Obscuros

10 Capítulo 9- O sumiço


A floresta estava como sempre, sombria e tenebrosa. Patrick e Lucian estavam andando pela floresta à noite. A luz da lua crescente estava iluminando a floresta.
–Como vamos achar aqui o acônito azul?, nesta imensa floresta. -perguntou Patrick com um pouco de ironia na voz.
Lucian tirou do bolso do jeans rasgado um Iphone e começou a movimentar os dedos na tela.
–Desde quando você é ligado a tecnologia? -zombou Patrick.
–Estou começando a gostar da internet. -Lucian riu. Escreveu um pouco. -Aqui! O acônito azul é uma planta típica, tem a aparência de ser uma violeta o que diferencia é que ela tem uma folha única preta. A maior das vezes ela é encontrada com a raiz longa que fica de forma de espirral no funda da terra e, pode esconder corpos de lobisomens.
Os dois ficaram em silêncio, por uns instantes.
–Por onde começaremos? -perguntou Patrick, ainda não sabendo o que estava fazendo naquele lugar.
–Eu vou para o norte e você para o sul. Quando um encontrar manda uma mensagem. -avisou Lucian, já andando na direção norte.
Patrick começou a andar em passos leves, até a direção sul. As árvores estavam camuflando a floresta calma mais sombria. Um cheiro de alguém familiar tomou conta do oufato dele, por completo. Ele pensou que era Lucian tentando pregar uma peça nele mas, não era. Era alguém mais familiar que Lucian. Ele andou mais um pouco pela floresta deserta e ouviu alguém se pocisionar atrás dele. Ele se virou. Lucianne Lockwood. Ele tomou um susto.
–Oi, Patrick. Sentiu saudades da titia querida? -Lucianne estava mais sombria do que quando estava reunida com os lobisomens místicos.
–Lucianne...? Como?
–Eu não morri. Fingi. Agora vou matar Lucian e proteger meus filhos. -A voz estava calma. Ela estava tão doce, tudo para conquistar confiança de todos os místicos. -Como estão meus filhos?
–Bem. Mas, como você irá explicar que não morreu?
–Você vai me ajudar, Pack. -Ela agora estava eufórica por dentro, vibrando.
–Nínguem me chama por este apelido a não ser você, tia.
–Pack, abraça-me. -Os dois de abraçaram com intimidade. Eles eram muito pegados um com outro anos atrás, até Lucianne fingir morrer. -Agora me leve para casa.
–Não posso, tia. -Desfazendo do abraço. -Tenho que procurar algo.
–O quê? Eu ajudo.
–Não precisa. Você sabe onde é o acampamento, ainda?
–Sei.
–Vá indo para lá. Daqui a pouco nos encontramos.
Lucianne foi para o acampamento dos místicos que, situava na Rondônia. A viagem tinha sido cansativa. Agora iria explicar tudo aos filhos e Victor ficaria de fora.

O celular de Patrick vibrou. Era uma mensagem de Lucian. Ele havia encontrado o acônito azul. Patrick abriu a mensagem: "Achei. Venha logo. Acho que tem mais alguém aqui do que nós." Ele guardou o celular no bolso. Havia uivos. Uivos fortes e altos. Lucian estava sentado numa das rochas da floresta.
–Onde está o acônito azul?
–Desculpa.
Depois que Lucian acabou de falar os dois receberam balas de acônito dos místicos, nas costas. Eles caíram de joelhos, sangrando, depois desmaiaram.
(...)
Gabrielle, estava com o gatinho no colo. Damon estava feliz por ter de volta a irmã mas, triste por talvez aquilo não existir mais para nenhum ser sobrenatural. Ele pegou o gatinho preguiçoso e, deu-lhe ração de filhote. O gatinho comeu tudo e subiu, novamente para os braços dela.
–Maicon gosta de você. -Damon estava hesitado com o lindo gatinho.
