Oblivion (Dramione)
5 Capítulo 5
I found the one, he changed my life
But was it me that changed
–AHHHH! — A castanha se jogou para o lado, se afastando de Draco que estava imóvel no chão, Hermione colocou a mão na boca e sentiu as lágrimas escorrerem.
–Draco! - ela se arrastou para o lado dele e o puxou para o seu colo, acariciando o rosto dele. Não sabia o porque se sentia assim, não sabia o porque de seu desespero pelo loiro. Nunca tinha tido nada com ele. – Draco, por favor, acorde.
Os olhos azulinos se abriram cerrados e encarou os cor de mel dela.
–Granger... – ele tentou se levantar, mas logo deu um gemido de dor.
–Pare Malfoy! - Olhou ao redor dele e viu que onde ele estava deitado, havia sangue. – Você está ferido.
O virou de barriga para baixo rapidamente e ele gritou.
–Ah meu deus! - ela encarava a adaga de ouro branco, fincada nas costas do loiro, o sangue pingava e manchava a camisa negra. – Isso é culpa minha.
–Tire isso... Agora! — ele respirava, e sentia as lagrimas banharem seu rosto de tanta dor que sentia. Hermione tocou com um dedo na adaga e Draco gritou.
–Me desculpe... por favor. – ela puxou com forçam e tirou e uma vez, o sangue puro de Draco espirrou no rosto de Hermione que ficou de olhos fechados, Draco se contorcia no chão.
–Tem veneno da adaga... - Ele tateou o buraco que espelia sangue em grande quantidade. Hermione se levantou e pegou um potinho dentro de sua bolsa — aquela mesma solução em passou em Rony por causa de seu braço.
–Acalme-se Draco, não há veneno! – rasgou a camisa de Malfoy atrás e analisou o ferimento, não era tão fundo, mas a quantidade absurda de sangue que saia... Pingou o liquido no ferimento.
–AHHHHHHHH! - Draco arranhou a madeira com as unhas, Hermione segurou em seus braços para ele se manter imóvel, enquanto o ferimento queimava e cicatrizava. Passou as mãos nos cabelos dourados de Malfoy que gemia de dor agora.
Sentia as lágrimas caírem impiedosamente, aquele aperto no coração enquanto via Draco se contorcer. Porque se sentia assim? Pelo o que se lembrava nunca havia tido nada com Draco.
–Me perdoe Draco... - ela sussurrou enquanto uma de suas lagrimas escorreu para o rosto do loiro que já havia entrado no topor, a dor passara.
Ambos deitados um por cima do outro na escuridão do chão negro, o vestido de diamantes de Lorcana Sfair, brilhava intensamente com a luz da lua, os braços do Malfoy segurava o rosto da castanha no peito nu e ambos adormecidos, o cansaço abateu tão rápido.
[...]
Acorde...
Os olhos se abriram, mas a claridade o cegou de imediato, e voltou a fechar os olhos, Mas quando tornou a abrir. Viu outros olhos azuis o encarar sorridentes e as madeixas caírem em camadas mel sobre seus ombros.
–Cuide dela... — a mulher dirigiu a mão e tocou no rosto em que o loiro tanto protegia. Os cabelos curtos de Hermione estavam revoltos e a pele reluzia a luz solar que passava pelas vidraças das enormes janelas. - Ela é tudo... E será tudo para você.
Os olhos azulinos de Draco encaram os da linda mulher que sorriu a ele, era a primeira mulher a sorrir para ele de forma terna. Lembrava sua mãe.
–Estão destinados... Sempre estiveram. Proteja os dois no futuro. — as mãos brancas da mulher, uniu a dele e a da castanha. Eram da mesma cor e uma corda luminosa selou suas mãos — era um tipo de voto perpétuo — mas não havia voto algum.
Viu a mulher fechar os olhos e uma lagrima cair em cima de suas mãos unidas. – É você... Sempre foi, não? Adrian... ah meu querido.– e ela se levantou e saiu da sala.
Draco em um solavanco, se levantou com cuidado, deitando Hermione no solo frio e saiu atrás da mulher pela mansão luminosa. Corria pela mansão clara — não era mais a mansão Malfoy, deixou aquela vida de escuridão para trás.
A mulher havia desaparecido, Draco respirou fundo e pegou a varinha e começou a conjurar feitiços de proteção máxima e logo viu aquela mesma capa de proteção por cima da mansão branca a beira de um lago negro. Em meio as montanhas. — como aquela proteção que colocaram em Hogwarts em meio a guerra. —
Ele havia jurado para si mesmo, que havia mudado. — não havia sido fácil passar o último ano após aquela guerra. — onde as pessoas não sentiam mais medo como antigamente, agora era ele quem abaixava a cabeça para as outras pessoas. Com vergonha de si mesmo.
Mas ai... Apareceu a Granger e tudo mudou.
Balançou a cabeça para tirar aquelas malditas lembranças de si, não podia se lembrar, não queria nem imaginar. O que havia acontecido naquele maldito baile de inverno-primavera tinha sido um erro.
Mas por que meu Deus, porquê a fez tão bonita?
