Obsediana: a maldição de uma Sailor

7 Nasce das trevas, um hino de amor.



Capítulo 7: Nasce das trevas, um hino de amor


Foi então que Serelly, Stella, Anie e Robertha partiram em meio ao portal, com seus corações cheios de esperança e determinação. De alguma maneira, elas sentiam o explendor e as belezas do universo morrendo pouco a pouco.

O inimigo tinha tentado usar seus poderes ancestrais repletos de maldade e de ansiedade por sua possível vitória, para manipular a direção do portal, as quatro sentiram essa distorção.


_Duhkah está tentando alterar a direção do nosso portal! – Stella tinha percebido a distorção tanto quanto suas companheiras .

_Precisamos usar o Sailor Teletransporte! – Anie tinha dado essa ideia para que saíssem do portal o quanto antes, já que o portal seria destruído.

_Você consegue usar Robertha? – Serelly se preocupa com sua amiga, que deixou de ser Sailor para se tornar uma Rainha completa.

_Sim! – Robertha da suas mãos para Serelly.


Elas ficam de mãos dadas, usando suas energias para invocar o Sailor Teletransporte, cada símbolo brilha em suas testas com louvor e graciosidade.

O poder delas invocados e unidos era próximo do infinito. Mas no entanto, Duhkah seguia firme tentando destruí-las dentro do portal com sua energia ancestral, escondida nas sombras do tempo.

Só que elas conseguiram fugir antes do portal ser destruído completamente. Chegando em Velaris com segurança.

O ambiente era diferente, com uma pitada se sobrenaturalismo, o mundo material e o mundo espiritual vivia lado a lado em todos os cantos daquele lugar.

Mas, apesar disso, o lugar era cheio de beleza, o céu refletia belezas escondidas , constelações e histórias que as estrelas sempre acostumadas a escreverem, com suas luzes delicadas e gentis. Só que pouco a pouco, cada uma estava morrendo. Planetas e satélites que moldavam o céu, retratando uma parte do universo cheio de mistérios e explendores, iam também morrendo e perdendo seu brilho.

O universo inteiro estava morrendo, em cada estrela apagada, em cada planeta despedaçado. Parecia que as quatro senshis primordiais estavam lutando contra o tempo que nem elas e nem aquele lugar apresentava sentir, ou sequer, o próprio tempo estivesse parado em Velaris, e não seria igual como é na Terra.


_Aqui serás o túmulo de vós quatro! – Disse Duhkah com sua voz carregada de ódio, e mais parecia um grito mortal do que uma conversa.


E lá estava ele, nascido do desequilíbrio harmônico, simbolizando a morte do universo e de todos os seres vivos que viviam. Sem qualquer piedade, sem qualquer clemencia ou respeito por outras vidas, apenas a dele importava.

Sua arrogância transcendia a vida de outras pessoas, e como as quatro unidas são chamadas pelo universo de “Senshis Primordiais”.

Elas sentiram o tremor passar por debaixo de seus pés, como se viesse um terremoto, era o inimigo, tentando esmaga-las com suas próprias mãos.

Sailor Darkness criou uma barreira, feita de pura magia para defender, não só a si mesma, mas suas companheiras também.


_Escudo das Trevas! – Era um ataque que usava em sua forma maligna, mas que tornou a usar nesta batalha.


O escudo repeliu a energia de Duhkah, mas parecia que não seria o fim dessa luta, Sailor Dyastro e a Rainha Robertha, a Rainha dos anjos e deusa do cosmos, usaram seus ataques para atingir Duhkah.


_Onda Cósmica Celestial! – O golpe da Rainha Robertha, era maciço e cheio de energia destrutiva, as ondas de energia cósmica destruía o lugar por onde passava, como se fosse um tsunami .

_Evangelho da Luz Astral da Sinfonia dos Planetas! – Sailor Dyastro invoca diversos planetas e galáxias com seu poder, todo eles em uma cortina de energia rosa, onde cada planeta retratado com seu poder, tinha sua luz própria e sua essência própria, formando uma onde de energia devastadora.


Ambos os ataques, destruíram tudo ao seu redor, Sailor Light e Sailor Darkness se colocaram a frente, sendo a vez delas de usarem seus poderes para destruir tudo ao seu redor, mas com a intensão de vencer Duhkah de uma vez por todas.


_Raio Galático! – A luz primordial que Sailor Light personifica, simplesmente é disparado pelo seu dedo indicador.

_Grito Sônico! – Seu grito foi tão poderoso e estridente fez um grande estrago em Velaris.


Mas, Duhkah parecia intacto, sem nenhum arranhão. As chamas de planetas destruídos fluíam de seu cetro e ao seu redor, era uma chama diferente, refletia o universo assim como seu manto. Era belíssimo e ao mesmo tempo devastador, como se acumulasse o poder dos planetas que foi destruídos ou tirados do curso do tempo com seu poder ancestral.

As quatro então vendo que ataques únicos não o afetariam, resolvem se unir, para vencê-lo, para salvar o universo do possível tarde demais.