–Sim, gosta. Vou colocá-lo para dormir e já volto.
Enquanto Gabrielle subia às escadas com Maicon, Damon foi até a cozinha fazer algo para comer. Afinal, eles precisavam de descanso e comida também. Ela foi na cozinha e sentou-se numa cadeira macia.
–Como está Dorotheia? -perguntou Gabrielle, preocupada.
–Nínguem te contou, né? -A voz dele, de repente, ficara triste. -Um dos originais a matou.
–O quê? Dorotheia? Não pode ser. -Às lágrimas rolaram. Dorotheia era como uma mãe que ela não teve. Ela amava Dorotheia.
–Ela foi enterrada uma semana atrás. -Damon foi abraçar a irmã, foi tentar consola-la. -No mesmo cemitério que nossa mãe.
–Eu quero ir visitá-la.
–Vamos amanhã, de manhã, ok? Agora você está cansada. Vai descansar.
–Se Patrick chegar tarde e você ver ele, avisa-me. Estou preocupada. Boa noite.
–Aviso sim. Boa noite, irmã.
(...)
A cela estava cheia. Patrick e Lucian já haviam voltado a conciência. Dentro da escuridão, estava silencioso. De súbito, a porta se abriu.
–Você vão morrer. -A voz era muito familiar para os dois. Às luzes acenderam-se. A voz era de Niclaus, pai de Patrick.
–Pai?
–Oi filho.
–Você mudou de lado, irmão? -Lucian estava supreso.
–Sim, irmão. -O sorriso dele estava meio torto, forçado. -Agora sou parceiro dos originais.
–Você não presta. Nunca mostrou lealdade com a nossa tribo. -vociferou Lucian.
–Eu pensei que você tinha morrido. -Patrick estava com raiva. -Você não serve para ser pai.
–Você nunca me chamou de pai, quando era criança. Sempre me odiou.
–Tenho motivos para isso.
–Quais?
–Você sempre maltratou-me. Batia-me. Batia na mamãe. Até ela ir embora e me deixar com você. Você é um monstro. -gritou Patrick.
–Sua mãe é uma vadia. Eu batia em você para você torna um homem que é hoje. Para se tornar um íncrivel lobisomem.
–Não me diga que, deixar uma criança com fome, sem mãe, sem roupa e torná-la escrava é ser o melhor pai do mundo?
–Não, não é. -confessou Niclaus.
O silêncio permaneceu por alguns minutos. Niclaus apagou às luzes.
–Vocês vão morrer aí. -Saiu, deixando-os sozinhos, novamente.
(...)
A manhã estava clara, acinzentada. O céu, totalmente azul clarissímo. As lembranças vieram rapidamente. Jack e Gabrielle no vilarejo. Ele dando a ela o gatinho, Maicon. Tudo estava tão claro na sua mente. Tão lúcido. Por um momento, ela pensou que as lembraças estavam sendo vividas, novamente. Tudo que ela queria era está com Jack e Victor. Sem os dois nada era engraçado. Nada era puro. Era tudo sombras, terror e crueldade.
Gabrielle estava com a cabeça latejando de dor. Levantou-se da cama e foi para a cozinha tomar um remédio para dor de cabeça. A casa estava silenciosa. Foi neste momento que, ela percebeu que Damon, não a tinha avisado se Patrick havia chegado. Alguma coisa estava errada. "Patrick, não é de dormir fora, ao menos se encontrou uma vadia na esquina" pensou ela.
Patrick, era mais conhecido como galã, realmente ele era um homem e tanto. No quesito sedução ele arrassava muito mais. Mas, ele não podia está pegando uma vadia num momento tão crucial que a tribo toda estava vivendo. Ela resolveu ligar para ele.
–Caixa postal. Onde ele se meteu?
Damon pocicionou-se atrás dela.
–Quem se deu mal? -Assustou a irmã.
Ela deu um grito, supresa. Recuperando o folêgo, falou:
–Patrick, chegou?
