Notas iniciais
Vocês provavelmente vão me matar devido ao capítulo pequeno, sem graça e horrível, mas saibam que eu tentei fazer algo ao menos legal. Continuo com mais 12 reviews. Boa leitura (:

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– Narrado por Taylor Momsen. -


– Onde você achou isto? – Perguntei, definitivamente nervosa. Justin Bieber deu de ombros, enquanto observava o bilhete ser totalmente rasgado por mim.


– Estava no chão, você não viu? – Disse. Gesticulei que não, e ele voltou a comer sua maçã. Respirei fundo, notando que havia perdido literalmente a vontade de comer minha maçã. Justin percebeu. – Não quer mais?


– Não, perdi a fome. – Respondi. – Você quer?


– Quero muito. – Disse. Gargalhei e dei a maçã a ele. Bieber revezava entre as duas maçãs, e isto me fazia rir vez ou outra. Quando ele terminou de comer as maçãs, nós começamos a conversar sobre coisas paralelas e idiotas. Justin sempre fazia ou dizia algo engraçado, e eu sempre acabava gargalhando. Até que chegou um momento em que meu estômago começou a doer, e eu tentei me controlar.


– Dá para parar de fazer essas coisas engraçadas? – Perguntei, tentando prender o riso. Ele deu de ombros.


– Não, não dá. – Disse. – Eu gosto de ver seu sorriso.


Por um momento, minha respiração falhou, igualmente aos meus batimentos cardíacos. Os orbes hipnotizantes de Justin encontravam-se perfeitamente com os meus, e apesar de não estarmos tão perto de ambos, eu podia sentir o calor de seu corpo. Quando percebi que as coisas já estavam saindo do controle, desviei meu olhar, tentando me concentrar em minhas unhas pintadas de preto. Bieber tossiu falsamente, e pelos meus ombros, o vi concentrar seus olhos numa das muitas folhas secas que haviam no chão. Minha mente ainda não conseguia acreditar que havíamos trocado aqueles olhares literalmente estranhos. De qualquer forma, eu não queria me apaixonar e fazer com que um amor platônico crescesse dentro de mim por alguém que mal conheço.


Até porque, afinal, eu sabia exatamente as consequências disto.


Aos quinze anos, eu tive um amor platônico. Seu nome era David, e ele o garoto mais popular do colégio. Por incrível que pareça, ele não fazia parte do time de basquete do colégio e muito menos do time de futebol. Toda sua popularidade era devido à sua beleza, e com razão, pois eu nunca vi um garoto tão bonito daquela forma antes. Seus olhos eram incrivelmente verdes, seus cabelos eram loiros e “arrepiados”, sua boca era carnuda e convidativa e sua pele era branca. Quem o via, poderia até mesmo o confundir com algum anjo que caiu do céu.


Na primeira vez que eu o vi, senti algo diferente; e pela primeira vez na vida, me dei conta de que estava amando. Sofri por meses ao ver David aos beijos com uma ou outra líder de torcida, e este foi um dos motivos para me influenciar a fumar – o que hoje se tornou um vício para mim. Era óbvio que “O popular” nunca sairia com “A estranha de preto”, certo? Errado. Ainda me lembro perfeitamente do dia em que cometi um dos grandes erros de minha vida; confiar no meu amor platônico.

Flashback on.


[...] — Eu nunca deixei de te amar, Ronnie. E nunca deixei de pensar em você. Mesmo que o verão tenha acabado.


– Eu também te amo, Will Blakelee. – ela sussurrou, inclinando-se para beijá-lo novamente.


Em fim, terminei de ler o livro “A Última Música”, definitivamente um dos melhores do grande Nicholas Sparks. Guardei-o em minha bolsa, e em seguida tirei um maço de cigarros da mesma. Havia pegado-o escondido de papai, mas de qualquer forma, ele já estava ciente de que sua filha problemática agora fumava também, por tanto, dane-se. Tirei um cigarro de lá e guardei o maço novamente, peguei meu isqueiro e acendi-o, colocando-o na boca novamente e guardando o isqueiro em seguida. Logo o prazer imenso de fumar me preencheu e pela primeira vez no dia, me senti em paz.


– Desobedecendo à lei? – Uma voz grossa, mas ao mesmo tempo doce pronunciou. Levei um susto leve, e logo já estava recomposta novamente. Acontece que havia uma lei idiota no colégio ao qual proibia qualquer tipo de bebidas e cigarros. Na realidade, eu estava pouco me importando com aquela lei. Virei-me e meu coração disparou ao perceber que o dono daquela voz era David. Dei de ombros, tentando parecer que não estava nem um pouco incomodada com sua presença ali. Logo ele sentou-se ao meu lado. – Hãn... – Fez uma pausa curta, mas que pareceu durar um século. – Você aceitaria sair comigo?

Flashback off.


E foi naquele mesmo dia, que eu tive a tão esperada decepção. David simplesmente não apareceu no John’s Bar e muito menos falou comigo no dia seguinte. Dias depois descobri que tudo não passou de uma brincadeira de mau-gosto devido a uma aposta, e adivinha quem me contou? É, o David. Ele fez questão de revelar tudo na frente de todas as pessoas da escola, e consequentemente, minha reputação só piorou. Ele era um idiota e desde aquele dia, comecei a odiá-lo com todas as minhas forças.


– O que houve, Tay? Você está tão calada. – Saí de meus devaneios ao ouvir a voz de Justin. Ao transferir minha atenção para ele, o mesmo sorria docemente.


– Hãn... Nada. – Respondi, um tanto destorneada. Bieber deu de ombros.


– Vou tirar a água do joelho, já volto. – Disse, fazendo-me sorrir. Os garotos e sua mania de dizer “água no joelho”. Justin levantou-se e enfiou-se dentro de algumas árvores.


Passou-se cinco minutos e nada de Justin voltar. Resmunguei algumas palavras inadequadas ao ver um bilhetinho ao meu lado. Peguei-o e li-o com a menor vontade possível.


“Estou mais perto do que você imagina... É agora ou nunca, gata.”


Notas finais
xoxo, DangerousB.