Notas iniciais
Obrigado por todos os reviews do capítulo anterior, me deixaram muito felizes. Acabei mudando de ideia e fazendo esse capítulo narrado pela Taylor, é.
Boa leitura (:

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- Narrado por Taylor Momsen. —

- Que a sua alma descanse em paz, Sel. – Caitlin Beadles disse, colocando uma pequena orquídea em cima da terra.

Todos nós achamos devidamente apropriado “enterrar” Selena Gomez. Bem, não era bem um enterro de verdade – apenas cavamos um buraco, colocamos Selena dentro e cobrimos seu corpo com a terra. De qualquer forma, acho que isso era o mínimo que podíamos fazer por ela. Colocamos mais algumas orquídeas por ali e logo deixamos o local, continuando com nossa “caminhada” a fim de achar a saída daquela floresta maldita. Não era o mesmo, como o esperado; todos nós estávamos bastante abalados com a morte de Selena. Eles não faziam ideia, mas eu era a principal culpada de todo aquele sofrimento. Teoricamente, o verdadeiro culpado era o serial killer, mas fui eu quem escolheu justamente ela para morrer.

- Quem poderia ter feito uma coisa tão ridícula como essas? – Chaz Somers perguntou. Meus amigos poderiam jurar que só havia nós naquela floresta, mas não era bem assim. Respirei fundo, perguntando a mim mesma se aquela era a hora certa, se eu finalmente deveria revelar que havia um maluco assassino nos perseguindo e a fim de matar todos nós, um por um. Sabia que nenhum deles acreditaria em mim, como eu também correria o risco de ser a próxima a ser morta dali, já que eu não podia contar. Todos permaneceram calados enquanto caminhávamos dificilmente por entre as árvores. Bom, até que eu cortei o silêncio, prestes a fazer uma coisa que poderia mudar totalmente meu destino.

- Pessoal, eu preciso contar uma coisa à vocês. – Indaguei, atraindo a atenção de todos para mim. Parei de caminhar, assim como todos os outros. Justin Bieber me olhou estranhamente, e eu podia jurar que ele sabia perfeitamente o que eu falaria em seguida, e não estava nem um pouco contente com isso. Mordi o lábio. – Eu sei que poderá parecer idiotice e que é bem possível que não acreditem em mim. E eu dou toda a razão à vocês. – Ryan Butler interrompeu-me.

- Seja direta, por favor. – Disse, fazendo-me assentir. Respirei fundo, trazendo todo o ar possível para meus pulmões.

- Eu sei muito bem quem matou a Selena.

xx xxx xx

No momento, estávamos diante aquela velha cabana que possivelmente pertencia ao serial killer. Caitlin, Chaz, Ryan e Justin não “digeriram” muito bem o que eu lhes contei, então eu decidi levá-los até a cabana. No começo, eles negaram o meu pedido para ir até lá; disseram que aquele não era o momento certo para fazer aquele tipo de brincadeira. Mas, eu passei minutos insistindo e eles acabaram cedendo. Eu poderia jurar que não chegaríamos ali, mas quando me dei conta, estávamos muito perto da cabana, por tanto, não foi preciso andar muito.

- Pessoal, eu acho que deveríamos continuar procurando a saída desta floresta. – Justin disse, com uma expressão um tanto assustada. Ele estava estranho desde que eu disse que sabia quem havia matado Selena. Estava pálido e assustado, como se quisesse sair dali o mais rápido possível.

- Ta falando sério? Essa cabana é muito maneira, dude. – Chaz disse para Bieber, voltando sua atenção para as paredes de madeiras velhas e podres – e possivelmente cheias de cupim – da cabana. – Vamos entrar, pessoal. – Completou.

Todos concordaram e eu os acompanhei. Subimos com cuidado os degraus de madeira, pois eles poderiam quebrar-se a qualquer momento. E foi Chaz quem abriu a porta velha e horrenda. Era estranho, mas eu estava com mais medo do que a primeira vez em que estava ali. Na verdade, todos nós estávamos, bem, menos Chaz. Ele parecia bastante animado, e a suas expressões eram um tanto engraçadas e se o momento não fosse tão delicado, eu poderia ter certeza de que já estaria rindo delas. Ao adentrarmos dentro da cabana, demos de cara com um local bastante organizado. Aquele lugar poderia ser horrível por fora, mas por dentro, nem parecia ser a mesma velha cabana. Não pensei duas vezes e me dirigi imediatamente para a estante onde ficavam os “livros” do serial killer. Meus olhos, antes esperançosos e brilhantes, agora pareciam apenas um par de orbes azul-esverdeado.

Eu não tinha como provar que o que eu falava era verdade. E isso não era nada bom.

xx xxx xx

- Vejam pelo lado bom, pelo menos temos onde dormir! – Chaz falou, quebrando o longo silêncio que ficara após eu ter dito que não havia encontrado as “provas” de que realmente havia um serial killer nos perseguindo.