–Não.
–O celular dele está na caixa postal. O que será que, aconteceu?
–Sei lá. Ele deve estar com uma garota de progama. Deixe ele se divertir. -Ele riu.
–Não tem graça. Eu sinto, alguma coisa está acontecendo.
–Ok. E se tiver? O que você vai fazer? Onde vai encontrá-lo?
–Ele foi pra floresta na noite de ontem, encontrar o acônito azul, lembra?
–Hum... sim. -Bebeu um gole de achocolatado.
–Eu vou lá. -Ela saiu em disparada da cozinha para sala.
–Sozinha não. Eu também vou.

A floresta estava clara, por receber à luz do dia. A manhã estava calorenta e azulada, com o céu tão perfeito. Gabrielle e Damon estavam andando freneticamente. Parecia tudo normal, exceto um cheiro familiar no ar. Ela farejou com precisão e rapidez. O cheiro vinha de uma árvore distante e o outro mais ao fundo da floresta. Eles seguiram as pistas. Folhas quebradas, galhos amaçados, pegadas. No final da floresta havia uma cabana, pequena e em situação precária. O cheiro ainda estava lá dentro. Damon farejou. O cheiro de Patrick e Lucian estavam, também dentro da cabana.
A cabana era de madeira. Nenhum vestígio de ser abondonada e, sim ser resentemente construída. Atrás da cabana haviam duas janelas fechadas.
–Você pode abrir-las? -sussurrou Gabrielle, com cautela. Qualquer barulho seria o fim. Ela sabia que um deles, ou talvez todos, lá dentro eram originais.
–Acho que sim. -Damon arregaçou as mangas da camisa. Com habilidade e experiência ele se pendurou no suporte da janela e abriu-a com facilidade, assim fez com a outra.
Com a janela aberta ela perguntou:
–Eles estão aí dentro?
–Vamos descobrir. -Ele subiu primeiro e ergeu um dos braços para erguê-la também. Cada um entrou numa janela. A sala que estavam era deserta. Ninguém estava naquele local mas, ouvia-se barulhos de grades. Eles pegaram uma enxada, no canto da sala e, um martelo. Eles iriam precisar. Com atenção, saíram da sala.
A porta era pesada demais para ranger. Havia um corredor que era escuro, mesmo com à luz do dia lá fora refletindo nos telhados. Eles se movimentaram com cuidado. Os passos estavam leves. No fim do corredor, havia uma porta, praticamente igual a que saíram. Os dois foram até ela. Estava trancada. Quando tocaram, novamente, a maçaneta eles sentiram a conexão que só acontecia com membros da tribo. Patrick e Lucian estavam ali. Eles tinham que salvá-los dos originais.
Gabrielle não sabia o que fazer para salvá-los. A porta estava trancada. Como destrancá-la. A mente estava submersa de pensamentos. Um lhe chamou atenção. Ela não sabia como ele veio, só sabia que lhe brotou da mente. Era só executá-lo, com perpicaz. O plano era usar a mente vazia para tirar-lhe o parafuso com rapidez.
Ela concentrou-se na situação. Tudo era tão difícil. Tudo era permitido no mundo sobrenatural. Mas a maioria impossível. A mente estava vagando por aquela missão. O corpo estava flutuando para o poder que acabara de receber. Um novo mundo estava sendo criado. Ela sentia-se poderosa, até demais.
A porta se abriu. O ar que vinha de dentro estava subitamente cheiroso. Gabrielle conhecia aquele aroma. Era Patrick. Ela tinha o achado. O corpo dela estava fervilhando. O acônito ainda estava na veia, sentiu. Talvez, a explicação já estava na mente, só ela não percebeu.
A sala era mais pequena que a anterior. Uma coisa era semelhante, a falta de luz. Em todos os cômodos que visitaram eram assim. Eles estavam dentro de uma cela de metais resistentes, até para lobisomens fortes e experientes.