Já estava fora da mansão e se sentou de frente para o lago negro .
Por favor... Não quero isso!
Lagrimas banhavam seu rosto e o céu se fechava sobre ele.
Eu não quero isso Draco, por favor. Eu amo-
–NÃO DIGA! — ele gritou a menina que caiu de joelhos na torre de astronomia, em prantos. O vestido azul marinho, os cabelos longos e cacheados caiam por suas costas.
Eu...preciso fazer isso. Eu a amo tanto... — mordia os lábios e os olhos azuis derramavam lagrimas que chegavam a molhar a própria roupa.
Apontando a varinha para a de vestido azulino.
–Perdoe-me...
Ela levantou o rosto, ainda chorando e sorriu a ele.
–Eu amo você.
Draco tinha as mãos em seu rosto, deitado na grama, observando o céu nublado da manhã que começava. As lágrimas já estavam secas no rosto lívido do Malfoy.
Ele nunca foi do tipo sentimental, mas depois de 4 anos ou 5, passou a ser. Na verdade, passara a ser muita coisa desde que havia se tornado um Healer.
Para se tornar um Healer, ele deveria deixar seus sentimentos virem atona. O poder ficaria mais forte com sentimentos a flor da pele. Como naquela noite os seus estavam.
Ele tinha a salvado, mesmo destruindo a si próprio.
–Foi melhor assim... - limpou uma lagrima que escorria no olho esquerdo e fungou, se sentando na grama e levantando em seguida, entrando na mansão, indo para a sala, onde — provavelmente — Hermione ainda estava deitada.
Andou de forma vagarosa e viu Hermione envolta no enorme vestido azul escuro e de diamantes. Ela era realmente tão descuidada.
–Teimosa...
Malfoy observava ela respirar devagar e calma, os seios apertados dentro do vestido, seguiu passos errantes até ela e a pegou no colo. O sol bateu no vestido dela e os diamantes ofuscaram os olhos de Draco, que virou o rosto. E olhou para o teto e se assustou.
O céu estava escuro e era como se visse a via láctea, onde os diamantes refletiam como se fossem estrelas, mas o teto estava se movendo, estrelas cadentes a passar. Sorriu e olhou para a dorminhoca em seu colo.
–Aposto que iria querer ver o que esse vestido faz, sabe tudo. — rindo, a levou para o quarto dele. O dossel da cama dourada. O quarto era inteiramente dourado, bege e branco. Dava um ar mais amplo e bonito, e as lembranças ruins não o atormentavam de noite.
A deitou na cama de barriga para baixo e observou a parte de trás do vestido, era cavado e totalmente costas nuas, com uma tela transparente, onde micro botões de diamantes fechavam o vestido. Respirou fundo. A quanto tempo não fazia aquilo.
Draco sorriu, e tocou nos botões que se soltaram e a tela se afastou — parecia que tinha até vida. E começou a puxar o vestido para baixo, se controlando para não enlouquecer.
Tirou o vestido por completo, observando que estava sem a parte de cima da roupa intima e também somente com uma mínima calcinha negra de renda transparente. Malfoy teve que se afastar e colocar o punho na boca, respirando fundo de olhos fechados. E a calça de repente se fez tão apertada a ponto de estourar.
Foi para fora do quarto.
–Monstro? - sussurrou e o elfo domestico apareceu.
–Sim meu senhor...?
–Preciso que compre um vestido para mim — ou melhor... — Draco sentiu-se um inútil e respirou fundo. –Só compre um vestido, urgentemente.
–Sim senhor. - e sumiu.
Esperou mais 3 minutos e o elfo voltou com uma embalagem negra em mãos e entregou ao loiro.
–Obrigado.
O elfo o olhou incrédulo. Draco deu um sorriso sem o elfo ver e entrou no quarto. Tirou o vestido, era de cor bebê e curto, comportado, mas bonito demais e complicado para vestir nela.
(N/A: O vestido que o Monstro comprou. — http://img.alibaba.com/photo/708264167/JV0015_Bateau_Neckline_Transparent_Mermaid_Evening_Prom_Dresses.jpg)
Começou a vestir rapidamente, toda a vez que encostava em alguma parte do corpo dela, tremia e respirava fundo. A virou de frente e jurou não tentar olhar para onde realmente queria olhar, tocar... ahh, como ele queria a outra coisa também.
Balançou a cabeça e olhou para suas calças, depois tinha que acalmar os nervos.
–Ah Deus... — terminou de colocar o vestido e viu ela se remexer um pouco e nada de acordar. Decidiu ir tomar um banho e depois ir para o estúdio.
Os olhos foram se abrindo devagar e observou o sol entrar pela janela enorme e ventilada de cortinas, mexeu as pernas e sentiu algo roçar. Olhou para baixo e viu o lindo vestido branco telado em seu corpo.
–Uau... — ela sussurrou,e preferiu nem pensar na hipótese de alguém ter trocado sua roupa.
Viu o vestido de diamantes no sofá branco e dourado.
Se levantou da cama e saiu descalça a procura de um certo loiro.
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