Obscuro

2 Funeral - Capítulo Um


Notas iniciais
Personagem Principal: Jennifer Wright
Idade: 16 anos
Nascimento: 05/04/1994
O que está fazendo? Curso de verão nas férias
Mora em: New Squall (Divisa entre New Jersey e New York)
Dia atual: 26/11/2010 - Quarta-feira
Emprego? Assistente não-oficial e temporária de sua mãe (Médica da Blood & Life Clinc's)

Capitulo Um

Funeral

- E hoje temos o funeral de Lenon Sparks de 19 anos, encontrado morto há dois dias num beco próximo ao Brooklyn. — Dizia o repórter. Jenny cuspiu o leite que estava em sua boca ao ver a foto do garoto, ela o conhecera num duelo de bandas. — Com este jovem, é a vigésima primeira morte seguida. E agora seguimos com o nosso comentarista: Ned Precis.

- Bom dia New York! Bom dia toda a galera de Manhattan! Bom dia a todos de New Jersey! — Dizia Ned com um astral excelente. Jenny precisou perguntar-se como alguém podia falar de mortes daquela maneira. — Os nossos detetives dizem que não há sinais de qualquer agressão, mas concluem que há um padrão para essas mortes que acontecem a cada dia: as mortes ocorrem à noite e acontecem apenas entre New York e New Jersey, mas estudiosos creem que isto esta se expandindo. Algumas pessoas que sobreviveram a esse "ataque" morrem três dias depois, como foi o caso de William Hend de 27 anos e Felicia Phoenix de 11. Seria isso uma doença ou ataque bem sucedido?

- Que estranho... — Comentou sua mãe. — Será por causa disso que o filho da vizinha está doente?

- Temos que tomar conhecimento dos sintomas. — Disse ela, e limpou a mesa alagadade leite com chocolate.

- Sim; mas, de qualquer jeito, fique distante dele. Não quero que adoeça. Pode ser a gripe suina atacando novamente...

- E agora: os principais sintomas! — Berrou o comentarista com ânimo. — O que começa com uma simples gripe de verão, é acompanhado por anemia brutal, cansaço, fadiga, sono, morte das hemacias e palidez extrema na pele. Essa doença estranha acaba resultando em algo letal; sem pistas de como seja a transmissão, como começou, se é contagiosa, e não há cura!

A mãe de Jenny derrubou um prato, e arfante disse:

- É... É exatamente isso que ele tem!

†

Por fim, a mãe de Jenny: Maggie Wright, sendo médica, resolveu visitar o vizinho para ter um diagnostico mais completo. Depois de terminar o café da manhã e arrumar o seu quarto, Jenny acompanhou a sua mãe até a casa dos Liv.

Toda vez que saia de casa, Jenny não podia deixar notar as casas de New Squall. A decoração era ao estilo vitoriano de Londres, quase medieval. As ruas ainda tinham aqueles lampiões antigos, e a vizinhança era 'sublimente' cafona.

Ao entrar na casa dos Liv, convidada pela Sra. Liv, Jenny sentiu o aroma de flores silvestres e chá de erva-doce. Maggie fora a primeira a falar:

— Onde está o John?

— Está no quarto. — Respondeu a Sra. Liv. Podia-se notar que ela segurava as lágrimas.

— Vistes a entrevista? — A Sra. Liv anuiu. — Sinto muito. Vim para ter um diagnóstico completo e tentar salvá-lo. — Ela assentiu novamente. — Venha Jenny.

Jenny acompanhou a sua mãe até um quarto branco. Havia uma cama no meio com duas cabeceiras ao lado, ambas com abajures desligados. A decoração no quarto era simples: um estante com poucos livros, um notebook numa escrivaninha, um álbum de fotos sobre o notebook e um enorme guarda-roupa de porta dupla. O garoto: Scott Liv estava deitado com os olhos fundos, negros. Suando, e totalmente pálido.