–Os originais sairam. Esperam chegarem para detê-los. Vocês podem. -Lucian estava confiado neles, pela primeira vez na vida.
–Como? Nunca lutamos. -advertiu Damon.
–Vocês podem. -repetiu ele. -São filhos de um poderoso Lupino, Magnus De Martino. Ele é o rei da Tribo Lua de Sangue. É criada só por Lupinos poderosos na Ítalia.
–Nosso pai? Nós nunca soube. Mamãe nunca contou. Por quê? -perguntou Damon.
–Não sei. -fez uma pausa. -Magnus ainda está vivo e mora na cidade natal: Ítalia. A Tribo Lua de Sangue têm quinze lupinos poderosos.
–Ok. Mais nosso pai nos abondonou por quê? -Agora a voz de Gabrielle estava num tom monótono.
Os originais estavam chegando.
–Não dá tempo. Vai,escondam-se ali atrás e preparem-se. -disse Lucian.
Niclaus entrou na sala onde estavam os prisioneiros. Ele estava nervoso. As roupas estavam rasgadas. O rosto estava feroz.
–Quem abriu a porta? -gritou ele. A ferozidade da sua voz fez Gabrielle e Damon, recuarem, e esperarem o momento certo.
–Não sabemos. Quando acordamos estava aberta. -explicou Patrick. A voz estava rude.
–Vocês dois pensam que sou bobo. -vociferou Niclaus. -Preparem-se vocês dois vão lutar um com outro. Gostou? Vamos ver quem vence.
Patrick e Lucian, olharam-se de soslaio. Nunca que eles iriam lutar até a morte. Nunca iriam matar aliados da tribo.
Estava na hora. Damon firmou bem a enxada nas mãos. Gabrielle, posicionou bem o martelo. Os dois saíram do esconderijo. Foram afobados, com passes leves até Niclaus. Ele estava destrancando a cela dos prisioneiros. Com uma habilidade incomum, Damon, bauteu-lhe com o cabo da enxada, na cabeça. Ele desmaiou. Gabrielle, pegou as chaves e acabou de destrancar as celas e as algemas.
–Estão bem? -perguntou ela, preocupada.
–Sim. -respondeu Patrick. Os dois se abraçaram. -Estava com saudades, prima.
–Eu também. -Ela retribuiu o abraço. Depois de todos se abraçarem, ela deu continualidade no assunto: -O tio nos traiu.
–Sim. -A voz de Patrick estava rouca. Ele ainda amava o pai, mesmo estando de outro lado. -Vou levá-lo, como prisioneiro.
–Boa ideia. -replicou Lucian. -Agora vamos.
–Uma última coisa. -indagou ela. -Vocês pegaram o acônito azul?
–Sim. -disse Lucian.
–Mas, você consegiu? -perguntou Patrick, impresionado.
–Aqui. -Ele pegou o acônito azul do bolso traseiro do jeans.
–Vamos usá-lo. -bradou ela.
Patrick pegou o corpo desmaiado do pai e colocou-o nas costas. A cabeça do pai estava com sangue. Eles dirigiram-se para o corredor da cabana. A escuridão predominava. Olharam todos os cômodos, nada dos originais. À luz da manhã estava radiando nas folhas das árvores lá fora. Não havia ninguém lá fora, também. Assim ficou melhor a fuga deles. Eles correram para cima das árvores. Lá de cima eles vizualizariam melhor. O vento estava soprando no rosto de cada um. Como ninguém estava lá embaixo, eles desceram e foram para o acampamento dos místicos.
Lucianne ouviu um ruído e escondeu na sala de acônito que, Patrick estava montando para Gabrielle continuar o tratamento.
Eles entraram. Patrick, colocou o corpo de Niclaus numa maca e prendeu os braços e as pernas com metal reforçado.
–Ele não é um original. É um de nós. -disse Patrick. -Se não quiser dar-nos informações vou usar o acônito.
