Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo pra vocês, achei meio curto, mas foi com o que eu estava na ideia do momento.

What kind of man that you are
If you're a man at all
Well, I will figure this one out on my own

A figura envolta pelo lençol de seda branca, encarava a noite de lua cheia no céu atráves da varanda aconchegante do quarto de Malfoy. Tocava nos lábios e em pontos de seu próprio corpo se recordando da bela tarde que passaram.

Tirou as mãos dos lábios avermelhados e se aconchegou no puf negro, sentiu algo incomodar suas costas e ergueu as costas para ver o que era.

Um caderno negro de capa de couro, virou para ver se tinha algo escrito do outro lado e abriu.

Este caderno pertence a Draco Malfoy.

Hermione riu quando isso começou a ser escrito sozinho. Era como um caderno de Tom Riddle, mas Draco não estaria... — Hermione prendeu a respiração e virou para trás, Draco ainda dormia, mas o braço estava para fora da cama e viu a marca negra ali. Era algo que Draco teria que conviver por toda a vida. O preço de sua traição.

Voltou a sua atenção para o caderno e pegou sua varinha.

-Revelio. - Conjurou o feitiço na voz mais baixa que podia fazer e o caderno começou a ficar pintado por coisas escritas em suas páginas, se assustou. Continham coisas se mexendo dentro deles, como se fossem nuvens. Mas dentro de pequenos vidrinhos.

Tocou o papel e viu ele esquentar e o vidrinho que parecia estar desenhado no papel, saltou para fora. Um liquido negro estava lá dentro. Eram lembranças — logo Hermione deduziu.

Droga, mas não tinha nenhuma penseira por ali. Voltou sua atenção para o caderno e ele começava a escrever sozinho novamente.

Vá no escritório, encontrará uma penseira lá.

Hermione pegou o caderno e o vidrinho e saiu do quarto em silêncio, vagando na mansão ampla e encontrando uma porta negra. Abriu e entrou, encontrando uma penseira prateada em cima da mesa de mogno negra.

Respirou fundo e derramou a lembrança na penseira e mergulhou o rosto.

O ambiente começava a se transformar. Até que parou e tudo estava frio.

Estava na porta de Hogwarts. Aquela lembrança era o baile de inverno que ocorreu quando Viktor Krum participava do torneiro tri-bruxo.

Olhou para a esquerda, encarando Cedrico e Cho cumprimentando as pessoas na porta, mas parecia que era invisivel. Entrou devagar no castelo. Ahh, como sentia falta daquele tempo.

Respirou fundo, sentindo o cheiro daquele castelo enquanto as pessoas passavam por ela. Olhou para a escada e via Rony descendo junto a Harry. Ah, que saudade daquele tempo. Em que Harry era mais legal e Ronald não era um pilantra.

-Tadinha, deve estar chorando rios de lagrimas no quarto agora... — ouvia Rony falar, Harry o encarou.

-Quem?

-Hermione é claro... Aposto que ninguém a convidou pro baile.

A morena que assistia tudo cruzou os braços sorrindo de deboche. — Mal você sabe Ronald querido.

As acompanhantes dos dois chegaram, e sentiu algo quente se aproximar de si, viu o próprio Malfoy de braços dados com a Pansy Parkinson, nossa, como odiava essa garota.

A maioria de quem estava ali se virou para a escada, e Hermione que olhava o loiro levantar os olhos e encarar com uma cara estupefata para o mesmo ponto em que todos olhavam. Olhou também.

Era ela quem descia da escada, com os cabelos claros e enrolados e presos, o vestido de babados cor de rosa havia caído muito bem nela. Sentia algo em seu coração esquentar e tocou em seu peito e se virou para Draco, que também tocava em seu peito a olhando, maravilhado.

Ela podia sentir as emoções de Draco naquele momento, estavam interligados de alguma forma.

-Tão bonita... — ouviu-o sussurrar.

-EU? — ouviu Pansy praticamente gritar no ouvido do loiro que quase pulou.

-É... tanto faz.

Logo viu Krum aparecer e parar na frente de si mesma no passado, sorriu. Mas logo sentiu algo amargo em sua boca e uma vontade gigantesca de dar um soco no Krum e um avada. Olhou novamente para Draco que tinha mais uma daquelas caras de quem comeu e não gostou e saiu puxando Parkinson para o grande Hall.

Riu com a atitude imatura do loiro no passado e seguiu junto a ele.

[...]

Via todos dançarem, mas seus olhos só paravam em si própria, girando com Viktor pelo salão. Draco logo foi arrastado para a pista pela morena aguada nojenta da Pansy. Ele sorria, mas seu coração estava em profunda tristeza.

A música calma acabou, logo dando aquele show de rock bruxo em que todos dançavam, se viu mais nova saindo do meio da multidão com Krum e indo falar com os meninos.

Mas logo começava a brigar com Ronald e sair discutindo com ele do salão, Hermione correu atrás e via a briga.

-DROGA RONY, VOCÊ ESTRAGOU TUDO! — chegara bem nesta parte, onde via a si mesma se sentar na escada e tirar os sapatos, em pleno choro.

Olhou para trás e viu um loiro escondido na pilastra, observando o seu choro incansável. Naquele momento sentia uma súbita vontade de correr até ela e a abraçar, sabia que era a vontade de Malfoy naquele momento.

Tudo se tornou um borrão novamente e Hermione tirou o rosto da penseira.

Olhou ao redor e viu que continuava escuro, mas seus ouvidos podiam ouvir ainda aquela musica que tocava naquela noite do baile de inverno. Sorriu e observou o caderno em cima da mesa.

Estava escrito novamente.

Serei sua ruína.

Tocou no caderno e guardou dentro da bolsa, sentiu uma aproximação e viu a doninha branca que estava sentada em cima da cadeira de couro do escritorio.

-Hyperion... O que faz aqui? — perguntou envergonhada.

-Cuidado com o diário de Malfoy... Podem haver coisas que não irá gostar de saber sobre ele.

-Como sabe disso... — Começou a falar.

-Não coloque palavras em minha boca, srta curiosa. Cuidado por onde anda e onde toca. — e saiu do escritório.

Saiu do escritório em silêncio e entrou no quarto do loiro que estava praticamente desmaiado. Se deitou ao seu lado e tocou o braço com a marca negra. Tocou a marca com a ponta dos dedos e sua mente nublou.

O caderno negro nas mãos do princípe da Sonserina, Draco o carregava e ia para a seção reservada em plena noite.

Choro era contido e ele jogava o caderno no chão, via-o andar de um lado para o outro nervoso e afrouxando a gravata.

-Ele não pode achá-la... não pode... — ele falava a si mesmo e abria o caderno, rabiscando coisas e logo sendo absorvidas pelo caderno.

Condenado a esquecimento eterno... Fora a única coisa que Hermione conseguira ver que o loiro havia escrito e ser absorvido.

O caderno respondeu com um simples nome.

Oblivion.

Notas finais
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