Obscure
6 Five - Mutilated.
Notas iniciais
– Narrado por pessoa onipresente. –
E Taylor Momsen continuava caminhando por aquela floresta. O sol já começara a se pôr e Momsen pedia aos céus que a noite chegasse lentamente, pois ela sabia que tudo ficaria ainda pior quando a floresta escurecesse. Seu corpo pedia por descanso, mas ela não poderia parar de andar, não ainda. Momsen não parava de pensar em seus pais, ela se perguntava se haviam sentido a falta dela, ou se pelo menos haviam voltado para casa. Seus cigarros já haviam acabado, e o desejo de querer fumar juntamente com o de querer sair dali, estava deixando-a maluca. Logo seus olhos se encontraram com mais um bilhetinho.
“Já está anoitecendo... Onde você irá dormir? Garanto que pode ser extremamente perigoso dormir por aqui, ainda mais comigo por perto. Cuidado, amorzinho.”
- Oh meu Deus, me ajude moça, por favor! – Uma voz doce e apavorada praticamente gritou, e ao Taylor procurar pela dona daquela voz, deparou-se com uma bela garota. Cabelos loiros, olhos verdes como esmeraldas e uma boca altamente contornada e rosada. Os braços e pernas da garota estavam sujos do que parecia ser sangue, e a blusa branca que a mesma vestia estava praticamente vermelha. Mas de quem afinal, seria aquele sangue?
- Quem é você? – Taylor perguntou indiferente. Sim, ela estava feliz por ter outra pessoa por ali além de ela e aquele serial killer maluco, mas ela continuava a mesma garota fria e grossa de sempre, por tanto, sem emoções.
- Me chamo Miranda, eu e meus amigos viemos acampar numa montanha não muito longe daqui e de repente eles começaram a sumir e quando fui ver, já estavam mortos. Há um cara aqui, ele é maluco, ele me prendeu em uma caverna que serve de refúgio para ele, mas eu consegui fugir. Acredite em mim moça, por favor, eu não estou mentindo. Ele vai nos matar, ele vai vim e nos matar, me ajude. – A tal da Miranda dizia rapidamente, sem nenhuma pausa. Ela realmente estava nervosa. Taylor aproximou-se da garota, tocando-a no ombro.
- Fique calma, por favor. – Pediu. – Eu acredito em você, pois esse maluco também está me atormentando. Não se preocupe, iremos sair daqui em breve e esse idiota passará o resto da vida apodrecendo na cadeia.
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- E ele fica deixando bilhetinhos para você? Nossa, esse cara é mesmo maluco! – Miranda disse, e ambas as garotas gargalharam.
Taylor e aquela garota andavam devagar pela floresta, sempre atentas ao que acontecia ao seu redor. Já estava de noite, provavelmente 19h00, e elas não estavam enxergando praticamente nada. Novamente, a única luz que havia por ali, era a da lua. E mesmo tudo estando devidamente escuro, Taylor avistou mais um daqueles bilhetinhos. Estava escuro, mas com um pouquinho de esforço, ela conseguiu ler.
“Uma nova amiguinha? Que meigo. Aqui vai uma dica simples, mas que servirá muito bem durante o percurso que sua vida irá seguir a partir de agora; nunca confie em estranhos, Taylor. Ela pode não ser realmente sua amiga, pois você sabe que quando se está correndo risco de morte, todo mundo é amigo de todo mundo. Em fim. Sabia que sua face fica ainda mais linda iluminada apenas pela luz luar? Definitivamente, você é realmente linda.”
Taylor voltou seus orbes para Miranda, que não parava de falar sobre bobagens – resumindo; sexo, garotos, shopping e sexo novamente. Era tinha aquele tipo de patricinha, e Momsen odiava esse tipo. De alguma forma, ela sentiu uma pontada de verdade nas palavras do serial killer. Tentou não dar muita importância para as palavras daquele cara, afinal, Miranda era sua única “companheira” no momento.