Lucian estava sentido algo. Ele farejou um pouco mais. Um cheiro estava impreginado no acampamento. Um cheiro de lobisomem.
–Alguém esteve aqui? -perguntou ele, para Patrick. Patrick, sabia de quem estava falando. Ele não iria entregar a tia. Não para Lucian, o seu rival.
–Não.
Lucian cheirou mais fundo. Alguém estava ali, sim. E, estava na sala de acônito. Ele correu até lá. Abriu a porta. Revirou tudo. Não havia ninguém.
–Eu falei com você não venho ninguém aqui, além de nós. -Patrick estava nervoso. "Bom que Lucianne, foi embora rápido" pensou ele.
(...)
Victor estava sozinho. Ninguém para confiar. Quando brigou com a mãe, ele sabia que nunca mais pisaria no acampamento dos originais. Nunca estaria com eles. Ele também não queria mais a confiança deles. Ele queria proteger os irmãos. Queria proteger a tribo dos místicos.
Os pensamentos estavam imersos de amor, dor e solidão. Ele ainda estava apaixonado pela irmã. Ficar longe dela o deixava só. Ele tinha medo de perdê-la. Ele ia protegê-la até o fim. Nem que isso custasse a sua vida.
Ele deitou-se na cama de hotel e, pensou. Os momentos em que estava com ela. A paixão que, aconteceu à primeira vista. As risadas. Tudo estava na sua memória e nunca iria esquecer. Ele iria vê-la. Iria contar-lhe a verdade. Iria contar o que ele é, e tudo ficaria bem. Ele levantou da cama. Ele ia encontrar com ela agora.
(...)
Niclaus estava com a cabeça latejando, de dor.
–Onde eu estou?
–Você está preso, papai.
–Tira-me daqui, filho. -desesperou-se ele. -Eu te amo, filho.
–Agora você me ama? -gritou Patrick.
–Eu sempre te amei filho.
Ele foi mais perto da maca onde estava o pai. Ele estava com um vidro de líquido de acônito, na mão direita.
–Não. Não filho. Não faça isso. -implorou o pai.
–Que pena. Se quiser viver, diga-me onde se escondem os originais. -ameaçou Patrick.
–Não posso. -Patrick, abriu o vidro e jogou uma gota na boca dele.
Niclaus estava gritando de dor.
–Vou repetir. Onde se escondem os originais?
–Num acampamento, numa rua deserta daqui de Rondônia. -disse ele.
–O nome da rua. -rebateu Patrick.
–Não sei. -Patrick jogou uma boa quantidade do líquido na sua boca. A boca dele estava borbulhando. Ele começou a gritar mais, e mais.
–Fala! -gritou Patrick.
–Eu não sei. -disse ele, com dificuldade.
Patrick acabou com o vidro de acônito, jogando o resto do líquido na boca do pai.
–Descanse em paz.
(...)
Gabrielle estava no quarto. Estava com um jeans preto e uma blusa também da cor preta. Ela havia passado um lápis delineador nos olhos, para realçar. Os cabelos loiros soltos ao ombro. Ela estava linda.
Victor há estava esperando por alguns minutos. Tudo estaria resolvido a poucos minutos. Ele a levaria para ver a lua, novamente. Era noite de lua crescente, na outra semana seria lua cheia.
Ela desceu às escadas, rapidamente. Maicon estava no seus braços. Damon, estava no sofá. Ele a olhou, com curiosidade.
–Onde vai?
–Vou sair com, Victor. -Passou um gloss. -Cuida do Maicon pra mim? -pediu.
–Claro.
Ela foi até ele e deu-lhe o gatinho. Beijou o rosto do irmão com carinho e foi.
Ele estava lá, esperando paciente a irmã. Agora, tudo que ele queria era, contar-lhe a verdade e poder ajudá-la.
–Oi. -Ela corou. -Estou feliz por me chamar pra sair.