- Você ta maluco, Chaz? Se ficarmos aqui, nunca encontraremos a saída desta floresta! – Caitlin exclamou.

- A Caitlin tem razão. – Ryan disse.

- Acontece que para você a Caitlin sempre tem razão, Ryan. – Chaz devolveu, fazendo Butler bufar. – Vocês são do tipo que brigam e depois estão protegendo um ao outro, mas nunca assumem que estão ficando, mesmo sabendo que nós sabemos que estão. – Disse. – E de qualquer forma, já está tarde e não encontraremos nada se sairmos agora, pois já está tudo escuro, então provavelmente teremos que ficar aqui até o amanhecer. – Senti os orbes castanhos de Bieber pousarem em mim entre a pequena pausa que Chaz fez. – Qual é galera, temos uma lareira e uma cama, do que mais precisaríamos?

- Eu não sei vocês, mas eu vou continuar tentando sair daqui. – Caitlin disse. – Você vem, Ryan? – Ele assentiu e os mesmos levantaram-se do chão, traçando um curto caminho até a porta. Ambos perceberam que nem sequer movemos um músculo. – Boa sorte.

Chaz e Justin bufaram ao escutarem o barulho da porta bater. Encolhi-me mais, tentando me proteger do frio e colocar meus pensamentos no lugar. Passei repetidas vezes minhas mãos por meus braços, tentando esquentar-me. Havia esquecido que estávamos em época de inverno. Era quase que impressionante o fato de não estar nevando. É, este inverno realmente está sendo totalmente diferente. Mordi meu lábio e me levantei do chão, ajeitando minha bolsa no meu ombro. Eu não ficaria ali parada ciente de que o serial killer poderia aparecer a qualquer momento e arrancar cada orgão de meu corpo, um por um, lentamente.

- Para onde você vai? – Justin perguntou-me, levantando-se também. Respirei fundo, tentando achar uma resposta boa o suficiente para fazer com que ele não viesse comigo. Não suportaria ter aquele garoto estranho próximo a mim nem mais um minuto.

- Andar por aí.

xx xxx xx

Pela décima vez, por cima dos ombros, tentei achar a imagem assustadora de Justin atrás de mim. Ele não estava lá, para minha felicidade. Como o esperado, ele havia dito que “andaria por aí” comigo e eu havia o despistado com uma historinha de que iria fazer xixi, e assim que me posicionei atrás de alguns arbustos e vi que ele estava distraído o suficiente, logo tratei de deixá-lo ali e traçar um caminho totalmente diferente. Há esse momento, ele já deveria estar procurando por mim, ou até mesmo deveria ter voltado para a cabana, onde deixamos Chaz sozinho encarando o nada. Olhei ao meu redor, procurando em uma tentativa fracassada algum bilhete. Faziam horas que eles não apareciam, e eu sei que deveria estar feliz, mas aquilo era esquisito.

Talvez aquele serial killer finalmente havia me esquecido e me deixado em paz, talvez.

Por um momento, a imagem de meus pais vieram em minha cabeça. Me perguntava se eles ao menos haviam sentido minha falta, uma única vez em suas vidas. Algo me dizia que eles nem ao menos lembravam de mim, era como se eles nunca tivessem tido uma filha. Talvez esse fosse o motivo se eu ser tão obscura; nunca tive dois verdadeiros pais. Nunca tive aquele tipo de pais que te mandam dormir cedo, que dão o horário certo de você voltar para casa depois daquela balada com os amigos, que precisam conhecer perfeitamente o garoto ao qual você está saindo, que fazem questão de ter aquela típica conversa sobre sexo e assuntos do tipo quando você completa a idade adequada. Meus pais nunca foram e nunca serão dessa jeito. A maioria dos adolescentes odeia quando seus pais cometem esses tipos de coisa, quando na verdade, eu preciso que eles façam.

Sempre estive sozinha, e agora não estava sendo tão diferente. Aprendi a ter minhas próprias responsabilidades sozinha, pois meus pais nunca tiveram tempo para ensinar-me à tê-las. Eu era cercada de empregas, mas eu as ignorava-as completamente, pois nunca gostei que fizessem o que eu tinha de fazer. Experimentei droga com onze anos e comecei a fumar com quinze – lembrava-me muito bem de quando pegava cigarros na segunda gaveta do criado-mudo escondido de papai – e a primeira vez que experimentei bebida alcoólica foi com dezesseis; alguns meses depois, não precisei fazer tudo aquilo escondido, pois meus pais não se importavam.

- Fugindo de mim? – Uma voz rouca e familiar soou. Virei-me e deparei-me com Justin, olhando-me da forma mais assustadora e surreal possível. – Acho que tenho uma surpresinha para você.

Notas finais
Continuarei com mais 7 reviews.
xoxo, DangerousB.