Capítulo 2: O presságio se aproxima.

Era noite de lua cheia, Serelly estava olhando suavemente para estrelas, estavam lindas aquela noite. Brilhavam docemente no céu, passando uma tranquilidade que infelizmente terminaria em pouco tempo.

Pietro estava na sala de comando do Millênium de Crysttálly, sentia uma energia desconhecida que mexia com o espaço ao seu redor, parecia mexer também com a linha temporal do passado, do presente e do futuro.

Tremendo pelo pior, chamou a Deusa Rainha das Ninfas, para lhe sobre um perigo eminente.

_Majestade, sinto um perigo se aproximando, e estou achando que pode mudar a linha temporal! — Diz Pietro com medo das próprias palavras.

_Temos que estar em alerta então! — Diz a Deusa Rainha das Ninfas.

Serelly, ainda na sacada admirando as estrelas, estava com um lindo vestido azul, era estilo sereia, mas ainda expressava toda sua delicadeza de uma princesa.

Mas um sussuro ecoou em seus ouvidos, causando-lhe arrepios por todo seu corpo.

“Obsediana, terás que lutar, serás que tens força para proteger seu futuro de cristal?”

Este sussurro tinha lhe chamado a atenção, quem poderia ser? Serelly rapidamente se levantou e começou a procurar por todos os lados, aonde poderia ter vindo esta voz.

Seu Medalhão dos Astros estava brilhando em seu pescoço, indicando que ali tinha mesmo um inimigo, foi então que algo lhe chamou a atenção.

Na sacada aonde estava, era muito perto do jardim das flores mágicas, um dos lugares que Serelly mais gostava de ficar.

Ali, um vulto apareceu, seu rosto estava escondido, por trás de um manto, que parecia ter sido tecido pelo próprio universo, tinha uma visão de nebulosas, céus estrelados e constelações, uma visão perfeita do universo que conhecemos. Em suas mãos tinha um cetro longo, com uma energia ancestral que parecia ter sido escondido com o véu delicado do tempo-espaço.

Era como se o poder de mudar as linhas temporais, energias celestiais e a extinção da vida em todo os cantos do universo estivessem exalando de sua mão, ainda obscura.

Serelly sentiu seu corpo arrepiar, mas não estava com medo, e sim preparada para uma nova batalha.

_Tu és a líder das Primordial Senshis da profecia, mas terás força para lutar contra sua própria Obsediana? — Diz o vulto, com uma voz firme, cruel, mas transmitindo uma calma e uma frieza que intimidava qualquer pessoa.

_Quem é você? — Pergunta Serelly, firme e imponente.

_Sou a personificação da morte do universo! — Aquele vulto, entre uma risada maligna tinha desaparecido.

Ele desapareceu, mas Serelly tinha sido jogada para longe, sem tempo para se transformar, sentiu algo em suas costas que parecia doer.

Era uma mandala, com um símbolo ancestral, marcando sua pele e sua alma.

“Obsediana, a mandala da guerra! Está destinada a lutar, pois é uma das primordial senshis que herdou do universo, o seu explendor”

A ver sua amada jogada no chão, Kyung tinha corrido para socorrer, atrás dele, estava Pietro e a Deusa Rainha das Ninfas, todos estavam preocupados, pois tinham visto a marca da mandala nas costas de Serelly.

Brilhando com elegância, mas também marcando a pele e a alma de uma jovem guerreira, destinada a lutar, contra um dos inimigos mais temidos que o universo poderia esconder.

_Meu amor! Você está bem? — Pergunta Kyung pegando sua amada princesa nos braços.

_Estou bem, mas sinto algo em minhas costas! — Diz Serelly se recuperando do tombo que tivera agora a pouco.

_É a obsediana, Princesa Dyastro! — Diz Pietro ciente que a energia que sentiu, era a mesma que tinha aparecido ali mesmo.

_O que é obsediana? Aquele vulto disse para mim a mesma coisa! — Diz Serelly sendo colocada no chão, mas amparada por seu amado Kyung.

_Que vulto Princesa Dyastro? — Pergunta Pietro, tremendo que tenha sentido a presença de um inimigo um pouco tarde.

_Ele disse que é a Personificação da morte do Universo, e também me chamou de lider das Primordial Senshis! Pietro, você que tem o dom de saber sobre tudo, por favor, não me esconda nada! — Serelly estava criando coragem para saber mais sobre a batalha que estava por vir.

_Obsediana é a marca mágica das quatro guerreiras que carregam, é como se o universo tivesse as escolhido para salvar a existência do pior! E você é uma Primordial Senshi, uma das quatro guerreiras que protege o universo, e que de alguma forma, herdou uma parte do poder do universo! — Pietro tinha subido em um banco do lado de Serelly.