–Oi. -disse ele, finalmente. -Vamos!
Os dois entraram no carro. Por um subíto momento, ela lembrou-se das conversas que tiveram, naquele carro. Lembrou-se da calma e leveza que, sentia perto dele. Tudo estava de volta. Tudo estava balanceado. Num momento ela era como um cachorro sem-teto e, num outro momento, ela tivesse arrumado um dono para olhá-la.
–A Áfica é bonita? -Ela rompeu o silêncio.
–Sim. -Ele media as palavras, quando ditas. -Qual perfume você está usando?
–Pulse da Beyocé. Por quê?
–Muito bom. Um aroma delicioso.
–Obrigada.
A trilha para entrar na floresta estava espessa. À noite estava escura mas, muita quente. O caminho era coberto por um arvoredo. Ele estacionou o carro perto de uma árvore de tronco grosso. Os dois foram para a rocha que, antes foram, silenciosos.
–A lua está linda.
–Como sempre. -elogiou ela.
–Você gosta da lua? -perguntou-lhes.
–Sim. Ela que causa o charme do mundo. -Ela olhou-o nos olhos. -Você está preocupado?
–Um pouco.
–O que há? -Ela fitou-o mais. -Pode falar, eu sou sua amiga.
–É estranho falar sobre isso. Acho que não consigo.
–É de mim? Porque se for pode falar. Eu posso ficar magoada, chateada mas, a nossa amizade nuca acabará. Eu juro.
–Sim, é sobre você.
Ela espantou-se.
–Fala.
Ele respirou fundo. Tinha que falar.
–Eu sei quem você é. Uma lobisomem mística que, só quer a liberdade...
–O quê? -gaguejou ela.
–Eu também tenho segredos. -Percebendo que, ela não falava, ele continuou: -Eu sou um lobisomem original. Minha mãe se chama, Lucianne Lockwood. Eu sou seu irmão.
–Não pode ser. Não. Não. -Agora ela andava pela floresta. -Não minta. Não...
–Acalma-se. Estou falando a verdade. -Ele segurou os braços dela. O olhar dele dizia a verdade. -Eu, você e Damon somos irmãos.
–Você é um inimigo. Um original.
–Não. Eu não estou mais com eles. Estou com vocês.
–Eu acredito. Mas, por quê não me contou antes? -As lágrimas rolavam com facilidade.
–Antes eu estava do lado deles. Quando fui para África encontrar com nossa mãe, nós tivemos uma briga...
–A mamãe está viva? -intemrrompeu ela.
–Sim, está. -Ele não iria esconder mais nada dela.
–Eu quero vê-la.
–Não. A mãe está diferente.
–Diferente como?-insistiu ela.
–Ela quer te matar.
O mundo acabou para ela. Ela sentia que, tinha levado uma bofetada no rosto. A mãe queria matá-la... a mãe que sempre a amou. Será mesmo que amou?
–Mamãe disse que você fez algo no passado que, é horrível.
–Vamos embora. Leve-me para casa. Preciso processar. -pediu ela.
–Vamos!

No caminho de casa ela estava cansada. Os pensamentos indo de Victor para a mãe. A mãe que ela sempre amou, querendo tirar-lhe a vida. Como? O garoto que se apaixonou ser seu irmão. As lágrimas cada vez rolavam mais.
Victor parou o carro na frente da casa dela.
–Chegamos. -ele disse, com cautela. -Damon precisa saber. Você vai contar para ele?
–Não. Não vou conseguir. -Ela olhou nos olhos dele. Aquele olhos revelavam pureza. Ela o amava. -Entre. Conte tudo para ele. Não sou forte o suficiente para isso. Ele é forte, vai entender por que mamãe mentiu.
–Ok. -Ele a abraçou. A primeira vez que, aquele abraço era de um sentimento diferente. Era um sentimento de irmão. Ele sabia que sempre iria amá-la. Para sempre.