- Onde vamos dormir hein? Eu fui praticamente arrastada para cá, odeio floresta, odeio terra e odeio pernilongos. É tudo tão... Nojento. – Taylor revirou os olhos disfarçadamente. Se já não fosse o bastante estar perdida numa floresta sendo seguida por um cara maluco que matava pessoas e sempre deixava bilhetinhos idiotas, ela ainda tinha de aturar essa loira burra que não parava de falar. Mas pelo menos ela tinha com quem conversar.
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Assim que abriu os olhos em plena sexta-feira às exatas 08h57 da manhã, Taylor deparou-se com mais um bilhete. Sinceramente? Ela já estava ficando realmente cansada com esses bilhetinhos brancos estúpidos. Revirou os olhos, deixando-o de lado e espriguiçando-se em seguida. Suas costas e todo o resto de seu corpo doíam, dormir “apoiada” numa árvore realmente não fora uma boa ideia. Um gosto esquisito preenchia sua boca, e ela logo se deu conta de que fazia dois dias que não escovava os dentes e tomava um banho. E ela estava se sentindo mal fisicamente por tais coisas. Olhou para a árvore ao lado, com a esperança de que encontraria Miranda dormindo ali. Logo se desesperou; a patricinha irritante não estava ali. Pegou o bilhete que antes havia deixado de lado, pois ela sabia que aquele serial killer havia feito algo de mal.
“Bom dia, bela adormecida! Pois bem, creio que você já se deu conta de que a sua amiguinha não está do seu lado e como você é muito esperta, já deve saber que isso tem alguma ligação comigo, certo? Você acertou. Eu quis fazer uma brincadeirinha nova com você e sua nova amiga, acho que você já conhece as regras do pique esconde. A única coisa que você tem que fazer, é encontrá-la, simples não é? Ela pode estar em qualquer lugar dessa floresta inteirinha, tanto no alto quanto no baixo. O problema é que você precisa encontrá-la rapidamente, antes que seja tarde demais e eu me divirta sozinho com ela, se é que você me entende. Será que realmente vale a pena sacrificar seu tempo para alguém que você mal conhece? Veremos. Para mim já está sendo divertido, e para você?”
Taylor simplesmente não conseguia parar de xingar aquele homem um minuto sequer. Mas afinal, por que Miranda ao invés dela? Talvez fosse pelo fato de que Brooke era uma baita de uma medrosa, ou talvez ele tivesse sentido pena de Taylor... Não, seriais killers não sentem pena, certo? Certo. Quando se deu conta de que ainda estava ali enquanto o tempo continuava ‘correndo’, Momsen arregalou os olhos. Mas ao perceber o quanto aquela floresta era imensa, suas esperanças diminuiram. Ela tinha apenas 4% – ou menos – de chances de encontrar Miranda a tempo.
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Taylor estava definitivamente perdida, sem ter a mínima ideia de onde se encontrava no momento. Suas esperanças estavam quase esgotadas, até ela encontrar o que queria; Miranda Brooke. Seu coração acelerou e seus olhos ficaram úmidos, em seguida, as lágrimas começaram a rolar por seu rosto. Não, ela não estava feliz. Não havia maneiras de estar feliz quando se está diante de um corpo mutilado. Ela havia encontrado-a tarde demais. As partes de seu corpo estavam todas cortadas em pedaços e espalhadas por todos os lados. A cabeça com os olhos aterrorizamente abertos, estava pendurada em um dos galhos de uma árvore. Havia sangue por todo lado, e perto de um dos braços de Miranda, tinha mais um bilhete.
“Seu tempo acabou, assim como a vida de sua amiga. Talvez você desejasse levar algum orgão dela de presente, por isso deixei todos aí, se quiser fique a vontade para escolher. Sabe, eu andei pensando em mais algumas surpresinhas para você e já tenho a próxima em mente. Garanto, você vai adorar, e esse é só o começo. Ah, e aqui perto há uma cachoeira, talvez sua surpresa esteja por lá...”
Notas finais
xoxo, DangerousB.
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