— Não deveria tomar esta sêmita, jovem.

Virei-me. Uma mulher estava parada a minha frente.

— O que? — ao meu redor tudo estava escuro. Um poste de luz iluminava o local. Olhei para o chão e as listras amarelas indicavam que eu estava no meio da rua. Olhei para a mulher novamente. Queria perguntar muitas coisas, mas ela se inclinou e falou baixinho: Cuidado!

O farol e a buzina de um carro me envolveram, junto com a iminência de uma colisão. Segurei minha respiração e fechei os olhos. Como nada acontecesse, abri-os e me descobri na minha cama, ofegante e agoniada.