Oblivion (Dramione)
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Because my love for you was scarlet.
A masmorra mais alta do castelo branco, que agora era tomado pela primavera. O céu azul e o sol forte faziam as flores brotar e derretia o gelo na relva esmeraldina.
A água que fora derretida do gelo, pingava do telhado e batia ao lado da mulher que agora tinha os cabelos arruivados e na altura da cintura, presos em uma trança que Judith fez em seus cabelos. Judith era aquela senhora que havia contado a ela sobre Oblivion.
Naquela noite de 2 meses atrás. 2 meses descobrira que seria mãe — novamente — já que, sua ultima gravidez fora frustrada pelo "sogro".
Estava com seus belos 4 meses, a barriga antes reta, agora era pontuda e branca. Amava seu filho, da mesma forma que continuava a amar o pai dele.
A algumas noites atrás, havia sonhando com uma criança loira e de grandes olhos azuis acinzentados. Era um menininho vestido inteiramente de preto e ele brincava na grama, em frente a um lago.
Brincava com um escorpião negro. Mas o escorpião não o picava e a criança cuidava dele com um lindo sorriso no rosto. Seria essa criança, seu filho? Bem, Draco ficaria feliz se fosse um garoto, pelo menos, daria chances de continuar a linhagem Malfoy sangue puro, afinal, ela não era mais filha de trouxas e o sangue dela valia muito.
Mas não era isso que a castanha pensava, mas sim na manchete que Hyperion trouxe a ela do profeta diário.
Era Draco na imagem, bonito e imponente como sempre. Saindo de um restaurante trouxa ao lado de Astória Greengrass. Sentia as lágrimas arderem como fogo nos olhos e não conseguiu segura-las.
As lembranças que Draco havia apagado de sua memoria começavam a voltar. Ela se lembrava de como tudo havia começado e a primeira vez deles. Eram lembranças fortes e felizes, que a faziam sorrir. Mas também tinha as dolorosas, como a noite em que ela descobrira que ele se tornara um comensal.
Eu preciso lhe mostrar algo. — ele estava sério e inteiramente de preto, mas ela já havia se acostumado com isso.
Sairam correndo pelo corredor da ala de Slytherin e entraram em uma sala reservada, em que dava em direção a torre de astronomia.
Chegando lá, Malfoy soltou sua mão e se apoiou na barra de madeira que estava em volta da sacada da torre de astronomia, Hermione tocou suas costas e ele se arqueou.
-Tudo dói... — o loiro platinado sussurrava a ela. Finalmente se virou a ela. — Promete, que não importa o que aconteça, vai me amar para sempre?
-Sim... — com um sorriso, deu um selinho casto na boca do loiro. Se afastou dela e puxou a manga do paletó. Revelando a marca negra a ela.
-Ai meu Deus, Draco! — tampou sua boca com ambas as mãos e se afastou totalmente.
-Calma, não vou te machucar! — se aproximou e ela recuou novamente. Ele parou e se virou para a paisagem.
-Por favor... não me olhe com estes olhos. Estes olhos que me olham todos os dias. — ele sussurrou a lua e Hermione o abraçou pelas costas.
-Eu amo você Draco... — enterrou seu rosto nas costas do loiro.
-Depois de tudo isso? — a voz dele estava rouca.
-Sempre.
Se levantou do chão e o vestido branco rodou no corpo, limpou as lágrimas e saiu da masmorra. Descendo as escadas e sem querer trombando com alguém.
-Ai, me descul-
-Ta tudo bem, sou eu. -gelou ao ouvir a voz.
-Ronald? Não deveria estar no ministério? — cruzou os braços.
-Não, tenho que proteger você, já que aquela doninha não o fez. -sorriu de forma aberta e Hermione sentiu seu coração se aquecer, mas logo se lembrou o que aquele ruivo maldito a fez no passado e tratou de voltar a face séria.
-Não fale nele. -e saiu. Sentiu seu pulso ser puxado de volta e o corpo trombou contra o ruivo imponente.
-Hermione... Eu quero que me perdoe. Eu fui um mal caráter... -ele olhava para o chão e Hermione deu um tapa na sua cara.
Ronald abriu os olhos assustados e encarou a morena sorrindo de forma travessa.
-Acordou, Ronald? Pare de ser esse molenga. Nada vai mudar o passado.- sorriu e saiu dali andando. Mas antes de seguir, parou. -Mas, seu status de perdoado pode mudar se você arrumar uma manga verde com bastante sal e um suco de abobora lá de Hogsmead.
