Obscure

16 Fifteen - Hello, Taylor.


Notas iniciais
ooooooooooooooooooooooooooi galera (:
- sorrisinho clichê só para disfarçar o quanto eu estou mal -
Em fim, espero realmente que vocês gostem deste capítulo, porque eu adorei. Ele ficou enorme, na minha opinião - eu sei que não tá, ok? ._. KKKK'. Bom, eu vou continuar a fanfic com mais 20 reviews - ou mais - ok? Ah, e eu já ia me esquecendo: CAPÍTULO TOTALMENTE DEDICADO À DIVA DA 'DOCINHO JONAS', QUE DEIXOU UM REVIEW LINDAMENTE LINDO E UMA RECOMENDAÇÃO MARAVILHOSAMENTE MARAVILHOSA; bê, capítulo em sua homenagem tá? *-*

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– Narrado por pessoa onipresente. -

As pálpebras pesadas e cansadas de Taylor Momsen finalmente estabeleceram algum movimento. Os orbes incrivelmente azuis finalmente tornaram-se visíveis, mas logo se esconderam novamente por trás das pálpebras, tentando proteger-se da pouca claridade ali presente. Poucos segundos depois, os olhos da garota estavam abertos novamente, e já devidamente acostumados à luminosidade. O corpo exausto e provavelmente dolorido sentou-se no chão gélido debaixo de si. A loira respirou fundo, tentando achar uma maneira concreta de saber o que havia acontecido e como havia parado ali. Onde ela estava? Naquela cabana, abandonada e assustadoramente vazia.


Uma lâmpada comum produzia uma luz fraca e quase invisível acima de Taylor. Algo batia fraca e incansavelmente contra o telhado de madeira da cabana; Provavelmente pingos de água, deduziu a garota. Sua pele arrepiou-se e seus pelos ouriçaram-se, denunciando que o ambiente não tão confortável estava bastante frio. Piscou. Tentava lembrar-se de ter ido até aquela maldita cabana algumas horas antes, mas logo se deu conta de que só lembrava-se de ter se perdido de Justin Bieber. Olhou em volta, procurando pelo mesmo, mas tristemente não o achou. Arrependeu-se rapidamente de tê-lo deixado para trás, à mercê daquele serial killer maluco.


Olhou ao seu redor, dando de cara com tudo exatamente como deixou na última vez em que esteve ali, ainda com seus amigos. Lembrou-se de que Justin e ela haviam deixado Chaz Somers sozinho naquela cabana. Então, onde diabos ele estava? Suspirou, percebendo que não obteria uma resposta para aquela pergunta. Não agora.


Sentia-se tão frágil, tão fraca, tão machucada... Queria poder acreditar que tudo aquilo não passava de um maldito pesadelo, e poderia fazer isto, mas sabia perfeitamente que estaria enganando a si mesma. Sua vida nunca foi perfeita, mas ela não podia negar que preferia a vida que tinha antes comparada à que tinha agora. Sua vida corria sérios perigos, e apesar de saber que a esperança deveria ser a última a morrer – irônico, não? – ela duvidava que fosse sair daquela floresta com vida. Tudo o que queria naquele momento era sua cama quentinha, seu filme de terror preferido, um balde de pipoca acompanhado de coca-cola e seu maço de cigarros. Não poderia esquecer-se de citar que também precisava da vida de garota problemática que tinha antes. Ela só queria sair daquele lugar, e fazer com que aquele serial killer deixasse-a em paz, juntamente com sua família.


Levantou-se do chão e caminhou até a porta velha – e provavelmente cheia de cupins – já conhecida, pousando sua mão sobre a maçaneta enferrujada da mesma. Girou-a, mas como já pressentia antes, a porta estava trancada. Bufou, voltando ao mesmo lugar de antes e sentando-se novamente, desta vez na cama. Tateou o colchão, e concentrou-se no teto mal-pintado dali. Não tinha o que fazer e ficaria ali por um bom tempo, deduziu. Suas mãos, que por incrível que pareça não estava tremulas, tocaram algo um tanto já conhecido. Era papel. Um bilhete, para ser mais exata. E ela sabia perfeitamente de quem era. Tomou-o em mãos e apressou-se em lê-lo o quanto antes.


“Você acaba de avançar para o nível dois deste jogo Taylor, por tanto, parabéns. Ao lado deste bilhete você encontrará algo bastante importante, tanto para mim quanto será para você, e que talvez lhe ajude um pouco e faça você entender absolutamente tudo. Eu estou tão perto... Acredite meu amor, iremos nos ver o mais rápido possível e finalmente teremos um final feliz... Ou não. Boa sorte, querida.”

