Oblivion (Dramione)
1 Capítulo 1
Notas iniciais
“Desde que eu era pequena, eu já sabia que o encontraria.
Mas o nosso amor é uma musica,
Cantada por um cisne morto.”
Hermione Jean Greanger, 24 anos, trabalhando atualmente no ministério da magia em defesa dos nascidos trouxas. Onde passo, sou fotografada, sendo claramente lembrada do trio de ouro, onde Ronald se tornou o melhor auror que existe atualmente e meu atual “namorado” – para falar a verdade, somos enrolados -. Harry Potter se tornou o chefe dos departamentos de aurores e se casou com Ginevra Weasley – Potter e tem dois filhos pequenos.
Sentada em minha sala, ainda me lembro como se fosse ontem o ocorrido em Hogwarts. Em tempos de luta, quando fecho meus olhos, consigo ver o castelo ainda em chamas.
A varinha de pelo de unicórnio, os fios loiros platinados que voavam enquanto ele corria e gritava “Estupefaça”.
“Salvarei você...”
O cheiro de perfume masculino e pinheiro.
TOC TOC!
Abro meus olhos imediatamente – alarmada – e observo a porta de pinheiro e ela se abre, por ela entrando o ruivo com o uniforme de auror.
-Olá Mione, Vamos para o almoço? – Ron foi ao meu lado e pegou minha mão, a beijando.
-Vamos. – Indo em direção a porta, a abrindo e saindo da sala dando espaço para Ronald passar.
Todos do departamento olharam em nossa direção, havia até homens que o invejavam, era tão estranho, muitas pessoas pensavam como seriam nossos filhos em um futuro próximo. E eu não sabia nem se haveria mesmo um futuro.
Quem diria não é? Que algum dia seria desejada e Ron invejado pelos homens do ministério. Até o ministro da magia tentou se insinuar para mim, mas como eu — uma moça recatada — não cai na dele, até porque né, o ministro é um velho.
Desde em que eu havia feito um ensaio fotográfico para a revista "Magic World" e saído na capa com a seguinte legenda: Ela está com tudo, a nova Granger. Não parava de chover homem.
Ah, cortei o cabelo bem curtinho, Gina me apoiou em relação a isso e disse que era bom deixar os fantasmas do passado junto ao cabelo que foi cortado, passei a me arrumar mais e usar roupas da moda, mas continuava sendo aquela sabe-tudo de sempre, continuava tendo a fama de sangue-ruim — não que eu ainda me importasse — mas, ultimamente as pessoas tem falado que sou uma sangue-ruim gostosa.
Principalmente os homens.
-Hermione...H-E-R-M-I-O-N-E! — espera, Ron estalava os dedos para chamar minha atenção.
-Perdão, o que você falava? - voltei a dar atenção ao ruivo, que me encarava com aqueles olhos verdes.
-Eu hein, eu estava faland-HARRY AQUI! - Ron levantou do nada e gritou para o moreno que chegava tirando os óculos escuros e a roupa totalmente negra de auror com uma varinha prateada empunhada do lado esquerdo da perna.
(N/A: Harry dando uma de Auror: http://fc08.deviantart.net/fs70/f/2012/036/8/c/auror_potter_by_chouette_e-d4oqyxg.jpg)
Se sentou ao meu lado e beijou meu rosto, acenou para Ron e a comida começou a ser servida em nossa mesa, do nada — ah,doce magia...-
-Vocês sabem que vai ter um baile em Hogwarts de inverno-primavera? — Ron perguntava a nós dois, vi Harry cerrar os olhos como se tentasse lembrar, Encarei Ronald.
-Não tava sabendo não, mas provavelmente isso vai ser somente pra quem ainda estuda lá, né?
-Ai que está, não! É um baile — como dizem os trouxas — baile da saudade. É só para quem já estudou lá no ultimo ano, em que ocorreu aquela luta. - Ron falava rápido, Harry acabou engasgando com a própria comida, bati em suas costas e ele melhorou.
-E quando vai ser? — Harry perguntou.
-Daqui a dois dias.
Eu e Harry largamos o talheres na mesma hora - OI?! DOIS DIAS?! — Falamos em unisom.
-É, preparem-se. - se levantou e se foi. Harry e eu nos entreolhamos.
[...]
Aparatei para casa, não morava mais com meus pais, decidi morar perto do ministério, em uma cobertura que dava para ver tudo por ali.
Observei a taça com vinho em mãos, enquanto telefonava para a única pessoa que podia me ajudar.
-Alô, Gina?
-Mione? Aconteceu algo?
