Obscuros

3 Capítulo 2 - Victor Connor


Luzes iluminadas refletiam à janela do quarto de Gabrielle, a luz do sol.
–Acorda Gabrielle -Damon estava com uma calça jeans escura e uma blusa preta de malha. Ele tirou o lençol de cima dela. -Vamos passear. Anda! -disse Damon, olhando para as roupas dela. Ele saiu do quarto e foi para as escadas onde dava para a sala.

–Para que me chamou para passear? -perguntou Gabrielle colocando as mãos atrás das costas e parando de andar pela calçada. Ela estava com um short jeans claro e uma camiseta rosa pink.
–Você tem que parar de desenhar um pouco -Damon sentou no banco da praça -Aqueles lobisomens são horríveis.
Gabrielle olhou para Damon e disse:
–Nós somos um deles -Gabrielle sentou-se do lado de Damon -Eu me arrependo de pegar a minha primeira vítima -houve uma pausa leve -Eu não quero matar pessoas... Eu não sou assim.
Damon deu uma olhadela para Gabrielle.
–Eu também não sou assim -lágrimas gélidas e salgadas saíam dos olhos frágeis de Damon. -Por causa do Lucian que mamãe morreu. Ela não queria matar humanos... ela queria ser livre, mas... Lucian a matou. -Outras mil lágrimas rolaram dos olhos verdes esmeraldas dele.
Lucianne Lockwood era a mãe de Gabrielle e Damon. E, por uma escolha mal pensada ela foi morta, do nada.
Gabrielle abraçou-o com força e as lágrimas de Damon foram caíndo em sua camiseta.

O quarto de Damon estava escuro. As cortinas fechadas. Passos vindo do corredor fez Gabrielle assustar-se e levantar da poltrona.
–Dorotheia não faz nenhum barulho. Eu dei um remédio para ele dormir. -disse Gabrielle para a empregada. -Eu vou no cemitério. Se ele acordar fala onde estou.
Dorotheia é a empregada, ou mais uma mãe, dos dois. Ela cuida da casa, todos os dias. Ela não descuida deles, nem por um segundo. Sempre estava atenta com tudo, até quando um mosquito pousava na mesa, ela se certificava de que não ia picar Damon e Gabrielle.

O cemitério estava calmo e bem silencioso. As folhas de carvalhos caíam, lentamente. Uma pessoa estava aproximando-se do túmulo em que ela estava. Era um homem jovem de cabelos escuros lisos, olhos verdes e a pele clara. Ele estava usando um jeans desbotado, uma blusa branca da Pollo. Na mão direita havia uma rosa vermelha.
Gabrielle aproximou-se.
–O que você faz aqui? -perguntou ela, num tom monótono. Os olhos verdes do rapaz a encarou, com repulsa e caríncia.
–Aqui é um cemitério. Então, estou visitando uma pessoa que se foi. -ouve uma breve pausa. -Prazer, meu nome é Victor Connor.
–Gabrielle Lockwood.
Gabrielle andou até o túmulo de Lucianne Lockwood, juntou os desenhos guardou-os dentro da mochila.
–Você mora aqui? -perguntou Victor com um pouco de curiosidade.
–Sim. E você? -perguntou Gabrielle.
–Também. Eu conheço quase todo mundo da vizinhança... só nunca vi você por aqui na cidade.
–É... eu não sou muito de sair. -Os olhos verdes dele estavam fixos no rosto dela. Ela corou.
–Você desenha? -Victor pegou uma folha de desenho que estava no chão, intacta.
–Sim. E você faz o que?
–Pratico esportes.
Gabrielle pegou a folha de desenho na mão dele e guardou-a na mochila.
–Eu estou indo. Adeus.
–Onde você vai? -perguntou Victor. Quanto mais ele soubesse da vida dela, por onde ela anda, melhor à busca.
–Comprar um refrigerante.
–Eu estou de carro. Quer uma carona? -Victor era simpatico e bonito.
–Vou aceitar.

Gabrielle estava com uma lata de refrigerante na mão. O carro de Victor era confortável e cheiroso. Os dois mal se conheceram e Gabrielle sentia uma conexão forte com ele.
–Quer ouvir um som? -perguntou Victor, dando um gole na Coca-Cola.
–Sim.
O rádio do carro dele era muito radical. Tinha uma entrada para Pen Drive e outra para USB. E, na parte de cima uma entrada, super-maneira para Cds.
Ele pegou no porta-luvas um Cd da banda Guns N' Roses, e colocou no rádio. O som também ficava super-da-hora.
–Gosta?
–Amo. -Gabrielle deu uma risada. A conexão cada vez ficava mais forte.
Enquanto o som estava rolando, os dois estavam conversando. Em cada palavra em que Gabrielle falava, Victor ficava mais atento. Nenhuma informação poderia escapar.
Já estava tarde, quando Gabrielle percebeu que ainda estava no carro de Victor.
–Eu tenho que ir. -disse Gabrielle feliz.
–Eu te levo.
O carro não estava muito veloz mas em dez minutos Gabrielle estava na porta de casa. Segura, como Dorotheia iria dizer.
–Liga-me! -ordenou Victor.
Gabrielle assentiu com a cabeça.
O carro agora estava numa velocidade inacreditável. Estava tão veloz, que parecia que Victor tinha um compromisso.

Gabrielle entrou em casa, devagar. O quarto dela estava quente diferente da noite lá fora. Ela deitou na cama. O sono veio rapidamente. E ela sonhou com Victor Connor.