reclamou, para a sua surpresa, ele até mesmo pareceu aprovar sua escolha de matar Onest e jogá-lo para a população, talvez ela tivesse julgado Budo erroneamente, mas ela não iria baixar sua guarda, ela não sabia prever os passos dele, isso era um problema, isso não estava certo, mas ela tentava ignorar isso, por enquanto ela só prezava seu companheiro que estava dormindo agora, ela queria que ele estivesse tendo bons sonhos.
Sim, ela queria que ele estivesse sonhando com ela, que estivesse com ela nos pensamentos, era tudo o que ela queria...
Mas ele com certeza estaria sonhando sim com ela, ele a amava, só estava confuso, ela sempre pensava assim, e sempre ficava melhor em seguida, era apenas confusão, ele voltaria a ser seu como ele era antes, e tudo voltaria ao normal, eles venceriam a guerra, e reinariam... Mas ela tinha preocupações agora, as demais nações, estavam suspeitas demais, ela tinha suspeitas de que as demais nações iriam se aproveitar do conflito e como os dois lados ficariam fracos, eles tomariam tudo, mas ela tinha seus meios... Ela só precisava do sangue de Makoto, amanhã ela mandaria alguém pegar os restos e mandaria alguém fazer uma cópia, seria simples, Stylish tinha aparelhos ótimos para isso, e ela tinha um grupo especialista nisso, seria simples.
A teigu definitiva, só funcionaria no imperador de sangue, ela não era de sangue, por isso precisava do sangue de Makoto, ela teria o sangue dele em sua corrente sanguínea e poderia usá-la para eventuais problemas. Seria interessante, ela não havia visto todo o corpo da imensa arma, mas era grande, com certeza muito grande.
Seria divertido usá-la na guerra.
Ela já havia começado. Já havia começado há uma semana. Sekirin virou um inferno.
Ela recebeu noticias de que aquela ruiva maldita estava viva, usando outra Teigu, ela ficou admirada com isso, a maldita era persistente, mas Naruto era dela.
— Foi apenas o começo. – ela recitou pra si. – Eu o terei. – ela dizia em voz alta enquanto caminhava em direção ao trono, agora haviam dois, um guardado para seu companheiro quando ele se tornasse seu por inteiro. – Ele estará ao meu lado, para tudo. – ela dizia, abrindo espaço no meio da sala, que estava cheia. De Generais, soldados, tenentes, sargentos, e ministros. – Existe um tempo que este trono foi tomado por incertezas e fraquezas. Mas agora ele será tomado por poder e medo, eu mandarei medo para todos os nossos oponentes, tornarei este reino um lugar melhor que Makoto jamais conseguiria tornar, nada irá se opuser a nossa vontade...
Ela ouviu aplausos de alguns ali, um sorriso de canto se formou em seu rosto enquanto ela cruzou suas penas em alegria enquanto estava sentada. – Eu tenho uma missão especial para vocês.
— Diga-nos. – disse um dos vinte generais do império, Galladus. – Terei prazer em mandar meus melhores soldados cumpri-la imediatamente. – ele curvou sua cabeça em respeito, Esdeath apenas direcionou um olhar e um sorriso satisfeito a isso, logo todos se curvaram diante dela, o único de pé foi Budo, mas ele baixou sua cabeça levemente, em respeito, Esdeath aceitou esse respeito por ela. Ele seria útil para suas vontades, ela precisava dele, então seria natural isso acontecer, ele não seria seu mascote, por enquanto...
— Vocês precisam achar uma pessoa pra mim. – ela começou alegremente. – Na verdade, precisam achar duas pessoas pra mim. – ela pensou melhor. – Eu preciso dessas pessoas, mas essa missão não precisará ser feito imediatamente, ela será feita daqui alguns meses, mas eu preciso de todos os soldados mais rápidos e discretos que vocês tiverem no controle.
— Seguiremos suas vontades. – disse o general Maturi. – Mas diganos, alteza. – ele se curvou ainda mais perante ela. – Quem seriam essas pessoas que tu procuras?
O sorriso dela apenas se alargou. – Estou procurando duas ruivas do exército revolucionário. – ela deu uma lufada de ar em meio a um sorriso que deixou alguns assustados e fizeram recuar alguns passos para trás. – Escarlate, e uma garota chamada Chelsea... Eu quero elas aqui...
Seria divertido.
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