— Podemos fazer uma análise completa? - Perguntou Maggie, quando Jenny encostava-se à pele dele, que estava fria. Jenny ergueu-se imediatamente, pois odiava as análises completas. Significava: olhar TODO o corpo da pessoa, sem exceção de qualquer parte. A Sra. Liv assentiu, fechou as portas e se retirou. Maggie começou a preparar-se para a análise. — Jenny, tire as roupas dele, enquanto eu tiro sangue.

— Mas, mãe... Eu...? — Maggie lançou um olhar assustador, e entendendo o recado, Jenny pôs-se a tirar as roupas do garoto. Maggie tirou o sangue e guardou-o em certo recipiente. Ambas levaram-no para uma maca e a mãe de Jenny o analisou.

†

Depois de algum tempo, elas tinham o diagnóstico completo. Além dos sintomas ditos por Ned Precis, havia duas marcas semelhantes a mordidas de insetos. Não havia sangramentos internos. Maggie recomendou algumas vitaminas e antibióticos. E no ar ficou uma dúvida: que mosquito seria esse? E por que só durante a noite?

Com a consulta acaba e a vontade de reconhecer os sintomas também, Jenny resolveu ir para a casa de Fleur, sua melhor amiga. Estava na hora de curtir um pouco as férias e avisá-la que se inscreveria num curso de biologia humana.

†

Jenny tocou “trocentas” vezes na campânia e nada. Ligou para o celular de Fleur, no segundo toque a garota atendeu.

— O que é? To tentando dormir! — Resmungou Fleur no telefone.

— Já são 13 h! Vamos, venha abrir o portão para mim; preciso falar com você.

— Ok! Estou indo, mas estou logo avisando: poupe-me de suas brincadeirinhas, estou de férias e não quero armar um plano diabólico para me vingar de você.

— Certo, sem ressentimentos?

— Foda-se. — Desligou Fleur e dez segundos depois estava ela com os cabelos em pé abrindo o portão. Os olhos azuis de Fleur estavam fundos e com remelas, os cabelos castanhos emaranhados e ela estavam descalça com o seu gato rosnando na sua perna. — Entra! O que é? — Perguntou ela atirando-se no sofá e ligando a televisão numa novela qualquer.

— Acho que vou me inscrever num curso de verão.

— E o que eu tenho a ver com isso? — Jenny levantou uma das sobrancelhas, o olhar significava não-sou-sua-cachorra. — Desculpe-me Jenny, estou de TPM. De que é o curso?

— Biologia humana.

— E pra que?

— Bem, eu quero ter mais experiência como assistente de minha mãe. Principalmente, com essa nova epidemia, se é que podemos chamar assim...

— Está em todos os jornais. Acho que há alguma coisa atrás disso... O que sua mãe acha que é?

— Mosquitos geneticamente multados... Encontramos algumas marcas... — Jenny jogou uma foto das duas picadas, separadas com poucos centímetros.

— Isso está me cheirando a algo podre. — Comentou Fleur, ela se fazia de inteligente, mas suas notas estavam muito abaixo de sue Qi. Ela vivia e conhecia mais outros mundos do que o nosso. — Mas... Mudando de assunto: quer dormir aqui?

— Certo, avisarei a minha mãe.

— Ótimo, aproveitamos e vamos para um bar.

— O que? Você pirou de vez?

— Não, estou trabalhando em meio período!

— Sério? Isso não parece bem a sua cara... Preguiçosa e flácida como você é... — Fleur jogou uma almofada nela, e deu língua.

†

Em algum lugar de New Squall, Ela juntava sangue de um anjo e colocava em um dos doentes. Sendo a única que poderia atacar durante o dia, e queria modificar aquilo. Mas se todos morressem, quem seria o alimento?

Ela pegou uma garrafa de sangue e bebeu-a. Aplicando o sangue do anjo num garoto, sangues de anjos eram irresistíveis. Mesmo assim ela controlou-se, bebendo outra garrafa inteira. Logo, logo todos poderiam andar ao sol e essa epidemia se arrastaria no mundo inteiro. Prendendo os cabelos loiros, preparou-se para enterrá-lo e pôs-se a esperar a noite, onde ele talvez renascesse e vira-se um Bloodless.

Notas finais
Próximo capítulo: Aparecer e desaparecer