Só ouviu os passos de Ronald correndo, Hermione riu.
[...]
-Como está meu sobrinho?- Hyperion apareceu na cozinha e Hyperion estava devorando toda a comida da mesa.
-Com fome, mas parece que você comeu tudo... — se sentou a mesa, logo entrando pela porta, Jonathan, Harry, Gina, Alec e mais 3 moradores do castelo. Juan, Juno e Josh. Eram trigêmeos.
-Meu deus, sua barriga cresce a cada dia. -Alec riu. — Daqui a pouco explode.
-E mais uma criança albina para o mundo... Isso se não forem duas... -Jonathan jogou uma maçã verde para a morena, que aceitou de bom grado.
-Deus me livre, sou muito cedo para ser tio de duas crianças albinas... -Hyperion ria junto a todos na mesa, Hermione se permitiu rir um pouco, Harry chegou por trás da morena e sussurrou.
-Precisamos conversar.
Hermione se levantou da mesa e rumou para fora do castelo junto ao moreno. Se sentaram em umas pedras altas, que dava para ver o enorme lago.
-Hermione, o Draco sabe que você está gravida?
Hermione suspirou e continuou a olhar para o lago, sem emitir nenhum som.
-Ele deveria saber... Ele era louco para ser pai.
Hermione arregalou os olhos e olhou para o amigo, que tinha um certo sorriso terno nos lábios.
-Como eu sei? Eu era o único que sabia de vocês... Vocês começaram a namorar no terceiro ano, escondidos é claro. Não gostei nada da ideia, mas eu apoiava você e já até soquei a cara dele por te chamar de sangue-ruim.- ele riu baixo e Hermione deu um sorriso, parecia que poderia reviver aquele momento em sua cabeça.
-Eu podia ver em seus olhos, o quanto você amava aquele loiro aguado. E quando você ficou grávida dele, nossa. Draco desmaiou quando soube. Eu estava lá, porque mandei você contar a ele na minha frente. Eu sabia que Draco era covarde, mas ele nunca renegou a criança. E quando ele lançou aquele feitiço em você, ele me fez jurar em voto perpétuo que eu nunca iria contar a verdade a você. Mas agora que você já sabe por outros, posso contar...Mas eu continuo achando que quem deve te contar isso é ele.
Hermione suspirou e cruzou as pernas.
-Não dá. Não vou contar a ele que ele vai ser pai e nem quero explicações daquela barata nojenta e asquerosa.
Harry gargalhou.
-Em uma briga de vocês, você sempre chamava ele assim. Era engraçado ver vocês dois brigando. Era uma coisa estranha. Uma hora brigavam, você chorava, Draco se entupia de cerveja amanteigada e eu quem saia puxando ele do bar. Não que eu tenha me tornado amigo dele, mas fazia isso por você.
-HARRY, CORRE AQUI!- Gina berrava do castelo e Harry riu.
-Pois é, mulher me chama, desde que Albus e Sirius entraram para Hogwarts, ela não me dá descanso. Hormônios de uma grávida de 6 meses é uma coisa...- Harry se levantou e desceu da pedra.
-Ai que nojo Harry, me poupe de suas aventuras sexuais. -riu e Harry gargalhou e saiu correndo.
Hermione voltou a olhar para o horizonte, as montanhas eram lindas.
(N/A: Ai gente, ta ai o castelo Griffindor :http://1.bp.blogspot.com/-nQF3ceqRIJ4/UP_lO28zE1I/AAAAAAAAFjI/TVn-J3GqaxM/s1600/castelo021.jpg)
Um passarinho azul pousou do lado do vestido branco da morena e ficou a olhando. Hermione quando viu, tinha algo enrolado em sua patinha. Pegou e abriu.
After this all time?
Always...
O coração ardeu e a mente nublou e ela entrou no mundo das lembranças novamente.
Aquilo era uma conversa, em que ela e Draco haviam tido na aula de defesa contra as artes das trevas
Draco escrevia algo no pergaminho amarelo e jogou para a morena.
-After this all time? e um coração do lado com um ponto de interrogação — Hermione riu baixo e respondeu com a pena negra.
Jogou a bolinha para o loiro, que a pegou escondido e leu.
-Always and forever...
-Para sempre Draco... Para sempre. -ela sussurrava para si com o coração completamente em chamas.
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