Obsessão
3 Capítulo III- A dor atordoante
Notas iniciais
Dorian na saleta, lendo jornal, se põem de pé, caminhando até sacada. Admirando a paisagem distraidamente.
– Vejo chegar meu triunfo!- Disse com tom de possessão.
Aos seus devaneios, Bruce adentra no cubículo emergindo pela escuridão.
–Senhor...Por que fechou as persianas?- Questionou, assustado.
–Horas até parece que devo satisfação- Retrucou alterando a voz, tornando a andar para direita e esquerda variadas vezes-, Aliás, alguma novidade?
–Sim, chegou uns homens estranhos...
–Deixe-os entrar
–Mas, senhor...
–Faça o que estou mandando!
–Sim, milorde.
Judite
Os pulsos e pés presos por correntes de aço maciço, a deixava impossibilitada de fugir. Estava estirada no chão gélido, imóvel e desacordada.
As roupas que antes limpas, estavam agora deploráveis, imundas e rasgadas. A pele machucada, devido ter sido jogada em puro cimento áspero com ferro prendendo partes do corpo deixando hematomas.
Ao despertar, apavorada berra.
– SOCORRO!
Seus olhos começaram lacrimejar quando percebeu a realidade: Tinha virado prisioneira, sem saber o motivo.
– Deus me ajude!...Por Favor! — Aproxima a face nos pulsos, numa posição fetal.
Segundo dia
Havia um colchão velho, perto da porta, a direita. Começa rastejar o seu peso até o local. Movimenta as pernas para cima, e, braços igualmente. Após alguns minutos no conforto mínimo, ouve barulho de passos. Era apenas eles colocando pela abertura abaixo da porta, a comida e um chaveiro.
–Chaveiro?
Vendo os objetos, rasteja o corpo. Conseguindo encostar as costas na parede, ficando as pernas dobradas.
–Duas chaves...A minha liberdade não deve ser...Com certeza é dos cadeados! — Disse, tentando pegar com os pés. Na primeira tentativa foi em vão. A segunda foi mais favorável, tira os ténis, enfiando a parte da argola nos dedos pequenos -, benditas aulas de arte circense, aprendi a levar as pernas até o alto das mãos. Agora estou solta.
Sorriu, num breve momento de alívio pouco duradouro.
Terceiro dia
Acorda, disposta a reagir.
– Hoje é meu desafio de sair daqui. Mais como?
Dorian
– Senhor, o saco aquele que trouxeram dois dias atrás, o que era? -Perguntou desconfiado- Por acaso está escondendo alguma coisa de mim?
– Bruce, Bruce, meu caro Bruce. Você verá a surpresa logo, logo.
Sairá do recinto, deixando dúvidas.
Judite
Quarto dia
Não aguentando mais, esmurra o aço da porta.
–SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDE! — Se deixa cair, no chão, derrotada, lacrimejando. Nesse mesmo momento, a porta abre.
– Srta. Venha comigo.
–Quem é o senhor? Por que estou presa? PODE EXPLICAR OU NÃO?- Disse alterada.
– A Srta. saberá. Siga-me.
– E tenho outra opção.
– Assentiu, seguindo o senhor calvo, estatura baixa, que aparentava ter 60 poucos anos. Estávamos subindo em degraus, cada vez deixando a escuridão abaixo para trás. Percebendo que se tratava de um calabouço.
– Dê a sua mão, Mi Lady.- Posicionou a mão esquerda na sua direção. Resolvendo aceitar sua ajuda.
– E seu nome senhor...
– Sou Horácio, menina. Agora fique nesse quarto, o patrão já está chegando.
Virando na direção da saída.
–Hei, volte...Senhor...
Mas, fecha a porta, chaveando.
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