Notas iniciais
Oiiii, voltei. Só para dizer que chegamos ao fim de Obscuramente e eu espero de verdade ter ajudado as pessoas tanto as que sofrem com depressão quanto as que convivem com essas pessoas. Espero que agora vocês reflitam sobre suas ações, o jeito como você trata as pessoas pode mudar a vida delas, de um jeito bom ou ruim. Obrigada a todos que leram até aqui, que votaram, comentaram, muito obrigada ☺️. E por pura coincidência estamos no setembro amarelo que é o mês da prevenção do suicídio. Olha que legal. Enfim, quem quiser continuar me acompanhando eu comecei uma nova estória aqui chamada A nova Julieta um romance bem fofinho e juro sem mortes e nem suicídios kkk. Quem se interessar é só entrar no meu pefil. Beijos para vocês, espero encontra-los por ai

Entrei no parque guardando minhas coisas com veracidade, eu estava cansada de tudo isso, iria seguir o conselho de Álvaro, eu iria voltar para casa.

— O que você está fazendo? – Perguntou Válter com um tom de curiosidade.

— Estou pegando minhas coisas para ir embora. – Expliquei.

— Você está finalmente pronta para voltar. – Ele falou sorrindo.

Eu não sabia qual seria a reação dos meus pais, mas arriscaria mesmo assim. Até porque Luana havia dito que eles estavam preocupados. Olhei para o mar uma última vez, respirei profundamente aquele ar puro e partir rumo a minha casa.

Quando cheguei em frente ao meu prédio percebi que senti saudades. Da parede branca sem graça, das varandas, do jardim florido que dava acesso a entrada. O porteiro arregalou os olhos ao me ver. Acho que ninguém tinha mais esperança de que eu voltaria. Mas eu estava ali. Pronto para recomeçar. Ele ligou para meu apartamento e me anunciou com alegria.
Quando cheguei em casa, minha mãe abriu a porta e com lágrimas nos olhos me abraçou. Ficamos assim por um tempo.

— Émile, nós sentimos muito a sua falta. – Disse ela enxugando as lágrimas na manga da camiseta.

— Eu também. – Eu nem havia percebido, mas lágrimas saíam dos meus olhos.

Meu pai não estava em casa, mas minha mãe fez questão de avisa-lo pelo telefone.

— Eu não deveria ter tido aquilo para você. – Começou ela. – Achei que se agisse daquele jeito você iria ser uma pessoa melhor, mas agora vejo que fiz tudo errado. Me desculpa.

Eu comecei a chorar mais ainda, porque finalmente ela havia percebido o quanto aquelas palavras me faziam mal. E eu estava muito feliz por tudo ter se resolvido. Finalmente nós teríamos um relacionamento saudável.

Liguei para Álvaro só para avisar que havia voltado para casa. Ele ficou muita feliz e disse que a gente poderia sair qualquer dia, já que ele e Luana não deram certo. Quando ouvi suas palavras meu sorriso se abriu ainda mais. Eu ainda tinha alguma chance de ficar com ele. As coisas estavam começando a dar certo.

Bem, era isso o que poderia ter acontecido se eu tivesse feito a escolha certa, minha vida poderia ter mudado. Mas, agora não tenho como saber, não tenho mais chance de mudar o futuro porque pra mim, o futuro não existe mais.

Sempre que saía alguma notícia sobre suicídio ouvia as pessoas dizendo " Se eu conhecesse essa pessoa seria amiga dela". E que saber, isso não é verdade. As pessoas são egoístas e ocupadas de mais para perceber os outros a sua volta. Sempre haverá alguém perto de você precisando de ajuda, o problema e que você vai estar interdito vivendo sua vida que nem vai reparar.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!