Obscuros

4 Capítulo 3 - Patrick Lockwood


A lua cheia estava chagando. Dias nervosos chegavam... a hora da transformação. "Eu não posso matar mais pessoas inocentes" pensou Gabrielle. Ela lenvantou-se da cama. Pensou: "Lucian não manda em mim"
Caminhando pela calçada perto da praça, com os pensamentos em um único objetivo: parar de matar inocentes.
O alojamento onde os lobisomens se encontravam para conversas particulares, estava vazio, sem nenhum membro. Gabrielle sentou em uma cadeira e ficou esperandoaté Lucian chegar. Lucian era o rei dos lobisomens. Não tinha filhos, só um sobrinho, Patrick Lockwood.
Gabrielle de subíto, sentiu passos de alguém. Não era humano, detectou. Era Patrick Lockwood aproximando-se dela. Patrick era primo de Gabrielle que, estava na Flórida. Ele não gostava de matar humanos, por isso a escolha de não morar ali, na Rondônia. Patrick estava mudado. Os cabelos cortados, as roupas negras e acessórios negros. E sem falar estava bem forte. Com toda a certeza prática um esporte.
–Nossa. Você está diferente -disse Gabrielle com as mãos na boca e com os olhos cheio de faísca. Rever o primo, para ela era uma alegria tão grande, porque descartava a ideia de ele estar sendo enterrado por aí como indigente, como acontecia com vários medingos.
Os dois deram um forte abraço. A energia de Patrick era positiva e fortissíma. Ela não podia recusar aquela sensação de prazer, que estava sentindo naquele exato momento.
–Você não pode fazer isso -falou Patrick passando a mão direita nos cabelos louros de Gabrielle.
–Fazer o que? -De repente a energia positiva não lhe dava mais prazer e sim decepição.
–Falar com o Lucian, que nesta e n'outras luas cheias você não vai mais matar. -O tom de voz dele agora estava mais rígido e severo. Aquele momento de alegria havia acabado, desde quando ele falou que Gabrielle não podia fazer aquilo. -Lucian pode te matar. Ele é muito forte.
Ouvi um silêncio. O vento forte batia nas árvores comuns e nos carvalhos brancos. Patrick mechou num dos bolsos da calça e tirou um vidro pequeno, com um líquido amarelado dentro.
–Acônito, ou também chamado pelo nome: Mata Lobisomens. -Patrick abriu o vidro de acônito e engoliu uma gota -O acônito pode induzir o lobisomem a vomitar sangue e pode até matá-lo.
–Então porque você não vomitou sangue?
Patrick pegou uma faca de lâmina metálica e cortou um pouco o pulso. A ferida foi pequena, cicatrizou rapidamente.
–Eu inalo cada dia um pouco de acônito -Ele pegou o vidro de acônito e guardou-o de volta ao bolso da calça. -E isso que a prata mata um lobisomem, é mito. Os própios lobisomens inventaram, porque sabiam que o povo não tinha bastante dinheiro para pagar uma faca de metal, que na época era valiosa e cara. Então eles ficaram intactos, até o fim do lendário acabar e pum sumiram, mas deixaram nossos pais, tios e etc. Blá. Blá. Blá.
–E como faço para derrotar Lucian? -Dizer o nome do assassino da mãe, para Gabrielle, era como se roubasse os desenhos dela e colocasse-os numa revista de quadrinhos, sem a sua autoria.
–Simples... Vamos para à Flórida e começamos o tratamento.
–Mas, não é mais simples você me dar este tal de acônito e eu beber e pum, eu fico mais forte?
–Não é como uma mágica. E, você não pode começar a beber o líquido, mas sim na veia e... em poucas dosses.
–Então vamos para Flórida. -Gabrielle estava determinda. Ela venceria Lucian de qualquer jeito, mesmo se aquilo custasse à vida dela.
(...)
Victor estava no acampamento dos lobisomens originais. A irmã de criação, Victoria Connor estava bem ao seu lado. Os outros dois integrantes da tribo estavam falando besteiras.
Katherina Price era uma lobisomem/bruxa. Antes de tranformar-se em lobisomem ela já tinha poderes sobrenaturais. Mas, a tranformação não interferiu no seu dom, ela continuou a ser uma bruxa poderosa. E, por tanto ela consegui fazer os rituais todos que fazia antes, só que mais exemplificado.
Niclaus Lockwood é um lobisomem místico. Se tornou membro da tribo os originais por querer vingança ao irmão, Lucian Lockwood.
Victor estava pensando em como se aproximar mais de Gabrielle e trazê-la para a tribo, sendo que o objetivo é esse, ter Gabrielle no grupo. Gabrielle era poderosa. Tem poderes que nem sequer sabe que existem. Ela iria ajudar muito a tribo a alcançar tudo o que quiser. Ele sabia o que fazer, iria mandar uma mensagem para ela, convidando-a para sair. Pegou o celular de última geração e digitou: "Olá, Gabrielle. Eu pensei de saírmos, ver a lua. Que tal? Ps: aposto que vai ser divertido, se você for." Mensagem enviada.

O celular de Gabrielle vibrou no bolso da calça. Uma mensagem. Abriu. Victor a estava convidando para ver a lua. Ela digitou que sim na resposta. Ela não iria recusar um pedido desses.
Gabrielle não sabia qual roupa vestir. Tudo era tão vulgar. Esperimentou várias roupas, e no final acabou pegando a calça jeans mais desbotada que adorava e uma camiseta da banda favorita: Guns N' Roses. O cabelo era preférivel solto. E a maquiagem era mais apropriado só um lápis e máscara.
A buzina do carro de Victor era alta. Ela já tinha chegado para buscá-la.
Gabrielle desceu correndo as escadas. Tudo que ela pensava era em estar conversando com alguém que tinha uma conexão tão forte. Gabrielle tinha quinze anos e achou que apaixonar-se era para pessoas ricas, não que ela estivesse apaixonada por Victor, mas os dois tinham algo a mais do que amigos.
Victor estava lindo. Gabrielle nunca tinha visto alguém assim.
–Você está linda. -Victor fez um elogio.
–Obrigada! -disse Gabrielle tímida. -E aí, onde vamos?
–Eu falei que ia te levar para ver a lua, então rumo a lua.
O vento gélido da noite estava fazendo os cabelos dela voarem. Ela fechou a janela, ainda não estava acostumada com o vento. Eles chegaram na floresta atrás do cemitério. Lá era mais escuro. Ela não tinha medo. Ela ganhava vantagem quando se era uma lobisomem.
Os dois andaram lado-a-lado. As árvores estavam amplas. A lua estava um pouco mais a frente. Quando Gabrielle visualizou a lua, ela percebeu que estava vivendo momentos felizes. Os ficaram ali vendoa a lua numa visão privilegiada. Naquele momento Gabrielle percebeu que tinha um grande amigo.