-Simplesmente que seu irmão bocó decidiu não me avisar com antecedência que o baile de inverno-primavera é amanhã. E eu não tenho roupa para ir... - o tom choroso se fez presente em minha voz na mesma hora, ouvi Gina rir.
-Relaxa, eu comprei dois vestidos — coitado do dinheiro do Harry — e um deles não serviu, porque né... - ela continuava com aquela risada boba, até que eu percebi.
-Ginevra!...Não me diga que você!... — coloquei as mãos na boca, abafando uma risada. - Dessa vez quero ser a madrinha desse. Harry já sabe?
-Ainda não... Opa, ele chegou. Amanhã venha para cá e nos arrumaremos juntas como sempre.
-Ok, Boa sorte e boa noite haha — desliguei o telefone ainda rindo e joguei em cima da cama, fui a janela observar a chuva enquanto meu som tocava Gun's n Roses — Don't Cry.
(N/A: Fica mais legal com a musica :) — http://www.youtube.com/watch?v=346buRwtrOU)
"Sectumsempra!
"AGHHHH!"
Sangue inundava o chão e meus dedos desesperados foram para sua camisa, ele estava em desespero, estribuchando no chão.
-NÃO! — peguei minha varinha e encostei em seu peito — Episkey! — o ferimento não se fechava, e sangrava cada vez mais, sujando minhas mãos.
Sangue-puro...
-Saia daqui Granger! — Os cabelos estavam ficando vermelhos pelo sangue que saia de seu próprio corpo.
-Férula! — gritei novamente e gazes cobriram o corpo dele, mas elas encheram de sangue menos de 2 segundos. — Aí meu Deus!
Olhei para trás, Harry estava de pé, com a varinha em mãos e olhos arregalados. — Saia daqui Harry! ANDA!
Abro os olhos novamente e sinto algo escorrer pela bochecha esquerda, limpo na mesma hora e continuo a encarar a cidade chuvosa.
Ahhh! O jornal.
-Doninha saltitante! - dou um grito pela casa e escuto patinhas correndo em minha direção e viro me abaixando, ficando agachada.
Minha doninha branca estava de "pé" me encarando com aqueles olhinhos negros... Ai, tão fofo! Chamei ele de doninha saltitante porque me lembrava o...
Ele empurrou com a patinha o profeta diário, peguei e abri, Doninha saltitante subiu pela minha perna e foi para os meus ombros, me escalando.
Arregalei os olhos ao ver a primeira página e sem querer me engasguei com o vinho e acabei derrubando o resto no jornal, que caiu no chão e eu acabei escorregando para o sofá.
Jornal: Draco Malfoy, o famoso Healer e ex comensal da morte, se divorcia de Astoria Greengrass com quem estava casado a 6 anos.
E nele aparecia fotos de Malfoy de costas acenando e colocando os óculos escuros e sem a aliança.
-Draco... — pronuncio o nome do loiro como se fosse assombração, Doninha saltitante pula de meu ombro e fica por cima do jornal manchado.
-Ahhh, então esse é o famoso Draco Malfoy.
...
...
Vou virando o rosto devagar e arregalo os olhos mais ainda ao ver minha doninha em pé, com o jornal na pata e lendo. MINHA DONINHA FALA!
AHHHHHHHHHHH! — gritamos em unisom, viro junto com o sofá para trás, rolando e caio no chão, pego minha varinha e aponto para a doninha.
-REDUCTO! - Aquela coisa branca pulou para o outro sofá branco, sem ser atingida.
-CALMA HERMIONE!
-AHHHHH NÃO FALA COMIGO! — Em desespero aponto a varinha novamente — PETRIFICUS TOTALUS!
-PROTEGO! - A doninha grita e mexe a patinha e repele, ricocheteando o meu feitiço e voltando para mim, me derrubando contra minha prateleira de livros que ameaçou cair.
"Não consigo me mexer... droga! "
Doninha saltitante pulou em cima de mim e foi para perto do meu rosto.
-Calma, não vou fazer mal... - ela vinha com as patinhas em sinal de rendição.
"Só vai comer minha alma" — pensei.
-Eu sou Hyperion, mais conhecido como doninha saltitante por você. Sou seu guardião. Dumbledore me mandou cuidar de você com minha vida. - ele fez uma referência, e se eu pudesse gritar, eu gritaria agora.
Ela pulou para longe, indo até meu compartimento de poções e pegou minha poção de mandragora, colocou em minha boca e me fez engolir. - Pronto, o feitiço vai passar.
Doninha saltitan-Hyperion, saiu de perto e subiu no meu sofá e meu corpo começou a voltar ao normal. Me sentei no chão e o encarei.
-Seja uma moça educada e me cumprimente, Srta. Granger...
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