_Duplo Ataque Cósmico! – A união do poder da Luz Primordial de Sailor Light e o Véu da Magia de Sailor Darkness se unem para formar um ataque poderoso e devastador.

_Milagre Libertador dos Anjos do Cosmo Planetário! – Sailor Dyastro e Rainha Robertha também unem seus poderes, invocando seus cetros em um ataque poderoso.


Ambos os ataques foram colhidos pelas chamas que envolvia o cetro de Duhkah, o choque foi bárbaro, e estava estremecendo todo o lugar, mas tanto do lado do bem , tanto do lado do mal se recusava a perder.


_A morte não és o fim de tudo! És o começo do meu reinado que serás absoluto! – Duhkah tinha a ambição que corroria sua alma inquieta e perturbada.

_Não deixaremos o universo morrer para que teu reinado aconteça! – Sailor Dyastro tinha tomado a frente, com suas palavras fortes e sua postura imponente.


Mas o choque logo se cessou, Duhkah recebeu o golpe das quatro senshis primordiais, enquanto elas receberam as chamas em seus corpos.

Elas foram jogadas no chão, sentindo a derrota tomar seus corpos. Mas cada uma sempre deverá aprender, que até na derrota tem sonho guardado.

Cada uma se levantou, com o peso da dor de suas existências, e com a coragem sendo a combustão de sua determinação.

Sailor Dyastro foi a primeira, seu corpo machucado estava se regenerando rápido demais, graças ao sangue Ihkor, herdado se seus pais.

Rainha Robertha, Sailor Light e Sailor Darkness também se levantaram, pois mesmo que as trevas venha a chamar e quantas vezes caírem, sempre irão se levantar.

Duhkah também estremeceu, seu manto refletindo o universo que era seu desejo ver morrer por suas mãos repletas de uma ambição imparável, sentiu o golpe delas, mas não o suficiente para vencer.

Naquele momento, apenas uma coisa poderia ser feita, era o Ritual de Convergência Suprema das Quatros Essências Primordiais.

Quando as quatro almas de cada uma delas entraram em uma harmonia perfeita, o universo todo parou para assistir, para apoiar e deteve sua respiração, como se transmitia forças as quatro. Seus símbolos sagrados começaram a brilhar em suas testas, conectando seus espíritos em um só, de mãos dadas, estava nascendo ali, um dos poderes unidos mais poderosos que o universo testemunhou, o Quadrivium Aeternum, o ritual que ergue o Telegrama Celeste, e cada poder de cada uma delas representava um dos pilares do seres universais, simbolizando a origem eterna, tempo, a matéria e a consciência.


_Eu sou a Luz Primordial! Eu sou a Centelha, a chama da criação, a força que desperta o impossível! – Sailor Light foi a primeira, fazendo sua aura e seu símbolo brilhar de um modo harmônico, como uma chama dourada.

_Eu sou o Véu da Magia! Eu sou o véu, a guardiã do mistério, que domina o invisível e o silêncio! – Sailor Darkness foi então a segunda, sua aura e seu símbolo entraram em uma harmonia perfeita, era como se um véu roxo de magia a cobrisse, transmitindo símbolos ancestrais desconhecidos.

_Eu sou a Cosmos Imortal! Eu sou a maré, o poder do fluxo que liga o que vive e o que morre! – Rainha Robertha foi a terceira, sua aura e seu símbolo cósmico entraram em ressonância, refletindo o prateado do Cosmos.

_Eu sou a Astrologia Planetária! Eu sou o eco, a guardiã da lembrança, aquela que devolve a eternidade ao instante! – Sailor Dyastro foi a ultima, sua aura branca e e seu símbolo rosa retratou ao seu redor planetas e suas orbitas, refletindo os astros que a ilumina.


Quando seus poderes se alinharam quando deram as mãos, estando na linha de frente, formou-se uma mandala giratória, era a Obsediana que surgiu nas costas de cada uma delas, e que mudou sua aparência quando foi para o braço, refletindo a origem e a essência de cada uma delas, os vértice pulsantes ecoava como um sopro divino que vivia em todas as partes do universo. O ritual não estava apenas destruindo o inimigo, estava reescrendo a história do universo. Aquele poder que emergiu das quatro, era tão grande e poderoso que poderia ressuscitar civilizações inteiras ou sepultar constelações, mas com a pureza no coração de cada uma delas, reinava ali uma só decisão.

Era reerguer a parte do universo que morreu, trazer planetas a vida, e fazer as estrelas esquecidas a voltarem a brilhar, e fazer com que a existência de Duhkah fosse apagada do universo para todo o sempre.

E por si só o poder estava reescrevendo o universo, o passado e o futuro em uma só sincronia. Foi então que no ápice que Duhkah foi completamente destruído, cada parte de seu poder e de seu corpo escondido pela manta que já não refletia o universo destruído, estava se quebrando como um frágil cristal.

E então... tudo acabou!

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