Suspirou e colocou o bilhete no mesmo lugar em que estava segundos atrás. Próximo do bilhete, em meio ao lençol impecavelmente branco, algo se destacava. Era um livro. Pegou-o em mãos, ajeitando-se melhor no colchão desagradável e admirando cada detalhe do objeto. Era um livro antigo e pesado, preso com uma fita de cor marrom-desbotado. Deveria ser um tipo de diário, ou algo parecido. Taylor colocou as mechas de seu cabelo loiro, que teimavam em cair sobre seus olhos, atrás da orelha. Cuidadosamente, desamarrou a fita e abriu o livro. As páginas tinham uma coloração amarelada, indicando que o livro realmente era antigo.


Na primeira página continha algo que talvez fosse importante. “Esta é minha vida, representada em palavras fúteis e talvez, desnecessárias. Para Justin e Derek Bieber.” Escrito em letras redondas e caprichadas. Mas o que diabos Justin tinha haver com aquilo? Quem era Derek Bieber e por que tinha o mesmo sobrenome que Justin? Quem havia escrito aquele maldito diário? Eram tantas perguntas, e infelizmente, nenhuma resposta. Passou para a próxima página, para então finalmente tentar entender o porquê de tudo aquilo.


“Sempre achei que palavras nunca conseguiriam expressar o que alguém faz, sente ou até mesmo pensa, mas tentarei mudar tal opinião enquanto faço o resumo de toda minha vida neste livro, ou pelo menos tento. Sei que ele nunca será o suficiente, e que eu precisaria de vários outros para poder realmente resumir minha vida, mas tentarei dar o melhor de mim.

Estou velho, e talvez minha mente não saiba mais associar o real com o imaginário, mas os melhores momentos... Ah, eu nunca esquecerei. É como se eu ainda sentisse todas aquelas emoções, todo aquele sentimento – alguns bons, outros ruins –, toda aquela alegria. É como se a cada dia, a cada segundo e momento, eu conseguisse reviver tudo o que um dia fiz, em apenas um piscar de olhos. Eu não me arrependo de todas as malvadezas que já fiz, muito pelo contrário, eu tenho orgulho, mas confesso que se pudesse voltar no tempo, eu mudaria cada ato de covardia que um dia já fui capaz de fazer.

Minha vida está quase no fim, pois eu já posso sentir a morte me consumir aos poucos. E como qualquer outro assassino profissional – ou não – pretendo deixar alguém em meu lugar. Neste diário, não só contarei os melhores – e os piores, também – momentos de minha vida, como também ajudarei meus queridos filhos a continuarem do ponto onde parei.”

Taylor parou de ler naquele mesmo instante, apavorada. O diário ao qual tinha em mãos deveria ter sido escrito por algum membro da família Bieber, provavelmente já falecido. Momsen, no momento, encontrava-se confusa. Uma parte de si tentava não acreditar no que a outra parte já tinha certeza. Ela não acreditaria em algo vindo daquele homem maluco, algo que poderia ser falso. Ela não levantaria suspeitas sem ao menos ter provas. E se realmente houvesse um serial killer, no momento, ele estava blefando.


Alguém como ele, nunca seria capaz de algo como um assassinato... Ou seria?


Taylor bufou, odiando cada vez mais tudo aquilo. Queria, cada vez mais, ir embora dali. Desejava loucamente poder acordar e acreditar que tudo não passou de um maldito pesadelo. Queria poder abraçar seus pais e pela primeira vez na vida, dizer que os amava mais do que tudo e que sentira saudades.


Respirou fundo e desajeitadamente pôs seus longos cabelos loiros para trás dos ombros. Às vezes seu cabelo a incomodava, já que por conta do cumprimento, ele era um tanto pesado. Mas ela o adorava, e sinceramente, não se via mais sem ele, apesar de achar que o que realmente importa não é a aparência.


Taylor finalmente teve a conclusão que alguém “lá de cima” não gostava dela quando, de repente, a pouca luz que havia ali se apagou. Agora seus orbes já não conseguiam enxergar completamente nada. Seus olhos agiram por si e agora se encontravam úmidos. E então, naquele mesmo instante, ela soube que finalmente conheceria o serial killer que tanto a atormentava.


– Olá, Taylor. – A voz ao qual Taylor tanto esperava ouvir, soou. Não era grossa, como o esperado, era... Calma, doce, sedutora. Ao notar que conhecia muito bem aquela voz, uma única e solitária lágrima rolou pela face da garota. Simplesmente, não podia ser ele. Qualquer um, menos ele.


Notas finais
Gostaram? me contem TUDO por reviews ok?
xoxo, DangerousB.