_E quem são as outras três? — Pergunta a Deusa Rainha das Ninfas, acariciando a cabeça do gatinho.

_Uma já conhecemos e já abriu mão de sua transformação de Sailor, mas mesmo assim, continua sendo uma Primordial Senshi! Estou falando de Robertha, a Cosmos Imortal! — Pietro ao revelar a segunda Primordial Senshi, deixa Serelly feliz, pois iria rever sua melhor amiga.

_Então a Rainha Robertha é uma, e quem são as outras duas? — Serelly estava confusa, mas ao memso tempo estava feliz por lutar novamente ao lado de Robertha e Ander.

_Sailor Light e Sailor Darkness, mas ainda não sabemos de nada delas! — Pietro foi pego no colo por Serelly.

_Mas vamos conhecer, afinal, estamos juntas destinadas a lutar! — Serelly aperta Pietro em um abraço apertado.

Mas não foi só Serelly que tinha visto aquele vulto, em Kinmoku, Robertha estava elegante com um vestido dourado, representando sua majestosidade com elegância. Estava sozinha em seu jardim particular das Rosas azuis, cultivadas por ela mesma, era um lugar que lhe trazia paz e tranquilidade, depois de tantos problemas com o planeta das flores douradas.

O mesmo vulto que apareceu no Millênium de Crysttálly, tinha aparecido para Robertha, ela estava distraída exalando o perfume das rosas, quando um sussurro lhe chamou a atenção, a fazendo espetar o dedo indicador no espinho de uma das rosas.

“Obsediana, terás que lutar, serás que tens força para proteger sua família e seu planeta?”

Robertha, tirada de seu lazer pelo sussuro, levantou a cabeça, fazendo uma gota de sangue cair sobre a rosa azul, foi quando aquele vulto apareceu para ela.

_Quem é você? — Pergunta Robertha com a coragem digna de uma Rainha.

_Tu és a Primordial Senshi da profecia, mas terás que lutar para defender todos de seu reino, serás que consegue? — o vulto indiga Robertha, que continua mantendo sua postura de rainha.

_Tenho sim, mas quero saber quem é você? — Robertha tinha dado um passo para trás, após o vulto estender a sua mão sombria.

_Eu sou a personificação da morte do universo! — Com sua mão, Robertha é jogada para longe.

Ander que estava indo de encontro de sua amada esposa, a vê caída, inconsciente, em suas costas, uma mandala mágica aparece, a mesma que tinha aparecido nas costas de Serelly.

“Obsediana, a mandala da guerra! Está destinada a lutar, pois é uma das primordial senshis que herdou do universo, o seu explendor”

Ander, vendo a marca nas costas de sua amada, a leva para dentro do palácio, primeiramente iria acudir sua amada esposa, para depois procurar respostas.

Na terra, em uma linda noite estrelada, Stella estava preocupada, ao ver o vulto refletido no Espelho das Estrelas, marcando uma visão do inimigo que teria que lutar.

Aníe que estava do seu lado, percebe que tinha algo que preocupava sua amiga.

_O que está te preocupando tanto Stella? Tem visto algo em seu espelho? — Pergunta Aníe se aproximando de sua amiga.

_Sim! Temos um novo inimigo, e novas aliadas também! — Diz Stella, não sabendo conter toda a sua preocupação.

Sem dar a chance de Aníe responder, o vulto tinha apareceu, com sua energia ancestral que mostrava o quão poderoso ele era.

Stella tinha arregalado seus olhos, ao estar diante do inimigo que tinha aparecido em seu espelho.

_Aníe, é ele! O inimigo! — Diz Stella se levantando rapidamente para se transformar.

_Vamos nos transformar Stella! — Diz Aníe também segurando seu pingente para transformar.

_Não és o momento da luta, és o momento de saber se as duas terão forças para proteger o passado e o presente que tanto amam? — O vulto com a energia que fluia de sua mão, tinha lançado contra as duas.

Tanto Aníe, tanto Stella tinham caido no chão, pois a energia foi contra elas e desapareceu completamente, mas o sussuro veio em meio a escuridão.

“Obsediana, a mandala da guerra! Está destinada a lutar, pois é uma das primordial senshis que herdou do universo, o seu explendor”

Ambas percebem que nas costas uma da outra, tinha uma mandala de energia, marcando suas almas e seu corpo, como se elas tivesse sido escolhidas para travar uma batalha tão antiga e tão perigosa ao mesmo tempo.

Agora, elas terão que ir atrás de respostas, terão que unir forças, para vencer um mal ainda maior do que a imaginação de cada uma pensa. O que será que está por vir?